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Técnicas

Radiológicas II
(Meios de Contraste)

Prof. Lindolfo Jorge


Meios de Contraste

Conceito: Material relativamente radiopaco,


para introdução no interior de órgãos e
estruturas relativamente homogêneas, para
contrastá-los de tal maneira que seus
limites possam ser discernidos
radiograficamente.
Meios de Contraste

Contém elementos químicos de elevado


número atômico, como o Bário e o Iodo.
Apresentam poder de absorção aos Raios-
X, propriedade que é empregada durante
os procedimentos radiográficos, para
melhor visualizar órgãos e tecidos.
Meios de Contraste

Permitem a obtenção de imagens de órgãos e das partes


moles, a partir da simples presença do composto na área
de interesse.

Exemplo: Ao ser ingerido, o composto de bário adere as


paredes do esôfago e estômago e, durante a obtenção da
radiografia absorve os raios x, projetando sombras sobre
o filme, de tal modo que estas áreas aparecem brancas
na imagem, sendo diferenciadas das áreas adjacentes.
Os compostos de iodo, circulam na
corrente sanguínea, permitindo a
visualização do sistema circulatório.
Em muitos casos, têm a capacidade de
aderir a tecidos que apresentam
alterações patológicas, permitindo maior
destaque desses pontos como
anomalias, obstruções e alteração de
diâmetro.
Os meios de contraste devem conter em sua
composição química elementos atômicos
elevados.
Atualmente são dois os grupos básicos de
meios de contraste empregados na
radiologia convencional: Iodo e Bário.
Avaliação dos Meios de Contraste
Iodados
Toxidade – Uma Substância capaz de
envenenar.

Concentração – Adequada concentração do


Iodo, compatível com a área do corpo a ser
analisada.
Tonicidade dos Contraste Iodados

Pressão Osmótica: pressão que age sobre as


soluções de maior e menor concentração,
nas quais são separadas por membranas
semipermeáveis (vasos sanguíneos),
forçando uma transferência do solvente
diluído para o mais concentrado.
Tonicidade dos Contraste Iodados

Os meios de contraste, em geral, possuem


tonicidade maior que a do sangue(são
hipertônicos).
A tonicidade é dada por meios de valores em
milimoles por kg de água.
Os Meios de Contraste Podem
ser:
Hipertônicos = Maior que 300 milismoles.

Isotônicos = a 300 milismoles.

Hipotônicos = menor que 300 milismoles.


Viscosidade

É uma característica relativa à fluidez dos


líquidos. Quanto mais viscoso é líquido,
mais oleoso ele é.

Tem duas características de interesse


básico: facilidade de injeção e rapidez na
diluição da solução.
Facilidade de injeção

Por exemplo: na corrente sanguínea,


quanto menos viscosa a solução, maior
a facilidade de injetá-la, podendo usar
uma agulha mais fina.
Rapidez na diluição da solução

Por conter o agente de contraste no sangue,


em grandes vasos, a solução de baixa
viscosidade é rapidamente diluída, motivo
pelo qual, para manter uma adequada
concentração da mesma, por mais tempo, é
mais indicada uma solução mais viscosa.
Iodetos Orgânicos Iônicos
Contém o iodeto como elemento opacificador e
outros componentes químicos.
O contraste iodado iônico contém uma cadeia
lateral carregada positivamente, chamada de
cátion. O cátion é um sal, usualmente o
sódio. Esses sais aumentam a solubilidade
do meio de contraste.
Iodetos Orgânicos Não- Iônicos

 Também contém o iodeto como elemento


opacificador e outros componentes
químicos. Porém a sua cadeia não tem
cátion (carga positiva).
 Sendo assim, substitui-se o Sódio por
Glicose que, quando dissolvida em água,
se transforma em uma solução não iônica.
Iodetos Orgânicos Não- Iônicos

Pesquisas indicam que a menor


probabilidade de reações, ou que seja de
menor grau, é quando se utilizam os
contrastes não-iônicos. Porém o custo do
contraste não-iônico é bem maior que o do
contraste iônico.
Efeitos Colaterais Comuns

Dois efeitos colaterais muito comum após a


injeção intravenosa do contraste iodado
são: ondas de calor particularmente na face
e o gosto metálico na boca. Mas são
normalmente breves.
Vias de Meios de Contraste

Contraste Vias Vesical.


Contraste Vias Oral.
Contaste Via Retal.
Contraste Via Venosa.
Contraste Via Vesical

É administrado, com o objetivo de preencher


a bexiga para melhor estudo deste órgão e
de outros adjacentes. É mais utilizado em
pacientes não submetidos à injeção do MC
venoso.
A quantidade e solução é de 200ml diluído a
30% em soro fisiológico.
Contraste Via Vesical

Este processo é estéril e realizado por


profissional qualificado, que cateteriza a
uretra por meio de ma sonda vesical, onde
perfundirá o MC, para depois serem
adquiridas as imagens.
Contraste Via Oral

 É utilizado em exames abdominais, para


que as alças intestinais sejam preenchidas
e permitam melhor visualização de todas
as estruturas e, até de patologias do
sistema digestório ou regiões adjacentes.
 Nestes exames normalmente são usados
Sulfato e Bário. Exceto se o paciente tiver
perfuração na região abdominal.
Contraste Via Retal

 É utilizado nos estudos pélvicos, quando o


contraste oral não teve uma ao progressão ou
não foi ingerido. Ele tem a finalidade de
preencher o cólon sigmóide e a ampola retal.
 Essa injeção é feita através de sondagem retal
em procedimento adequado por um
profissional qualificado. Após a injeção do MC
o paciente é colocado em decúbito dorsal para
aquisição de imagens.
Contraste Via Venoso

O MC via venoso merece atenção no que se


refere ao seu armazenamento, que deve
ser feito em local adequado e seu manuseio
é estéril. No preparo do paciente para cada
serviço de imagem é necessário ter o seu
consentimento de uso ou de seu
responsável legal.
Contraste Via Venoso

 A aplicabilidade é o preenchimento de
veias e artérias e, por isso, de estruturas
vascularizadas, que permite delimitar a
morfologia e analisar a fisiologia das
estruturas do corpo e suas alterações.
 No uso de contraste venoso o preparo do
paciente é indispensável e deve ser
realizado em jejum de aproximadamente
seis horas.
Contraste Via Venoso

Contudo, pode estar associado a


medicamentos preventivos que são de
critério de cada serviço.
Existem vários fatores que são considerados
com maior predisposição a reações
alérgicas ou complicações com o uso do
MC via venosa:
Fatores de Predisposição Alérgica

Qualquer tipo de alergia a iodo oral e


cutâneo; alergia a alimentos, como
camarão, frutos do mar, agrião, alergia a
medicamentos, como sulfa ou penicilina,
problemas respiratórios, como rinite
alérgica, bronquite e asma, portadores de
insuficiência renal, anemia falciforme,
mieloma múltiplos, pacientes cardíacos
diabéticos, recém-nasidos e idosos.
As Reações ao Meio de Contraste podem
ser classificadas como:

Leves – Não exigem medicação para alívio


dos sintomas.
Moderadas – Aquela que exige tratamento
dos sintomas para o conforto do paciente.
Agudas – Reações que ameacem a vida do
paciente, exigindo tratamento ativo.
Reações leves, pode-se incluir:

Náuseas e vômitos;
Urticárias ;
Extravasamento: Queimação ou dormência
no local da injeção.
Reações Moderadas, pode-se
incluir:
Urticárias excessivas;
Taquicardia(aceleração dos batimentos
cardíacos);
Urticárias gigantes;
Vômitos excessivos;
Edema facial.
Choque Pirogênico

Ocorre por injetar contrastes com seringas


mal esterilizadas ou sujas;
Agulhas contaminadas;
Soluções de contraste não-estáveis, que
geralmente acontecem quando se guarda
contrastes em frascos já abertos ou através
manuseio excessivo das seringas.
As reações agudas ameaçam a vida e
exigem tratamento intensivo imediato

PA muito baixa(hipotensão arterial);


Parda cardíaca ou respiratória;
Perda da consciência;
Edema laríngeo;
Cianose;
Dificuldades respiratória;
Simples contraturas ou até verdadeiras
convulsões.
Contra – Indicações para o Iodo

Hipersensibilidade ao meio de contraste


iodado;
Anúria ou ausência de excreção de urina;
Doenças hepáticas ou renal grave;
Anemia falciforme;
Insuficiência cardíaca.
Contrastes:
Sulfato de Bário
 Meio de contraste positivo.
 Essa substância específica, é um sal de
bário. É relativamente inerte em virtude de
sua extrema insolubilidade em água e
outras soluções aquosa.
 Todos os outros sais de bário tendem a ser
tóxicos ou venenosos para o sistema
humano. Em departamentos de radiologia
devem ser quimicamente puro.
O sulfato de bário pode ser preparado
de duas maneiras: Fina ou Espessa

Fina – É uma mistura de sulfato de bário fino


e água e, tem consistência de creme, sendo
usado para estudar todo o GI.
Espessa – Tem a consistência de mingau. É
bem adequado para uso no esôfago pois
descerá lentamente.
Contra-Indicações

 O bário é contra-indicado quando houver


perfurações de víscera, ou for prevista cirurgia
após o procedimento radiológico.
 O sulfato de bário não pode, sob nenhuma
circunstância, ser injetado na corrente
sanguínea, pois ele não será diluído no plasma
sanguíneo.
 Em qualquer uma dessas condições, deve
usar um contraste iodado.
Sistema Urinário

O Sistema Urinário filtra resíduos metabólicos


presentes no sangue e os remove do
organismo através de um sistema de tubos.
O sangue é filtrado nos rins, dois órgãos do
tamanho de um punho fechado e formato
de um grão de feijão.
Sistema Urinário

As artérias renais levam o sangue até os rins.


As veias renais coletam o sangue após a
filtragem.
O processo de filtração produz um líquido
aquoso que, após ser processado, sai dos
rins na forma de urina, através do ureter.
Sistema Urinário

A urina é levada através dos ureteres para a


bexiga urinária,onde é estocada até o
momento de ser eliminada,através de outro
tubo, a uretra.
O sistema Urinário Consiste:
2 Rins
2 Ureteres
1 Bexiga
1 Uretra
Sistema Urinário
Freqüentemente o exame radiológico
inicial é em casos:

Dores urinárias;
Hematúria (Presença de sangue na urina);
Obstrução Aguda;
Anormalidades Congênitas;
Algumas massas renais;
Infecção do trato urinário.
O exame proporciona:

Informações anatômicas essenciais;


Demonstra a função de todo o trato urinário;
A urografia excretora é completa pela TC, RM
e pela US, que fornecem informações
anatômica adicionais e pode mostrar as
características de uma massa tumoral.
Um Exame Padrão Inclui:

Radiografia simples;
Radiografia imediatamente subseqüente à
administração do contraste;
Radiografia de cinco minutos após a
administração do contraste;
Radiografia de bexiga cheia;
Radiografia de bexiga após micção.
Um Exame Padrão Inclui:

Incidências obliquas depende das


circunstâncias clinicas;
Serão feitas menos incidências em crianças.
O Rim

A urografia excretora possibilita a avaliação


do tamanho, eixo, contorno e simetria
funcional dos rins.
O comprimento do rim depende da idade do
paciente, do sexo e da condição física do
paciente.
Os Ureteres

• Muitas vezes, os ureteres não são


inteiramente visíveis, apesar de grandes
esforços para mostrá-los, com o paciente
em diversas posições.
A Bexiga é avaliada

 Quanto ao tamanho e ao contorno;


 Quanto ao volume após a micção.
(Normalmente inferior a 100ml);
 Quanto à impressão prostática ou uterina;
 Quanto às irregularidades da paredes
internas (mais bem observadas na
incidência pós-miccional).;
A Uretra

A uretra pode ser demonstrada em uma


radiografia miccional de uretrocistografia,
mas o material de contraste normalmente é
diluído pela urina, de modo que a imagem é
diferente.
Uma anamnese cuidadosa colhida com o paciente pode
alertar a equipe sobre uma possível reação. Pacientes com história de
alergia são mais propensos a sofrer reações adversas ao contraste.
Devem ser incluídas as seguintes perguntas ao paciente:
1. Você é alérgico a alguma coisa?
2. Você já teve febre , asma ou urticária?
3. Você é alérgico a algum remédio?
4. Você é alérgico ao iodo?
5. Você é alérgico a algum tipo de comida?
6. Você já realizou exames radiológicos que precisaram de injeção
intravenosa ou intra-arterial?
Uma resposta positiva a qualquer dessas perguntas alerta a equipe para
um aumento na probabilidade de reações.
É o exame mais comumente empregado no estudo
das vias urinárias, também conhecido como
urografia intravenosa. É um exame radiológico onde
são demonstradas as estruturas coletoras dos rins
(cálices e pelves), ureteres e bexiga. Este exame
possibilita a avaliação do tamanho, do eixo, do
contorno e permite a avaliação da função renal.
A urografia excretora está indicada em todas
as alterações clínicas ou biológicas que
dizem respeito ao aparelho urinário, tais
como:

 Obstrução urinária (colite nefrética);


 Hematúria;
 Infecção Urinária de repetição;
 Deformidades genitais;
 Prétransplante renal (doador).
1. Tipo e quantidade certos do meio de contraste,
já em uma seringa apropriada
2. Frasco vazio do meio de contraste para mostrar
ao médico ou ao assistente que vai fazer a injeção
3. Agulhas e escalpes tamanho 19 com circuito
acoplado, todos estéreis
4. Gaze ou algodão com álcool
5. Torniquete
6. Toalha ou esponja para apoiar o cotovelo
7. Escudo gonadal para os homens
8. Bacia para vomitar
9. Números de chumbo, cronômetro, marcadores direita/esquerda (D, E)
10. Carro de parada (emergência)
11. Dispositivo de compressão ureteral (se usado pelo centro).
Contraste
Há dois tipos de contraste iodado usados em urologia, os iônicos
e os não-iônicos.
A estrutura química dos dois tipos é diferente e se comporta
diferentemente no organismo.
Existem vários fatores que contra indicam a
realização do exame, como por exemplo:

 Desidratação (principal);
 Intolerância ao Iodo;
 Mieloma, pois pode provocar anúria (urina
não secretada pelos rins) durante a realização
do exame.
Avalia a função renal e permite o estudo
anatômico do sistema coletor (cálices, pelves, ureter,
bexiga).

 A definição da imagem depende da função renal;


 Risco de reações adversas ao contraste;
 Não demonstra lesões no parênquima neural;
 Nabexiga só demonstra lesões da luz, não indicando
extensão da lesão para estruturas adjacentes.
Urografia Excretora

Incidências:AP –
Panorâmica
AP – Loc. Rins
AP – Loc. Bexiga
solicitadas.
Filmes:
35 x 43
24 x 30
18 x 24
Obs1.: para se estudar os ureteres faz
compressão abdominal com placa de metal,
para impedir o enchimento da bexiga e fazer
com que o contraste fique no ureter, geralmente
faz a compressão na radiografia com 10
minutos;

Obs2.: não existe uma urografia excretora


padrão, o exame deve ser adaptado de acordo
com a necessidade e indicação.
Equipamento para litotripsia extracorpórea
por ondas de choque (foto meramente
ilustrativa).

Trata-se de máquina especializada para a


trituração(fragmentação) de cálculos
urinários (pedras dos rins etc), sem a
necessidade de cirurgia. O equipamento faz
parte da Unidade de Litotripsia
Extracorpórea do UDI Hospital.
Esse exame pode ser realizado para se estudar
a pelve e os cálices renais à procura de sinais de
infecção ou anomalias.
Esse procedimento é considerado um
procedimento cirúrgico, realizado pelo
urologista em condições assépticas.
BÁSICAS
AP (simples)
AP (pielografia)
AP (ureterografia)

INCIDÊNCIAS:
Uma radiografia simples de abdome é obtida após a inserção dos
cateteres
A pielografia mostra a pelve renal e os cálices maiores e menores
A ureterografia mostra o ureter à medida que os cateteres vão
sendo retirados .
Proteção: Em virtude da anatomia estudada e do
campo cirúrgico estéril, a proteção gonadal em
geral é dispensada.
Posição do Paciente: O paciente deve estar em
posição de litotomia modificada, com os joelhos
fletidos sobre suportes para as pernas ajustáveis.
Posicionamento das Partes: Garantir que a sínfise
púbica esteja incluída na parte inferior do porta-
filmes.
O urologista
injeta 3 a 5 ml do contraste,
,
através do catéter,
diretamente na pelve renal
em um ou ambos os rins.

O cateter ureteropiélico direito é mostrado com o


contraste sendo
injetado no rim direito.
O rim e o ureter proximal esquerdos exibem a presença
de contraste residual.
Objetivo da Cistografia

A cistografia e um exame radiológico da


bexiga após instalação de um meio de
contraste iodado através de um catéter
uretral.
Preparo

Dieta leve na véspera do exame;


Às 22 horas, tomar dois comprimidos de
laxante e manter jejum até a hora de
exame.
Procedimento

 O paciente deve esvaziar a bexiga antes do


cateterismo. Fazer a assepsia do paciente.
 A bexiga é,então cheia com meio do contraste
diluído.
 Nunca se deve ter pressa e tentar introduzir o
meio de contraste sob pressão.Houve casos
de ruptura da bexiga pelo uso de pressão
desnecessária.
Radiografias

 1°- Incidência simples(piloto) como para sacro


cóccix.
 2°- Incidência para pequeno enchimento
100ml.
 3°- Incidência para médio enchimento 250ml.
 4°- Incidência em AP do Sacro.RC angulado
10°a 15° caudal.
 5°- Incidência em perfil.
 6°e 7°- Incidência Obliquas: OAD e ODE.
Histerossalpingografia

É o estudo radiológico do útero, trompas e


ovários.
É utilizado material específico, com pinças
uterinas, seringa especial, etc.
O meio de contraste, a base de óleo, é injetado
através da vagina. São realizadas, após injeção
do meio de contraste, radiografias em AP
panorâmico da pelve.
Histerossalpingografia
Indicação:

Estreitamento.
Neoplasia.

Preparo do paciente:
Período do exame:
7° ao 13° dia do ciclo menstrual.
Contra-Indicação:

Alergia;
Não ter relação sexual até três dias antes:
Não pode ter corrimento no dia do exame.
Falta de higiene íntima.
A paciente deve levar absorvente íntimo.
Material:

 Espéculo vaginal;
 Cuba rim;
 Pinça;
 Material anti-séptico;
 Soro fisiológico:
 Campo;
 Seringa;
 Histerômetro( aparelho próprio para exame).
Vamos estudar o aparelho gastro-intestinal numa
seqüência em que se instalam no organismo,
ou seja:cavidade oral, faringe, esôfago,
estômago, intestino delgado e intestino grosso,
que termina com o ânus.
Todos os exames contrastados do TGI
Esofagografia

É o nome dado ao exame radiológico especifico


da faringe e do esôfago.
Este exame objetiva a obtenção de imagens
desde a faringe até a porção abdominal do
esôfago,estudando a forma e a função da
deglutição.
Indicações: anomalias congênitas, câncer,
corpos estranhos, varizes esofágicas, refluxo.
Com o paciente em ortostática pedimos
que segure o copo de bário com a mão
esquerda.
- Posicionamento: AP, oblíqua anterior
esquerda 20º á 45°.
- Solicita-se que o paciente tome um gole
de bário e segure na boca, observa-se
pelo seriógrafo a
região e peça que o paciente engula o
bário, realizando a imagem ao ver a coluna
de bário.
Radiografa-se a porção cervical do esôfago,
região onde também se localiza a faringe; a
porção
torácica do esôfago, área compreendida abaixo
da faringe para o corpo do estômago.
Filme usado: 35 x 35 divido em três para adultos.
18 x 24 divido em dois para crianças.
ANATOMIA DO ESÔFAGO E ESTOMAGO
E.E.D.

O objetivo deste exame é estudar


radiograficamente a forma e a função do
esôfago distal, estômago e duodeno,
determinar condições anatômicas e funcionais
anormais.
Preparo do Paciente
O paciente deve ser orientado a permanecer em dieta
zero a partir das 23:00 hs do dia anterior ao exame,
sendo esse exame realizado habitualmente pela
manhã.
Sólidos e líquidos devem ser suspensos durante, no
mínimo, 8 hs antes do exame.
O paciente também é instruído a não fumar ou
mascar chicletes durante o período da dieta zero.
Ao receber o paciente, o técnico em radiologia, deve
explicar cuidadosamente todos os procedimentos a
serem realizados, bem como fazer uma prévia
anamnese, anotando os dados na ficha do mesmo.
Indicações clínicas

Algumas indicações clínicas para EED incluem:


Úlceras.
Gastrite crônica.
Tumores benignos ou malignos.
Metodologia

É dado ao paciente um gole de bário,


acompanhado de ½ “Sonrisal”, este é
administrado para formar gases, apresentado o
estômago em duplo contraste. É realizada
então uma radiografia panorâmica do
estômago, com o paciente em D.D.
 Colocar o paciente em ortostática. Em
seguida deve-se encher o estômago com
bário afim de estudar as curvaturas
maior,menor, antro esofágico e bulbo
gástrico.
 Realiza-se outra radiografia panorâmica do
estômago cheio de bário, após realiza-se
uma série de 6 exposições.
 Visão radiográfica:
 Porções cervical, torácica e abdominal do
esôfago.
Trânsito Intestinal

O objetivo deste exame é visualizar o fluxo de


contraste pelo intestino delgado, daí o nome de
transito intestinal.
O preparo do paciente é o mesmo prescrito para
E.E.D.
Metodologia

O paciente inicia tomando 200 ml de bário, sendo a primeira


radiografia realizada 10 minutos após a ingestão.
A seguir é ministrado mais 200 ml de bário, sendo as
radiografias posteriores realizadas de 30 em 30 minutos,
sempre com o paciente e decúbito ventral, até que se
visualize a válvula ileoceal, quando então o exame é dado
por encerrado.
Este é o protocolo, porém algumas vezes o radiologista pode
assumir posições obliquas e até ortostáticas para definir o
diagnóstico.
ENEMA OPACO OU ENEMA
BARITADO
É o estudo radiológico do intestino grosso.
Requer o uso de contraste para demonstrar o
intestino grosso e seus componentes.
Objetivo

O objetivo do enema opaco é estudar


radiologicamente a forma e a função do
intestino grosso,bem como detectar quaisquer
condições anormais.
Tanto o enema baritado com contraste simples
quanto com duplo contraste incluem um estudo
de todo o intestino grosso.
Preparo do paciente:

O preparo do paciente para um enema opaco é mais


complicado que o preparo para o estômago e intestino
delgado. Entretanto o objetivo final é o mesmo.
A porção do canal alimentar a ser examinada deve estar
vazia, a limpeza completa de todo o intestino grosso é de
extrema importância para o estudo contrastado satisfatório
do intestino grosso.
Para obter melhores resultados, os procedimentos de
limpeza intestinal são especificados em folhetos com
instruções aos pacientes, quando acontece o
agendamento para a realização do exame.
Preparo do paciente:

Deve ser enfatizado ao paciente a importância


do intestino limpo para realizar o enema opaco,
pois o material fecal retido pode encobrir a
anatomia normal ou fornecer falsa informação
diagnóstica, devendo o exame ser remarcado
após preparo adequado.
Metodologia:
Antes do início do exame explicar detalhadamente ao paciente os
procedimentos que serão realizados.
O paciente é instruído a remover toda a roupa, incluindo sapatos e meias e
vestir um roupão hospitalar apropriado, com abertura e fitas nas costas.
Antes da introdução da sonda retal, deve ser feita a anamnese, e o exame
dever ser cuidadosamente explicado.
Como a cooperação do paciente é essencial e o exame pode ser
embaraçante, deve-se tentar ao máximo tranqüiliza-lo a cada estágio do
exame.
Realiza-se a radiografia simples do abdome e apresenta para o radiologista.
Para a introdução da sonda, coloca-se o paciente na posição de Sims, onde
o paciente é colocado em decúbito lateral esquerdo, inclinando-se bem
para a frente.
Proteger o pudor do paciente o máximo
possível durante o exame. A sonda
NUNCA deve ser forçada, pois pode
causar lesão no paciente, ela deve entrar
de maneira suave, após ser lubrificada,
geralmente com Xylocaina gel.
A introdução total da sonda não deve
exceder 4 a 5 cm para evitar possível
lesão da parede do reto.
1 – Enema opaco com contraste
simples:
 Este exame utiliza apenas contraste positivo.
Na maioria dos casos, o contraste é o sulfato
de bário em mistura fina.
 Ocasionalmente, o contraste de bário deverá
ser substituído por uma substância
hidrossolúvel. Ex:Caso o paciente vá ser
submetido à cirurgia após o exame; ou enema
opaco de recém-nascido.
2 – Enema opaco com duplo
contraste:
Neste caso além do sulfato de bário também é introduzido ar
no intestino grosso.
É essencial que o intestino esteja absolutamente limpo. Este
exame é realizado em dois estágios:
Após a coluna de bário alcançar toda extensão do intestino
grosso, instila-se ar no intestino, a seguir solicita-se que o
paciente vá ao banheiro e evacue o máximo de bário
possível.
No segundo estagio insuflar o intestino com uma grande
quantidade de ar, que desloca a principal coluna de bário
para a frente, deixando apenas o bário aderido à mucosa.
Colangiografia intra-operatória

 Como o próprio nome já diz é um exame


realizado durante cirurgia, geralmente durante
uma colecistectomia.
 O cirurgião pode suspeitar de cálculos
residuais localizados em um dos ductos
biliares.
 Após a remoção da vesícula biliar, um
pequeno cateter é introduzido na porção
remanescente do ducto cístico. É injetado meio
de contraste iodado, e são feitas radiografias
convencionais.
Na maioria dos casos é exigido o uso de
aparelho portátil com elevado mA e uso de
grade difusora.
Alguns cirurgiões preferem o uso do
intensificador de imagens ou arco-
cirurgico,para produzir imagens em tempo
real dos ductos durante a injeção do meio
de contraste.
Objetivo

As colangiografias operatórias são realizadas


para:
Determinar o estado funcional da ampola
hepatopancreática.
Demonstrar pequenas lesões, estreitamentos ou
dilatações dentro dos ductos biliares.
Estruturas visualizadas

• Sistemas de ductos
biliares, drenagem
para o duodeno e
quaisquer cálculos
biliares residuais.
Critérios de avaliação

É demonstrado todo o sistema de ductos biliares


preenchidos por meio de contrastes.
Não há evidência de movimento na radiografia.
Emprego de técnica apropriada para visualizar o
sistema de ductos biliares.