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TÉCNICAS DE

DINÂMICA DE
GRUPO
DINÂMICA DE GRUPO
◦ DINAMICA, segundo o Dicionário Sacconi, “É um
conjunto de forças sociais, intelectuais e morais que
produzem atividades e mudança numa esfera
específica”.

◦ A DINÂMICA DE GRUPO como processo facilita a


tomada de consciência do indivíduo, amplia seus
horizontes de visão, estimula a mudança atitudinal, mas,
também, pela “troca” com os demais participantes de
um grupo.
Grupo terapêutico x Grupo educativo
◦ GRUPO TERAPÊUTICO - é uma forma de terapia em que um grupo de indivíduos,
cuidadosamente selecionados, se reúne regularmente com um propósito
terapêutico, sob a orientação de um ou dois terapeutas.

◦ GRUPOS EDUCATIVOS - têm como finalidade promover a formação de seus


membros, desenvolvendo um importante papel socializante.

◦ - Grupos educativos podem ser:


◦ De caráter pedagógico → grupo de centros educativos.
◦ Potenciais para aquisição de experiência, habilidade ou conhecimento →
◦ grupos esportivos, culturais, artísticos...
GRUPOS EDUCATIVOS
◦ A Dinâmica de Grupo tem como principais áreas de atuação:
clínica, hospitalar, escolar e organizacional.
◦ CONTEXTO ORGANIZACIONAL:
◦ - Nas organizações há:
◦ Grupos formais → criados pela organização formal
(normalmente formados pela divisão do trabalho);
◦ Grupos informais → surgem espontaneamente;
◦ Normas → regras informais ou padrões de conduta segundo
os quais o grupo se desenvolve.
- Neste contexto, a dinâmica de grupo tem foco no comportamento
organizacional:
a) Comportamento do líder / desenvolvimento de lideranças;
b) Mudanças organizacionais;
c) Estrutura da organização e comportamento de aprendizagem (treinamento);
d) Conflito e resolução de problemas;
e) Integração;
f) Clima organizacional;
g) Sensibilização;
h) Relações humanas e desenvolvimento organizacional.
- Não é possível compreender plenamente o indivíduo sem compreender a
organização na qual ele está inserido e vice-versa. É imprescindível
compreender as mudanças que a organização e o indivíduo terão de sofrer
para o alcance da maior energia possível ao esforço produtivo. Para isso, as
organizações devem incluir:

Necessidades individuais, atitudes, valores e sentimentos;


Atração grupal, objetivos, processos e normas;
Atividades organizacionais e diretrizes quanto ao poder, recompensas,
punições, comunicação e fluxos de trabalho;
Atividades informais, como fuga aos deveres, apatia, indiferença, conflitos
interdepartamentais, conformismo e desconfiança.
-A estratégia utilizada pelas empresas é o desenvolvimento organizacional
que visa desenvolver novas formas de organização, aprendizado de novos
procedimentos mais eficientes para o estabelecimento de metas e de
planejamento, bem como para montagem de equipes experientes com
membros interdependentes. Além disso, deve-se saber como despender
tempo suficiente para o aperfeiçoamento de métodos de trabalho tomada
de decisão e comunicação, bem como trabalhar cooperativamente para que
as mudanças ocorram de forma planejada.
- Além do desenvolvimento organizacional, dinâmicas de grupo podem ser
utilizadas em processos seletivos e em treinamentos.
- Os resultados obtidos após a utilização de dinâmicas de grupo em seleção
estão diretamente ligados à qualidade do processo seletivo.
- Já os treinamentos podem ser técnicos ou comportamentais:

1) Treinamentos técnicos têm como objetivo a orientação e a educação


para práticas ligadas a tarefas profissionais.
2) Treinamento comportamental tem como objetivo a sensibilização e a
orientação do treinando para práticas que visem ao desenvolvimento das
relações intra e interpessoais.
FACILITADORES DE GRUPO
◦ Grupos educativos oferecem modelos de comportamento
social adequados e inadequados, propiciam sentimentos
intensos, proporcionam apoio social e fornecem resposta a
uma necessidade específica.
◦ - É necessária a presença de um facilitador para otimizar o
potencial educativo do grupo, sendo imprescindível em
determinados casos.
◦ É o facilitador quem conduz e motiva o grupo, leva o grupo à
execução dos fins a que ele se propõe.
- O facilitador utiliza técnicas de trabalho em grupo como
recurso de intervenção, isto é, atividades estruturadas
como meio de facilitar a experiência educativa em grupo.
Assim, o grupo intervém sobre sua própria dinâmica,
melhora a interação dos membros, a cooperação, a
comunicação, a autoanálise e a auto avaliação.

- O facilitador precisa renovar constantemente seus


conhecimentos e seus recursos, afinal necessita dispor de
muitas ferramentas de intervenção.
Ele é responsável por propiciar momentos que levam o
indivíduo ao questionamento, à sensibilização, à
conscientização e a mudança atitudinal e comportamental.
Além disso, facilita a aprendizagem, mas também orienta,
questiona, adapta, elabora ou reelabora instrumentos que
possibilitem alcançar os resultados necessários.

- Valores agregados ao papel do facilitador:


Formador de opinião;
Agente de mudança;
Modelo de eficiência/eficácia;
Poder.
TÉCNICAS DE GRUPO
Todas as pessoas que trabalham com grupos costumam verbalizar: “vou aplicar uma técnica...”,,
“Esssa técnica visa...”. A palavra é dita mais como uma forma de variação das expressões
Dinâmica de grupo” ou “vivência”.

No sentido lateral, conforme o dicionário de Sacconi, técnica é:


• Método, procedimento, jeito ou maneira especial de ensinar;
• Grau de excelência em alguma atividade;
• Forma de desenvolver alguma coisa

No desenvolvimento ou facilitação de trabalho com grupos, a expressão “técnica” é uma maneira de


denominar o exercício a ser vivenciado, ou seja, um método de procedimento.

Aurea Castilho costuma utilizar a palavra técnica para designar os seus trabalhos, com grupos, e
diz: “A técnica utilizada como uma real necessidade do momento de um individuo ou de um grupo, a
mim parece uma verdadeira obra de arte, daquela que você, diante dela, pára e vê aflorar um novo
mundo. A usada com sentimento e intuição me faz sentir como construindo uma partitura ou criando
um quadro ou uma escultura”.
VITALIZADORES
É uma dinâmica de grupo. É rápido, objetivo eficaz para o que se propõe:
aquecer, acender, ascender, “levantar” o grupo, descontrair. A
expressão vitalizar sugere dar vida ou tornar vivo. A utilização de um
vitalizador não caracteriza necessariamente uma reflexão ou um
aprendizado, porém se houver necessidade pode ser feito. Existem
vitalizadores recreativos, competitivos ou puramente energizantes.

O vitalizador deve ser, também, o mais prático possível, podendo ou não


ser utilizado materiais ou acessórios que venham a demandar algum
tempo de preparação ou elaboração prévia. Em geral, os recursos são as
pessoas e o próprio facilitador.
JOGOS
É um processo vivencial, naturalmente: exige relação entre pessoas. É
uma competição, cooperação, dinâmica, saudável entre pessoas de
interesses comuns, que visa da simples recreação (caráter de gincana) à
viabilização de alguma aprendizagem, reflexão ou correlação com a
prática do dia a dia.

Dizemos que a dinâmica de grupo classificada como “jogo” é um


exercício que tem normas pré estabelecidas e, para participar, os
integrantes do grupo devem concordar com elas. Pode haver limites do
tempo ou espaço, há inicio, meio e fim e pressupõe perdas e ganhos,
entre os participantes.
As atuais tendências sócio-culturais e empresariais tem considerado
principalmente os jogos de empresa que exercitam o ganha-ganha, que é
quando as partes tem algum tipo de “lucro”, que pode ser financeiro, de
crescimento e aprendizado individual. O ganha-ganha é o melhor resultado
que se pode esperar quando se utiliza o jogo em dinâmicas de grupo.

A técnica (ou metodologia) do jogo facilita o aparecimento de características


como liderança, planejamento, visão estratégica, ambição, competição,
respeito a si e ao outro, limites, respeito a regras e normas, etc.

A simulação é a teatralização de situações com base no cotidiano nos


indivíduos e/ou grupos de trabalho, onde um ou mais participantes
assumem os diferentes papéis e conteúdos que estão contidos na situação
que se quer vivenciar.
VIVÊNCIAS
“As mudanças pessoais podem abranger diferentes níveis de aprendizagem:
cognitiva (informações, conhecimentos, compreensão intelectual), emocional
(emoções e sentimentos, gostos, preferências), atitudinal (percepções,
conhecimentos, emoções e predisposição para ação integrados) e
comportamental (atuação e competência) – afirma Fela Moscovici, em seu livro
“Desenvolvimento interpessoal.

Quando Fela Moscovici se refere a VIVÊNCIA, diz que é um processo de


ensino-aprendizagem denominado Educação de Laboratório, ou seja “um
conjunto metodológico que objetiva o alcance de mudanças pessoais, a partir
de aprendizagens baseadas em experiências diretas ou vivencias”, como
exemplo temos a educação de
laboratório.
ATIVIDADE: Consiste na vivencia de uma situação através de atividades em que o
participante se empenha, tais como resolução de um problema, simulação
comportamental, dramatização, jogo, processo decisório, comunicação, exercícios
verbais e não verbais.

ANÁLISE OU REFLEXÃO: É o momento seguinte. Consiste no exame e na


discussão ampla das atividades realizadas, na análise crítica dos resultados e do
processo de alcança-los – o como passa a ser mais importante do que o resultado
em si. É uma fase muito mobilizadora de energia emocional, pois cada participante
deve expor seus sentimentos, idéias e opiniões livremente.

Se na primeira etapa houve envolvimento e abertura, nesta, o participante pode


praticar maior auto-exposição, espontaneidade, autenticidade, troca de feedback
com os companheiros do grupo, possibilitando a elaboração de um processo
diagnóstico da situação vivenciada e da participação de cada um e de todos no
desenrolar do processo grupal.
CONCEITUAÇÃO OU EMBASAMENTO TEÓRICO: Consiste na busca de
conceitos esclarecedores, fundamentação, informações, insumos cognitivos. É
realizado pelo coordenador/facilitador de forma interativa com os participantes e
complementados por leituras individuais, filmes, músicas, que possibilitam a
consolidação dos conhecimentos e reflexões.

CONEXÃO OU CORRELAÇÃO COM O REAL: É onde se faz as comparações


dos aspectos teóricos com práticas de trabalho e da vida real. As conclusões e
aprendizagens elaboradas podem servir para uso imediato ou para o futuro,
possibilita aos participantes “insight” de novas aprendizagens, além de incitá-los
à criatividade, à mudança, inovação de procedimentos e novas formas de
conduta.
No dicionário de Luiz A Sacconi, ele caracteriza vivência como:

1. Experiência de contato íntimo.


2. Ato de viver ou sentir intensamente.
3. Exteriorização de emoções e sentimentos.

Aplicar uma dinâmica de grupo é possibilitar o exercício de uma


vivência.
É um processo vivencial, é um momento de laboratório, que pode ir
além de um simples quebra-gelo a reflexões e aprendizados mais
profundos e elaborados.
FILMES E MÚSICAS
Em qualquer atividade de grupo, onde têm pessoas (reunião,
workshop, simpósio, palestra, recreação, despedida ou recepção,
solenidade, etc|), uma música ou um filme (integral ou um trecho)
pode funcionar didaticamente como recurso de aprendizagem,
recreação ou uma simples reflexão.

Dependendo do tema ou assunto a ser discutido/estudado, uma


cena de um filme ou uma música (apenas a melodia ou mesmo a
letra), selecionada, sob critérios técnicos adequados, torna-se uma
valiosa contribuição.
IMPORTANTE CONSIDERAR:

Ao utilizar um filme tradicional (de locadoras), alguns pontos precisam ser


questionados:

• Qual filme, qual cena, em qual ponto a cena se encontra, onde começar,
onde pausar, onde concluir?

• Qual o link que será feito entre o filme e o assunto-tema que está sendo
abordado?

• A cena está explicita ou é interpretativa?


ATIVIDADES LÚDICAS
São exercícios que produzem prazer quando de sua execução ou atividades
físicas sadias e intensas que propiciam o alívio de dificuldades emocionais e
sentimento agressivos. As atividades lúdicas fortalecem a auto-estima e a
segurança.

EXERCÍCIOS CORPORAIS
Trabalham o corpo para liberar tensões, favorecer o autoconhecimento e
possibilitar perceber o mundo de forma diferente e até melhorar
relacionamentos interpessoais.
SIMULAÇÃO
- Teatralização por meio da simulação de situações baseadas no cotidiano.
- Os participantes atuam nos diferentes papéis contidos na situação,
podendo ampliar a visão, alterar conceitos e avaliar comportamentos e
atitudes.

ESTUDO DE CASO
- É a avaliação de uma situação problemática do ponto de vista técnico,
permitindo avaliar a experiência técnica anterior, a capacidade de análise e
síntese, flexibilidade, dinamismo, iniciativa, criatividade, ética, visão de
mercado...
TÉCNICAS GRUPAL: COMO ESCOLHER E
UTILIZAR
- Técnicas de grupo são recursos que auxiliam o alcance de metas educativas.
- Seleção de instrumentos é a escolha da técnica que facilite de forma mais
direta a consecução do objetivo.

- Como escolher a melhor técnica?

1) Defina um objetivo claro;


2) Observe / avalie o grupo em que a técnica será aplicada e identifique o perfil
dos participantes (ex.: tamanho do grupo, maturidade, características dos
componentes...);
3) Verifique o espaço físico disponível;
4) Analise a preparação do facilitador.
- Partindo do conjunto de recursos conhecidos pelo facilitador, segue-se um
processo de eliminação, descartando as técnicas que não se ajustam às condições
reais. Muitas vezes não conseguimos localizar nenhuma técnica de dinâmica de
grupo que se encaixe perfeitamente na necessidade do momento. É preciso
personalizar, adaptar e/ou criar novas técnicas.

- Passos para elaboração de uma técnica:

1) Responder às perguntas universais:

Porque → objetivos (verificar com o quem demanda);


a) Qual o objetivo final do processo?
b) Quais motivos me levam a obter as informações ou mudanças
propostas?
c) Por que esse processo é necessário?
O que → conteúdo (o que é preciso fazer Onde → local onde será aplicada a técnica / recursos
para alcançar o objetivo); de infraestrutura;
a) O que preciso saber? a) Qual espaço físico está disponível?
b) O que é necessário observar? b) Qual sua característica / estrutura?
c) De quais comportamentos preciso facilitar o c) Quais recursos estão disponíveis?
desenvolvimento d) Deslocamento dos participantes é necessário? (custo,
ou quais preciso que sejam demonstrados? estrutura
d) Quais reflexões devem ser estimuladas, necessária...)
para que os e) O local está adequado às minhas necessidades? O que
participantes cheguem aos objetivos preciso
propostos? fazer para adequá-lo?

Quanto → investimento.
a) Qual o investimento estimado por pessoa no projeto?
b) Qual verba tenho disponível? Qual será necessária?
c) Com quem devo negociar?
Quando → tempos envolvidos no Como → instrumentos utilizados / forma de
processo (planejamento, execução, execução;
avaliação); a) Quais os melhores instrumentos / técnicas
a) Qual o tempo disponível para colher a utilizar, considerando as perguntas
as informações? É negociável? anteriores?
b) Quanto tempo será necessário para b) Poderei adaptar as dinâmicas ou terei de
analisar, compilar as informações e criá-las? Quem fará o pré-teste?
elaborar os relatórios? c) Tenho meu próprio acervo de exercícios ou
c) Quanto tempo é necessário no preciso pesquisar? Onde o farei?
processo todo? d) Quem será o facilitador?
d) Quando será o projeto? e) Estamos preparados para conduzir o
e) Qual o tempo de duração das projeto e aplicar as dinâmicas selecionadas?
dinâmicas? f) Quais materiais são necessários? Onde
f) Qual a carga horária prevista? comprá-los?
g) Qual o tempo que os participantes g) Quem será o responsável por cada etapa
necessitarão para as atividades à do projeto?
distância?
2) Fazer o pré-teste: experimentação da técnica antes do “evento” para
verificar a necessidade de novas adaptações. Após aplicação do pré-teste
é preciso analisar:

Adequação do tempo e dos recursos utilizados;


Revisões necessárias (instrução, processamento, local, material, tempo,
resultados...);
Variáveis controláveis x incontroláveis;
Facilidades e dificuldades gerais.

3) Reestruturar e realizar um novo pré-teste (se necessário).


4) Colocar em prática.
Como melhorar e otimizar a utilização das
técnicas de dinâmica de grupo
Evite usar programas prontos → os objetivos e as informações que precisamos
obter têm influência direta na determinação, adaptação, criação de uma dinâmica
de grupo e seus resultados.
Utilize variações ao aplicar a mesma técnica para evitar que participantes possam
conhecer as estratégias.
Mantenha-se atento à aplicação/execução da técnica para evitar erros ou
repetições.
Utilize apenas recursos e materiais que já tenha à disposição.
Seja criativo.
Um mesmo exercício poder ter várias aplicações, com vistas à obtenção de
diferentes resultados.
Acompanhe o nível de compreensão do grupo → as informações devem ser claras
ao participante.
Esteja preparado, seguro e motivado para aplicar uma técnica.
Respeito limites e limitações (seus e dos participantes).
- Qualquer técnica de dinâmica de grupo tem começo, meio e fim:

Começo → é a fase de instruções, do passo a passo da atividade. O


facilitador deve ser claro e objetivo, e repetir as instruções sempre que
necessário. Além disso, deve colocar-se à disposição para tirar dúvidas e
delimitar o tempo para a realização da atividade.

Meio → execução da tarefa. O facilitador deve acompanhar os grupos,


próximo ou à distância, de acordo com os objetivos do trabalho, bem como
colocar-se à disposição para dúvidas.

Fim → fechamento ou processamento da atividade. O grupo, com


orientação do facilitador, tira suas próprias conclusões sobre o exercício.
Esta fase pretende ser uma etapa de conscientização, posterior à
sensibilização.
- O facilitador deverá promover a interação e a integração do grupo.
- As técnicas de dinâmica de grupo selecionadas devem seguir um processo
específico de facilitação:

1) Técnicas de aquecimento inespecífico: referem-se a um aquecimento sem ligação


direta com os objetivos a serem alcançados. É o primeiro contato do participante
com o grupo. Estas técnicas têm como finalidade minimizar a retração e o
constrangimento do primeiro impacto e facilitar o início dos trabalhos. Por isso,
deve-se evitar exercícios que levem à intimidade, como por exemplo com contato
físico ou exposição de aspectos íntimos profundos.

2) Técnicas de aquecimento específico: referem-se a exercícios de aproximação com


os objetivos do trabalho.
3) Técnicas de vivência: são técnicas voltadas direta e profundamente aos
objetivos propostos. É a fase do jogo, a parte prática de um programa. Estas
técnicas devem ter aproximação física de forma gradual e somente se o
grupo possuir maturidade para tal.

4) Técnicas de conclusão ou fechamento: é finalização do processo, com a


utilização de técnicas de avaliação que integram teoria e prática e a
verificação dos objetivos propostos.
DIFICULDADES DAS TÉCNICAS GRUPAIS
- Durante o desenvolvimento de uma técnica grupal podem surgir diversas
dificuldades. As principais serão destacadas a seguir:

a) Alguém se negue a participar → isso pode ocorrer por diversas razões,


principalmente pelo medo de se expor ou de errar. Se for um caso isolado,
deve-se sugerir ao participante ficar à margem observando os demais
(normalmente ele se tranqüiliza com o desenrolar da técnica e em pouco
tempo decide participar).

Se forem vários participantes, conclui-se que a técnica não é adequada para o


grupo ou que deva ser apresentada de forma mais atraente. Improvise uma
variação, pois seguir em frente pode levar ao fracasso.
b) Um conflito é iniciado durante a técnica → deves-se deter/administrar o
conflito. Se necessário retirar os envolvidos da atividade ou da sala para centrar
toda atenção no restante do grupo. Se houver mais de um facilitador, um
administra o conflito e o outro segue com a técnica. Se houver somente um
facilitador, evite reforçar o conflito e prossiga a técnica sem mostrar-se alterado
pelo ocorrido.

c) Alguém começa a chorar → pode ser originado pela própria técnica ou não.
O facilitador deve sugerir que, se a pessoa não se sente bem, pode sair para ficar
mais calma. A forma de enfrentar a situação dependerá muito da origem do mal
estar. O facilitador deve evitar que o pranto se converta em instrumento para
chamar atenção.
d) Ao término da técnica, o grupo se sente com a “moral baixa” → não é
necessariamente um fator negativo, mas recomenda-se concluir os trabalhos
de forma otimista. O facilitador deve perceber os altos e baixos referentes à
tensão, interação e ansiedade na conduta da técnica.

e) Todos participam de forma apática e desmotivada → pode acontecer


pelo cansaço causado por atividades anteriores, escolha da técnica/tema
inadequado ou apresentação inapropriada da técnica. O facilitador deve
acabar com a apatia, provocando o grupo, intervindo em ritmo mais
acelerado e reforçando as contribuições.

f) Falta parte do material necessário → verifique se é possível realizar a


técnica com o que falta. Se sim, siga em frente. Se não, faça uma adaptação
da técnica ou improvise outra técnica.
g) Alguém questiona a técnica → verifique se a objeção procede ou se é boicote.
Normalmente as objeções servem como mecanismo de defesa. O facilitador deve
mostrar-se seguro e conhecer bem a técnica para segui-la.

h) Na hora da avaliação surgem atitudes opostas → facilitador deve mediar o


debate da avaliação, integrando os pontos de vista distintos do grupo e
provocando reflexão. Diferenças de opinião podem ser frutíferas.

i) Nem todos os membros do grupo estão presentes na hora combinada → deve-


se estabelecer uma tolerância de cinco minutos para iniciar as atividades. O
facilitador deve começar o trabalho independente da presença de todos.

j) Percebem-se dificuldades na compreensão da técnica → repita a explicação


com outras palavras, incluindo exemplos concretos.
l) Alguém vai embora durante a atividade → verifique até que ponto o fato afeta o
desenvolvimento normal da técnica. Não se deve intervir ou prestar atenção para não
distrair quem ficou. A fim de evitar esta dificuldade, logo ao início da atividade, avise que
todos os participantes devem permanecer até o final.

m) Aparecem mais pessoas do que o previsto → verifique se a técnica é aplicável a um


número menor de pessoas ou se será necessária uma variação. Se necessário, utilize uma
atividade alternativa.

n) O grupo não chega às conclusões que o facilitador previa → caso as conclusões que
os participantes chegarem sejam válidas para o grupo e resultem positivas para seu
amadurecimento e aprendizagem, OK. Os objetivos quase nunca se cumprem 100%. Se
as conclusões forem superficiais ou desconexas, o facilitador deve reconduzir e fazer
perguntas chaves sobre o tema previsto. Se ainda assim as conclusões não forem
alcançadas, deve-se utilizar uma nova técnica.