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MAGNOLIOPHYTA

ANGIOSPERMAS
(Magnoliophyta)

Grande maioria das plantas visíveis;

Divisão Anthophyta – Maior de organismos fotossintéticos;


Características muito variadas;

Tamanhos: Desde Eucalyptus (100m de altura/ 20 m de


diâmetro) até monocot. Flutuantes (1mm de comprimento);

Ex: Lianas, epífitas, xerófitas, higrófitas, etc...;


Por mais de 100 milhões de anos, têm dominado o planeta.
• É o maior grupo de plantas atualmente vivente,
ocorrendo praticamente em todos os biótopos do
planeta, predominando na maioria das comunidades
vegetais.

• Estima-se que existam cerca de 250.000 - 300.000


espécies distribuídas em aproximadamente 10.000
gêneros e 300 famílias.

• A organização sistemática do grupo e as relações


filogenéticas dentro deste, e entre este e os demais
grupos de plantas ainda constituem questões
polêmicas.
Registros fósseis (folhas, madeira e pólen) mostram com clareza
que as magnoliófitas estavam bem representados durante o
Cretáceo (± 130 milhões de anos, era Mesozóica).

Isto leva a crer que o surgimento do grupo deve ter ocorrido


durante o Triássico (início da era Mesozóica) ou talvez antes.

Nenhum outro grupo vegetal adquiriu tamanha "importância


prática" para o homem como as magnoliófitas (alimentos, fibras,
energia, matéria prima p/ indústria, fármacos, entre outros);

Do total de espécies conhecidas, estima-se que 3.000 sejam


utilizadas pelo homem, 200 sejam "domesticadas", e cerca de
somente 12 espécies são responsáveis por grande parte da
movimentação comercial mundial.
A origem das magnoliófitas é tema controverso entre os
pesquisadores, mas a idéia mais aceita atualmente é o
monofiletismo (origem a partir de um único ancestral);

Admitida a origem monofilética das magnoliófitas, resta


a pergunta: qual grupo de plantas teria dado origem às
angiospermas?

Provavelmente este grupo está entre as


gimnospermas.
• Flores hermafroditas (os dois sexos na mesma flor) ou
unissexuais (flores apenas femininas ou apenas masculinas);

• Órgãos sexuais masculinos: estames (antera, filete e conectivo);


• Órgãos sexuais femininos: carpelos (diferenciados em estigma,
estilete e ovário);

• Óvulo: saco embrionário contém uma oosfera.

• Grão de pólen: 2 núcleos reprodutivos e 1 vegetativo (formação


do tubo polínico);

• Fecundação dupla: um núcleo reprodutivo fecunda a oosfera


(embrião). O segundo fecunda os núcleos polares do óvulo
(endosperma).
Formação do fruto e semente:
• Ovário, após a fecundação forma o fruto.

• Óvulo, após a fecundação forma a semente. O óvulo está


inserido dentro do ovário. Consequentemente, a semente está
inserida dentro do fruto.

Monocotiledôneas
Duas Classes
Dicotiledôneas

Possuem flores e frutos.


•Grande maioria de vida livre. Ex de parasitas: Cipó-chumbo
(Cuscuta salina).

•Angiospermas: Vaso com sementes.


•Carpelo é a estrutura definitiva – Vaso.
•Carpelo = megáfilo especializado e soldado
longitudinalmente. Contém ovos que se
desenvolvem em sementes.
Únicas
Flores
Inflorescência
• A haste da inflorescência e da flor = Pedúnculo
• A haste da flor da inflorescência = Pedicelo.
• Receptáculo = parte da haste floral onde as
partes da flor estão fixadas.

A flor consiste de:

Sépalas (Cálice)
Partes estéreis
Pétalas (Corola)
Cálice + Corola = Perianto
Partes férteis
• Estames (microsporófilos) = Androceu
• Carpelos (megasporófilos dobrados e soldados)
= Gineceu.
• Carpelos individuais ou fundidos = Pistilo
• Carpelo = ovário + estilete + estigma

•Estame = antera + filete.


A porção do ovário de onde os óvulos se originam e à qual
permanecem fixados = placenta.
Parietal = óvulos fixados nas paredes. (a)

Axial = óvulos fixados numa coluna central. (b)

Central livre = fixados em um


eixo central (c)

Basal = Único óvulo fixo à


base do ovário.
Perfeitas = Presença de estames e carpelos

Flores podem ser


Imperfeita = Ausência de estames ou carpelos.

 Flores contendo estames e carpelos = Monóica


•Flores contendo estames ou carpelos = Dióica
•Plantas contendo flores unissexuadas = Plantas monóicas
contendo flores monóicas
•Plantas contendo flores de um único sexo = Plantas dióicas
contendo flores dióicas.
Ilex aquifolium, uma espécie de planta dióica.
Flores perfeitas: contém os 4 vertilos florais (sépalas, pétalas,
estames e carpelos).
Flores imperfeitas = Se algum vertilo está ausente.

Quanto ao nível de inserção de pétalas, sépalas e estames estão:


Fixadas ao receptáculo, abaixo do ovário = Ovário súpero Flor
hipógina.

Flor Hipógina – Ovário Súpero.


•Fixadas ao receptáculo acima do ovário = Ovário ínfero

Flor Epígena.
• Apresentaovário súpero, porém estames, sépalas e pétalas se
encontram fundidos entre si, formando o hipanto = Flor
perígena.

Flor Perígina - Ovário Semi-ínfero.


Esquema das possíveis posições do ovário (I), ovário súpero
(II), ovário semi-ínfero (III), ovário ínfero. a: androceu, g:
gineceu, p: pétalas, s: sépalas, r: receptáculo.
CICLO DE VIDA DAS ANGIOSPERMAS

• Gametófitos muito reduzidos


• Microgametófito maduro consiste em apenas 3
células.
• Megagametófito maduro consiste de 7 células, na
maioria das espécies.
• Anterídios e arquegônios ausentes.
• Polinização indireta: polén depositado no
estigma.
• Após fecundação óvulos se desenvolvem em
sementes.
• Ovário se desenvolve em fruto.
Microsporogênese = Formação dos micrósporos dentro
dos microsporângios ou sacos polínicos da antera.

Microgametogênese = Desenvolvimento do
microsporo em um microgametófito ou grão de pólen.

Megasporogênese = Formação do megásporo no


interior do nucelo (megasporangio).

Megagametogênese = Desenvolvimento do megásporo


em um megagametófito.
DESENVOLVIMENTO DA SEMENTE E DO FRUTO
Na dupla fecundação, muitos processos são iniciados: o
núcleo primário se divide formando o endosperma; o
zigoto se desenvolve num embrião; tegumentos se
desenvolvem em uma cobertura da semente; e a parede
do ovário e estruturas associadas desenvolvem-se no
fruto.
O ovário (e algumas vezes outras partes da flor ou
inflorescência) se desenvolve em fruto.
A parede do ovário ou pericarpo, espessa-se e torna-
se diferenciada em camadas distintas:
Exocarpo – camada externa.
Mesocarpo – camada média
Endocarpo – camada interna
FATORES QUE PROMOVEM A XENOGAMIA
(polinização cruzada)
• Dicogamia – Estames e carpelos atingem a
maturidade em épocas diferentes.

• Protandria – Estames estão receptivos antes que os


estigmas amadureçam.

• Protoginia – Estigmas estão receptivos antes que os


estames amadureçam.

• Separação espacial de estames e estigma .

• Auto-incompatibilidade genética
XENOGAMIA VERSUS AUTOPOLINIZAÇÃO
Gimnospermas e algum as angiospermas - O pólen é disperso
pelo vento – Anemofilia
Angiospermas submersas – HIDROFILIA/.
•Outras angiospermas:
• CANTAROFILIA
Evolutivamente...
Flores mais especializadas
têm período de
desenvolvimento mais
curto, produzindo as
partes florais em menor
número, e mais definido,
que as primitivas.
Apresentam zigomorfia (1
só plano de simetria), ao
invés de actnomorfia.
Epigenia (ovário ínfero), ao
invés de hipogenia (ovário
súpero).
FRUTO

Fruto, segundo a definição clássica, é o ovário desenvolvido e com


sementes maduras.

Após a polinização e posterior fecundação da oosfera, ocorre um


brusco aumento no conteúdo da auxina no ovário (hormônio do
crescimento) que estimula o crescimento de suas paredes e, em
alguns casos, de tecidos associados ao receptáculo.

Durante o processo de amadurecimento, frutos de muitas espécies


adquirem cores chamativas e aromas agradáveis, ou se tornam
suculentos, sendo seu sabor apreciado por animais que, ao se
alimentarem deles, espalham suas sementes a certa distância da
planta produtora.
Outros, ao contrário, tornam-se secos e sua abertura, às vezes
explosiva, permite a liberação das sementes que podem ser
lançadas à distâncias relativamente grandes.

Certos frutos apresentam características morfológicas que os


torna elementos ativos na disseminação de sementes.
É bastante comum a ocorrência de frutos sem sementes. Tais
frutos são chamados partenocárpicos, sendo produzidos por
partenocarpia (processo responsável pela formação de frutos
sem fecundação).

O desenvolvimento do fruto partenocárpico pode ocorrer sem


que a flor seja polinizada. Exemplos: tomate (Lycopersicum sp. -
Solanaceae), pimenta (Piper sp. - Piperaceae) e banana (Musa
paradisiaca - Musaceae).
Em outros casos, ocorre a polinização, mas os tubos polínicos não se
desenvolvem completamente e não fecundam os óvulos.

Outro modo de ocorrer à partenocarpia consiste no aborto do embrião,


antes que o fruto atinja a maturidade. Exemplos: cereja (Prunus avium
- Rosaceae), uva (Vitis sp. - Vitaceae) e pêssego (Prunus pérsica -
Rosaceae).

Além de reguladores de crescimento, também estão envolvidos na


partenocarpia as condições do meio ambiente, tais como baixas
temperaturas, altas intensidades luminosas e fotoperíodo (duração do
dia).

Partes do fruto

O fruto é constituído por duas partes fundamentais: o fruto


propriamente dito, ou pericarpo (originado da parede do ovário)
e a semente.
De um modo geral, três camadas podem ser distinguidas num
fruto: o epicarpo que o reveste externamente, o mesocarpo que
é a parte mais desenvolvida dos frutos carnosos (geralmente é a
porção comestível), e o endocarpo, a camada que reveste a
cavidade do fruto, sendo geralmente pouco desenvolvida e,
muitas vezes, de difícil separação (fig. 1).
Classificação dos frutos:

De acordo com a origem, os frutos são classificados em três


categorias: simples, agregado ou múltiplo.

Frutos simples: são frutos derivados de um único ovário


(súpero ou ínfero) de uma única flor.

Podem ser secos ou carnosos, uni a multicarpelares, mas neste


caso sincárpicos, deiscentes ou indeiscentes na maturidade (fig.
2).
Frutos carnosos
São aqueles, nos quais a parede do ovário aumenta em
espessura após a polinização e a subseqüente fertilização. Nesses
frutos os pericarpos são bem desenvolvidos e, pelo menos em
parte, parenquimatosos e suculentos. Os frutos carnosos são
agrupados em:

Baga: epicarpo em geral delgado, mesocarpo e endocarpo


carnoso não sendo diferenciados entre si. É derivado de um
gineceu pluricarpelar.
Podem ser encontrados ainda dois tipos especiais de baga:

1. Hesperídio: o epicarpo é coriáceo com numerosas


glândulas oleíferas e o endocarpo é membranáceo e
dividido em gomos, revestidos de pêlos sucosos na
porção interna.
Pepônio: o fruto não apresenta septos e a camada externa (epicarpo)
apresenta-se de coriácea até lenhosa. Este fruto origina-se de um ovário ínfero,
com placentação parietal constituída de três placentas bifurcadas, que avançam
para o espaço central. O pericarpo é carnoso e as sementes são embebidas em
polpa sucosa. Exemplos: melancia (Citrullus lanatus –
1. Cucurbitaceae) e abóbora (Cucurbita pepo -
Cucurbitaceae).
Drupa: apresenta o pericarpo com uma camada externa
carnosa e uma pétrea. Geralmente é oriundo de ovário
unicarpelar e monospérmico. O epicarpo é delgado, o
mesocarpo carnoso e o endocarpo lenhoso.
Partes acessórias carnosas:
Pomo - Derivado de um hipanto que envolve os carpelos
(dois ou mais) e de ovário ínfero. O hipanto forma a porção
carnosa e comestível. Exemplos: maçã (Malus domestica -
Rosaceae) e pêra (Pirus communis - Rosaceae).
Pseudo-fruto - O pistilo é composto de dois ou mais
carpelos, o ovário é súpero e o receptáculo ou o pedúnculo
tornam-se carnosos Exemplo: caju (Anacardium occidentale
- Anacardiaceae).
Frutos agregados ou múltiplos
São aqueles frutos que derivam de um gineceu
dialicarpelar (apocárpico) de uma só flor. Todos os pistilos
estão reunidos por partes acessórias de natureza
receptacular ou apendicular. Cada pistilo forma um fruto
separado, geralmente do tipo folículo.
Frutos compostos ou infrutescências
Resultam da concrescência dos ovários das flores de
uma inflorescência. Em outras palavras, provém não de
uma flor, mas de uma inflorescência (vários ovários,
pertencentes a muitas flores). Ex.: jaca, abacaxi, figo.
Os principais tipos de frutos simples são:
Frutos secos deiscentes: abrem-se espontaneamente para
liberarem as sementes. Apresentam o pericarpo pouco
desenvolvido, contendo pequena quantidade de água.

•Folículo: derivado de um único pistilo, apresentando


apenas uma linha de deiscência longitudinal. (fig. 5).
Exemplo: chichá (Sterculia chichá - Sterculiaceae).
•Legume: também derivado de um único pistilo, porém a
deiscência se faz por duas linhas longitudinais, a da sutura
do carpelo e a da nervura mediana da folha carpelar (fig. 6).
Característico da maioria das Fabaceae, como feijão
(Phaseolus vulgaris).
Cápsula: derivada de gineceu sincárpico om dois a muitos
carpelos fundidos, ficando seca na maturidade e abrindo de
vários modos
FRUTO SIMPLES SECOS (Indeiscentes)
Aquênio – fruto monocárpio, monospérmico, cuja semente está
ligada intimamente à parede do pericarpo por um ponto
(funículo). A casca é geralmente lisa e dura; unicolar. Ex.:
girassol, castanha do caju.
Cariopse ou grão – fruto sincárpico, monospérmico,
unilocular, cuja semente está ligada á parede do
pericarpo em toda a sua extensão. Ex.: o fruto das
gramíneas.
Sâmara – fruto monocárpico, monospérmico é portanto um
aquênio alado (ovário com expansão aliforme) o qual facilita a
disseminação da semente. A sâmara pode conter duas
sementes.
Glande ou bolota - fruto geralmente sincárpico monospérmico,
pericarpo envolvido na base por uma cúpula. É portanto um
aquênio dotado da cúpula. Ex.: carvalho.
•Noz - relativamente grande com pericarpo muito duro
(pétreo), semente não aderida à parede de ovário. Derivado
de um ovário gamocarpelar. Ex.: macadâmia.
DISSEMINAÇÃO DAS SEMENTES E FRUTOS
Antropocórica – Homem: acidental ou
espontaneamente.

Zoocórica – Animais: frutos e sementes com pêlos e


espinhos que aderem ao corpo do animal
(carrapicho); ou são ingeridas por aves, macacos e
outros animais, sendo disseminadas junto com as
fezes (fruta do lobo).

Anemocórica – Vento: sementes e frutos minúsculos,


podendo Ter expansões aliformes.
Hidrocórica – Água: sementes e frutos com cutícula
impermeável. Ex: coco. Podem apresentar aparelhos
flutuadores, tais como tecido esponjoso ou sacos
aeríferos.

Bolocórica – Próprio animal. Frutos que se abrem com


grande pressão, lançando as sementes à distância. Ex:
beijo de frade.

Geocárpica – Quando os pedúnculos após a


fecundação enterram no solo os próprios frutos, onde
amadurecem. Ex: amendoim.