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OBJETIVO

Refletirsobre o estado de natureza


em Hobbes, para compreender a
importância desse conceito para o
desenvolvimento de sua filosofia.
DITADO
1. Abdicar: Renunciar por vontade própria.

2. Iminência: ameaça, medo, urgência.

3. Dissoluta: Libertino, contrário aos bons costumes.

4.  Artifício:  Sutileza,  astúcia,  a  fim  de  enganar. 


Habilidade.

5.  Sociável:  Nascido  para  viver  em  sociedade;  que 


tende para a vida em sociedade 
Thomas Hobbes
Nasceu em 1588-1679, foi
matemático,teórico político e filósofo
inglês autor de o Leviatã (1651).

Diante dos avanços das ameaças


liberais, era defensor do direito
absoluto do rei.


Defende que a verdadeira natureza
humana é fundada no egoísmo e na
luta pela sobrevivência.


O homem vive com um permanente
sentimento de medo e em constante
risco de morte. 3
NO  ESTADO  DE  NATUREZA,  O  SER 
HUMANO TEM DIREITO A TUDO.
 Jus  naturale  é  a  liberdade  que  cada 
homem  possui  de  usar  seu  próprio  poder, 
da maneira que quiser, para a preservação 
de  sua  própria  natureza,  ou  seja,  de  sua 
vida;  e,  consequentemente,  de  fazer  tudo 
aquilo que seu próprio julgamento e razão 
lhe indiquem como meios adequados a esse 
fim. 
 Hobbes, Thomas. Leviatã. São Paulo: Abril cultural, 1974. p. 82 (coleção os 
pensadores)
ESTADO DE NATUREZA
 A situação  de  indivíduos  deixados  a  si 
próprios  é  de  anarquia,  o  que  gera 
insegurança,  angústia  e  medo  porque, 
onde  predominam  interesses  egoístas, 
cada um torna­se lobo para outro lobo.

 As  disputas  provocam  a  guerra  de  todos 


contra todos, com graves prejuízos para a 
indústria,  a  agricultura,  a  navegação,  o 
desenvolvimento  da  ciência  e  o  conforto 
dos indivíduos.

O estado de natureza é constituído por indivíduos
isolados e em permanente luta de cada homem contra
outro. Predomina o medo da morte.


A necessidade de se protegerem uns dos outros levou
os homens á invenção das armas e ao cercamento das
terras.


Apesar de todas essas medidas de proteção, haverá
alguém mais forte que tomará as terras e inviabilizará a
sua posse.

 O estado de natureza não oferece nenhuma garantia, a


única lei é a força do mais forte.
 Diante do medo da morte no estado de natureza, 
o  indivíduo  reconhece  a  necessidade  de 
renunciar à liberdade total, contentando­se coma 
mesma liberdade de que os outros dispõem.

 A renúncia  à  liberdade  só  tem  sentido  com  a 


transferência  do  poder  por  meio  de um  contrato 
social.

 No  contrato,  todos  abdicam  de  sua  vontade  em 


favor  um  homem  ou  de  uma  assembleia  de 
homens, como representantes de suas pessoas.

Para homens tomados em estado natural, não há
justiça, verdade ou razão.


Tais coisas existem somente no plano da linguagem e
das convenções artificiais das sociedades humanas.


A única maneira de estabelecer uma sociedade mais
segura e com mais proteção, é a criação de um corpo
político forte chamado Estado.


È necessário que exista um Estado com grandes
poderes para regular as disputas naturais humanas e
proporcionar melhores condições de vida.

O individuo no estado natural é um animal que luta por
sua conservação, e seu instinto o leva sempre a defender-
se.

O poder nasce do contrato social.



No contrato os homens transferem o seu direito natural
para um soberano, que o transforma em direito civil que,
por sua vez, garante a vida, a liberdade, a propriedade
privada e a paz.


Dentro dessa concepção existem várias teorias diferentes,
desde as mais totalitárias, que aceitam um Estado
absolutista, até as mais liberais, que pregam um Estado
mínimo.

Quanto mais pessimista a visão de ser humano,
mais os teóricos tendem para um Estado tirânico;
quanto mais otimista, mais se acredita na liberdade.


Uma das posições mais pessimistas é a de Hobbes,
para quem as relações sociais e de poder nunca são
tranquilas, pois os homens possuem interesses
antagônicos e estão em constante disputas.


Homens sempre procuram influenciar, condicionar
e determinar outros homens.
“Se  não  é  sociável  por 
natureza,  o  ser  humano  o 
será por artifício”: O medo e o 
desejo  de  paz  levam  os 
indivíduos  a  fundar  um 
estado  social  e  a  autoridade 
política,  abdicando  de  seus 
direitos  em  favor  do 
soberano.
SOBERANIA ABSOLUTA
 O  poder  do  soberano  deve  ser  absoluto,  isto  é,  total  e 
ilimitado.

 O indivíduo abdica da liberdade ao dar plenos poderes 
ao  Estado  a  fim  de  proteger  sua  própria  vida  e  sua 
propriedade.

 Cabe  ao  soberano  decidir  tudo  referente  as  leis,  não 


podendo ninguém discordar, pois tudo o que o soberano 
faz é investido da autoridade consentida pelo súdito.

 Para  Hobbes  é  contraditório  afirmar  que  o governante 


abusa  do  poder:  não  há  abuso  quando  o  poder  é 
ilimitado.
FORMA DE GOVERNO SEGUNDO 
HOBBES.

 O Estado tanto pode ser uma monarquia 
como  pode ser uma assembleia. 

 O importante é que, uma vez instituído, 
o Estado não seja contestado.

 O poder do Estado é exercido pela força, 
pois  só  a  evidencia  do  castigo  pode 
atemorizar os indivíduos.
CABE AO SOBERANO
Prescrever leis
Escolher os conselheiros
Julgar
Fazer guerra e a paz
Recompensar e punir
Censurar  opiniões  e  doutrinas 
contrarias à paz.
POR  QUÊ  O  ESTADO  CIVIL  É 
MELHOR  DO  QUE  O  ESTADO  DE 
NATUREZA?

O  próprio  Hobbes  perguntou  se 


não é muito miserável a condição 
de  súdito  diante  de  tantas 
restrições,  conclui  que  nada  se 
compara  à  condição  desregrada 
de  indivíduos  sem  senhor  ou  às 
misérias da guerra civil.

O poder para Hobbes deve ser secular, ou
seja, fora dos domínios da religião.


Os indivíduos devem reunir os seus
direitos e seus poderes e os transferir a uma
autoridade soberana.


Assim o indivíduo fica livre de perecer,
pois esse poder soberano tem a função de
estabelecer a paz, a ordem entre as pessoas
da sociedade.

O contrato social é, portanto, a saída
mais racionalmente viável para que os
seres humanos estabeleçam o Estado e
conquistem a segurança para viver.


O Estado deve ser forte, um poder
absoluto ao qual todos os súditos
devem se submeter, restando pouco
espaço para a liberdade individual.
 Para Hobbes  o  soberano  pode  ser 
um  rei,  um  grupo  de  aristocrata  ou 
uma assembleia.

 A 
forma  de  governo  pode  ser  uma 
monarquia,  aristocracia  ou 
assembleia.

 O que deve ser decisivo  é a firmeza 
no  comando  do  poder  ou  da 
soberania.
Thomas Hobbes
No estado natural, enquanto que
alguns homens possam ser mais fortes
ou mais inteligentes do que outros,
nenhum se ergue tão acima dos
demais por estar além do medo de que
outro homem lhe possa fazer mal.

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Thomas Hobbes
Por isso, cada um de nós tem direito a tudo, e
uma vez que todas as coisas são escassas, existe
uma constante guerra de todos contra todos
(Bellum omnia omnes). No entanto, os homens
têm um desejo, que é também em interesse
próprio, de acabar com a guerra, e por isso
formam sociedades entrando num contrato
social.

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Thomas Hobbes

De acordo com Hobbes, tal sociedade


necessita de uma autoridade à qual
todos os membros dessa sociedade
devem render o suficiente da sua
liberdade natural, de forma que a
autoridade possa assegurar a paz
interna e a defesa comum
Thomas Hobbes

A ideia segundo a qual os


homens só podem viver em
paz se concordarem em
submeter-se a um poder
absoluto e centralizado.
Thomas Hobbes
Para ele, a Igreja cristã e o Estado cristão
formavam um mesmo corpo, encabeçado
pelo monarca, que teria o direito de
interpretar as Escrituras, decidir questões
religiosas e presidir o culto. Neste sentido,
critica a livre-interpretação da Bíblia na
Reforma Protestante por, de certa forma,
enfraquecer o monarca
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Thomas Hobbes

Hobbes realiza o esforço


supremo de atribuir ao
contrato uma soberania
absoluta e indivisível [...]

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Thomas Hobbes
Ensina que, por um único e mesmo ato, os

homens naturais constituem-se em


sociedade política e submetem-se a um
senhor, a um soberano. Não firmam
contrato com esse senhor, mas entre si. É
entre si que renunciam, em proveito desse
senhor, a todo o direito e toda liberdade
nocivos à paz”.
Thomas Hobbes
A renúncia ao direito sobre todas
as coisas deve ser recíproca entre
os indivíduos.
O contrato que funda o poder
político visa pôr fim ao estado de
guerra que caracteriza o estado de
natureza.
Monstro mitológico-
Leviatã
 1.  Thomas  Hobbes  é  considerado  um  dos 
maiores  filósofos  políticos  da  Idade 
Moderna.  Escreveu  obras  políticas 
fundamentais  para  a  compreensão  do 
Estado Moderno. Sua obra mais conhecida é 
O  Leviatã  (1651).  Seguindo  o  pensamento 
de  Hobbes,  assinale  a  alternativa 
INCORRETA  sobre  Hobbes  e  o  seu 
pensamento.
 a)  Para  Hobbes  o  poder  do  soberano  não  é 
absoluto.  O  poder  do  governante  tem  que 
ser  limitado.  Ou  o  poder  é  limitado,  ou 
continuamos na condição de guerra.
 b)  Thomas  Hobbes  é  considerado  um  filósofo 
contratualista,  pois  se  trata  de  um  pensador  que  viveu 
entre o século XVI e XVII, e que afirmava que a origem 
do Estado e/ou sociedade está num contrato.
 c)  Para  Hobbes,  o  poder  do  Estado  tem  que  ser  pleno, 
absoluto. A autoridade do poder de um rei deve resolver 
todas as pendências e arbitrar qualquer decisão.
 d) Segundo Hobbes, do Estado derivam todos os direitos 
a  quem  o  poder  soberano  é  conferido  mediante  o 
consentimento do povo reunido.
 e)  Sua  teoria  contratual  afirma  o  princípio  de 
preservação  da  vida  na  base  da  política  e  sustenta  a 
ideia da criação e da manutenção do poder soberano no 
ato de linguagem implicado na estrutura representativa 
do pacto político.
 2.  (UEL – 2003) “Sabemos que Hobbes é um
contratualista, quer dizer, um daqueles filósofos
que, entre o século XVI e o XVII (basicamente),
afirmaram que a origem do Estado e/ou da
sociedade está num contrato: os homens
viveriam, naturalmente, sem poder e sem
organização – que somente surgiriam depois de
um pacto firmado por eles, estabelecendo as
regras de comércio social e de subordinação
política.” (RIBEIRO, Renato Janine. Hobbes: o
medo e a esperança. In: WEFFORT, Francisco.
Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2000.
p. 53.)
 Com base no texto, que se refere ao
contratualismo de Hobbes, considere as
seguintes afirmativas:

 I. A soberania decorrente do contrato é absoluta.


 II. A noção de estado de natureza é
imprescindível para essa teoria.
 III. O contrato ocorre por meio da passagem do
estado social para o estado político.
 IV. O cumprimento do contrato independe da
subordinação política dos indivíduos.
 Quaisdas afirmativas representam o
pensamento de Hobbes?

 a) Apenas as afirmativas I e II.


 b) Apenas as afirmativas I e III.
 c) Apenas as afirmativas II e III.
 d) Apenas as afirmativas II e IV.
 e) Apenas as afirmativas III e IV.
3. Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta.
“É evidente que, durante o tempo em que os homens vivem
sem um poder comum que os mantenha subjugados, eles
se encontram naquela condição que é chamada de guerra;
e essa guerra é uma guerra de cada homem contra cada
outro homem.” Hobbes in BOBBIO, Norberto. Thomas
Hobbes. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1991. p. 35.
A) Para Hobbes, a guerra é uma situação anterior ao
estado de natureza.
B) Hobbes associa, em suas reflexões, a situação de
guerra e o estado de natureza.
C) Um poder comum, segundo Hobbes, mantém os
homens no estado de natureza.
D) Em Hobbes, a guerra de todos contra todos é
compatível com um poder comum.