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Explanação do Evangelho

à Luz da Doutrina Espírita.


“Ide, pois, e levai a palavra divina: aos
grandes que a desdenharão, aos sábios
que dela pedirão prova, aos pequenos e
aos simples que a aceitarão, porque será
sobretudo entre os mártires do trabalho,
essa expiação terrestre, que encontrareis
o fervor e a fé...”

Erasto (Allan Kardec – O Evangelho Segundo o


Espiritismo, cap. XX, ítem 4).
“Que a vossa falange se arme, pois, de
resolução e de coragem! Mãos à obra! A
charrua está pronta; a terra espera; é
preciso trabalhar.”

Erasto (Allan Kardec – O Evangelho Segundo o


Espiritismo, cap. XX, ítem 4).
“Ide e agradecei a Deus pela tarefa
gloriosa que vos confiou; mas meditai
que entre os chamados ao Espiritismo,
muitos se extraviaram; olhai a vossa
rota e segui o caminho da verdade.”

Erasto (Allan Kardec – O Evangelho Segundo o


Espiritismo, cap. XX, ítem 4).
Conceito:
É uma reunião pública para a
explanação do Evangelho à luz da
Doutrina Espírita, de maneira
programada e com uma sequência de
trabalho previamente estabelecida.
Finalidades:
Analisar e expor ao público presente, de
forma simples e objetiva, o conteúdo de
O Evangelho segundo o Espiritismo,
destacando os ensinos morais do
Evangelho à luz dos esclarecimentos
espíritas;
Consolar e esclarecer aos que se acham
em dificuldades pela desencarnação de
entes queridos, separações, conflitos,
doenças, depressões, etc.;
Amparar, erguer e orientar
doutrinariamente sobre as causas das
aflições e os meios para compreendê-las;
Estimular a percepção sobre a
responsabilidade de cada um no seu
processo de reforma íntima e
amadurecimento psicológico,
possibilitando a busca de uma conduta
moral mais respeitável e uma vivência
cristã.
Desenvolvimento da atividade:
 Preparação do ambiente: pode-se fazer a
leitura de uma mensagem ou de uma página
evangélico-doutrinária com a finalidade de
harmonizar e preparar os presentes para a
prece inicial;

 A prece inicial deve ser concisa, simples,


inteligível, objetiva, clara, audível, exprimindo
sentimento, buscando na sintonia com o Plano
Maior a própria harmonização íntima.
 Expositor inicia sua fala que deve ter duração
de aproximadamente 30 a 35 min., segundo o
opúsculo Orientação ao Centro Espírita.
 Na prece final agradece-se pela oportunidade
do aprendizado, da convivência fraterna e do
amparo espiritual.
 Orientar o público sobre a importância do
silêncio e de permanecer em oração enquanto
aguardam o encaminhamento para o passe.
Quem é o colaborador?

Pode ser um trabalhador da casa ou um


convidado de outra casa espírita que
tenha um perfil adequado para a tarefa.
Perfil adequado para a tarefa:
Conhecimento evangélico-doutrinário;
Facilidade para falar em público;
Maturidade emocional;
Bom senso;
Simpatia;
Alegria;
Afetividade;
Naturalidade;
Segurança.
Recomendações à Casa Espírita:

 A seleção e capacitação do trabalhador para


esta tarefa deve ser contínua e criteriosa.

 Não basta apenas boa vontade para usar a


tribuna espírita;

 É preciso atentar para que as ideias do


expositor estejam de acordo com a Doutrina
Espírita;
 É dever do dirigente da reunião, caso o
expositor faça afirmações contrárias aos
princípios da Doutrina Espírita, esclarecer
devidamente o assunto ao final da palestra,
com base nas obras da Codificação Espírita;

 Elaboração de um programa mensal,


trimestral ou semestral para as palestras que
serão realizadas;
Os expositores escalados deverão receber
o tema com antecedência para
possibilitar seu estudo e preparação,
com linguagem adequada ao público a
que se destina;

Se possível, a casa deve manter no


recinto designado às palestras recursos
de multimídia que sirvam de apoio aos
expositores e conferencistas;
Recomendações ao expositor

 O expositor do Evangelho deve ser coerente


com a mensagem que professa;

 Deve estar sinceramente empenhado em


buscar a sua reforma íntima, facilitando uma
vivência mais fraterna;
Empenhar-se no estudo constante,
ampliando os conhecimentos evangélico-
doutrinários, para adquirir
embasamento teórico e maior riqueza na
preparação e divulgação do tema;

 Buscar desenvolver as potencialidades


comunicadoras para facilitar a exposição
do tema e a melhor compreensão do
público;
Compreendendo a importância do
momento, dedicando-se
mentalmente a vibrações de amor,
paz, humildade e caridade.
E, com humildade e simplicidade, deve
sentir-se motivado, tendo a certeza da ajuda
dos mentores espirituais
"a rosa perfuma primeiro o vaso que a
transporta".
A preparação do tema exige do expositor
a doação de algum tempo para
pesquisar, organizar o material e fazer o
roteiro da exposição, que deve ter uma
introdução, o desenvolvimento do
assunto e a conclusão;
DICAS PARA EXPOSIÇÃO

SAUDAÇÃO ENCERRAMENTO
INICIAL
TEMA PREPARAÇÃO
INTRODUÇÃO
PARA
FECHAMENTO
IDÉIA CENTRAL
(ILUSTRAÇÕES)
Deve-se evitar as improvisações, pois
estas podem ser pobres e repetitivas no
conteúdo, facilitando os enganos nas
citações e insegurança na exposição;

Quanto mais o expositor se empenhar


nos preparativos, mais espontâneo,
confiante e relaxado poderá se mostrar
na hora da preleção;
 A palavra do expositor deve estar impregnada
da vibração fraterna, aliando assim o
conhecimento ao sentimento, estimulando
uma vivência mais integrada, humanizada;

 Esta vivência e empatia com o público pode ser


estimulada também pelo contato ocular com
todos. Procura-se ter o cuidado para não focar
o olhar em apenas algumas poucas pessoas,
evitando-se constrangimentos;
Cuidados também devem estar
presentes em relação a apresentação
física do expositor (vestimenta sem
excessos), às posturas, aos gestos, assim
como no que tange ao horário,
respeitando o tempo designado para a
exposição;
Alerta-se também sobre a importância
da concentração e harmonização do
expositor antes do início da tarefa,
utilizando o recurso da prece,
favorecendo a elevação da vibração
pessoal e facilitando a sintonia com o
plano espiritual;
Recomendações ao expositor

É certo que o plano espiritual assistirá a


quem se dispuser a divulgar a mensagem
espírita pela palavra, mas cumpre ao
expositor fazer a sua parte com
responsabilidade, disciplina e respeito ao
público que busca conhecimento ou
auxílio para aliviar as aflições;
“A tribuna espírita não é
pódio para disputas de
exaltação do
personalismo nem
instrumento de projeção
da mesquinha
necessidade de aplauso.
Antes, é área de
compromissos graves
com o ensinamento
exposto.”
Cap. I
“ A Instituição Espírita
de hoje deve evocar a
Casa do Caminho, onde
Pedro, Tiago e João
viveram os
ensinamentos de Jesus
e mantiveram a
continuação do contato
com o Mestre.”
“Se uma Providência inescrutável tivesse
de me tomar todos os meus talentos e
capacidades, restando-me a escolha de
conservar apenas um, eu pediria, sem
hesitar, que me fosse concedido conservar
o Poder da Fala, pois através dele eu
rapidamente recuperaria todo o resto.”
Daniel Webster

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oratoria.html
REGRAS BÁSICAS IMPRESCINDÍVEIS
• Seja você mesmo
• Estudo constante
• Fidelidade doutrinária
• Preparo e apresentação pessoal
• Não procurar converter

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A MELHOR DE TODAS AS DICAS:
CONFIANÇA

O melhor meio de sustentar sua


confiança antes de um discurso ou de
uma exposição é pensar
positivamente. Sature a sua mente de
pensamentos positivos.

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AS DICAS:
CONFIANÇA MELHOR DE TODAS

Repita consigo mesmo qualquer


frase positiva que tenha apelo:
“Estou preparado e equilibrado,
sou convincente, positivo e forte.
Também me sinto tranquilo,
confiante, convincente,
dominador e instigante.”

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O PÚBLICO SENTE QUE
VOCÊ ESTÁ PREPARADO
Uma preparação
minuciosa aguça a sua
percepção e lhe dá grande
confiança.

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O PÚBLICO SENTE QUE VOCÊ ESTÁ
PREPARADO

Quanto mais você se empenhar nos


preparativos, mais espontâneo, confiante e
relaxado você se mostrará na hora de
discursar.

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ALGUMAS
TÉCNICAS
DE
ORATÓRIA

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APRESENTAÇÃO PESSOAL

I - APRESENTAÇÃO ÍNTIMA:

Procurar apresentar-se de
maneira condizente com a que
a doutrina nos recomenda,
evitar autoelogios e
demonstração desnecessária
de conquistas pessoais; usar
de bom senso e equilíbrio.
II – APRESENTAÇÃO PESSOAL
(aparência)

Procurar apresentar-se sempre


com sobriedade no aspecto do
vestuário, zelando pela boa
aparência, com asseio, e
utilizar-se sempre de boa
postura na tribuna espírita.
COMPORTAMENTO GESTUAL

A forma de comportamento do expositor


no desenvolvimento da exposição, no que
se refere aos seus gestos, deve ser bem
planejada e executada.

Evitar:
a) Falar fixando o olhar em um único ponto, ou
numa única direção ou pessoa.
Evitar:

b) Utilizar o “dedo indicador” na


direção dos espectadores, ou em
meio à exposição.

c) evitar ficar caminhando no


momento da exposição.
EMOÇÕES – CONTROLE E EXPANSÃO
Na exposição espírita devemos falar com
entusiasmo natural, evitando emoções
extremadas.

Evitar melodramas, contudo, jamais


deveremos demonstrar indiferença quando
estamos convictos do que falamos.

Carreamos para nossa fala a emotividade


natural que acaba beneficiando o expositor
e os espectadores.
USO DA MESA E OU TRIBUNA

a) Não apoiar as mãos com o peso


do corpo;

b) Não segurar a cadeira ou outro


objeto;
c) Fixar levemente a ponta dos dedos
sobre a mesa;

d) Em se tratando de tribuna, evitar


apoiar-se na mesma com os
cotovelos.
USO DO MICROFONE

Ficar ao lado da
linha do microfone,
numa distância de
10 a 20 cm do bocal.
MICROFONE
Evite segurar o
COM
microfone e apoiar-
PEDESTAL
se na haste.
USO DO MICROFONE

Jamais falar se abaixando


para encaminhar o som para
o mesmo; segurá-lo com
distância de 5 a 10 cm do
MICROFONE bocal.
SEM
PEDESTAL
Trocar o microfone de mãos
com naturalidade, o menor
número de vezes possível.
Evitar gestos.
PREPARAÇÃO
A FONTE DE PODER DO BOM ORADOR

Para o orador despreparado o


terror é real; é uma sensação bem
próxima do clássico pesadelo já
experimentado por todo mundo
quando chega a hora de uma
prova e você não estudou
praticamente nada...
PREPARAÇÃO
A FONTE DE PODER DO BOM
ORADOR
Mas o orador preparado não conhece
esse terror. Ele entende que a
preparação é o fundamento, a base de
um discurso bem sucedido. Existe um
velho ditado que diz que um discurso
bem preparado já está com nove
décimos discursado.
Procurar utilizar-se da
primeira pessoa do plural
“nós”; evitar referir-se a si
próprio (eu).
Evitar o uso de terminologias
chulas, gírias e exemplos que
não possuam qualquer relação
com a Doutrina Espírita.
Sempre utilizar referências de
obras doutrinárias Espíritas, Novo
e Velho Testamento, expor com
precisão o nome das obras,
capítulos, versículos e passagens,
bem como os autores.
“(...) Lembra-te deles, os quase loucos de
sofrimento, e trabalha para que a Doutrina
Espírita lhes estenda socorro oportuno.
Para isso, estudemos Allan Kardec, ao
clarão da mensagem de Jesus Cristo, e,
seja no exemplo ou na atitude, na ação ou
na palavra, recordemos que o Espiritismo
nos solicita uma espécie permanente de
caridade – a caridade da sua própria
divulgação”.
Estude e Viva – FEB 9ª. Edição, cap. 40, pelos Espíritos
Emmanuel/André Luiz. Chico Xavier/Waldo Vieira.
No cumprimento e
apresentação não
esquecer de rogar
assistência espiritual
para a tarefa e
agradecer ao final.
Recomendações ao expositor

Alerta-se também sobre a


importância da concentração e
harmonização do expositor antes
do início da tarefa, utilizando o
recurso da prece, favorecendo a
elevação da vibração pessoal e
facilitando a sintonia com o plano
espiritual.
Qual o benefício deste trabalho
A atividade propicia para aqueles que
ouvem o Cristo: consolo, amparo,
esclarecimento e motivação para um
processo de transformação moral,
possibilitando a evolução espiritual e
caminhada para a conquista de si
mesmo.
Explanação do Evangelho
à Luz da Doutrina Espírita
Referências Bibliográficas:

Oliveira, Therezinha. Oratória a Serviço do


Espiritismo. 6. ed. Campinas, SP: Allan Kardec,
2009.

Orientação ao Centro Espírita, FEB: 2006,


Brasília, pg. 39.