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Prof.

Larissa Mendes Rodrigues Dalto

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 LEGISLAÇÃO

• Lei nº 12.016/2009 e CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL

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 Ação prevista constitucionalmente que,
em matéria tributária, tem a função de
proteger o contribuinte contra atos
praticados com ilegalidade ou abuso de
poder praticados pelas autoridades
administrativas competentes pela
administração ou arrecadação de
tributos.
Pressupõe Ilegalidade ou Abuso de Poder

Ilegalidade: ato praticado, ou em vias de


ser praticado, que seja ilegal ou
inconstitucional.

Abuso de Poder: Ato praticado além do


poder concedido a determinada
autoridade, ou seja, além do que
permite/determina a lei.
 Casos exemplificativos
- Exigência indevida de tributo ou multa
(inconstitucionalidade, ilegalidade, não
ocorrência do fato gerador, isenção, imunidade,
pagamento efetuado, etc);

- Exigência do cumprimento de obrigação


acessória ilegal ou inconstitucional (quebra de
sigilo bancário sem ordem judicial, emissão de
documento fiscal não relacionado à
fiscalização, exigência de certidão negativa
para promover registro de alteração contratual,
etc);

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- Exclusão indevida de programas de parcelamento
(PAES, PAEX, REFIS, etc);

- Apreensão indevida de mercadoria (obs: não cabe


liminar na hipótese de se tratar de mercadoria
proveniente do exterior – vide art. 7º, §2º, da Lei nº
12.016/2009).

Súmulas do STF:
Súmula n.º 70. É inadmissível a interdição de
estabelecimento como meio coercitivo para cobrança
de tributo.

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Súmula n.º 323. É inadmissível a apreensão de
mercadorias como meio coercitivo para
pagamento de tributos.

Súmula n.º 547. Não é lícito à autoridade proibir


que o contribuinte em débito adquira estampilhas,
despache mercadorias nas alfândegas e exerça
suas atividades profissionais.

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Além das referidas súmulas, nos autos das ADI 137 e
ADI 394 (acórdão publicado em 20/03/2009), o STF
declarou inconstitucional a exigência da
apresentação de certidão negativa para a prática de
diversos atos da vida empresarial, a começar pelo
próprio arquivamento de atos societários que são
obrigatórios por força de lei, vez que acaba
redundando na vedação de livre exercício de
trabalho, ofício ou profissão.

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- A impossibilidade de liminar para compensação. Art.
170-A, do CTN e art. 7, §2º, Lei n. 12.016/2009. Súmula
212 do STJ.

- Negativa indevida da expedição de certidão


negativa (art. 205, CTN) ou positiva com efeitos de
negativa (art. 206, CTN) ou extrapolação do prazo de
10 dias para sua emissão (art. 205, parágrafo único,
CTN).

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 ARTIGOS DE LEITURA OBRIGATÓRIA

• Art. 6o, Lei 12.016/09: A petição inicial, que deverá


preencher os requisitos estabelecidos pela lei
processual, será apresentada em 2 (duas) vias
com os documentos que instruírem a primeira
reproduzidos na segunda e indicará, além da
autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta
integra, à qual se acha vinculada ou da qual
exerce atribuições.

• § 3o Considera-se autoridade coatora aquela que


tenha praticado o ato impugnado ou da qual
emane a ordem para a sua prática.
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 Requisitos:

 Prova pré-constituída – A ação de MS não


comporta a dilação probatória
 Direito líquido e certo – os fatos e a afronta
ao direito devem ser extremamente claros

PS: Não pode contra LEI EM TESE, mas pode


contra lei de efeitos concretos

Deve ser impetrado contra o ato coator


(ato concreto) de alguma autoridade
administrativa.
 As provas

O MS requer que as provas sejam pré-constituídas pelo


Impetrante e estas devem acompanhar a inicial,
exceto quando a prova não pode ser produzida pelo
impetrante, mas está na posse da Autoridade Coatora

Pólo Ativo: Sempre aquele que é o titular do direito


líquido e certo que está sendo afrontado.

Pólo passivo: A Autoridade Coatora.


Art. 319. A petição inicial indicará:

I – o juízo a que é dirigida;


II – os nomes, os prenomes, o estado civil, a
existência de união estável, a profissão, o
número de inscrição no Cadastro de Pessoas
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa
Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a
residência do autor e do réu;
III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV – o pedido com as suas especificações;

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V – o valor da causa;
VI – as provas com que o autor pretende
demonstrar a verdade dos fatos alegados;
VII – a opção do autor pela realização ou não
de audiência de conciliação ou de mediação.

Temos assim, apenas duas alterações


introduzidas no pedido inicial , com dois
acréscimos, conforme segue:
 II – qualificação (união estável) e endereço
eletrônico;
 VI – a opção do autor pela realização ou não
da audiência de conciliação ou mediação.
)
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 VARA /JUÍZO COMPETENTE

• Competência absoluta – sede da


autoridade coatora (Vara Federal ou da
Fazenda Pública Estadual do domicílio
legal da autoridade coatora)

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 LEGITIMIDADE AD CAUSAM ATIVA

• Titular de direito violado ou ameaçado e titular de


direito decorrente

• Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança


para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data,
sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder,
qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação
ou houver justo receio de sofrê-la por parte de
autoridade, seja de que categoria for e sejam
quais forem as funções que exerça.

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 CF/88, art. 5º, XXI - as entidades associativas,
quando expressamente autorizadas, têm
legitimidade para representar seus filiados judicial
ou extrajudicialmente;

 CF/88, art. 5º, LXX – o mandado de segurança


coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no
Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa
dos interesses de seus membros ou associados;

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 LEGITIMIDADE AD CAUSAM PASSIVA

• “Considera-se autoridade coatora aquela que


tenha praticado o ato impugnado ou da qual
emane a ordem para a sua prática.” – Art. 6º,
caput c/c § 3º e Art. 1, § 1º c/c § 2º, Lei n.º
12.016/2009

• Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança


para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data,
sempre que, ilegalmente ou com abuso de
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer
violação ou houver justo receio de sofrê-la por
parte de autoridade, seja de que categoria for
e sejam quais forem as funções que exerça.
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 LEGITIMIDADE AD CAUSAM PASSIVA

 Na advocacia tributária, a correta análise da


autoridade coatora, principalmente nos casos
de mandado de segurança preventivo,
depende da verificação específica das
atribuições funcionais dos servidores
estabelecidas na legislação do ente a que
estão submetidos. No mandado de segurança
repressivo a verificação da autoridade coatora
é mais simples, considerando, em regra, aquele
que emanou o ato.

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 Tributo Municipal
ISS E Taxas sobre bens móveis: Diretor do Departamento
de Rendas Mobiliárias do Município de ...
IPTU, ITBI e Taxas sobre bens imóveis: Diretor do
Departamento de Rendas Imobiliárias do Município de
...
Para Certidões: Diretor do Departamento de
Arrecadação e Fiscalização do Município de ...

 Tributo Estadual
Delegado Regional Tributário em ....
Ou Chefe do Posto Fiscal em ...

 Tributo Federal
Tributos Aduaneiros: Inspetor da Alfândega do
Porto/Aeroporto/Fronteira Alfandegária de ...
Tributos não aduaneiros e INSS: Delegado da Receita
Federal do Brasil em ...
 PRAZO PARA IMPETRAÇÃO

• Art. 23. O direito de requerer mandado


de segurança extinguir-se-á decorridos
120 (cento e vinte) dias, contados da
ciência, pelo interessado, do ato
impugnado.

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 Pode ser preventivo (antes do
lançamento – não há prazo
decadencial) ou repressivo (após
lançamento, no prazo decadencial de
120 dias). Pode ser individual ou coletivo
(art. 5º, incisos LXIX e LXX, CF).

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 PEDIDO LIMINAR

• Art. 7o , Lei 12.016/09: Ao despachar a inicial, o juiz


ordenará: ...
III - que se suspenda o ato que deu motivo ao
pedido, quando houver fundamento relevante e
do ato impugnado puder resultar a ineficácia da
medida, caso seja finalmente deferida, sendo
facultado exigir do impetrante caução, fiança ou
depósito, com o objetivo de assegurar o
ressarcimento à pessoa jurídica.

• Súmula 212: A compensação de créditos tributários


não pode ser deferida em ação cautelar ou por
medida liminar cautelar ou antecipatória.

• Art. 151: Suspendem a exigibilidade do crédito


tributário: ... IV - a concessão de medida liminar em
mandado de segurança.
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 Da Liminar

O pedido de liminar em MS tem objetivo de evitar que


a demora na decisão venha a impedir o exercício do
direito do impetrante.
Aplica-se o fumus boni iuiris e o periculum in mora,
para a demonstração da existência dos requisitos
para concessão da liminar.

 Oitiva do MP

O Ministério Público deve, necessariamente, opinar


nas ações de Mandado de Segurança. Isso é um dos
requisitos da lei
 Sucumbência
Não cabe condenação em honorários
advocatícios na ação de Mandado de
Segurança. Entendimento já fixado pelo
STJ e pelo STJ:
Súmula 512 do STF
Súmula 105 do STJ

 Valor da Causa
Se a segurança pretendida se pode
expressar financeiramente, o valor da
causa deve ser equivalente ao proveito
econômico pretendido
Se não pode ser determinado, o valor da
causa deve ser atribuído para fins fiscais
 FUNDAMENTAÇÃO (MÍNIMO DE 3 PARÁGRAFOS)

• Destacar os motivos pelo qual escolheu esta ação,


utilizando os artigos retrocitados

• Explicar qual é o ato coator do qual exsurge o


direito líquido e certo, explicitando a prova pré-
constituída (impetração preventiva)

• Escolher jurisprudências pertinentes ao caso


concreto e justificar o pedido (Súmulas do STF, STJ
e jurisprudências)

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 PEDIDO (ART. 7º da lei 12.016/2009)

• que seja deferida a medida liminar para que se


suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando
houver fundamento relevante e do ato impugnado
puder resultar a ineficácia da medida

• que se notifique o coator (...), a fim de que, no prazo


de 10 (dez) dias, preste as informações

• que se dê ciência do feito ao órgão de


representação judicial da pessoa jurídica interessada
(...), para que, querendo, ingresse no feito

• que após a vinda das informações se dê ciência ao


MP

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 PEDIDO (ART. 7º da lei 12.016/2009)

• que julgue procedente o pedido e conceda a


segurança para (emissão de ordem dirigida à
autoridade coatora para fazer): liberar mercadorias
ilegalmente apreendidas; expedir guias de
importação; cancelar a inscrição do crédito
tributário em dívida ativa; expedir CND ou CPEN; (ou
não fazer): não inscrever crédito tributário na dívida
ativa; abster-se de lançar o crédito tributário

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