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FENO SEM

COMPLICAÇÕES
Por Talita Bastos
1º Bimestre
Revisão
Esse aqui...

É o tal do Husserl!

Até que se parece um pouco


com Freud né?

Só que não!!!
› A questão é que o cara era filosofo;
› Mas teve uma “crise existencial”;
› E claro que ele como sendo filosofo, tem tudo
haver ter tido uma crise ao modo como a
psicologia acontecia!!! (Super natural);
› Então ele foi lá e claro, criticou o positivismo
das leis universais, da objetividade e
blablabla...
› O cara se achava! Um completo
narcisista. A pretensão dele era
“simplesmente”: "encontrar a
fundamentação radical de todas as
ciências, o fundamento da Filosofia“;

› Ai ele foi lá e decidiu que o objetivo dele


era responder a: "Como produzir,
identificar e fundamentar uma
interpretação verdadeira?”
LOGO...
›Lembre-se disso: A
FENOMENOLOGIA NÃO É UMA
LINHA PSICOLÓGICA, MAS SIM
UM METÓDO DE ESTUDO!!!
›Tenha por método forma. Uma
forma que ele traçou de se chegar
a interpretação verdadeira!
“PENSO, LOGO EXISTO!” -Descartes
› Claro que não!
› Husserl viajou na maionese com a frase de Descartes e
chegou a seguinte conclusão:

DÊ UMA PAUSA E FUME UM


BASEADO!
POIS BEM... A CONCLUSÃO DE QUE:
› Consciência é sempre consciência de algo!
› Vamos devagar: “Penso (respira), logo
existo!”;
› Então para se existir basta pensar;
› Quando eu penso eu existo;
› Existo por pensar. Ok?
AGORA PENSE COMIGO...
› Se eu pensei, eu pensei em algo. Certo?
› É tipo quando a pessoa fica inerte e você pergunta: “Tá
pensando em que?”. E ela responde: “Tô pensando em
nada!”.
› Quando a pessoa diz isso você pode responder de
diversas formas, como: “Não tem como pensar em nada!”,
“Nada sobre o que?”...
› Enfim... Veja que sempre o pensar nos remete ao
pensado, há algo anterior a isso! Entendeu?
A PARTIR DISSO HUSSERL CHEGA A
SEGUINTE CONCLUSÃO...
›Consciência é sempre
consciência de algo!
›Tenha por consciência o exemplo
do ato de pensar da frase de
Descartes! (Penso, logo existo!);
› Veja também que quando falamos de algo nos referimos a
um objetivo, fazendo com que a consciência esteja
atrelada a ele, sendo assim:

›A consciência só é
consciência a partir de sua
relação com o objeto, com o
mundo já constituído, que a
precede!
PELA CONSCIÊNCIA SER SEMPRE
CONCIÊNCIA DE ALGO...
› Ele via uma intencionalidade da consciência!
› Vejamos: Agora nesse momento a sua
consciência está voltada para compreender o
conteúdo destes slides, mas para sua
consciência se voltar para isso houve uma
intenção. Sua intenção de tirar uma nota
BOA!
› Compreende?
AGORA É O MOMENTO DE VOCÊ FICAR
FELIZ POIS...
› Para Husserl é a partir da intencionalidade da
consciência do qual todo conhecimento pode se
dar.
› Ele considera-a o elemento mais original!
› Ou seja se sua intencionalidade da consciência
está voltada para este conteúdo, está no caminho
certo para que o conhecimento se dê! Em outras
palavras: Presta atenção nessa porra, que tu vai
aprender e tua nova vai ser boa!
› Algo muito importante sobre a consciência é
que o mundo só ganha sentido quando
visado pela consciência, enquanto seu objeto!
› Assim, há uma inter-relação entre a
consciência e o real definida pela
intencionalidade. Você vai ver o real se tiver a
intenção de vê-lo!
› Logo a consciência é uma abertura para o
mundo!
› Lembre-se: Para você perceber é preciso ter
uma intenção!
PRA TERMINAR...
› Todo esse sentido que advém da consciência
é chamado de Transcendência da
consciência!
› E a Intencionalidade nada mais é que o
sujeito e sua relação com o objeto, por conta
do movimento de encontro de um ao outro;
› O objeto só pode ser definido em sua relação
com consciência, ele é sempre objeto-para-
um-sujeito!
ATÉ AI TUDO BEM...
› Só que o cara era filosofo, não bastava fuder a
vagina, ele queria o anús. Ele queria elucidar o
"sentido íntimo" das coisas.
› Ai ele foi lá e criou o Método Fenomenológico ou
Redução Fenomenológica!

› Passa pro próximo e esteja preparada!


VAMOS AO MÉTODO FENOMENOLÓGICO
OU REDUÇÃO FENOMENOLÓGICA...
› Funciona assim: o objetivo é chegar as coisas
mesmas, tais como elas são e não que se mostram
ser. Seria então a essência dessas coisas!
› Sabe quando as pessoas acham inúmeras coisas
de você só pelo que veem, ouvem ou etc?
› Pois bem, esses são os pressupostos que temos
das coisas ou pessoas, que não nos permite ou
atrapalham que conheçamos a verdadeira essência
da pessoa!
›Então Husserl traz a ideia
de que devemos, ao olhar
para algo, nos
desfazermos de tudo o que
temos em mente sobre
esse algo e permitir que
ele se apresente a nós.
AGORA VAMOS PENSAR PARTE POR
PARTE DA FRASE ANTERIOR...
› Olhar para algo: Quando fazemos isso
esse “algo” se transforma no fenômeno!
› É fenômeno quando nos voltamos a ele
através do método fenomenológico!
› Quando ele se dá pela intencionalidade
da consciência!
› Desfazermos de tudo o que temos em mente: aqui é a tão
falada Epoché!
› A palavra “desfazer” é mais comumente colocada como
“elevar”, “suspender”, mas coloquei desfazer para que
tenha um melhor entendimento;
› Esse processo da Epoché é o olhar para o que se mostra,
sem PRESSUPOSTOS;
› Logo a suspensão de que tratamos é exatamente desses
pressupostos, preconceitos, ideações...
Por fim...
› Todo esse processo é para permitir que ele se
apresente a nós: ou seja para chegar as "coisas
mesmas“!
› Assim o ponto de partida do conhecimento é a
própria coisa.
› E a coisa mesma é entendida não como realidade
existindo em si, mas como fenômeno, que é a
única coisa à qual temos acesso imediato e
intuição originária
MAS VOCÊ OBSERVOU ESSA IMAGEM?
POIS BEM...
› O motivo dessa imagem ter estado lá é para que
você entenda que a Epoché é o olhar anti-natural
que é proposto;
› Por que anti-natural? Porque é muito mais comum
olharmos para as coisas com pressupostos e
blablabla...
› Logo realizar a Epoché, olhar com o olhar anti-
natural requer esforço. Esforço para se elevar os
pressuposto!
› O que resultará desse processo é a análise
compreensiva, que é a descrição das coisas.
› Essa descrição é a forma de explicitar ou
compreender o que se chama a experiência
vivida, que é a forma como cada sujeito
significou um dado fenômeno.
› E para a fenomenologia, o sentido e o
significado das coisas se dão em cada ato
intencional (o que já vimos anteriormente –
através da consciência);
DEU PRA VER QUE O
HUSSERL FOCOU
TODO SEU ESTUDO
NAQUESTÃO "DO QUE
É SER“. OK?
› Ai veio esse cara aqui...

HEIDEGGER
› Claro que ele era filosofo e discípulo de
Husserl;
› Esse é o tal cara que brisa escrevendo Ser e
Tempo (1927);
› Denomina seu método de Fenomenologia
Hermenêutica, que é a reflexão filosófica
compreensiva e tem a tarefa de fazer a
existência acessível a ela mesma;
› E ele que vai ser focar na questão de
"qual é o seu sentido?"
VAMOS AOS TERMOS...
› Ente: é tudo o que é, que existe! (Os objetos
são entes).
› Até então, os homens eram integrados na
categoria ente, contudo como o único ente
que se interroga sobre si mesmo. E é por
conta disso que Heidegger decide se focar no
Homem;
Ele então cria um novo termo
› Dasein, que tem como tradução ser-aí;
› O termo não nos retira do anterior (Ente), mas se ramifica
desse.
› Dasein único ente capaz de compreender a si mesmo e de
compreender o ser de outros entes;
› É uma nova concepção sobre o ser do homem;
› Um homem que acontece (é abertura, desvelamento) para
o seu ser!
› Acontecemos em nosso corpo! E temos que acontecer!
Não somos nada, nos tornamos e seremos exatamente
aquilo que fizermos de nós!
› Logo ser é uma tarefa;
› Uma tarefa a ser executada, uma tarefa que acontece
pelas possibilidades!
› Você pode ser o que você quiser ser!!!
› Somos livres e por sermos tão livres podemos ser infiéis
ao que nos define! (Seja infiel e esqueça a Psicanálise!)
› Preste atenção: O Dasein pode ganhar ou perder, por
exemplo:
› Quando você fez sua matrícula para o curso de RH,
estava se “lacrando” e não se apropriando do seu ser,
estava perdendo!
› Quando você correu e fez sua matrícula para Psico,
estava se apropriando do ser que lhe escapava, estava
ganhando!
› A essência do Dasein está em ter que ser;
› Lembra da sensação que teve ao se matricular no curso
de Psico? Pois bem, ali era você se apropriando do seu
ser, ouvindo os apelos dele e sentiu aquilo porque somos
sensíveis ao nosso ser.
› Agora vamos falar de mim, que estou me encontrando na
feno. Mas de tanto você, os professores e o pessoal
falarem de Psicanálise, eu me volte para a Psicanálise.
Estaria o meu ser então acontecendo na
impropriedade/inautenticidade e me escapando.
› Mas isso aconteceria porque acontecer Impessoalmente,
ser-público do Impessoal tiraria o peso de ser singular!
› “O Dasein se alegra e se diverte como as
pessoas se divertem e se alegram, acha
revoltante o que as pessoas acham revoltante
etc.." (Heidegger)
› "Dasein é frequentemente um si mesmo no
modo da dispersão, um si mesmo coletivo e
anônimo, um "a gente" que, [PRESTE
ATENÇÃO AGORA!] enquanto tal, não
conhece a distinção entre o eu e os outros."
(Dastur, F; 2015)
› Mas não pense que eu me sentiria mal por estar sendo
Inautêntica, eu estaria desencarregada de ser. Olha que
ótimo, não teria angústia!
› Mas na autenticidade eu estaria na possibilidade de
assumir meu ser, e em particular, de assumir
meu ser em sua possibilidade mais própria,
que o louco de Heidegger diz que é a MORTE.

› Eu não quero morrer, então vamos a Psicanálise! Kkkk


› Mas pensando por outro lado... Se eu compreende-se que
sou ser-para-morte, eu me tornaria totalidade
transparente, me dissiparia de todo o encobrimento de
mim mesma, e me lançaria nas possibilidades mais
singulares. (Olha que lindo! Eu sei que vou morrer, mas
enquanto esse momento não chega, eu serei uma linda
psicóloga fenomelógica);
VEJA BEM...

›Para Heidegger temos um


tempo para acontecer, o que
seria ser-no-tempo,
exatamente porque somos
ser-ai-para-morte!
Voltando ao ser-aí
› A partir do termo ser-aí ele foi passando a
utilizar as construções vocabulares com hífen,
para designar a ligação indissolúvel entre tais
palavras. (Uma coisa só!)
› Ser-no-mundo;
› Ser-com-os-outros;
› Ser-no-mundo-com-os-outros;
› Estes termos explicitam que o homem é
relação! E é relação o tempo todo!
› Tais expressões relevam a unidade estrutural
ontológica da existência do Dasein.
DEFINIÇÃO DE TERMOS
› Ôntico: é a maneira como se dá (sua
essência), singular (único) de cada um.
› Ontológico: é a maneira como "aquilo" se
mostra (sua aparência), é aquilo que é
comum a todos, inerente ao nosso
querer. Estudo dessa estrutura!
Logo na frase...
› Tais expressões relevam a unidade estrutural
ontológica da existência do Dasein.
› Deve-se entender que as expressões (ser-ai-com-
... Blablabla), é a forma que todos existimos.
› Não escolhemos essa estrutura!
› Agora a forma como vamos ser-com-os-outros e
ser-no-mundo, a forma como essa estrutura vai se
dar, é óntico! Próprio de cada um!
Continuando: Somos-no-mundo;
somos-com-os-outros; somos-no-
mundo-com-os-outros; logo
somos ek-sistence (ek-sistir) o
ser “fora” - junto ao mundo

...e ao mesmo tempo ser


"dentro", em que há no mundo,
pois mundo faz parte do Dasein.
*Pra lembrar disso basta lembrar que SOMOS RELAÇÃO!!! NÓS
SOMOS "JUNTO AS COISAS”. SOMOS FORA E DENTRO.
Já falamos que somos
relação, ok?
Agora para e pense, o que
nos move em uma relação?
ESPERO QUE TENHA PENSADO O SENTIR,
OS SENTIMENTOS...
› A respeito disso Heidegger vai falar que somos
disposição ou "afetabilidade“, ou seja tudo nos afeta!
› E isso é algo ontológico Todos somos assim!
› Disposição todos somos, disposição permanentemente.
› Mas disposição para que? Disposição para as
tonalidades afetivas (forma como vamos sentir, como
vamos ser afetados!).
› Já as tonalidades afetivas são ônticas, cada um sente, é
afetado por determinada coisa de uma forma.
EXEMPLO!
› Diante de uma prova de Feno, ambas
seremos afetadas, mas veja bem...
› Eu estou tranquila, no tédio, indiferente!
› Você deve estar angustiada e temerosa!
› Hahaha, ótima ajuda a minha né? Mas não
fique assim, você vai se sair bem!
BELEZA, ESTUDAMOS TRÊS TONALIDADES
AFETIVAS...
› O tédio: pense numa indiferenciação, um tanto faz como
tanto fez. Mas uma hora de tanto sentir tédio você passa
para...
› A angústia: quando saímos do tédio, aquela vidinha sem
graça, vemos que temos que existir. E esse ter que existir
nos gera angústia, por ser algo indefinido, não temos
cartilha!
› O temor: se diferencia da angústia ao ser direcionado a
algo, "teme-se sempre a algo“, algo ameaçador.
OUTROS TERMOS CHATOS...
› Bom temos as facticidade de ser-no-mundo: as
situações em que nos encontramos, os “fatos” que somos
forçados a confrontar; as condições contingentes que não
dependem das nossas escolhas; todas as situações e
contextos dos quais não se tem nenhum controle;
› Tem também a Mundanidade: Como são as coisas que eu
encontro no mundo? Rede de conexões instrumentais.
→Ai dentro disso fala sobre a servicibilidade das coisas, as coisas
nos servem para algo. Elas possuem uma totalidade
instrumental, uma funcionalidade.As coisas só fazem sentido
quando compreendemos sua utilidade!
→As coisas usamos, com as pessoas nos preocupamos!
Sobre História Pessoal e Sentido da Vida –
Historiobiografia (Dulce Critelli)
› O que você deve saber sobre isso:
→Para Critelli a própria fala já é algo terapêutico;
→Narrar sua própria história faz o ser se apropriar dela;
→"Nunca podemos dizer quem um homem é, mas somente quem
ele foi" (Arendt). Nossa história será contada por aqueles que nos
presenciaram!
→Através da fala é possível traçar uma cadeia de relações,
significar, ressignificar e através dela se dá a identidade.
→Indica três “guias de viver”: 1) Relatos: relatos corriqueiros e
cotidianos; 2) Historietas: episódios vividos que formam histórias
maiores, mais elaboradas e carregadas de significados; e 3)
Histórias: são autointerpretações abrangentes temporalmente,
que começam em geral com nosso nascimento e chegam até o
momento presente, além de oferecerem um vislumbre do futuro;
2º Bimestre
Revisão
A OBRA FUNDADORA DE LUDWIG
BINSWANGER
› Outro cara bonito pra você ver... Esse é o
Binswanger.
› Ele era psiquiatra e usou as ideias de Ser e
Tempo para o estudo dos fenômenos
psicopatológicos;
› Ai é claro que tem aquela criticazinha básica
a Psicopatologia Clássica e a Psicanálise...
Blablabla;
› O olhar dele é para o fenômeno anormal é
em busca de uma vivência íntima e das
significações desse para o paciente através
do relato. Ele não era visto isolado, fazia
parte de um todo.*
*é muito do que a Veridiana fala!
› Ele era mais amor, não queria descobrir as estruturas
ontológicas;
› Se focava no que era ôntico como se sentia...
› Queria compreender como os pacientes viviam a
temporalidade, espacialidade, causalidade e
materialidade;
› Tempo e espaço é o que vimos em Psicopatologia,
depende da patologia eles se alteram para acelerado ou
retardado. Ele queria ouvir isso deles.
› Na causalidade, como o próprio nome já diz é a causa.
Como o paciente compreende que suas experiências
ocorrem?
› A materialidade é a qualidade do que se apresenta no
mundo do paciente. Como ele sente o mundo?
AGORA VEM A BOA NOTÍCIA!
› O cara estudou os sonhos também! Claro que diferente de
Freud;
› Para ele a análise dos sonhos deve se focar na
compreensão do manifesto; (Fácil! Só lembrar que é o
contrário de Freud)
› É tipo: o sonho faz parte da estrutura do existir, logo não
há nada de “encoberto”;
› Basta analisar os elementos manifestos presentes no
sonho: Se um caminho Distância! Simples assim.
Para Binswanger...
› O psíquico não determina a relação do ser com o mundo;
› É através da relação do homem com o mundo, que sua
forma de ser se estabelece, sua subjetividade!
› O cara era muito humanas. Tudo pra ele deveria ser visto
a partir da visão do Dasein (ser, homem);
› Ele queria descrever o mundo na percepção de seus
pacientes, para assim compreender a patologia;
› Ele “super” considerava e amava a subjetividade e a
singularidade!
E falando de amar...
› Binswanger criou intriga com Heidegger, pois para ele é o
amor que constitui a forma fundamental maior sobre o
fundo da qual todo o conhecimento e toda compreensão
do ser do homem devem se edificar;
› Ou seja para ele o amor é ontológico, faz parte da
estrutura, inerente a nossa escolha;
› Já para Heidegger o cuidado como ontológico, e o amor
como ôntico. Ou seja o cuidado fazia parte de todos, e
uma das formas de estabelecer esse cuidar era pelo amor.
› Fácil né?
Ai vem o Boss (A DASEINSANÁLISE DE
MEDARD BOSS)...
› Médico, faz análise pessoal com
Freud;
› Assistente de Bleuler, entra em
contato com a psicopatologia
fenomenológica de Binswanger, que
o introduz a obra Ser e Tempo de
Heidegger, que só depois ele
consegue ler com calma;
› Na descrição feita por Heidegger da
existência humana, encontra a
fundamentação de que a Medicina e
a Psicanálise “careciam”.
› Troca correspondências com Heidegger e se tornam
amigos;
› A partir disso criam Seminários de Zollikon (1959 a 1969),
onde Heidegger falava a médicos e psiquiatras sobre a
compreensão da existência;
› É Boss quem funda a Daseinsanalyse;
› A ciência daseinsanalitica se deu graças aos Seminários
de Zollikon;
› Em 1971 Boss funda a Sociedade Suiça de
Daseinsanalyse.
› Em 1972 é convidado por Solon Spanoudis, para realizar
um seminário no Brasil. Aqui, funda em 1973 a Associação
Brasileira de Daseinsanálise; (Aqui a prof. Fala que A
Psicologia no Brasil não está atrás de outros países);
› Boss falece em Zollikon, em 21 de Dezembro de 1990.
CHEGA DE HISTÓRIA CHATA... BOSS E A
PSICOSSOMÁTICA
› Ai ele vai entrar no ramo da psicossomática...
› Ele busca compreender então o significado existencial que
determina doença tem; antes os médicos só
compreendiam as alterações fisiológicas;
› “É inadequado um entendimento causal do sofrimento
corporal; e ele sugere que compreendamos a experiência
humana em sua totalidade.”
› Uma doença interfere em vários aspectos de sua
existência, modifica seu modo de existir, te impossibilita
diante de algumas possibilidades, e isso interfere em sua
recupeção;
› Ele critica a psicossomática tradicional;
› Vê o corpo como parte da existência do Dasein,
ontológico, todos existimos em um corpo, logo é um modo
de ser-no-mundo.
› Por essa visão, ele vê as doenças como um modo de
existir em que há realização de existir e pode revelar
restrições em sua realização;
› Seria assim a doença manifesta no existir, por termos que
fazer escolhas, deixando outras possibilidades de lado, ou
ao fazer escolhas “erradas” que geram schuld (culpa),
efim... Toda essa porra de ser livre e ter que existir nos
adoece!
› Quando a culpa aparece ela nos prende ao passado e não
nos permite ver nossas possibilidades, e cria-se uma
divida com o ser, exatamente por não estar sendo. Boss
chama isso de "Curto-circuito da Culpa"
Isso aqui lembra
muito o recalque
Ai vem o seguinte... pelo Super-Ego.
› Tais sentimentos de culpa são provenientes de proibições
e limitações, quase sempre associados a MORALIDADE:
REDUZINDO E APRISIONANDO AS POSSIBILIDADES
DE UM LIVRE VIVER.
Mas pra não errar, lembre-se
da palavra culpa que gera um
embotamento, um curto-
circuito no existir.

› Assim, a psicoterapia é útil por ser um processo de


desocultação de algum aprisionamento, que
frequentemente impendem a apropriação de
possibilidades existenciais.
ANALYSEIN
› Libertar-se das amarras;
› Logo o daseinsanalista é aquele que
propicia o tornar-se transparente, ele
cuida para que não haja o
velamento/embotamento das
possibilidades do existir. A relação que
se estabelece é libertadora!
NA NOITE PASSADA EU SONHEI...
› Esse é o livro de Boss;
› Ele foi o que mais estudou os sonhos;
› Acreditava ser essencial na terapia,
› Para ele os sonhos eram “reveladores das possibilidades
existenciais que uma existência singular está incapaz de
se apropriar em sua vida desperta”.

Até parece que a pessoa está realizando esse


desejo de existência que é incapaz... MAS NÃO!
PARA ELE OS SONHOS NÃO SÃO REALIZAÇÃO
DE DESEJOS OU MANIFESTAÇÕES DE
ARQUÉTIPOS, COMO PARA FREUD E JUNG.
› Dessa maneira ele diz que não sonhamos, o sonhar é um
modo de ser do nosso existir;
› A compreensão no onírico advém do manifesto também, e
para isso é preciso ver junto ao paciente que fenômenos
sua existência está aberta, pois para ele uma dessas
possibilidades é que foi manifesta no sonho;
› É preciso saber...
→1) Como o sonhador se conduz em relação ao que lhe é revelado
no seu mundo onírico?
→2) Qual a afinação que determina a forma do paciente se
comportar no sonho?
→3) Qual a imagem e a tonalidade afetiva, (alegria, tristeza, solidão
etc...), que o sonho exprime espontaneamente?
→E não se esqueça que o importante é o manifesto, é o
consciente!
A TERAPIA E A ERA DA TÉCNICA
› Tudo tem que ser rápido, objetivo e eficaz;
› As pessoas querem domínio sobre tudo;
› Na Daseinsanalyse não é possível estabelecer tempo;
› O caminho é buscar compreender como se vive e não o
que;
› O importante aqui é levar o paciente a se apropriar de sua
existência, e isso não garante que se ache uma solução,
afinal, como bem escreve Jung no prefácio de "O Segredo
da flor de ouro": Há problemas que não são resolvidos,
são ultrapassados!
AÇÃO E COMPREENSÃO NA CLÍNICA
FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL
› A fenomenologia é a postura do terapeuta que permite que
a existência do paciente se desvele. Lembre-se da
epoché!
› É um processo complicado, exatamente por ser um olhar
antinatural como já vimos...
› Dessa forma para se compreender como se dá o processo
terapêutico dentro da Daseinsanalyse é importante saber
sobre a relação de ação e compreensão.
› Na relação terapeuta-paciente há a abertura para um
desvelamento desse ser-aí;
› Essa abertura se dá por meio da escuta aberta, que
permite ao paciente ser o outro tal como ele é, sem se
sobrepor a ele; Isso aqui lembra a associação livre! ;)
› Não se deve se preocupar com o compreender de forma
imediato; a melhor coisa é ter a escuta atenta!!! Pois com
isso o modo de ser do paciente atingirá a compreensão do
ser.
Para compreender isso é só pensar que quando
queremos compreender algo a melhor coisa é
prestar atenção. Imagine se ficarmos tentando
compreender na hora, ouviríamos a primeira frase
e brisaríamos... Perderíamos a segunda frase e
brisaríamos na terceira. Sendo que para a
compreensão é preciso a junção do relato. Pense
na compreensão vindo meio que por meio de
insight
› Através da relação que se estabelece, através da
compreensão o terapeuta busca liberar o paciente para a
compreensão de si e para a apropriação do seu modo de
existir;
Isso é a solicitude liberado: uma convivência
mais própria, em que cada um pode ser-com o outro a
partir de si mesmo. É o não fazer pelo outro, mas a
partir dessa relação permitir que ele faça!

› A relação aqui é: a compreensão abre o olhar para as


novas possibilidades que antes, estavam encobertas pela
ação automatizada, a partir disso é possível um
agir/iniciar algo novo, “um saltar para fora do conhecido”;
SOBRE AÇÃO AUTOMATIZADA:
› Quando um paciente procura terapia, geralmente há uma
dificuldade em lidar com alguma dor, sentimento ou
incomodo em seu cotidiano. Algo se tornou estranho a ele;
rompeu-se. E é comum que antigos modos de ser do
paciente se repitam e ainda não lhe seja possível "agir" de
um modo diferente, apesar desses modos não mais
"funcionarem" como antes.
Ela cita como exemplo aqui um dos motivos
citados em terapia para se haver traições, em
geral, relações de longo tempo costumam
entrar em “rotinas” até mesmo de sexo, as
ações ficam automatizadas, trazendo a
tonalidade do tédio. Quando as pessoa traem
costumam até mesmo dizer que se sentiram
vivas no ato!
A CLÍNICA PSICOLÓGICA COM CRIANÇAS
› As crianças já veem com diagnósticos, muitas vezes,
trazidos pelos pais e que proveem do olhar natural;
› Dessa forma deve-se olhar para criança com o olhar
antinatural e permitir que ela se desvele, de igual modo;
› Dar a criança, no clínica, a oportunidade de tutelar as suas
decisões e escolhas, de exercer o cuidado que ela mesma
precisa ter consigo!
Acho que aqui dá pra usar bastante
a visão que tivemos do
psicodiagnóstico no CPA.

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