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FRIDA KAHLO

Por Marcos Mota


Filha de um fotógrafo judeu-
alemão, Guilhermo Kahlo, e
de Matilde Calderón y
Gonzalez, uma mestiça
mexicana, Frida Kahlo
nasceu em 1907 no México.
Aos 6 anos contraiu
poliomielite, sendo esta a
primeira de uma série de
enfermidades, acidentes,
lesões e operações que
sofreu ao longo de sua vida,
dando início à heróica luta
por seu trabalho e sua saúde
física e emocional.
Ao contrário de
muitos artistas, não
começou a pintura em
idade precoce, e teve
que aprender a criar
em meio às seqüelas
de seus problemas
físicos, que tornavam
necessário o uso de
um colete especial
para a coluna.
Sua mãe mandou fabricar
um dispositivo especial de
apoio para telas e tintas,
que a permitiam pintar
deitada, com um espelho
no teto, para que pudesse
criar seus famosos auto-
retratos, onde expressava
seu mundo interior, seus
mais profundos
sentimentos e emoções.
Vida e Obras
Patriota declarada, comunista
e revolucionária, toda sua
vida, cheia de superações e
sofrimentos, é refletida nas
suas obras.
“Pinto-me a mim mesma porque sou
sozinha e porque sou o assunto que
conheço melhor”

“Para que preciso de pés se tenho


asas para voar?”
Na sua juventude sofreu um grave acidente que a condicionou para o resto
da sua vida. Situação que retrata no quadro “Retablo”.

O bonde em que viajava para casa chocou contra um carro e Frida fraturou a
coluna, ao ser trespassada por um ferro.
Durante a sua longa estadia em
casa, começou a pintar (ainda
inexperiente), pois era das
poucas coisas que conseguia
fazer na cama.

“O meu pai foi para mim um


grande exemplo de ternura, de
trabalho…e acima de tudo de
compreensão perante todos os
meus problemas.”
Em 1928, com 21 anos, tendo recuperado a
capacidade de se auto-locomover, ela leva
suas obras ao famoso muralista Diego Rivera,
que a estimulou a continuar seu trabalho
como pintora. Um ano mais tarde, os dois se
casaram.
Sob a influência da obra do marido, adotou o
emprego de zonas de cor amplas e simples
num estilo propositalmente ingênuo. Procurou
na sua arte afirmar a identidade nacional
mexicana, e por isto adotava com muita
frequência trajes do folclore e da arte
popular do México.
"Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei
meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Foi ainda de Diego Rivera a
idéia de que Frida se
vestisse com as roupas
tradicionais folclóricas que,
junto com as sobrancelhas e
buço espessos,
transformaram-se em sua
imagem-símbolo.
O casal tornou-se célebre, foi
aclamado em viagens ao
exterior, sendo que a obra de
Frida logo ganhou
independência em relação à
do marido. Criou seu estilo
único e peculiar. Expôs em
Nova Iorque e Paris, tendo
sido a primeira artista
mexicana a ter suas obras
expostas no Museu do
Louvre.
Mas o relacionamento
entre os dois foi
extremamente
conturbado por
infidelidades de
ambos os lados...
''Diego está na minha
urina, na minha boca, no
meu coração, na minha
loucura, no meu sono, nas
paisagens, na comida, no
metal, na doença, na
imaginação.''
Brinco
Roupas
masculinas

Auto-Retrato com Cabelo Cortado


Tesoura

Cabelos
espalhados

Auto-Retrato com Cabelo Cortado


A pintora engravida e sofre três abortos ao longo da sua vida,
devido ao seu estado de saúde delicado.

Sobre essa dor confessou: “Pintar completou a minha vida.


Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam
preenchido a minha vida.”
Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora
(1932)
O Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora

Feto masculino
O Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora

Caracol
O Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora

Modelo
Atómico

Modelo de
Osso
O Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora

Esterilizador
a vapor
O Hospital Henry Ford ou A Cama Voadora

Orquídea
...ela é a imagem da conquista da adversidade, contra vento e
maré, ela representa o que é ser capaz de formar a sua vida e
reinventar-se a si mesma e viver plenamente...
...Frida Kahlo é neste
sentido o símbolo da
esperança, do poder,
da capacidade de
encher-nos de forças
para um setor variado
da nossa população
que passa por
condições adversas".
Seu último quadro foi intitulado “Viva a
Vida”.
“Espero a
partida com
alegria e
espero nunca
mais voltar.
Frida”
Em 13 de julho de 1954, com 47 anos, Frida Kahlo
morre devido a uma embolia pulmonar, deixando
um legado que ainda impressiona o mundo. Diego
Rivera escreveu em sua auto-biografia que o dia da
morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.
Quatro anos após a sua morte, sua casa familiar,
conhecida como "Casa Azul", transforma-se no
Museu Frida Kahlo.

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