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Lingotamento Continuo

Sumário

1. Lingotamento de Tarugos
2. Insumos Lingotamento Contínuo x Qualidade Fio Máquina
2.1. Areia de Vedação
2.2. Tubo Longo
2.3. Distribuidores
2.4. Válvulas Submersas
3.5. Moldes
2.6. Agitadores Eletromagnéticos
2.7. Pó Fluxante
2.8. Resfriamento Secundário
Lingotamento de Tarugos
Transformar aço líquido em tarugos sólidos para serem vendidos como semi-acabados ou enviados
à laminação.

Contínuo Convencional
Lingotamento de Tarugos
Vantagens Lingotamento Contínuo em relação ao Convencional:

Maior rendimento na ACIARA e na LAMINAÇÃO

Redução do número de operações do processo

Melhores condições de trabalho

Redução no consumo de energia

Redução de custos

Melhor Qualidade Superficial

Maior Produtividade
Lingotamento de Tarugos
Lingotamento de Tarugos

Distribuidor (Tundish):
Reservatório e Distribuição aço
Distribuidor
líquido entre os veios
Molde Molde: Início da solidificação de
aço (formação de pele de
Resfriamento ~10mm)
Secundário
Resfriamento Secundário:
Aumento da pele solidificada até
155mm
Lingotamento de Tarugos
Raio da Máquina Oxicorte
Extratoras

Raio da Máquina (Zona de


Radiação Livre): Finalização da
solidificação do aço

Extratoras: Controle de velocidade


de lingotamento e endireitamento do
tarugo
Lingotamento de Tarugos
Raio da Máquina Oxicorte
Extratoras

Corte: de acordo com as


necessidades de laminação,
por tesouras ou maçarico e dá
origem ao Tarugo
Lingotamento de Tarugos

Leito de resfriamento: Inspeção com verificação


dimensional (arestas, romboidade, tortuosidade) e
defeitos superficiais (trincas bolhas etc.)
Areia de Vedação
Objetivos da Areia de Vedação:

Garantir Abertura Livre

Reduzir Riscos Operacionais (Abertura com oxigênio)

Evitar Perda de Produção (Quebra de sequência)


Tubo Longo
Objetivos do Tubo Longo:

Proteger o aço contra oxidação (evita formação de inclusões)

Reduzir turbulência do fluxo de aço no distribuidor

Manipulador de Tubo Longo:


 Evitar contato e exposição
dos operadores
 Manuseio da peça (25-30kg)
 Flexibilidade
Tubo Longo

Propriedades requeridas do Tubo Longo:

Resistência ao Choque

Resistência à erosão por aço e escória

Elevada resistência mecânica


Sumário

1. ArcelorMittal Monlevade (Processos e Produtos)


2. Lingotamento de Tarugos
3. Insumos Lingotamento Contínuo x Qualidade Fio Máquina
3.1. Areia de Vedação
3.2. Tubo Longo
Ladle Nozzle
3.3. Distribuidores Shroud Sand

3.4. Válvulas Submersas


3.5. Moldes SEN
3.6. Agitadores Eletromagnéticos
3.7. Pó Fluxante
3.8. Resfriamento Secundário
4. Projetos e Metodologia PDCA
Distribuidor

Distribuir aço líquido entre múltiplos veios

Promover flotação das inclusões

Suprir o molde de fluxo constante de aço

Reservatório durante as trocas de panelas


Distribuidor

Revestimento isolante: refratário poroso, de baixa massa específica operante, com baixa
condutividade térmica. Esta camada de refratário nos distribuidores é aplicada diretamente na
carcaça (espessura 32mm) tem a vantagem de menor tempo na aplicação tempo de reparo.
Revestimento permanente (segurança): concreto monolítico com alto teor de Al2O3 moldado sobre
o revestimento isolante, cuja função é proteger contra vazamentos – no caso de desgaste total do
revestimento de trabalho – e facilitar o cambamento livre (skull), menor tempo de reparo.
Revestimento de trabalho: refratário a base de MgO (aplicado via gunning) que fica em contato
com metal e a escória no distribuidor. A espessura deste refratário é determinante para duração das
seqüências no Lingotamento.
Distribuidor

Troca de Panela: distribuidor


é reservatório de aço para
evitar quebra de sequência
Válvulas Submersas

Peça refratária tubular utilizada para:


Proteger o jato de aço entre
distribuidor e molde, evitando
oxidação do aço;
Assegurar fluxo de aço estável
para o molde.

Via de regra, as válvulas submersas


possuem várias camadas refratárias:
 Região Estrutural = Alumina + C
 Região de trabalho = Zircônia + C
Válvulas Submersas

Características de Válvulas Submersas:


Resistência à erosão e corrosão química
Não deve reagir com o aço
Alta refratariedade (resistência a alta temperatura)
Moldes
Conjunto equipado com lingoteiras, agitador magnético, fontes de cobalto para
monitoramento do nível de aço e circuitos de água de resfriamento.

Função básica é início da solidificação do aço, formando casca sólida espessa


suficiente para suportar a pressão ferrostática na saída da lingoteira, sem que
sofra ruptura ou trincas superficiais.
Moldes – Lingoteiras

Formatos de Lingoteiras
VAZAMENTO DE ÁGUA NO MOLDE
Moldes

GAP

Cuidados nos Moldes:


Controle dimensional rigoroso molde e lingoteira
GAP (Jaqueta metálica – lingoteira) perfeito
Desgaste uniforme durante lingotamento
Moldes – Solidificação

Solidificação:
Início da Solidificação
ocorre dentro do molde,
pelo contato do aço
líquido com as paredes
do molde resfrigerado

Na saída do molde a
espessura solidificada
deve estar > 10 mm para
suportar pressão
ferroestática interna e
evitar rompimento
(perfuração)
Moldes – Perfuração
Vazamento de aço

Conseqüências da Perfuração:
Riscos graves a Segurança Operacional
Perda de Produção (~3h parada/ocorrência)
Aumento Custos
INFLUÊNCIA DA AGITAÇÃO ELETROMAGNÉTICA NO MOLDE
AgitadorEM
Eletromagnético
TARUGO EM FIO MÁQUINA

Funções dos Agitadores Eletromagnéticos:


Agitador Eletromagnético

M EMS S EMS F EMS

(Molde) (Veio) (Final)

Dentro da zona
Molde Abaixo do Molde
pastosa
Posição
Preferencial parte Acima da zona
(20% de sólido e M-EMS
superior pastosa
80% líquido)

Tipo Rotativo Rotativo Rotativo

Freqüência Baixa Freqüência da rede


Desenho Alta potência
Potência Alta Potência baixa

1) Redução de
Breakouts
F-EMS
2) Aumento velocidade Segregação central
Aspecto
de lingotamento Qualidade Interna em aços baixo C e
Metalúrgico alta liga
3) Qualidade
interna,superficial e sub-
superficial
Agitador Eletromagnético

M-EMS

F-EMS
5.4 - MECANISMOS DE SOLIDIFICAÇÃO DOS AÇOS
Agitador Eletromagnético

Agitadores Eletromagnéticos reduzem vazios e aumentam


homogeneidade estrutural no centro dos tarugos
Pó Fluxante

Funções:
1. Isolamento Térmico
2. Prevenção de Reoxidação
3. Absorção de Inclusões
4. Lubrificação
5. Controle da taxa de extração de calor
ETAPAS DE FORMAÇÃO DO GAP INTERMITENTE
Pó Fluxante
O comportamento metalúrgico no molde varia
de acordo com %C no aço

(~%C)
Pó Fluxante

Presença de efeito solda, riscos e,


em casos mais críticos, trinca de
face

Marcas de Oscilações bem


definidas, homogêneas e pouco
profundas
Resfriamento Secundário

Zonas de Resfriamento

Pulverização Água

Pulverização Água + Ar
Resfriamento Secundário
No resfriamento secundário objetiva-se a solidificação final do poço líquido no
interior do tarugo ou bloco, antes da região de corte.
PRINCIPAIS MECANISMOS DE TROCA DE CALOR NO
RESFRIAMENTO SECUNDÁRIO
Resfriamento Secundário

Parâmetros no Resfriamento Secundário:


Diâmetro abertura dos bicos de spray (Gotas grandes ou pequenas)
Tamanho e intensidade do cone pulverizado
Pressão, vazão e velocidade de água de processo
Distância entre bicos (controle de temperatura e qualidade dos tarugos)