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JUDÁ

CAPITAL: JERUSALÉM
TRIBO DE JUDÁ

 aparente tranquilidade; manteve-se fiel à


dinastia Davídica (2Sm 7, 8 – 16; Sl 89, 4)
 Templo de Jerusalém: único lugar
“autorizado” pelo Senhor para o culto, conf.
Dt 12, 4 – 11;
 Jerusalém; Capital escolhida por Deus para
habitar (1Rs 11, 36; 14, 21; Sl 48);
 Salmos: falam da Monarquia e da cidade e
de uma liturgia a serviço do poder (Sl 2; 18;
20; 28; 61; 63; 72; 110; 132; 144;
 Reis: avaliação negativa =” fizeram o que é
mal aos olhos do Senhor”, exceto Ezequias e
Josias;
 alguns reis marcaram muito a história do
Reino de Judá.
ROBOÃO, de 931 – 913 aEC
(ver 1Rs 14, 21 – 31 e 2Cr 10 – 12)
 problemas econômicos e políticos internos ausentes;
 problemas com países vizinhos:
- EGITO: o faraó Sesac atacou e saqueou Jerusalém
(1Rs 14, 25 – 28 ; 2Cr 12, 2.9 – 11)
- REINO DO NORTE: Roboão, em guerra contra Jeroboão I, tentou em vão recuperar
territórios perdidos para o Reino do Norte (ver 1Rs 14, 30; 2Cr 12, 15b);
- as rixas continuaram no tempo de Abiam (913 – 911 aEC) e de Asa (911 – 870
aEC).
OZIAS/AZARIAS, de 781 – 740 aEC
(ver 2Rs 15, 1 – 7; 2Cr 27, 1 – 9)
 enfraquecimento do Egito;
 Expansão do Imperio Assírio;
 Início da missão profética de Isaías (Is
6, 1ss)
 restabelecimento do poder político ao Sul de
Judá.
ACAZ, de 736 – 716 aEC
(ver 1Rs 16, 1 – 20; 2Cr 28, 1 – 27)
 ASSÍRIA: seu poder se firmou na região;
 dúvida: unir-se à Assíria ou ao Egito –
pressões;
 conflito com Israel e Damasco (Aram/Síria),
que queriam uma coalizão contra a Assíria;
 ISAÍAS (profeta) aconselhou a neutralidade em
relação à coalizão e recomendou confiança no
Senhor;
 ISRAEL e DAMASCO atacaram JUDÁ;
 ACAZ fez um acordo com a Assíria e
tornou-se seu vassalo;
 ISAÍAS e MIQUÉIAS (profetas) viram
nesse acordo do rei ACAZ com a ASSÍRIA
uma violação à Aliança com Deus;
 ASSÍRIA: derrotou ISRAEL e ARAM e
tomou grande parte do território de
JUDÁ (Is 1, 7 – 8; 2Rs 18, 13 – 16).
EZEQUIAS : de 716 – 687 aEC
ver 2Rs 18, 1 – 20; 2Cr 29, 3 – 32, 33
 promoveu uma ampla reforma religiosa em todo
o Reino de Judá (ver 2Rs 18, 4 e 2Cr 29, 3 – 32,
33);
- purificação do Templo;
- celebração da expiação pelos pecados;
- restabeleceu o culto legítimo, conforme a Aliança;
- convocou a solene celebração da Páscoa;
- reformou o sacerdócio em Judá.
 mereceu do Senhor um milagre
de cura, apoiado por Isaías, o
profeta (2Rs 20, 1 – 11);
 enfrentou o cerco da Assíria em
701 aEC (2Rs 19, 20 – 34);
 LIBERTAÇÃO: não trouxe a
conversão proposta por Isaías;
 o povo achava que a Monarquia e o
Templo garantiriam por si mesmos sua
sorte (Is 22, 1 – 4);
 a Assíria começou a declinar e surge
um outro Império: a Babilônia;
 uma embaixada babilônica visita
Ezequias: Isaías viu nesse fato um
presságio do futuro Exílio de Judá
(2Rs 20, 12 – 19).
MANASSÉS: DE 687 – 642 AEC
ver 2Rs 21, 1 – 18; e 2Cr 33, 1 – 20
 período difícil: foi um rei cruel e ímpio;
 foi abolida a reforma religiosa de Ezequias;
 violência e opressão pesada sobre o povo
(2Rs 21, 16);
 ausência de grandes profetas, mas alguns
advertiram o povo (2Rs 21, 10 – 15);
 adoção de sacrifícios humanos ao deus
Moloc (ou Molec), ver 2Rs 21, 6.
AMON: 642 – 640 aEC
 fez o mesmo que seu pai: idolatria, violência,
opressão;
 seus próprios servos o mataram: 2Rs 21, 23;
 “povo da terra”/ ‘am_aretz (=líderes do povo):
queriam mudanças e defendiam a fidelidade à
monarquia davídica (2Rs 11, 20; 14, 21; 21, 24);
 eliminação dos rebeldes pelo “povo da terra”;
JOSIAS: de 640 – 609 aEC

 colocado aos 8 anos no trono pelo “povo da


terra”;
 retomada da reforma de Ezequias, seu
bisavô (reforma Deuteronomista);
 Política:
- um só rei, um só poder, uma só capital;
- resgate do sistema que Davi havia adotado;
- reintegração de territórios do Norte ao reino de Judá;
 Religiosa:
- abolição radical de cultos cananeus e
estrangeiros;
- combate ao culto a Baal em “lugares
altos”;
- a religião de Baal legitimava a opressão e
a tirania
- resgate dos valores éticos da Aliança.
- centralização do culto em Jerusalém, no
Templo
DEUTERONÔMIO
(livro da Lei do Senhor):
 achado no Templo, que estava em
reforma (2Rs 22, 4 – 6. 8 – 10);
 tinha sido abandonado, pelo descaso
de Manassés e Amon;
 ao escutar o conteúdo do livro, o rei
Josias “rasgou as vestes” (2Rs 22, 11);
Dt (Código da Aliança):
 a autenticidade foi confirmada pela profetisa Hulda
(2Rs 22, 12 – 20);
 Eixo ideológico da Reforma Deuteronômica (2Rs
23, 4 – 27); um só rei, um só culto, um só Deus,
uma só fé, um só Templo com promessa de
prosperidade, como recompensa à fidelidade à
Aliança;
 referencial para os profetas da época para explicar
as dificuldades do povo (JEREMIAS, sobretudo).
O COMEÇO DO FIM:
 crescimento do Império Babilônico e decadência do Império
Assírio;
 EGITO (Faraó NECAO ou Neco): união com a Assíria contra a
Babilônia;
 JOSIAS: tentou barrar Necao que passava por Israel, para
se unir às tropas Assírias contra a Babilônia, mas foi morto
na batalha de Meguido em 609 aEC;
 fim das esperanças da Reforma Deuteronomista;
NECAO (Egito):
 após conquistar a Síria, prendeu
JOACAZ, filho de Josias e o exilou no
Egito (Jr 20, 10 – 12);
 colocou ELIACIM, irmão de Joacaz, como
rei de Judá e lhe deu o nome de
JOAQUIM (2Rs 23, 36 – 24 , 7);
JOAQUIM (=Eliacim) : 609 - 598 aEC

 pagou 100 talentos de prata e 100


talentos de ouro ao faraó do Egito;
 para isso, aumentou tributos e impostos
sobre o povo, o que provocou crítica por
parte de Jeremias, o profeta;
BABILÔNIA:
 avançava para aumentar sua área de
domínio;
 604 aEC – primeira expedição contra
Judá, que lhe pagou tributos por 3 anos;
 o rei Joaquim, de Judá, tentou rebelar-
se contra a Babilônia e sofreu uma nova
investida (2Rs 24, 1 – 7).
JOAQUIN = Jeconias
(filho de Eliacim/Joaquim):

 ficou só 3 meses no governo de Judá – foi um “mau governo”, conforme a


Bíblia em Jr 22, 20 – 30 e 2Rs 24, 8 - 9;
 foi afastado do trono e exilado para a Babilônia, onde viveu 37 anos, num
“suave” cativeiro (2Rs 25, 27 – 30).
SEDECIAS = Matanias
de 598 – 586 aEC
 não foi um bom governo: foi o último rei de
Judá (2Rs 24, 18 – 25, 21 e 2Cr 36, 11 – 16);
 vassalo da Babilônia – erro; rebelar-se contra a
Babilônia e confiança excessiva no Templo
(fetiche);
 Templo: lugar de roubo e idolatria (Jr 7, 1 – 15;
Mt 21, 13) e ritos apenas externos;
 esquecimento das exigências éticas da
Aliança;
 pediu ajuda ao Egito, apesar de
Jeremias adverti-lo (Jr 37, 5. 7);
 2Rs 25, 3 – A Babilônia promove um
cerco feroz à cidade;
 o rei Sedecias e seu exército tentam
fugir;
 o rei foi aprisionado, seus filhos foram
degolados diante do rei, o rei teve
seus olhos vazados e foi deportado
para a Babilônia (2Rs 25, 5 – 7);
NABUCODONOSOR, Imperador da
Babilônia:

 levou todo o tesouro do Templo


para a Babilônia;
 Jerusalém ficou deserta
(2Rs 25, 8 – 21);
CERCOS CONTRA JERUSALÉM:
 701 aEC – Senaquerib, imperador Assírio, na
época do rei Ezequias (ver 2Rs 19, 35 – 36);
 597 aEC – Nabucodonosor, imperador da
Babilônia, na época do rei Joaquim (ver 2Rs 24,
10 – 16);
 586 aEC – Nabucodonosor, imperador da
Babilônia, na época do rei Sedecias (ver 2Rs 25, 1
– 21).
AUTOR DEUTERONOMISTA:
 relacionou a Queda de Israel(Norte) e a Queda de Judá (Sul) com a
infidelidade dos reis e do povo à Aliança (Dt): idolatria, espoliação e
exploração dos pobres, abandono das responsabilidades políticas e sociais,
etc;
 crítica – ao Templo e à Monarquia: transformados em “amuletos”;
 Fé do povo = sincretismo: reduziu
Javé a um ídolo como Baal;
 JEREMIAS = maior representante
da defesa ao Javismo e ao
Deuteronômio
(= fidelidade irrestrita à Aliança)