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UC-12

DOENÇAS RESULTANTES DO MEIO


Preenchimento de CAT
Preenchimento de notificação do SINAN
• Acidente com animais peçonhentos
• Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva
• Dengue - Casos e óbitos
• Doença de Chagas Aguda
• Doenças febris hemorrágicas emergentes/reemergentes: a. Arenavírus b. Ebola c. Marburg d. Lassa e. Febre purpúrica
brasileira
• Doença aguda pelo vírus Zika - Doença aguda pelo vírus Zika em gestante - Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika
• Esquistossomose
• Febre Amarela
• Febre de Chikungunya - Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão -. Óbito com suspeita de Febre de Chikungunya –
• Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de importância em saúde pública
• Intoxicação Exógena (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados)
• Leishmaniose Tegumentar Americana
• Leishmaniose Visceral
• Leptospirose
• Malária na região amazônica - Malária na região extra Amazônica
• Tuberculose
RX de Doenças
Tuberculose
Tuberculose secundária. Radiografia em PA demonstrando opacidade de limites imprecisos associada à cavidade de paredes
espessas no lobo superior direito. Notar opacidades lineares em direção ao hilo, de permeio à opacidade descrita,
configurando o “sinal da convergência hilar” (setas).
Silicose
Asbestose
Talcose
PTC
PCM
Histoplasmose
Aspergilose
Criptococose
Chagas - Cardiomegalia
Intoxicações
CHUMBO MERCÚRIO
Fontes Tintas, vernizes, indústria Alimentação, indústria, amalgama, desinfetantes.

Fisiopatologia → Se liga a enzima e inibe fatores, → Inibição enzimática, ação no rim, cérebro,
→ Mutagênico → oxidativo, teratogênico e leite materno.
→ Depositado em ossos
Quadro clínico Intoxicação aguda: O contato com a boca provoca Elementar
sensação adstringente local, com sede e gosto Bronquite
metálico
Inorgânico
→ náuseas, vômitos e dor abdominal, diarreia e
TGI, necrose tubular
constipação.
Sintomas gastrointestinais e Encefalopatia
Orgânico
SNC, atravessa BHC
Intoxicação crônica: Neuropatia, efeitos renais,
hipertensão, distúrbios hematológicos.
*TRÍADE CLASSÍCA
* CÓLICA SATUNINA

Diagnóstico → Hemograma → Analise da urina, hemograma normal,


→ Dosagem de Pb no sangue e na urina endoscopia.
→ Protoporfirina eritrocitária ou zinco-
protoporfirina (ZPP)
→ Atividade da enzima ácido delta-
aminolevulínico-desidratase (ALA-D)
Metal Fonte Mecanismo de ação Efeito Medicamento
Arsênio Água potável → Altera proliferação Carcinogenico Dimercaprol
lençóis freáticos celular (Pele, pulmão e
Altera metilação do fígado)
DNA
Promotor de tumores

Cádmio Tabagismo e Provoca proteínuria Carcinogênico DMSA, Succimer


Fertilizantes Inibe a síntese de Vômitos, edema
alpha-1-antitripsina pulmonar, enfisema,
insuficiência renal
Chumbo Tintas, solos, baterias, Destrói a BHC Anemia, EDTA
tubulação Inibe a síntese de encefalopatia,
hemoglobina retardo do
Interfere na desenvolvimento,
sinalização neuronal neuropatia periférica

Cobre Ocupacional, Gera radicais livres, Hepatotoxicidade, Trientina


alimentos acumula-se em doença de Wilson
hepatócitos
Ferro AR, soldagem Acumula-se no tecido Cardiotoxicidade Desferroxamina
cardíaco →
degeneração celular e
fibrose
Mercúrio Frutos do mar, peixes, Neurotóxico direto Reações psicóticas, Penicilamina
amalgamas dentais Altera a estrutura de demência, tremor
proteínas muscular, paralisia
cerebral, teratogenia
Tóxicos Tratamento/ Antídoto Mecanismos
Pesticidas agrícolas Atropina Droga de ação anticolinérica, que compete pelos sítios de
Organofoforados SÍNDROME COLINÉRGICA ação da acetilcolina.
Carbamatos Carvão ativado Adsorção

Oximas Agem por competição pelos praguicidas e liberam as


colinesterases, tem efeito sinérgico com a atropina.
Prevenção da absorção, rápida excreção do paraquat
Paraquat absorvido, modificação dos efeitos teciduais do paraquat
absorvido e não excretado.

Paracetamol Carvão ativado até 6 horas de ingestão. Adsorção, que impede a absorção.

Antidoto: N-acetilisteína (NAC- Fluimucil)


A NAC, age através da ligação direta com o metabólito
tóxico (substituindo o glutation), fazendo com que menos
metabólito seja produzido.
Benzodiazepínicos Flumazenil Antagonista competitivo especifico do receptor de
SÍNDROME DA DEPRESSÃO NEUROLÓGICA benzodiazepínico.
Opióide Naxolona. É um opióide com atividade antagonista, sendo É um antagonista competitivo dos receptores opióides, sem
um antidoto especifico. Ele reverte a analgesia e a ação agonista
depressão respiratória, miose e efeitos cardiovasculares.
Nalmefeno, com maior duração de ação.

SINDROME NARCOTICA
Medicamento Sub Classe Mecanismo de ação Efeitos Aplicações clinicas Farmacocinética

Difenidramina 1ª geração Antagonismo Reduz ou impede os Alergias imediatas Oral e parenteral


competitivo/ efeitos da histamina por IgE, duração de 4-6 h
agonismo inverso dos sobre o músculo liso particularmente febre • Toxicidade: sedação
receptores H1 e sobre as células do feno, urticária quando usada no
imunes • Frequentemente tratamento da febre do
• Bloqueia também usada como fármaco feno, sintomas de
os receptores sedativo, antiemético bloqueio muscarínico,
muscarínicos e e contra a cinetose hipotensão ortostática
receptores α- • Interações: sedação
adrenérgicos aditiva com outros
• É altamente sedativos, incluindo
sedativa álcool
• alguma inibição da
CYP2D6, pode prolongar
a ação de alguns β-
bloqueadores

Desloratadina 2ª geração Antagonismo Reduz ou impede os Alergias imediatas Oral • duração de 12 a


e Loratadina competitivo/ efeitos da histamina por IgE, 24 h • Toxicidade:
agonismo inverso nos sobre o músculo liso sedação e arritmias em
receptores H1 e sobre as células caso de superdosagem •
imunes Interações: mínimas
Dengue x Zika x Chykungunia
Profilaxia da Raiva
Profilaxia de Tétano
Hepatite
Hemograma
 ERITROGRAMA
 Importante no estudo das anemias
 Avalia os Índices Hematimétricos
 Eritrócitos♂ 4,5 a 5,5 x 1012/L ♀ 4,0 a 5,0 x 1012/L
 Hemoglobina ♂ 13 a 17 g/dL ♀ 12 a 15 g/dL
 Hematócrito ♂ 40 a 52% ♀ 35 a 47%
 Índices Hematimétricos
VCM (Volume Corpuscular Médio)  80 a 100 fL
HCM (Hemoglobina Corpuscular Média)  27 a 32 pg
CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média)  32 a 36 dL
RDW (Red Cell Distribution Width)  11,5 a 14,5 %
Observação microscópica da morfologia dos eritrócitos
 CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ANEMIAS

Índices Hematimétricos
Morfologia Eritrocitária

VCM > 100 fL VCM 80 - 100 fL VCM < 80 fL

macrocítica normocítica microcítica


Classificação das anemias segundo o VCM e RDW

VCM RDW
Normal Elevado
Diminuído talassemia a. ferropriva
a. hemolítica
a. doença crônica a. sideroblástica
Normal hemorragia aguda AHAI
leucemia crônica
SMD a. megaloblástica
Elevado macrocitose (álcool) a. hemolítica
a. aplástica reticulocitose

RDW elevado em não anêmicos é sinal precoce da def. ferro


 LEUCOGRAMA
 Contagem global dos leucócitos (4,0 - 10,0 x 109/L)
 Contagem diferencial dos leucócitos

Leucócitos Valor Relativo Valor Absoluto


(%) (/mm3 de sangue)
N. Bastão 0-5 0 - 500
N. Segmentado 40 -65 1.600 – 7.000

Eosinófilo 1-6 100 - 600


Basófilo 0-2 0 -200
Linfócito 20 - 40 1.000 – 4.000
Monócito 3 – 10 200 – 1.000

Na infância até os 5 ou 8 anos há predomínio de linfócitos


BASTÕES E SEGMENTADOS
BASÓFILOS
SÉRIE LINFOCITÁRIA
SÉRIE MONOCITÁRIA
 LEUCOPENIA

 Produção diminuída dos Ltos (ex: depressão do


tecido hematopoiético por intoxicação ou infecção)
 Destruição aumentada dos Ltos (ex: anticorpos
do Sistema HLA)
 Alteração na distribuição dos Ltos (ex: moléstias
parasitárias - calazar e impaludismo)
 LEUCOCITOSE

 Fisiológicas (ex: recém-nascido, gravidez, após


exercício físico)
 Patológicas (ex: infecções, intoxicações, neoplasias,
hemorragias)
 Causa de Neutrofilia
• infecções bacterianas
• infecções piogênicas: local ou generalizada
• necrose de inflamação: infarto, isquemia, vasculite
• distúrbios metabólicos
• distúrbios mieloproliferativos
• terapêutica corticoesteróide

 Causa de Linfocitose
• infecções agudas: rubéola, coqueluche, caxumba
mononucleose infecciosa
• infecções crônicas: tuberculose, hepatite infecciosa,
sífilis, brucelose
Leishmaniose Cutânea
Loxosceles
Serpentes

• Proteolítico • Neurotóxico • Neurotóxico


• Proteolítico
• Coagulante • Miotóxico pré e pós
• Coagulante sinapticos.
• Hemorragico • Coagulante
• Hemorragico
• Neurotóxico
Hipertrofia de Chagas

• Aumento do coração → disfunção cardíaca.


• Hipertrofia mais aguda
• Hipertrofia depende da localização do parasita, mais
nas câmaras internas – afinamento de ponte
• Espessamento da ponte do ventrículo esquerdo
Hipertensão

• Estímulo da circulação periférica – muda a expressão genica a → aumenta. Muda as proteínas estruturais, e começa a produzir
proteínas
fetais (fator natriurético fetal e cadeia pesada de miosina) – altera a coloração da lamina
• Fibras aumentadas.
• Hipertrofia demora para mudar as proteínas.
• Hipertrofia mais crônica – mais homogênea (fibras como um todo aumentada) – da tempo de todas as fibras serem afetadas
Doença de Chagas

Trypanossoma cruzi.
TRIPOMASTIGOTA
Trypanossoma cryzi
EPIMASTIGOTAS
Ninho de amastigotas
Medula óssea
Granuloma imune
Granuloma de corpo estranho
SNG
Materiais

1. Luvas
2. Máscara
3. Óculos
4. Sonda (18 a 24 cm para adultos e 8 a 12 cm para crianças)
5. Esparadrapo
6. Anestésico gel
7. Seringa 20 mL
8. Estetoscópio
9. Toalha de papel
10. Gaze
11. Balde coletor
12. Soro fisiológico
• Procedimento

1. Colocar o paciente em posição sentada ou elevar a cabeceira da cama a 45º, colocando a toalha sobre o tórax (pacientes com rebaixamento do nível de
consciência colocar a cabeceira da cama no mínimo a 30º);
2. Realizar a higienização das mãos.
3. Calçar as luvas de procedimento;
4. Fazer a higiene das narinas, com a gaze e SF.
5. Medir a sonda da ponta do nariz ao lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifóide, e marcar com um pedaço de esparadrapo o local;
6. Lubrificar a sonda com xilocaína gel;
7. Fazer flexão da cabeça do paciente
8. Introduzir a sonda suavemente pela narina escolhida, solicitando ao paciente que faça o movimento de deglutição;
9. Continuar introduzindo a sonda até o ponto marcado na sonda;
10. Fixar a sonda
11. Não esquecer de dobrar a ponta da sonda, para que o conteúdo gástrico não extravase.
12. Para certificar o posicionamento correto da sonda, utilizar os métodos abaixo:
• → Injetar 20ml de ar pela sonda e auscultar em região gástrica por meio de estetoscópio para certificar o posicionamento (som específico);
• → Conectar uma seringa de 20ml à extremidade da sonda e aspirar para confirmar o posicionamento correto da sonda no estômago (deve refluir resíduo
gástrico);
• → Emergir a parte proximal da sonda e um copo com água e, se aparecer borbulhas, a sonda está nas vias aéreas (retirá-la imediatamente);
11. Observar dispneia, cianose ou dificuldade para falar (o posicionamento da sonda pode estar errado – retirá-la imediatamente);
12. Em caso de intoxicação, coletar o material e enviar para a análise toxicológica.
13. Ligar para o CIATOX, em caso de dúvidas
• Lavagem gástrica – procedimento

1. Conecte a sonda ao tubo ligado à bolsa do soro fisiológico.

2. Eleve a bolsa de SF acima do nível do paciente para que este se dirija à cavidade gástrica

3. Para adultos a quantidade de soro deve ser de 150- 250 mL e para crianças, 10mL/kg

4. Após acabar o soro, abaixe a bolse para que o liquido volte para ela, ou seja dispensado no balde coletor.

5. Jogue fora a bolsa preenchida com líquido estomacal e pegue uma nova, repetindo o processo. Repita
quantas vezes forem necessárias, até que o conteúdo retirado do estômago esteja límpido.
Carvão ativado
• Após o conteúdo do estomago ficar límpido, macere o comprimido de
carvão ativado e injete pela sonda devagar.
• Retire os fixadores e a sonda do paciente.
Achados Laboratoriais
• Leptospirose
Hemograma: Leucocitose com desvio a esquerda, anemia
normocritica, plaquetopenia

Transaminases: Alteram-se pouco, mesmo nas formas graves; 3 a 5x


o valor
Bilirrubina indireta Pode estar aumentada pela hemólise;
Ureia e creatinina: Aumento discreto, estão habitualmente normais;
exceto em casos graves, com choque e
hipoperfusão; IRA com hipocalemia
Hipoglicemia e acidose lática: Ocorrem nas formas hiperparassistêmicas, devido
ao maior consumo metabólico das hemácias
parasitadas; hiperinsulinemia decorrente do ↑
glicose pelo plasmódio, falência na gliconeogênese
hepática.
Coagulação ↑ tempo TP
VHS e PCR ↑
CPK ↑
Urina Proteínuria, piuria e hematúria
• Malária
Hemograma: Anemia normocítico-normocrômica e progressiva.
A anemia se dá por aumento da destruição e redução da
produção de eritrócitos.
Leucograma → leucopenia é o achado mais comum.
Também são comuns linfocitose e monocitose.
Plaquetopenia é um achado frequente, e há recuperação
rápida com o tratamento;

Transaminases: Alteram-se pouco, mesmo nas formas graves;


Bilirrubina indireta Pode estar aumentada pela hemólise;
Ureia e creatinina: Aumento discreto, estão habitualmente normais; exceto
em casos graves, com choque e hipoperfusão;
Hipoglicemia e acidose lática: Ocorrem nas formas hiperparassistêmicas, devido ao maior
consumo metabólico das hemácias parasitadas;
hiperinsulinemia decorrente do ↑ glicose pelo plasmódio,
falência na gliconeogênese hepática.

Coagulação ↑ tempo TP
VHS e PCR ↑
• Dengue
Hemograma: Linfopenia, Linfocitose, plaquetopenia, leucopenia,
↑ hematócrito

Transaminases: ↑ 2 a 5x
Bilirrubina indireta Pode estar aumentada pela hemólise;
Albumina ↓
• Febre Amarela
Hemograma Leucopenia, plaquetopenia,

TGO/TGP ↑↑

Coagulograma ↑ protrombina

Albumina ↑

Fosfatase Alcalina ↑

CPK ↑

Troponina ↑

Creatinina e ureia ↑

Bilirrubina ↑ Bilirrubina direta,

VHS Próximo de O
• Leishmaniose Visceral - PANCITOPENIA
Transaminases: ↑ 2 a 5x
Bilirrubina direta ↑
Albumina ↓
Doenças
Dengue → ↑Permeabilidade Vascular Asbestose → Base, mesotelioma Aspergilose → Bola fúngica
Chikungunia → Artrite poliarticular Talcose → Região peri-hilar Int. Chumbo → EDTA
Zika → Conjutivite não purulenta PTC → FMP, Sindrome de Kaplan → Int. Mercurio → Penicilamina
Artralgia, Lobo superior TRÍADE CLÁSSICA
Febre Amarela → Sinal de Faget Asma → Peek Flow Malária → Vivax → hipnozoítos
Leishmaniose Visceral → Esquistossomose → Febre de Katayama Arsenio → Dimercaprol
PANCITOPENIA
Leptospirose → Síndrome de Weil Criptococose → Fluconazol Cobre → Trientina, Wilsom
Chagas → megacólon, cardiomegalia PCM → Asas de morcego, Itraconazol Cadmio → Succimer
Silicose → 2/3 superiores, FMP, Histoplasmose → Dimórficos Tuberculose → 2 RIPE 4RI
Nódulos casca de ovo