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CIRURGIA PLÁSTICA

THAÍS LUSTOSA
CIRURGIA PLÁSTICA

• A cirurgia plástica se desenvolveu em consequência do desejo e


não da necessidade, pois na maioria das vezes o paciente faz
porque quer e não porque precisa.” (BORGES, 2007)
TIPOS DE CIRURGIAS PLÁSTICAS
• LIPOASPIRAÇÃO;
• LIPOENXERTIA;
• ABDOMINOPLASTIA;
• MAMOPLASTIA;
• REJUVENECIMENTO FACIAL;
• BLEFAROPLASTIA;
• RINOPLASTIA;
CIRURGIA PLÁSTICA

 Atua na reparação de deformidades físicas congênitas ou adquiridas por


traumas ou envelhecimento, procurando restabelecer a função e forma.

 “Reconstrutiva” e “Estética”, em qualquer dos procedimentos cirúrgicos da


especialidade.

 Dispõe de técnicas cirúrgicas que removem e transferem tecidos ( locais ou à


distância) para atingir o objetivo de manter ou reconduzir o paciente em seu
meio social e profissional.
HISTÓRIA DA CIRURGIA PLÁSTICA

1950 A.C – TREPANAÇÃO NA


BABILÔNIA
• Os curandeiros tratavam a loucura abrindo o crânio para
expulsar os maus espíritos
ORIGEM DA CIRURGIA PÁSTICA

• A Cirurgia Plástica nasceu com a


arte da reconstrução do nariz. O
seus primórdios remontam a Índia
(provavelmente 600 A.C.)
RECONSTRUÇÃO DE NARIZ
MÉTODO ITALIANO

AMPUTAÇÃO DO NARIZ COMO PENALIDADE


PARA OS CRIMINOSOS NA ÍNDIA
ORIGEM DA CIRURGIA PLÁSTICA

• A primeira publicação
aconteceu no XVI na
Itália

• Gaspare Tagliacozzi (1545-1599)


Criador da cirurgia plástica
Cirurgia desenvolvida por Gaspare Tagliacozzi
1ª GUERRA MUNDIAL
1914-1939

“A guerra é a melhor escola do cirurgião”


Hipócratis
CIRURGIA PLÁSTICA NA 1ª GUERRA MUNDIAL

• Sir Harold Gillies desenvolveu novas técnicas de reconstrução, como o retalho


tubular(descrito pelo Russo Filatov), além de retalhos cutâneos, e enxertos de osso,
cartilagem e pele. O retalho tubular
SANVERO E SUA ATIVIDADE CIRURGICA NO
HOSPITAL DOS MUTILADOS FACIAIS

Reconstrução da mama
CIRURGIA PLÁSTICA APÓS A I GUERRA
MUNDIAL

• CIRURGIA PLÁSTICA ENTRE a I e a II GUERRA MUNDIAL- 


Constituição de centros de treinamento e de departamentos-  A
Cirurgia Plástica se torna uma especialidade cirúrgica oficial- 
Nascimento das Sociedades Cientificas-  Nascimento dos jornais
cientificos especializados-  Desenvolvimento da Cirurgia Estética
CIRURGIA ESTÉTICA

• Cirurgia estética começou nos E.U.A. e na Europa no final do século


XIX com cirurgias do nariz e orelha. O seu desenvolvimento ocorreu
entre 1920-30 na Europa (Paris e Berlin) e nos E.U.A. (New York e
Chicago). Alegoria do lifting - 1920
O DESENVOLVIMENTO DA CIRURGIA
ESTÉTICA

Charles C. Miller foi um dos primeiros a utilizar a injeção de gordura


para o nariz (1926) Injeção de gordura - 1926
DÉCADAS DAS MATURIDADES

1980-2000
NOVAS TÉCNICAS
• LIPOASPIRAÇÃO
• MICROCIRURGIA
• EXPANSORES
• LASER
• ULTRASSOM
• VÍDEO ENDOSCOPIA
• TRANSPLANTE DE FACE
• CÉLULAS TRONCO
ONDE QUEREMOS CHEGAR?

• Brasil é 1º lugar em cirurgias plásticas 2002/2004


• 5% dos cirurgiões brasileiros conhecem a drenagem linfática
RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE E
PROFISSIONAL DA ESTÉTICA

• Boa comunicação
• Respeito
• Conhecimento das técnicas aplicadas
• Objetivo comum- “Bem estar do paciente”
PORQUE CONHECER A TÉCNICA
OPERATÓRIA?
• Acesso linfático
• Profundidade do retalho
• Extensão do deslocamento
• Tamanho da incisão
• Tipo de anestesia
• Autorização no pós-operatório
CICATRIZ HIPERTRÓFICA E QUELOIDE
• As cicatrizes são o resultado inevitável da lesão, intencional ou acidental, da
pele.
• Além do trauma, a cicatriz pode resultar de uma patologia, podendo
apresentar-se hipertrófica, atrófica ou normotrófica.
• O processo de cicatrização se dá fundamentalmente no tecido conjuntivo, no
qual diversos fatores de ordem geral ou local intervêm em sua constituição e
função, como por exemplo, a idade do indivíduo.
• A cicatriz consiste na substituição do tecido lesado por conjuntivo
neoformado, indicado como cicatricial
PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO

• Envolve um conjunto de fases fisiológicas e bioquímicas, em resposta a uma


injúria, culminando com o reparo tecidual
• A reparação cutânea é constituída de uma sucessão de fenômenos complexos
e estreitamento ligados, ligados, que podem ser classificados em diferentes
fases:
- Fase inflamatória
- Fase de latência
- Fibroplasia
- Fase de contração
FASE INFLAMATÓRIA

• Fase inicial e fundamental do processo de reparo que dura em média 72h


• Na primeira etapa, observa-se uma vasoconstricção, seguida pela liberação de
substância vasoativas (histamina, serotonina, cininas, plasmina e etc.) capazes
de promover aumento da permeabilidade vascular.
• O fluido originado do exudato é principalmente o plasma, que coagula,
delimitando o processo.
FASE DE LATÊNCIA

• Essa fase é assim denominada em virtude de se acreditar inicialmente que


havia uma interrupção na cicatrização, porém atualmente sabe-se que é uma
fase bastante ativa.
• Substâncias denominadas fatores de crescimento (cininas) estão aumentadas
em nível sérico em torno do sexto dia, e atuam em diversas fases da
proliferação celular.
FIBROPLASIA

• Conhecida como fase da biossíntese do colágeno


• A ação de macrófagos inicia a transição para essa segunda do reparo da lesão
em que se desenvolve a formação do tecido de granulação.
• Esse tecido consiste de uma densa população de macrófagos, fibroblastos e
novos vasos, embebidos em uma matriz frouxa de colágeno, fibronectina e
ácido hialurônico
FASE DE CONTRAÇÃO

• Fase dinâmica que objetiva a redução da superfície cruenta, produzindo a


aproximação das bordas da lesão, contribuindo para o fechamento da mesma.
Esta fase tem início entre o sétimo e o décimo quarto dia de lesão.
O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PODE SER
CLASSIFICADO:

• TIPO
• QUANTIDADE DE TECIDO EM:
- Cicatrização por primeira intenção
- Cicatrização por segunda intenção
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA E SEGUNDA
INTENÇÃO
• Por primeira intenção: Ocorre por planos, com aposição de tecido por tecido,
com menor quantidade de colágeno e reduzido tempo de recuperação.
• Por segunda intenção: ocorre quando há perda de tecido, e o reparo se dá por
proliferação de tecido de granulação, com cicatriz invariavelmente inestética,
e por vezes apresentado comprometimento funcional.
• A falência na cicatrização por segunda intenção resultará em uma ferida
crônica
ATENÇÃO!!!!!!
• Durante o período de maturação da cicatriz, aproximadamente nos primeiros
6 meses, a exposição solar das cicatrizes pode desencadear um aumento da
sensibilidade dos melanócitos na fase de cicatrização.
• Roupas de malha fechadas, principalmente coloridas, tendem a permitir
pouca penetração da radiação na pele.
• A cicatriz fica originariamente rosada ou avermelhada nas fases iniciais de
reparo, e em cerca de seis meses, é considerada madura e adquire coloração
próxima à da pele.
• Uma cicatriz normal é hipopigmentada e espessa quando madura.
• Geralmente a cicatriz adquire somente 70% da força da pele original, antes da
lesão.
CICATRIZES HIPERTRÓFICAS E
QUELOIDEANAS

• As cicatrizes hipertróficas e queloides constituem problema estético


significativo e são de tratamento problemático.
• Caracterizam-se por uma síntese de colágeno preponderante, sendo que as
fibras colágenas não se orientam como nas cicatrizes normais, ao longo das
linhas de fenda, mas sim em espiral projetando-se sobre a superfície cutânea.

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