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Estruturas Metálicas

Prof. Mauro Schulz


Aluno: Iporan de Figueiredo Guerrante

TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE E
PINTURA EM ESTRUTURAS DE AÇO
Sumário

 Preparação da Superfície

 Aplicação de tintas

 Tintas e Vernizes
- Tintas e Vernizes
- Posição da tinta no sistema de pintura
- Tipos de tintas, propriedades e usos
- Sistemas de pintura
- Manutenção
Preparação da superfície do Aço

 Um dos fatores de maior importância para o bom


desempenho da pintura.
 As tintas aderem aos metais por ligações físicas,
químicas ou mecânicas. As duas primeiras ocorrem
através de grupos de moléculas presentes nas resinas
das tintas que interagem com grupos existentes nos
metais. A ligação mecânica se dá sempre associada a
uma das outras duas e implica na necessidade de uma
certa rugosidade na superfície.
Preparação da superfície do Aço

 Preparar a superfície do aço significa executar


operações que permitam obter limpeza e rugosidade. A
limpeza elimina os materiais estranhos como
contaminantes, oxidações e tintas mal aderidas, que
poderiam prejudicar a aderência da nova tinta. A
rugosidade aumenta a superfície de contato e também
ajuda a melhorar esta aderência.
Preparação da superfície do Aço

 O grau de preparação de superfície depende de


restrições operacionais, do custo de preparação, do
tempo e dos métodos disponíveis, do tipo de superfície
e da seleção do esquema de tintas em função da
agressividade do meio ambiente.
Contaminantes
 Qualquer material diferente da composição do aço,
mesmo se tratando de óxidos ou sais do Ferro sobre a
superfície do aço é considerado um contaminante.
 Classificação dos contaminantes de acordo com a sua
natureza:

Óleos e Graxas

Suor

Compostos Solúveis
Contaminantes
- Óleos e graxas (óleos de usinagem, óleos de
prensagem ou óleos protetivos temporários, lubrificantes e
etc.) derramados ou espalhados sobre a superfície ou
levados pelas mãos de operadores de máquinas.
Qualquer gordura, oleosidade ou material estranho à
superfície prejudica a aderência das tintas.

- O Suor contém água, gorduras, ácidos e sais. O ser


humano chega a perder alguns litros por hora de suor
visível e até 3g por hora de Cloreto de Sódio (NaCl) em
condições de exercícios físicos intensos e sob calor. As
gorduras e oleosidades são produzidas pelas glândulas
sebáceas.
Compostos % em massa
Água 99,2 a 99,6
Sólidos 0.44 a 0.8
Substâncias orgânicas
Glicose 0,006
Fenóis 0,005
Ácido lático 0,150
Ácido úrico 0,0002
Ácido cítrico 0,0002
Sais
Cloretos 0,070 a 0,346
Fosfatos 0,0025
Sulfatos 0,004 a 0,006
Elementos
Sódio 0,075 a 0,250
Potássio 0,017
Cálcio 0,007
Magnésio 0,001
Contaminantes
- Compostos solúveis – Qualquer tinta, por mais
moderna e de melhor desempenho que possa ter, nunca
deve ser aplicada sobre superfícies contaminadas por
compostos solúveis, pois há um grande risco de se
formarem bolhas quando as peças forem submetidas a
ambientes úmidos ou corrosivos.

- As bolhas nas tintas se formam por causa da


“OSMOSE”, que é a passagem de água na forma de vapor
através da película de tinta, do lado de menor
concentração para o lado de maior concentração de
compostos solúveis.
Bolhas por Osmose
Bolhas por Osmose
 Geralmente as bolhas na pintura ocorrem em locais
úmidos ou em condições de imersão. Dependendo do
meio ambiente, os produtos de corrosão, podem conter os
seguintes compostos solúveis em água:

- À beira mar – cloreto de sódio e cloreto férrico

- Em ambiente industrial – nitratos, cloretos e


sulfatos ferrosos

- Em ambiente rural – óxidos e hidróxidos ferrosos


Bolhas por Osmose
 Pelas razões expostas anteriormente é que para
situações de imersão ou exposição a ambientes muito
úmidos, ou corrosivos, os compostos solúveis devem ser
completamente removidos antes da pintura.

 Por estas mesmas razões, não se deve utilizar areia ou


granalhas contaminadas com produtos gordurosos ou
sais, nos serviços de jateamento.
Carepa de laminação
 A carepa de laminação é um contaminante muito especial,
pois o aço já sai da siderúrgica com uma camada de
óxidos de ferro formada na superfície do metal no
processo de laminação a quente. A carepa se forma em
perfis, tubos, vergalhões e chapas, na faixa de
temperatura entre 1250°C e 450°C.

 Na laminação o aço é aquecido para torná-lo mais dúctil e


para que seja possível passar as chapas entre os
cilindros laminadores. Durante o resfriamento a chapa se
recobre de uma camada cinza azulada.
Carepa de laminação
Carepa de laminação
 A carepa recentemente formada tem as seguintes
características:

É aderente

É impermeável

É dura

É lisa
Carepa de laminação
Carepa de laminação
Limpeza
 Procedimentos manuais

- Lixamento manual

- Escovamento manual

- Manta não tecida


Limpeza
 Lixamento manual

Deve ser feito com lixas à prova de água (que não se


desmancham quando molhadas). Os movimentos de
lixamento devem ser circulares, cobrir toda a superfície a
ser limpa e a lixa trocada assim que se perceber que foi
desgastada na operação.

Norma americana ANSI (#) e a FEPA (P) - Européia

Seqüência das lixas – começando por uma lixa mais


grossa até a mais fina.
Limpeza
Limpeza
 Escovamento manual –
principalmente com
escovas de madeira com
cerdas de aço.

 Mantas não tecidas de


fibras sintéticas
impregnadas com grãos
abrasivos do tip Scotch-
brite.
Limpeza
Por ferramentas mecânicas

- Elétricas ou ar comprimido.
- Escovas rotativas.
- Lixadeiras rotativas
- Pistola de agulhas
Limpeza
 Limpeza por jateamento abrasivo

- Areia

- Granalhas de Aço

- Sinterball
Limpeza
 Areia – após o jateamento 70% resulta em pó e sua
reciclagem chega no máximo a dois ciclos.
Limpeza
 Granalhas de Aço – Shot
(esféricas) e grit
(angulares)

Tipo especial de aço de


alta dureza.

Óxido de alumínio e micro esfera de vidro


Limpeza

 SINTERBALL – Obtido da bauxita sinterizada, não


contém sílica – também nas formas esférica e angular.
- pode ser usada em pressões mais baixas;
- Pequena porção fica encrustada no aço e não
prejudica a aderência das tintas nem causa problemas
de corrosão porque não é metálico.
Limpeza
 JATEAMENTO ABRASIVO COM CO2
Equipamento de limpeza de peças com CO2 em Pellets
O equipamento de jateamento é um sistema usado para
limpeza de superfícies por meio de granulado seco
especial de CO2 congelado.

 ABRASIVOS CERÂMICOS
As esferas cerâmicas são fabricadas a partir de óxidos
minerais por eletrofusão.
Limpeza
 ABRASIVOS PLÁSTICOS
Os abrasivos plásticos granulados são fornecidos em
UREA, ACRILICO, POLIESTER e MELAMINA,
Todos os abrasivos plásticos formam uma quantidade
mínima de pó, não possuem sílica livre e não são tóxicas.
Baixa abrasividade, aplicação na limpeza de moldes da
indústria plástica e de borracha,
 São utilizados ainda escória de cobre, casca de nós e
bicarbonato de sódio.
Limpeza

Cabine de Jateamento com


recuperação automática do abrasivo
Perfil de Rugosidade
 Perfil de rugosidade

Perfil ideal entre ¼ e 1/3 das espessura total da camada


de tinta somadas todas as demãos.
Perfil de Rugosidade
 Rugosímetro

 Discos comparadores
Rugosidade Média
Granulometria do abrasivo

Pressão ideal 7 kg/cm2


Tempo para pintura
Umidade relativa do
 Tempo entre o AR Tempo
jateamento e a
pintura
-O tempo em Entre 30% e 70% 8 horas
que a superfície
jateada pode ficar Entre 70% e 80% 4 horas
sem pintura,
depende das
condições de clima Ambiente industrial
2 horas
e de localização do agressivo ou à beira
ambiente onde a mar
superfície ficará
exposta.
Tempo para pintura
 Caso a umidade relativa do ar esteja acima de 85%,
Não se deve nem jatear nem pintar

 Tempos são indicativos, cada situação particular deve


ser avaliada

 Após o jateamento a superfície começa a amarelar,


passa para uma cor alaranjada e termina vermelho
amarronzado. A superfície deve ser pintada antes
de AMARELAR.
Limpeza
 Jateamento a úmido
- areia úmida sem inibidor de corrosão
com inibidor de corrosão

 Hidrojateamento

 Hidrojateamento com areia

 Limpeza por turbinas centrífugas


Graus de Corrosão
 Padrões de Limpeza de Grau Descrição
Superfície - NORMA
SUECA SIS 05 5900
Superfície com carepa de
ISO 8501, 8502, 8503, A laminação intacta
8504 Superfície com carepa de
B laminação se destacando e
Graus de com presença de ferrugem
Superfície com corrosão
Corrosão C generalizada e sem carepa
Superfície com corrosão e
com pontos profundos de
D corrosão, chamados pites
ou alvéolos, em virtude de
corrosão localizada.
Graus de Corrosão

 GRAU A
Graus de Corrosão

 GRAU B
Graus de Corrosão

 GRAU C
Graus de Corrosão

 GRAU D
Graus de limpeza
 Graus de Limpeza
Definidos através de fotografias do estado em que as
superfícies ficam após o tratamento de limpeza e
remoção da poeira e partículas soltas.
St2 – limpeza manual
St3 – limpeza mecânica
Sa1 – jato ligeiro
Sa2 – Jato comercial
Sa 2 ½ - Jato ao metal quase branco
Sa 3 – Jato ao metal branco
Especificação
 Estado inicial da superfície – A, B, C ou D
 Tipo de limpeza – St ou Sa
 Grau de limpeza – números

 Notação alfanumérica que define a especificação da


limpeza da superfície.
B Sa 2 ½
C Sa 3
JSRA SPSS
Tratamento SIS (1) BR (2) SSPC (3) BS 4232 (4) NACE (5)
(6)

Limpeza com
ferramentas St2 N-6 SP2 - - -
mecânicas

Limpeza com
ferramentas St3 N-7 SP3 - - Pt3
mecânicas

Jateamento
ligeiro Sa1 N - 9ª (Sa1) SP7 - N° 4 -
Brush-off

Jateamento 3ª qualidade
Sa2 N - 9ª (Sa2) SP6 N° 3 Sh1, Sd1
comercial (80% min)

Jateamento ao
N - 9ª 2ª qualidade
metal quase Sa2½ SP10 N° 2 Sh2, Sd2
(Sa2½) (95% min)
branco

Jateamento ao 1ª qualidade
Sa3 N - 9ª (Sa3) SP5 N° 1 Sh3, Sd3
metal branco (100% min)

Limpeza com
- N-5 SP1 - - -
solvente

Limpeza a fogo F1 - SP4 - - -

Decapagem
- - SP8 - - -
química
Intemperismo
de jato - N - 11 SP9 - - -
abrasivo
Fotografias – Grau A
Fotografias Grau B
Fotografias Grau B
Hidrojateamento – STG2222

 DIN 55928 parte 4 – Definição dos graus de ferrugem C e D

 Exemplos fotográficos também da DIN 55928 parte 4,


suplemento 1 e ISO 8501-1

 Definição de três graus de preparação para hidrojateamento


de alta pressão – DW1 – DW2 – DW3.
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 1
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 2
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 3
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 4
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 5
Hidrojateamento – STG2222

 Complexo 6
Hidrojateamento – STG2222
Fosfatização

 Processos de fosfatização
- cria na superfície metálica,
cristais de fosfato do metal,
convertendo-a de metálica a
não metálica.

- Melhora a aderência e torna


mais resistente à corrosão
Aplicação de tintas
 Como as tintas usadas na pintura de estruturas de aço
são líquidas, existe a necessidade de cuidados
especiais no armazenamento.
 Risco de acidente em virtude de solventes orgânicos
inflamáveis.
 Local de armazenamento (SEGURANÇA)
Características construtivas, piso, prateleiras, circulação
em torno das prateleiras, acesso, vizinhança com salas
aquecidas, local apropriado, exclusivo, extintores,
sistema elétrico, iluminação, ventilação, para-raios,
temperatura do local não superior a 40°C.
Aplicação de tintas
 Cuidados no armazenamento

- Recipientes fechados
- Rotatividade nas prateleiras – venda/utilização das mais
antigas primeiro
- Inversão de embalagens – 3 meses mínimo
- Tintas bicomponentes
- Rótulo das tintas
Aplicação de tintas
 Homogeneização das tintas

Tintas monocomponentes Tintas bicomponentes


Aplicação de tintas
 Intervalo entre as demãos
- ficha técnica do fabricante da tinta
ex: 25°C mínimo de 4h
máximo de 48 horas

Pode-se executar:
- antes do intervalo
- durante o intervalo
- após o intervalo
- após o intervalo, com lixamento
Aplicação de tintas
 Diluentes
Aplicação de tintas
 Condições de aplicação das tintas
- Temperatura da tinta entre 16 e 30°C
- Temperatura do ar no ambiente de pintura entre 16 e
30°C. Em temperaturas abaixo de 16°C, até no mínimo
10°C e acima de 30°C, até no máximo 40°C, poderão
ser necessárias técnicas especiais de diluição e de
aplicação.
- Temperatura da superfície entre 16°C e 30°C. Em
temperaturas abaixo de 16°C, até no mínimo 10°C e
acima de 30°C, até no máximo 55°C, poderão ser
necessárias técnicas especiais de diluição e de
aplicação.
Aplicação de tintas
 Umidade relativa do ar (UR)
 Ponto de orvalho – temperatura na qual a umidade do ar
que está na forma de vapor de água, se condensa,
passando para o estado líquido.
Aplicação de tintas
 Métodos de aplicação de tintas
- pintura a pincel
- pintura a rolo
-pintura por pistola (convencional,
HVLP)
- Airless (usada em grandes áreas,
ambientes fechados ou abertos,
alta produtividade)
Aplicação de tintas
 Pintura eletrostática
- com tinta líquida
- com tinta em pó

 Pintura por imersão


-sem corrente elétrica
-com corrente elétrica
Aplicação de tintas
 A pintura por imersão com corrente elétrica é chamado de
Eletroforese e pode ser anódica ou catódica.

Anódica ou Anaforética Catódica ou Cataforética


Aplicação de tintas
 Medidas de espessura da tinta

Espessura Úmida Espessura Seca (mecânico,


eletrônico)
Tintas e Vernizes
 Definições ISO 4618
-Tinta é um produto líquido ou em pó que quando
aplicado sobre o substrato, forma uma película opaca,
com características protetoras decorativas ou técnicas
particulares.

-Verniz é um produto que quando é aplicado sobre um


substrato, forma uma película sólida transparente com
características protetoras, decorativas ou técnicas
particulares.
Tintas e Vernizes
 Composição das tintas
- Solventes e Aditivos

- Resinas (alquídicas,
acrílicas, epoxídicas,
poliuretânica, etil silicato
de zinco e silicone)

- Pigmentos ( coloridos,
anticorrosivos, inertes)
Resinas
 Propiciam as propriedades de resistência das tintas e
comportamento frente ao meio agressivo.
 Atualmente são todas orgânicas
Pigmentos
 Dá cor às tintas
 Pigmentos anticorrosivos
- cromato de zinco
- zarcão
- fosfato de zinco
- silicato de cálcio
- zinco metálico
- óxido de ferro
- pigmentos lamelares
- óxido de ferro micáceo
 Pigmentos Inertes: mica, talco, caulim, sílicas, quartzo,
óxido de alumínio
Secagem e cura

 Secagem e cura
das tintas
Aspectos Econômicos
 Aspectos econômicos
- Sólidos por volume
- Rendimento
- rendimento teórico
- rendimento prático
- rendimento real

- Custo por m2 – tabela 3.3 pg.55


Sistema de pintura
 Posição da tinta no
sistema de pintura: tinta
de fundo ou primer, tinta
intermediária e tinta de
acabamento ou esmalte
Sistema de pintura
 Seqüência de aplicação correta de massa epóxi
Sistema de pintura
 Tipos de tintas, propriedades e usos:
- Classificadas em função do conteúdo de solventes:
ALTO VOC, BAIXO VOC ou NÃO VOC.
- VOC – definido pela EPA (Environmental Protection
Agency) como “ Volatile Organic Compounds” –
Conteúdo de compostos orgânicos voláteis.
Sistema de pintura
 Tintas alquídicas – esmaltes ou primers
 Tintas acrílicas - monocomponentes
- base de solvente
- base de água
 Tintas epoxídicas - bicomponentes
- curadas com poliamidas
- curadas com poliaminas
- modificadas
- curadas com isocianatos
- etc.
Sistema de pintura
 Tintas poliuretânicas - bicomponentes
- poliéster alifáticos
- acrílicos alifáticos
- aromáticos

 Etil Silicato de Zinco – base solventes orgânicos e base


água

 Tintas para Altas temperaturas (até 550°C) – mono e


bicomponentes
- Silicone
- silicato
Aços Patináveis
 Efeito sinérgico no aço
patinável

- com o adequado
tratamento superficial o
aço patinável é uma base
altamente favorável à
aplicação de pinturas,
implicando em
aderências superiores às
verificadas no aço
comum;
Aços Patináveis

 A sinergia consiste em: a tinta protege o aço que por sua


vez, quando alcançado pelo oxigênio e os vapores de
água que permeiam a camada de tinta, produz um
volume de óxidos pequeno que não chega a destruir a
película. Por este motivo, mesmo formando óxidos, a
durabilidade da proteção é maior do que no aço
carbono.
Aços Patináveis

 Aços resistentes à corrosão atmosférica (patináveis)


- série SAC e FIRE
 O aço patinável, séries SAC e FIRE, oferece a opção de
poder ser utilizado, sem qualquer tipo de revestimento
ou na condição revestido, onde se destaca a proteção
por pintura. Tal decisão dependerá, primordialmente, do
projeto da estrutura, da agressividade da atmosfera e
das condições de uso do material.
Aços Patináveis
 O uso do aço patinável sem revestimento é
recomendado em locais em que o material fique
submetido a ciclos alternados de umidificação, chuva,
orvalho, etc. e secagem, que permitirá a formação da
camada de óxidos com característica protetora,
denominada pátina.
É recomendável, que, frente a atmosfera marinha, o aço
patinável seja utilizado revestido por pintura.
Aços Patináveis
 Os aços patináveis devem ser revestidos, por exemplo, por
pintura, em locais em que a agressividade do meio ambiente
não permita o desenvolvimento completo da pátina protetora,
ou quando for definida uma necessidade na conceituação do
projeto arquitetônico.
 Os revestimentos, incluíndo as tintas, apresentam,
independente do tipo de atmosfera, desempenho muito
superior nos aços patináveis, comparativamente ao
desempenho nos aços carbono comuns, como o ASTM-A36.
 A maior resistência à corrosão atmosférica dos aços
patináveis, em relação aos aços carbono comuns, como o
ASTM-A36, permite o emprego de esquemas de pintura de
menor custo. Considerando-se os esquemas de pintura
mostrados o custo do esquema do aço ASTM-A36 em
atmosfera industrial, tanto o com o emprego de jateamento
seco, quanto o de jateamento úmido, é 23% maior que o do
USI-SAC-350. Em atmosfera marinha, o custo torna-se 33%
maior.
Escolha do Sistema
 Escolha do sistema de pintura em função da
agressividade do meio ambiente.

- Agressividade natural
- Agressividade não natural
- Classificação dos ambientes

 Preparo da superfície e espessura em função do meio


(grau de limpeza, tinta e a espessura do sistema de
pintura). Tabelas páginas 65 a 70.
Escolha do Sistema
Escolha do Sistema
Aço Carbono e aço patinável
Escolha do Sistema
Aço Carbono e aço patinável
Manutenção
 O item mais importante a ser observado na manutenção
de pinturas é a limpeza das superfícies com água e
produtos tensoativos, pois a contaminação por
compostos oleosos, freqüentemente causa problemas
significativos de destacamentos das tintas.

 Procedimentos: lavar, esfregando com tensoativo;


enxaguar com água limpa; lixar com lixa 100 ou 120 ou
manta não tecida; aplicar tinta de fundo original ou
equivalente; aplicar uma ou duas demãos do
acabamento na região afetada ou em toda a superfície.
Manutenção
Manutenção
 É importante conhecer a
natureza da tinta de
acabamento original.
Compatibilidade
Teste prático - Solventes
Teste prático - Pirólise
 A queima de raspas da tinta em um tubo de ensaio de
vidro também pode indicar caminhos para a identificação
da tinta.
Passos
 Passo 1 – Avaliação geral – inspeção visual

 Passo 2 – Medidas de espessura – aparelho magnético

 Passo 3 – Teste de Aderência – NBR11003 – tinta


envelhecida

 Passo 4 – Aplicação da nova tinta

 Passo 5 – Novo teste de aderência – NBR 11003


Agradecimentos
 CBCA – Centro Brasileiro da Construção em Aço

 Laboratório da Renner Herrman – Srs. Riva e Adalto


FIM