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O espaço natural africano

Litoral Pouco recortado

Com poucos portos naturais

Sua superfície ocupa uma área de 30 309 677 km².

1869 Inaugurou-se o canal de Suez.


Nordeste da África

Une-se ao continente Proporcionou o


asiático através do istmo de encurtamento das
Suez. distâncias por via
marítima.
Science Photo Library/Latin Stock

Imagem de satélite retratando o canal de Suez, no nordeste da


África.
O mapa destaca um rio e um país do continente
africano.

Sidnei Moura
Atualmente
O canal de Suez é uma importante fonte de receita para a economia
egípcia.

Região controlada pelo Reino


Unido.

Noroeste do continente Localiza-se o estreito de Gibraltar.

Com 12 a 14 km de
largura.

Separa o Marrocos, na África, da


Espanha, na Europa.
O relevo A mais expressiva ocupa o lado
oriental do continente, denominada
Rift Valley.

Essa extensa área planáltica


apresenta algumas fraturas.
Maior parte do
continente Constitui um imenso planalto

Resultante do aplainamento de antigas elevações


pela intensa ação erosiva desde milhões de anos
atrás.
Linha de falhas do Rift Valley.

Philippe Plaily/Eurelios/Science Photo Library/LatinStock


As falhas são ocupadas por extensos lagos.

Além de vários maciços vulcânicos, que proporcionam solos férteis


para as práticas agrícolas.

Situam-se os maciços vulcânicos onde estão os


No Rift Valley pontos mais altos do relevo africano.

• Monte Kilimanjaro, com 5 895 metros de altitude;


• Monte Quênia, com 5 195 metros;
• Monte Ruvenzori, com 5 118 metros.
Cadeia do Atlas.

Ann Arthus-Bertrand/Corbis/LatinStock
Porção norte Cadeia montanhosa do Atlas

• Formação geológica recente;


• chega a 4 mil metros de altitude;
• ocupa terras da Argélia e do Marrocos.

Sul Cadeia do Cabo

Formação geológica bem antiga.

Sobressaem-se os montes
Drakensberg.

Planícies africanas Próximo ao litoral ou às margens de alguns


rios.

São mais povoadas em alguns trechos da Costa do Marfim, da Nigéria, do


Togo, de Benin e de Gana.
Observe o mapa.
Parte integrante da obra Geografia Homem & Espaço, Editora Saraiva

Mário Yoshida

Fonte: Leda Ísola e


Vera Caldini. Atlas
geográfico Saraiva.
São Paulo: Saraiva,
2005. p. 70
(adaptado).
A hidrografia
Rio Nilo • Um dos rios mais extensos do mundo;
• 6 670 km de comprimento.

• Rio de grande importância histórica;


• Desemboca no mar Mediterrâneo;
• A sua foz é um imenso delta de grande proveito para a
atividade agrícola.

Outros rios importantes do continente são: o Níger, o Congo, o


Zambeze, o Limpopo e o Orange.
Bacia do rio Congo

Desenvolve-se uma intensa atividade de mineração, destacando-


se o cobre, o petróleo, o manganês, o diamante e o cobalto.

Os rios e lagos africanos têm grande importância para a população


no fornecimento de energia elétrica, na irrigação e como via de
locomoção.

A África apresenta um dos maiores conjuntos


de lagos do mundo.
O clima e a vegetação
Floresta equatorial e as savanas.

Predominantemente quente

Essas formações vegetais


Os que abrangem maiores cobrem aproximadamente 40%
extensões são o equatorial, o do território africano.
tropical, o desértico e o
semiárido.
África - Climas

Fonte: Leda Ísola e Vera


Caldini. Atlas geográfico
Saraiva. São Paulo:
Saraiva, 2005. p. 102.
(adaptado).
Dois grandes desertos:
• Saara, ao norte, o maior do mundo, com 9 milhões de
km²;
• Kalahari, a sudoeste, com 600 mil km².

A área ocupada pelos desertos vem se ampliando:

Isso porque em vez de se manter a vegetação ou mesmo


promover o plantio de árvores nas regiões que os margeiam,
que seria a maneira indicada de contornar esse avanço,
ocorrem intensos desmatamentos.
Savana africana.

Richard Du Toit/Minden Pictures/LatinStock


África - Sahel
Áreas desérticas

• Chuvas, além de escassas, são bastante irregulares;


• Vegetação praticamente inexistente.

Clima desértico Marcado por grandes oscilações de


temperatura

Enquanto durante o dia o forte calor faz com que a temperatura


atinja quase 50 ºC, à noite as temperaturas caem bruscamente,
chegando a menos de 15 ºC.
Clima mediterrâneo Às margens do Mediterrâneo e em um
trecho do sul do continente.

Suas temperaturas médias


situam-se entre 15 °C e 20 °C, e Corresponde ao
as chuvas concentram-se no Vegetação maqui e ao
período do inverno. garrigue.

São encontradas, em
alguns trechos, florestas
de pinheiros e
carvalhos.

Essas áreas se prestam ao


cultivo da videira, da oliveira, de
diversas frutas e cereais.
ÁFRICA
um continente de muitas riquezas
África branca ao norte e
subsaariana ao sul

www.jornallivre.com.br158872africa-subsaria
África Subsaariana:
• abriga uma população predominantemente
negra;
• grupos étnicos bastante diferenciados;
• condições de vida, de modo geral, bastante
precárias;
• economia concentrada:
• na atividade agrícola de subsistência;
• no setor terciário;
• na produção de matérias-primas agrícolas e
minerais.
NASCIMENTO
Subdesenvolvimento e
contrastes
Subdesenvolvimento e pobreza

Caracterizam boa parte dos países


africanos.

Convivem com a diversidade cultural, étnica e econômica


que marca o continente.
Alguns países do continente têm alcançado
crescimento econômico

Esse crescimento econômico


acaba beneficiando uma
camada restrita da população e
Apoiado acentuando as desigualdades
fundamentalmente na sociais.
exploração dos recursos
naturais.

Extração de petróleo em
Angola (2006).
15% do petróleo que os EUA importam do restante do mundo é
fornecido pelos países africanos.

Integração econômica entre o Brasil e os países africanos tem


crescido.

Atuam em cerca de 13
Empresas brasileiras de países africanos.
grande porte, como:
• Petrobras;
• Vale; O comércio Brasil–países africanos
apresentou crescimento expressivo
• Odebrecht; nos últimos dez anos.

• Camargo Corrêa;
• Andrade Gutierrez.
Jeremy Horner/Corbis/LatinStock
Pobreza na cidade de Luanda, capital de Angola.
A Partilha da África
• Desde o século XVI, devido ao tráfico de escravos, os
europeus já conheciam e exploravam algumas regiões
litorâneas da África.
• Com a expansão do capitalismo industrial, várias
expedições foram enviadas ao continente com o objetivo
de conhecer melhor riquezas e potencialidades da
região.
• Em busca de mercados e recursos naturais, as
potências européias realizaram em 1885 a Conferência
Internacional em Berlim, onde se estabeleceu a partilha
da África sem que houvesse conflitos. Essa conferência
resultou na divisão da África entre as potências
industrializadas da época.
• O interesse econômico das grandes potências foi
escamoteado com a alegação de que o povo europeu, o
homem branco, teria o “dever” de “civilizar” as “culturas
inferiores”.
As riquezas minerais
• As riquezas minerais
presentes no
continente africano
despertaram o
interesse e a cobiça
das potências
européias, que em
plena revolução
industrial estavam à
procura de novos
mercados e centros
fornecedores de
matéria prima.

Fonte: Atlas geográfico IBGE


Divisão da África

• A divisão ao lado foi


feita sem considerar
os aspectos naturais,
culturais e étnicos
dos povos que
habitavam o
continente. Essa
divisão “artificial”
contribui para a
eclosão de muitos
conflitos na região.

www.anovademocracia.com.
br/10/24.htm
Divisão étnica da África Divisão política da África

www.socialesweb.com/mapas/africapolitico
Fonte: almanaque abril 2004
Os diferentes povos e culturas
África do Norte e África subsaariana

Formada
basicamente por: População
majoritariamente branca,
• Egito;
merece destaque a
• Líbia; influência árabe e
• Tunísia; islâmica.
• Argélia;
• Marrocos.
Egito, Tunísia e Marrocos

Sobressai a atividade turística.

Apesar de subdesenvolvidos e com indicadores sociais bem


inferiores aos dos países desenvolvidos.

Esses países da África do Norte

Estão no grupo dos que apresentam melhores


indicadores sociais e econômicos do continente
africano.
Atlantide Phototravel/Corbis/LatinStock

Praça na cidade do Cairo, no Egito (2007).


Desenvolvimento da atividade industrial

Limitado e restrito basicamente às indústrias


de bens de consumo.

África do Sul Único país de destaque ao sul do


deserto do Saara.

• Apresenta atividade industrial e economia diversificadas.


• Está inserida no contexto da Divisão Internacional do Trabalho
como país subdesenvolvido industrializado.
Ed Kashi/Corbis/LatinStock

Refinaria de gás natural na Nigéria.


Países africanos
Dependem da exportação de gêneros
agrícolas e/ou minerais, têm de enfrentar
ainda a queda nos preços de algumas
dessas matérias-primas.

Diversos países, além


de atrair poucos
investimentos,
apresentam um quadro
socioeconômico
Apenas combustíveis fósseis têm
marcado pela presença preços elevado e os alimentos, com a
constante de ajudas crise alimentar mundial, poderiam
humanitárias, com apresentar uma recuperação nos
preços.
doação de alimentos e
medicamentos.
Anualmente, cerca de 70 mil africanos
subsaarianos saem dos países do
continente

Vão estudar em países da Europa ou nos EUA.

Muitos não retornam mais e


parte deles forma o contingente
de 40 mil africanos que detêm
título de doutor e fixaram
residência no exterior.
Estudante nigeriana na Áustria.

Eleanor Bentall/Corbis/LatinStock
A sociedade

População africana Em 2006 somava 924,5 milhões de


habitantes.

Apresenta, de modo geral, taxas de crescimento


demográfico superiores a 2,2%.

A busca por melhores condições de vida e a fuga de conflitos


étnicos provocam migrações no interior do continente.
Observe o mapa.
África – distribuição populacional

Fonte: World Atlas. Londres: Dorling Kindersley, 1999. p. 25/Leda Ísola e Vera Caldini. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2005. p. 108.
África Branca e Negra
• A África negra localiza-se • A África branca
ao sul do deserto do Saara, corresponde à parte
também chamada de África norte do continente, onde
subsaariana. localiza-se o deserto do
• A população é composta Saara.
em sua maioria por grupos • Nessa região
negróides. predominam os povos de
• Predominam seitas origem árabe, etíope,
politeístas como o egípcia, dentre outros.
animismo, além do • A religião professada é o
catolicismo e islamismo. islamismo.
• A maior parte dos países • Alguns países destacam-
são subdesenvolvidos e se pelas riquezas
vivem basicamente da minerais como fosfato,
agricultura de subsistência. gás natural e petróleo.
Condições precárias da
população

Indicadores sociais revelam as precárias


condições em que vive grande parte da
população:

• taxas de mortalidade infantil elevadas,


atingindo 91,2%, em média.
• esperança de vida nos países da África
Subsaariana é, em média, de 46 anos.
De acordo com estudos realizados por
organizações internacionais no início deste
século

A maior parte dos países africanos situados ao sul do deserto do


Saara passou por um retrocesso econômico nas duas últimas
décadas.

Enquanto no mundo a porcentagem de população vivendo com


menos de 1 dólar por dia caiu de 40%, em 1970, para
aproximadamente 18%, em 2000, na África passou de 42% para
50%.
Fatores como:
• atraso tecnológico;
• economia de baixa produtividade;
• guerras civis;
• corrupção dos governos;
• falta de democracia;
• ritmo de crescimento populacional superior ao ritmo de
crescimento da economia;
• secas periódicas;
• intensa retirada de recursos naturais sem a aplicação de
práticas sustentáveis aprofundam ainda mais o quadro de
deterioração das condições de vida de parcela considerável
das sociedades africanas.
Finbarr O’Reilly/Reuters/ LatinStock
Criança subnutrida na região de Sahel, na África (2006).
A Descolonização
• A descolonização ocorreu após a II Guerra, no cenário
da Guerra Fria.

• A independência tardia ocorreu apenas no âmbito


político, permanecendo a divisão artificial de antes.
• Esse período ficou conhecido como neocolonialismo,
onde os novos países independentes recebiam
benefícios ao se alinharem ao socialismo (URSS) ou
ao capitalismo (EUA).
• Os novos países independentes apresentavam disputas
internas pelo poder, mão de obra desqualificada e as
melhores terras controladas pelas elites locais que
produzem para exportação (plantation).
Os mapas abaixo mostram o ritmo
da descolonização no período da
Guerra Fria.
Indicadores sociais
• A tabela ao País IDH País IDH
lado
mostra que Guiné 0,456 Etiópia 0,406
os Ruanda 0,452 Chade 0,388
18países
Angola 0,446 Rep. Centro Africana 0,384
que
apresen- Benim 0,437 Moçambique 0,384
• tam os Malaui 0,437 Mali 0,380
piores Zâmbia 0,434 Níger 0,374
IDH´s Costa do Marfim 0,432 Guiné-Bissau 0,374
estão Burundi 0,413 Burquina Fasso 0,370
localizados
Rep. Dem. Congo 0,411 Serra Leoa 0,336
na África.
Segundo
dados de
2005.
Conflitos na África
• A situação de pobreza e subdesenvolvimento
presente no continente africano foi provocada,
em parte, pelo colonialismo ambicioso dos
países europeus.
• O continente africano encontra-se isolado do
processo de globalização, apresentando
inúmeros conflitos internos, fruto da ocupação e
descolonização européia que levou em conta
apenas seus interesses econômicos.
• Atualmente, vários grupos lutam pelo controle
territorial ampliando a pobreza e dizimando
milhares de pessoas.
A guerra dos facões na RUANDA

veja.abril.com.br/170805/p_133.html
• Ruanda foi colonizada
pela Bélgica. Está
localizada na África
central e possui cerca
de 8,2 milhões de
habitantes. Sua capital
é Kigali e tem como
línguas oficiais o
francês e o ruandês.
Está localizada ao lado
de Uganda e Burundi,
que foram criados
artificialmente,
misturando grupos
étnicos inimigos www2.mre.gov.brdeafd
históricos: os Tutsis, os
Hutus e os Twas.
Em finais do século XIX, a região é
ocupada pelos alemães que logo se
aliam aos Tutsis e convertem os
Hutus à escravidão, despertando
antigas divergências.
Após a Segunda Guerra, os
alemães perdem o poder na região
e a instabilidade passa a reinar.
Tutsis e Hutus passam a se
confrontar provocando atitudes
cruéis e violentas de ambas as
partes.
Em 1962, o país conquista sua Crianças Tutsis
independência e a liderança dos
Hutus se consolida. Estes passam
a perseguir os Tutsis,
massacrando-os.
•Os Hutus contam com a maioria
da população de Ruanda, cerca
de 90%. Controlam o exército e
convocaram a população civil a
participar da guerra usando armas
domésticas como facões,
machadinhas e facas.

•Já os Tutsis representam 10%


da população, entretanto
controlam as atividades
agropecuárias, podendo desta
forma adquirir armas no mercado
informal.
www2.mre.gov.brdeafd
Em 1994, morre o presidente da Ruanda, Habyarimana,
vítima de um atentado. Explode uma violenta guerra civil
entre Hutus e Tutsis e em apenas 2 meses de combate
cerca de 1 milhão de pessoas foram mortas. Os Tutsis,
melhor equipados belicamente, tomaram o poder, e num
ato revanchista passaram a massacrar os Hutus.
A partir de 1996, a ONU institui um Tribunal Internacional,
para julgar os acusados pelo massacre de 1994.

Crânios das vítimas do


massacre ocorrido em1994.
A maior parte das vítimas
eram de Tutsis.

www.adventistas.comabril2004c
ranios_ruanda.jpg
Evolução demográfica de Ruanda
Observe a notável descida na primeira metade dos anos 90
provocada pelo genocídio.
Se foram 800 mil mortos, equivaleriam a 11% do total da
população.

Fonte: www.eduquenet.net
Consequências do conflito
A paz é uma situação provisória.

Investimentos nos setores sociais


são escassos.

Crianças são usadas como soldados.

Milhares de refugiados vivendo em


absoluta miséria.

httpnewsimg.bbc.co.ukmediaimages42887000jpg
A composição étnica e as
religiões
Constituída predominantemente por negros

Mas 1/3 do total é de brancos, que se concentram, principalmente,


na porção setentrional.

A população branca é
formada em sua grande Os brancos do norte da
maioria por povos islâmicos, África subdividem-se em
predominantemente, de árabes e berberes.
língua árabe.
Parte integrante da obra Geografia Homem & Espaço, Editora Saraiva

Os tuaregues são um grupo étnico da região do Saara.

Panoramic Images/Getty Images


Negros Concentrados principalmente ao sul do Saara.

Apresentam uma grande diversidade de povos,


línguas e religiões.

Ao lado das diferentes línguas e dialetos, são falados também o


francês, o inglês e o português.

Os povos negros praticam o islamismo, o


cristianismo e o animismo — crença segundo a
qual tudo o que existe na natureza possui alma, é
animado por um espírito.
Os negros no continente africano subdividem-se nos
Parte integrante da obra Geografia Homem & Espaço, Editora Saraiva

seguintes grupos:
• bantos — os mais numerosos e que ocupam a maior parte da
região equatorial, a região dos grandes lagos e parte da Namíbia,
Botsuana e África do Sul;
• sudaneses — situados principalmente na porção ocidental;
• hotentotes — em maior número na África do Sul, Namíbia e
Botsuana;
• nilóticos — habitantes da região do alto curso do rio Nilo;
• bosquímanos — ocupantes das estepes situadas às margens
do deserto do Kalahari;
• pigmeus — habitantes da floresta equatorial;
• malgaxes — habitantes da ilha de Madagáscar.
Parte integrante da obra Geografia Homem & Espaço, Editora Saraiva
África – grupos étnicos

Mário Yoshida
Fonte: Atlas du continent africain. Paris: Jaguar; 1993. p. 47 (adaptado).
A urbanização e as cidades
Apresenta índices de urbanização relativamente baixos.

Na África Setentrional, o índice é superior, em média, a 50%;


na África do Sul é de 57,4%; e na África Subsaariana é, em
diversos países, menor que 35%.

As grandes cidades africanas estruturaram-se a partir da


formação de portos de exportação dos produtos agrícolas e
minerais para os países desenvolvidos.
Richard du Toit/Getty Images
Região portuária em Lagos, na Nigéria.
• O acelerado crescimento
populacional

• O processo de desertificação na região


do Sahel

• A busca pelos serviços urbanos

Entre outros fatores

Vêm sendo responsáveis pelo êxodo rural.


Fluxos migratórios campo – cidade

Intensos a partir dos anos 1960

Têm se direcionado principalmente para as grandes cidades, que


crescem de modo caótico.

Graves consequências:

• Formação de inúmeras favelas

• Deficiência nas redes de água e esgotos

• Problemas nos sistemas de transportes urbanos

• Deficiência na coleta de lixo.


Eddie Gerald/Alamy/Others Images
Cidade dos mortos, no Cairo, Egito.
Uma economia dependente
Para entender os vários aspectos da economia desse continente deve-se
levar em consideração:

O longo tempo de colonialismo pelo qual


passou.

Em decorrência disso, o espaço geográfico do continente africano vem


sendo organizado de acordo com os interesses de suas ex-metrópoles
ou das grandes potências mundiais.
A agropecuária
Antes do período
colonial Depois foi substituída, em boa
parte:

atendia às
necessidades
alimentares de seus Pela agricultura comercial de
habitantes exportação.

Assim, a agricultura na maioria dos países africanos passou a ser


praticada de duas formas:

Subsistência Comercial ou plantation


Parte integrante da obra Geografia Homem & Espaço, Editora Saraiva

Images og Africa Photobank/Alamy/Other Images

Plantação comercial de trigo na África do Sul.


Principais produtos cultivados para subsistência:
• mandioca; • sorgo;
• arroz; • inhame;
• milhete; • batata.

Agricultura de plantation Surgiu com a chegada do


colonizador.
Localizada
principalmente nas
zonas litorâneas.
Sua finalidade é a produção de culturas
destinadas a abastecer o mercado
externo.

Nela predomina a monocultura, que ocupam as melhores


terras do continente.
Images of Africa PhotoBank/Alamy/ Other Images

Agricultura de subsistência na Etiópia.


Atividade criatória

Praticada principalmente:
• na região mediterrânea;
• nas estepes e savanas do Sudão;
• na África do Sul;
• nas regiões às margens dos grandes lagos da parte
oriental.

Na África do Sul é encontrado um dos maiores rebanhos de


ovinos do mundo, destinado principalmente ao fornecimento
de lã para as indústrias locais e para exportação.
Peter Titmuss/Alamy/Other Images

Rebanho de ovinos na África do Sul (2004).


As riquezas minerais e a atividade
industrial
Riquezas minerais Desde as primeiras descobertas, foram
africanas exploradas por companhias estrangeiras.

No fim da década de 1960,


alguns países resolveram
nacionalizar suas minas

Apoiando-se para isso em


organismos internacionais que
reúnem vários países produtores
de minérios.
O petróleo é um dos minerais africanos mais significativos

Pois é uma grande fonte de divisas


para vários países.

Os efeitos de alguns séculos de colonialismo


impedem até hoje que os países africanos possam
se desenvolver com base na atividade industrial.

Muitos países do continente continuam com suas economias


fortemente vinculadas às suas antigas metrópoles.
Per-Anders Pettersson/Getty Images

Extração de cobre na República Democrática do Congo (2005).


A colonização dificultou a industrialização
porque:

• o controle do comércio pelos europeus


impediu a formação de uma burguesia de
comerciantes nativos;
• não houve acúmulo de capitais tendo por
base a propriedade da terra;
• não se desenvolveu um mercado interno.

A produção industrial africana, em média, corresponde a 1% do


total do PIB do continente.
Turismo Não tem uma importância significativa na
economia africana.

Fatores que desestimulam o ingresso de turistas:


• falta de infraestrutura hoteleira;
• falta de transportes;
• constantes conflitos étnicos, entre outros.

O patrimônio histórico egípcio, com as suas pirâmides e templos, é


uma das principais atrações do continente, o que eleva o país à
posição de mais visitado da África.
Observe a imagem.

Remi Benali/Corbi/LatinStock
Na cratera de Ngorongoro, no Norte da Tanzânia, existe uma área de proteção
ambiental que abriga um ecossistema perfeito para a reprodução de diversas
espécies animais.

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