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TEORIA CINÉTICA DOS GASES

Física II
Prof. Marco Aurélio Gonçalves
NÚMERO DE AVOGADRO
 Quantas moléculas existem em uma amostra
macroscópica de uma dada substância??
 Um Mol: é o número de átomos em uma amostra de 12 g de
carbono 12
 Quantas átomos ou moléculas existem em um mol??
Número de Avogadro

 Número de mols

 Onde: n= número de mols;


 N= número de moléculas da amostra.
 Massa Molar M am M am
n 
M mN A
M  mN A
 Onde: Mam = massa da amostra
 M= massa molar (massa de um mol)
 m= massa molecular (massa de uma molécula)

 A massa molar do hidrogênio é 1.008 g/mol. Qual a


massa de um átomo de hidrogênio?
GASES IDEAIS
O modelo mais simples que se possa imaginar
para um gás é:
um grande número de moléculas, consideradas como
pequeníssimas bolas duras (poderíamos pensar nas bolas
de sinuca/bolas de gude) que se encontram em movimento
permanente e desordenado, chocando-se entre si e com as
paredes do recipiente que as contém.

 Um gás ideal é definido como um gás no qual todas as colisões entre átomos ou

moléculas são perfeitamente elásticas, onde não há nenhuma força atrativa

intermolecular. Pode-se visualizar isto como uma coleção de esferas perfeitamente duras

que colidem, mas que caso contrário não interagem entre si. Em tal gás, toda a energia

interna está na forma de energia cinética e qualquer mudança em energia interna é

acompanhada por uma mudança em temperatura.


LEIS DOS GASES IDEAIS
 Um gás ideal pode ser caracterizado através de três variáveis de estado: pressão

absoluta (P), volume (V), e temperatura absoluta (T). A relação entre eles

pode ser deduzida de teoria cinética, que mostraremos a seguir, e pode ser

chamada:
PV  NkT
R
k
NA
nR  Nk
PV  nRT

 onde: N= número de moléculas


R= constantes dos gases ideais =8,3145 J/mol.K
n= número de mols
k = constante de Boltzman= 1,38066.10-23 J/K
Processos Isotérmicos
Transformação de um gás sob temperatura constante. A pressão do gás é

inversamente proporcional ao seu volume.

T1<T2
T constante P

nRT cte
p  T2
V V T1
V
Processos Isotérmicos
Vf

T = const 
Wi  f  P dV
VI

Vf
nRT
Wi  f 
VI
V
dV

Vf 
Wi  f  nRT ln  
 Vi 
Processos Isotérmicos

Vf 
Wi  f  nRT ln  
 Vi 

SE:

V cte: Vf=Vi : Wif=nRT ln(1)=0

Expansão: Vf>Vi : Wif>0

Compressão: Vf<Vi : Wif<0


Processos Isobáricos
Ti Tf
Transformação a pressão constante. O
volume e a temperatura absoluta do gás P

são diretamente proporcionais.


P constante
Vi Vf V
nRT
V  cte T
p
Vf

Wi  f   p dV  pV
VI
Processos Isocóricos
Transformação a volume constante. A
pressão do gás é diretamente proporcional Ti Tf
a sua temperatura absoluta.
P
Pf

V constante Pi

nRT V
p  cte T
V 1l

Vf P

Wi  f   p dV  0
2l

VI
Exemplos
1. Um cilindro contém 12L de oxigênio a 20°C e 15atm. A temperatura é
aumentada para 35°C e o volume é reduzido para 8,5L. Qual é a pressão
final do gás em atmosferas? Suponha que o gás seja ideal.
2. Um mol de oxigênio (suponha ideal) se expande a uma temperatura
constante de 310K de um volume inicial Vi=12L até um volume final
Vf=19L. Que trabalho é realizado pelo gás durante a expansão?
Calores Específicos Molares de um Gás Ideal
A quantidade de gás ideal é medida pelo número de mols n, em vez da massa m
O gás é submetido a diversos processos

i f i f' i  f ''
com a mesma variação de temperatura

T  T f  Ti  mesmo U
3
(lembrar que U  nRT )
2

“A energia interna de um gás ideal é função apenas da temperatura


do gás; ela não depende de qualquer outra variável”

Pelo primeiro princípio da termodinâmica  U  Q  W ou Q  U  W


12
W para cada trajetória é diferente  Q diferente para cada trajetória
(área sob a curva diferente)
Processos que ocorrem com mais frequência: o processo isocórico e o processo
isobárico

Calores Específicos Molares a Volume Constante


Na figura, o gás é elevada lentamente de T a T+ΔT, enquanto a pressão passa
de p para p+ Δp em um processo a volume constante. O calor é adicionado,
mas nenhum trabalho é realizado, como mostra o diagrama p-V.

i f Processo isocórico

Q  nCV T

13

CV é o calor específico molar a volume constante


No processo isocórico V = constante: W   PdV  0

Do primeiro princípio da termodinâmica

U  Q  W  Q  0  Q
3
 Q  U  nRT
2
3
nCV T  nRT
2

3  para todos os gases


CV  R  12.5 J/mol  K monoatómicos
2 14
U  nCV T (1)

Como a energia interna é uma função de estado, a variação de energia interna


não depende da trajetória seguida entre os estados inicial e final. Logo a
equação (1):

• fornece a variação na energia interna de um gás ideal para qualquer

processo no qual há variação de temperatura (T) e não apenas para um


processo isocórico

• Além disso é verdade também para gases monoatómicos e


poliatómicos

15

15
Calores Específicos Molares a Pressão Constante

Processo isobárico i f

Q  nCP T

CP é a capacidade calorífica molar (ou calor específico molar) a 17


pressão constante
No processo isobárico P = constante: U  Q  W  nCP T  PV

PV  nRT
 nCV T  nC P T  nRT
U  nCV T

CV  CP  R  esta expressão se aplica a qualquer gás ideal


3
Cp  RR 5
2 C P  R  20.8 J/mol  K
2

CP CP 52 R 5
  3   grandeza sem dimensão
CV CV 2 R 3

  1.67 para um gás monoatómico 18


EXEMPLOS
3. Uma bolha de 5,00mol de hélio está submersa a uma certa
profundidade na água quando a água (e, portanto o hélio) sofre
um aumento de temperatura de 20°C a pressão constante. Como
resultado, a bolha se expande. O hélio é monoatômico e ideal. (a)
Quanta energia é adicionada ao hélio sob a forma de calor
durante esta expansão com o aumento de temperatura? (b) Qual
é a variação da energia interna do hélio durante o aumento de
temperatura? (c) Que trabalho é realizado pelo hélio quando ele
se expande contra a pressão da água ao seu redor durante o
aumento de temperatura?
EXPANSÃO ADIABÁTICA
Imagine um gás se expandindo adiabaticamente num cilindro
isolado termicamente, de modo que Q=0

Supomos
• uma variação infinitesimal do volume  dV
• uma variação infinitesimal da temperatura  dT

O trabalho realizado pelo gás é PdV

A variação da energia interna é dada pela equação dU  nCV dT


 a primeira lei da termodinâmica será
PdV
dU  dQ  dW ou nCV dT  0  PdV Assim: ndT 
CV

Derivando PV  nRT obtemos PdV  VdP  nRdT


R 20
Substituindo o valor de ndT obtemos  PdV  VdP   PdV
CV
Dividimos a equação acima por PV e substituímos R  C P  CV

dV dP  CV  CP  dV
     dV dP
V

P
 1   
dV
V
0 
V P  CV  V

dV dP dV
  
dV
0  dP
P

dV
V
0
V P V V

Integrando, obtemos ln P   ln V  constante


que podemos escrever como

PV   constante

utilizando a lei do gás ideal  TV  1  constante 21


A figura mostra o diagrama PV para uma expansão adiabática

PV   constante
Como  > 1, a curva PV é mais íngreme do que
a inclinação de uma expansão isotérmica, em
que PV  = constante
Da equação dU  dW vemos que:

durante uma expansão adiabática, dU é


negativo  dT também é negativo

Para os estados inicial (i) e final (f): PiVi  Pf V f


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e utilizando a lei do gás ideal  TiVi 1  Tf V f 1
Expansão Livre
Pi, Vi, Ti Gás Ideal

Expansão Adiabática, que


não envolve trabalho W=0

Pf, Vf, Tf A U=0, então: Pela Lei dos Gases Ideais:

T  T f  Ti  0
Expansão Livre
Gás Ideal
U  0
T  T f  Ti  0

 
PiVi  Pf V f
Expansão Adiabática Livre Expansão Adiabática

Processo envolve situações fora de equilíbrio


Não é descrito pela termodinâmica
Resumo dos quatro processos termodinâmicos para o
gás ideal

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EXEMPLOS
4. (Exemplo2) Um mol de oxigênio (suponha ideal) se expande a
uma temperatura constante de 310K de um volume inicial
Vi=12L até um volume final Vf=19L. Que trabalho é realizado
pelo gás durante a expansão?
a) Qual seria a temperatura final se o gás tivesse se
expandindo adiabaticamente até esse mesmo volume final? O
oxigênio (O2) é um gás diatômico e, nesse caso, possui rotação,
mas não oscilação.
b) Quais seriam a temperatura final e a pressão final se o gás
tivesse se expandindo livremente para o novo volume a partir
de uma pressão de 2Pa?