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CULTURA DO

TOMATE (Solanum
lycopersicon)
Profª Drª Léa Araújo de Carvalho
1. INTRODUÇÃO
 Origem e distribuição geográfica

 Origem

 Região Andina – Solannum Lycopersicon var. ceraciforme


 Norte do Chile, passando pelo Peru até o Equador

 Distribuição geográfica

 Espanha México – TOMATL (Metade do século XVI)


 Itália Pomodoro
 Brasil Imigrantes Europeus no fim do século XIX.
 ‘Chacareiro, Rei Humberto, Redondo Japonês, etc
 Importância Econômica e Alimentar
 Importância Econômica

 Produção mundial (FAO, 2013 dados 2011)


 159,02 milhões de tonelada

 Principais produtores (49%)


 China (30,55), Índia (10,58) e Estados Unidos (7,94)
 Brasil - Oitavo lugar ± 2,8% da produção mundial ( 4,3 milhões
de T)

 Brasil (IBGE, safra 2016)


 Produção – 3, 74 milhões de t; Área – 58,8 mil ha; Rendimento – 53,2
 Principais regiões produtoras
 Sudeste (48,1%), Centro Oeste (27,1 %), Sul (14,3 %), Nordeste
(10,1 %), e Norte (0,4 %)
 Goiás (26,2%), São Paulo (20,1 %), Minas Gerais ( 18,8 %) e
Paraná (6,7%), RJ ( 5,1%) e Bahia( Brasil - 0,5% ; Nordeste- 46,3
%).
 COMERCIALIZAÇÃO DO TOMATE CAQUI, CEREJA e
EXTRA NA CEASA- EBAL(Out 2017)

PROCEDÊNCIA QUANTIDADE COMERCIALIZADA


(Mil T) (%)
TOMATE CEREJA 22,63 100

Bahia (Ibicoara) 21,5 95

Espírito Santo 0,076 0,34


São Paulo 1,06 4,7
TOMATE EXTRA 222,4 100

Bahia 211,9 95,3

Irecê 52,8 25

Mucugê 30,7 14,5

Seabra 26,9 12,7

Utinga 23,1 10,9


 COMERCIALIZAÇÃO DO TOMATE EXTRA E PRIMEIRA
NA CEASA- EBAL(Out 2017)
PROCEDÊNCIA QUANTIDADE COMERCIALIZADA
( Mil t ) (%)
TOMATE PRIMEIRA 839,5 100
Bahia 793,6 94,5
Mucugê 226,4 28,4
Seabra 114,2 14,4
Jaguaquara 110,1 13,9

Utinga 77,9 9,8

Espírito Santo 43,9 5,2

São Paulo 2,0 0,24

TOMATE RASTEIRO 2.321,5 100


Bahia 2.316,3 99,8
Irecê 893,8 38,6

Seabra 343,8 14,8


Utinga 194,8 8,4

Jaguaquara 180,7 38,6

Mucugê 135,6 5,9

Morro do Chapéu 135,2 5,8


 Importância Alimentar

 Composição dos frutos maduros de tomate:

 93 a 95% de água

 5 a 7%

 Compostos inorgânicos,
 Ácidos orgânicos,
 Açúcares,
 Sólidos insolúveis em álcool , etc
.
 Teores de vitaminas nos frutos maduros de tomate
(valores médios por 100g de fruto fresco)
VITAMINAS Micrograma por 100g de fruto fresco
A (Beta caroteno) 900 – 1271 u.i.
B1 (Tiamina) 50 – 60
B2 (Riboflavína) 20 – 50
B3 (Ácido pantotênico) 50 – 750
Vitamina do complexo B6 80 – 110
Ácido nicotínico (niacina) 500 – 700
Ácido fólico 64 - 20
Biotina 1,2 – 4,0
Vitamina C 15000 – 23000
Vitamina E 40 - 1200

1 u.i. – 0.6 micrograma de beta caroteno


 Classificação e descrição botânica

 Classificação

 Família – Solanácea
 Gênero – Solanum

 Espécie – Solanum Lycopersicon

 Descrição Botânica

 Ciclo – Anual
 Sistema radicular - pivotante
 Hábito de Crescimento
 Indeterminado

 Determinado

 Folha

 Imparipenada
 Alternadas

 Tricomas
 Flor
 Fruto

 Semente

 Reniforme, coloração marrom clara


 Cultivares e Época de Plantio

 Cultivares
Características Grupos ou Tipos
Santa Cruz Salada Cereja Italiano Agroindustrial
Peso do Fruto (gr) 160 - 200 > 250 15 - 25 95 - 180 100

Formato Oblongo Globular Cereja Alongado(comp. Alongado/


1,5 a 2,0 o quadrado
diâmetro)

Nº de Lóculos 2 ou 3 5 - 10 2 2 2
Resistencia ao Alta Baixa Baixa Mediana Alta
transporte

Embalagens Caixa tipo K Caixa de papelão Bandeja de Isopor Bandeja de Caixa tipo k ou a
ondulada ou Isopor granel
plástica
Utilização Salada e molho Salada Ornamentação de Salada, molho e Indústria
saladas tomate seco
Hábito de Crescimento Indeterminado Indeterminado/de Indeterminado Indeterminado determinado
terminado

Cultivo Campo Campo/estufa Campo/estufa Campo/estufa Campo

Exemplos Santa Clara, Gisele, Ivete, Renata, Sweet Andrea, Júpter, IPA 6, Viradoro,
Santa Cruz Pleno F1, Gold, Samambaia, IIPA 6, BRS Malinta
Kada, Débora Aliança, Sheila Nagai
(Max e Plus)
 Época de Plantio

 Regiões de clima ameno - ano todo

 Em locais frios - Agosto a janeiro.

 Temperaturas elevadas - Março a maio.


2. NUTIÇÃO MINERAL E ADUBAÇÃO
• NUTRIÇÃO MINERAL
DINÂMICA DE ABSORÇÃO DE N E K

Cultivo no Campo – Cultivar Santa Clara Cultivo em ambiente protegido – Híbrido EF-50
ADUBAÇÃO
ADUBAÇÃO DO TOMATERO EM SOLOS COM FERTILIDADE MEDIANA A
BAIXA. (FILGUEIRA, 2005)

Sistema de Condução Nutrientes


N P2O5 K2O
Tutorado (Kg/ha)
Total 300-400 600-1000 500-800
Plantio da muda 10% 70% 10%
1ª Adubação em cobertura (10 DAT) 10% 30% 15%
2ª Adubação em cobertura (25 DAT) 10% - 15%
3ª Adubação em cobertura (40 DAT) 20% - 20%
4ª Adubação em cobertura (55 DAT) 20% - 20%
5ª Adubação em cobertura (70 DAT) 15% - 15%
6ª Adubação em cobertura (85 DAT) 15% - 5%
CONTINUAÇÃO.......

Nutrientes
Sistema de Condução
N P2O5 K2O
Rasteiro
Total 100-120 300-600 150-200

Semeadura direta 20% 70% 50%

1ª Adubação em cobertura (25-30 40% 30% 30%


DAS)

2ª Adubação em cobertura (50-60 40% - 20%


DAS)
3. IMPLANTAÇÃO DA CULTURA
 SISTEMAS DE PLANTIO.
 Semeadura direta

 Finalidade – culturas rasteiras

 Gasto de sementes – 0,4 à 3,0 Kg/ha

 Vantagens e desvantagens

 Vantagens
 Ausência de danos às raízes
 Aprofundamento das raízes
 Menor custo de implantação – redução da mão de obra
 Precocidade na colheita
 Desvantagens

 Gasto de sementes

 Tratos culturais iniciais – capinas, irrigação e


pulverizações.

 Desbaste da plantas

 Técnicas Auxiliares

 Anticrostantes.

 Sementes peletizadas.

 Controle de ervas espontânea.


 Semeadura indireta

 Formação de mudas
 Sementeira
 Recipientes
 Cubos de materiais porosos

 Vantagens
 Menor gasto de sementes;
 Menor tempo de permanência da planta no campo;
 Redução das despesas com irrigações e pulverizações;
 Redução dos níveis de infecção precoce por Geminivírus e
Tospovírus.

 Desvantagens
 Alto custo do transplante manual (oito a dez dias-homens/ha) –
Sendo viabilizado com a introdução das máquinas
transplantadeiras.
 Transplante

 Indicativo

 Fisiológico – 4-5 folhas definitivas


 Cronológico – 30 DAS

 Profundidade

 Plantio direto na palha

 Indicação – semeadura direta ou formação de mudas.


 Objetivo – Cultivo mínimo do solo mantendo a palha da cultura
anterior.
 Vantagens

 Melhor conservação do solo e o menor uso de máquinas na


lavoura.
 Controle de ervas daninhas
 Melhor desenvolvimento do sistema radicular

 Alternativas de sucessão

 Arroz ou milho - produção de grão


 Milheto - produção de palhada.

 Obtenção da palhada (milheto)

 Semeadura - 55 dias antes do transplante.


 Quantidade de sementes - 20 kg/ha.
 Dessecação - 45 dias após a germinação e 10 dias antes
do transplante.
 Tombamento da palha - grade leve fechada, rolo faca ou pneu
deitado, antes ou após a dessecação.
 Densidade de plantio

 Fatores determinantes.
 Nº de hastes por planta.
 Vigor da cultivar

 Nº de cachos por hastes.


 Espaçamento

 Cultura tutorada
 100 a 120 cm x 0,30 a 60 cm - 14.000 a 20.000 plantas
/ha

 Cultura rasteira

 Transplante de muda
 1,0 a 1,2 m entre fileiras
 Densidade – 42 a 50 mil plantas por ha

 Transplantadora mecânica
 Fileira Simples - 1,0 entre linhas, 3 plantas por
metro linear, 30 mil plantas ha-1
 Fileira dupla – 1,2 entre fileiras duplas e 0,7 entre as
linhas dentro de cada fileira dupla.
4. TRATOS CULTURAIS
 AMONTOA

 FINALIDADE
 Fixação da planta
 Absorção do fósforo aplicado em cobertura
 Formação de raízes adventícias

 ÉPOCA
 CULTURA ESTAQUEADA
 15 A 20 DAT
 CULTURA RASTEIRA
 1ª ETAPA – 15 DAT
 2ª ETAPA – 30 DAT
 IRRIGAÇÃO

 Necessidade hídrica ( 80% A.D.)


 Def. de água afeta a produtividade tanto na
quantidade ( taxa fotossintética) como na
qualidade ( rachadura e podridão apical).

 Sistemas mais usados


 Tomate estaqueado
 Tomate rasteiro
DETERMINAÇÃO DO TURNO DE REGA E A LÂMINA DE ÁGUA
DO TOMATEIRO RASTEIRO

Passo 1: Determinar a evapotranspiração de referencia (ETo) em função de:

a) Dados históricos de temperatura.


b) Média mensal da umidade relativa do ar.
c) Considerando a temperatura de 20,5 ºC e 54 % de umidade relativa,
tem-se que a ETo é de 6,1 mm/dia.

Tabela 1. Evapotranspiração de referência (ETo), em mm/dia, em


função da temperatura e umidade relativa média mensal do ar.
Umidade relativa (%)
Temperatura
(°C) 40 a 50 50 a 60 60 a 70 70 a 80 80 a 90

10 a 15 4,6 3,8 3,0 2,1 1,3


15 a 20 5,9 4, 9 3,8 2,7 1,6
20 a 25 7,4 6,1 4,7 3,4 2,0
25 a 30 9,1 7,4 5,8 4,1 2,5
30 a 35 10,9 8,9 6,9 5,0 3,0
Fonte:
https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Tomate/TomateIndustrial/i
rrigacao.htm
Passo 2: Determinar a evapotranspiração do tomate (ETc), para cada estádio de
desenvolvimento, pela seguinte equação:

ETc = Kc. Eto

Onde ETc é dado em mm/dia e Kc é obtido na tabela 2.

Na fase de frutificação, Kc é igual a 0, 85.

Assim: ETc = 0,85 x 6,1 = 5,2 mm/dia

Tabela 2. Coeficiente de cultura (Kc), profundidade efetiva média do sistema radicular (Z) e problemas
associados à irrigação inadequada nos diferentes estádios de desenvolvimento da cultura do tomateiro.

Estádio de Duração Z (2)


Kc Problemas associadas à irrigação
desenvolvimento(1) (dias) (cm)

Inicial 10-20 0,55 10 Irrigações deficitárias ou em excesso reduzem o 'estande'


Irrigações abundantes favorecem o crescimento excessivo e a maior
Vegetativo 30 0,65 20 a 30
incidência de doenças
A falta de água reduz o peso e número de frutos. O excesso
Frutificação 40 0,85 40
favorece a maior incidência de doenças
Irrigações neste estádio prejudicam a qualidade dos frutos e
Maturação 30 0,65 40
reduzem o brix

(1)Inicial:
do plantio até dois pares de folhas ou pegamento de mudas. Vegetativo: até o inicio do florescimento. Frutificação: até o início da
maturação de frutos. Maturação: até a colheita. (2) Avaliar de preferência no próprio local de cultivo.
https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Tomate/TomateIndustrial/irrigacao.htm
Passo 3: Determinar a disponibilidade real de água no solo (DRA), em função de sua
textura, através da tabela 3.

Para solo argiloso de cerrado, tem-se que DRA é de 0,8 mm/cm3.

Tabela 3. Disponibilidade real média de água no solo para tomateiro, para diferentes
tipos de solos.
Textura Classe textural Disponibilidade real
(exemplos) (mm/cm3)

Grossa Areia, areia franca 0,5


Franco-arenoso
Média Franco, franco-siltoso 0,8
Franco-argilo-arenoso
Muito argiloso
Fina Argila, argila-siltosa 1,0
Franco-argilo-siltoso
Obs.: Em geral, mesmo os solos de cerrado com textura fina apresentam disponibilidade real de
cerca de 0,8 mm/cm3.
https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Tomate/TomateIndustrial/irrigacao.htm
Passo 4: Determinar o turno da rega (TR) para cada estádio da cultura, sendo:

onde TR é dado em dias e a profundidade efetiva do sistema radicular (Z), obtida na tabela 2, em cm.
Para o presente exemplo e dados obtidos, tem-se que:

Passo 5: Determinar a lamina de água real necessária por irrigação (LRN), pela seguinte expressão:

LRN = TR . Etc ; Onde LRN é dada em mm.

No exemplo em questão, tem-se que: LRN = 6 x 5,2 = 31,2 mm

Passo 6: Corrigir o valor de LRN em função da eficiência do sistema de irrigação (Ei), de modo a obter a
lamina de água total necessária (LTN), fazendo:

onde LRN é dada em mm e Ei em % (Ex.: pivô-central: 80-90 %; aspersão convencional: 60 -


70%).

A lamina de água a ser aplicada no estádio de frutificação será:

https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Tomate/TomateIndustrial/irrigacao.htm
Canal mestre - Sulcos

Gotejamento
 Frequência.

 Transplante  capacidade de campo.


 Pegamento até o início da frutificação  6 em 6
dias.
 Frutificação  3 em 3 dias ( 80% de A.D.).

 Quantidade de água durante o ciclo da


cultura.

 Tomate estaqueado  600 mm de água.


 Tomate rasteiro 400 mm de água.
 Tutoramento.

 Emprego
 Espécies que não possuem gravinhas e suas hastes
não conseguem sustentar-se verticalmente.

 Sistemas mais usados.

 Cerca simples
 Individual, piramidal, etc.
INDIVIDUAL COM ESTACA
INDIVIDUAL COM FITILHO

Fonte: Fontes e Silva (2002)


ESPALDEIRA OU CERCA HORIZONTAL

5m Fonte: Fontes e Silva (2002)


CERCA CRUZADA

 Amarrio

 25 à 30cm de altura.
Fonte: MARIM et all, 2005
 Desbrota
 Uma planta com uma haste
 Uma planta com duas hastes
 Uma planta com três hastes
 Uma planta com quatro hastes
 Duas plantas com uma haste

Fonte: Alvarenga (2004)


 Raleamento de pencas

 Cvs. Grupo Santa Cruz e Saladinha

 6 frutos até a 4ª penca


 4-5 frutos nas superiores

 Cultivares de tomate do grupo Salada

 4-5 frutos até a 3ª penca.


 3-4 nas superiores
 Poda Apical ou capação

 Eliminação do broto terminal das haste do


tomateiro

 Tomateiro adensado
 3ª ou 4ª haste floral

 Espaçamento tradicional
 8ª a 10ª haste floral (1,70-1,90 m)

 Cvs. Grupo Salada


 6ª a 8ª haste floral (1,5-1,8 m)
5. Danos Fisiológicos

 Podridão Apical

 Controle:
 Fertilização química bem balanceada,
 Calagem com calcário dolomítico três meses antes do
plantio,
 Uso de cultivares mais tolerantes,

 Umidade de solo adequada e aplicações de cloreto de


cálcio via foliar a 0,6%.
 Abortamento de Flores

 Causas
 Temperatura e umidade elevadas
 Excesso de vento

 Excesso de adubação nitrogenada

 Rachaduras
 Escaldadura ou  Ombro-amarelo
queima-de-sol

Frutos com área necrosada


Frutos com a região próxima
esbranquiçada
ao pedúnculo amarelecida.
pela exposição direta ao sol.

Fotos: Acervo da Embrapa Hortaliças


 Lóculo aberto
 Causa: deficiência de boro

 Sintomas: Frutos com rachaduras, com


exposição da placenta e das sementes.

Fotos: Acervo da Embrapa Hortaliças


6. COLHEITA, CLASSIFICAÇÃO E
EMBALAGENS

 Colheita

 Agroindústria

 Indicativo

 Fisiológico
 Cronológico – 85 a 125 DAS

 Produtividade – 70 a 90 t /ha
 Mesa
 Indicativo

 Fisiológico

 Verde
 Meio-verde
FONTE:CARVALHO,L.A.
 Meio-vermelho
 Vermelho

 Cronológico – 90 a 120 DAS

 Duração – 50 a 90 DAS
 Cuidados pós-colheita

 Produtividade – 90 a 150 t /ha


 Tipos de colheita
 Tomate estaqueado
 Manual

 Tomate rasteiro
 Manual ou Mecanizada
 Classificação

 Tomate Santa Cruz e Salada

 Grupos

Oblongo Redondo

 Cores

Verde Salada Colorido Vermelho Molho


 Classe

 De acordo com o diâmetro transversal

50 < 60
40 < 50 pequeno 60 < 70 grande
médio
 Oblongo

70 < 80 grande >= 80 grande

60 < 65
50 < 60 pequeno 65 < 70 médio 70 < 80 médio
 Redondo pequeno

90 < 100
80 < 90 grande > 100 gigante
grande
 Tipos - % de defeitos

 Defeitos graves

Podridão Passado Dano por geada

Podridão apical Queimado Dano Profundo


 Defeitos leves

Dano superficial Deformado Manchado

Imaturo Ocado
O quadro abaixo estabelece os limites de tolerância de
defeitos graves e leves para cada categoria de qualidade e
permite a classificação em: Extra, Categoria I, Categoria II,
Categoria III.

Defeitos Graves (%) Extra Cat I Cat II Cat III


Podridão 0 1 2 20*
Passado 1 3 5 20
Dano por geada 1 2 4 20
Podridão apical 1 1 2 20
Queimado 1 2 3 20
Dano profundo 1 2 3 20
Total Graves 2 4 7 20
Total Leves 5 10 15 100
Total Geral 5 10 15 100
 Tomate Cereja

Número total e porcentagem de frutos colhidos para cada


classe de tomate-cereja, provenientes das 60 plantas
avaliadas.

Classes Numero de frutos %


Gigante 1177 05
Grande 5388 22
Médio 10504 42
Pequeno 4971 20
Descarte 2711 11
Total 24751
Classificação de tomate-cereja em classes e calibres.

Classes Calibres Maior diâmetro Peso do furto


transversal do fruto (g)
(mm)

Gigante 3 Gi > 35 > 20

Grande 3 Gr > 30 até 35 entre 15 e 20

Médio 2M > 25 até 30 entre 10 e 15

Pequeno 2P > 20 até 25 entre 5 e 10


 Rótulo
 EMBALAGENS
 Caixa de madeira
 Caixa plástica
 Granel
6. BIBLIOGRAFIA
 EMBRAPA HORTALIÇAS. Cultivo de Tomate para Industrialização. Sistemas de
Produção, 1 - 2ª Edição. Versão Eletrônica. Dez./2006.
Site:http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Tomate/TomateIndu
strial_2ed/referencias.htm
 FILGUEIRA, F.A.R. Manual de olericultura – cultura e comercialização de
hortaliças. 2.ed. São Paulo: Agronômica Ceres. 1982. V.2, 357p.
 FILGUEIRA, F.A.R. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na
produção e comercialização de hortaliças. Viçosa:UFV, 2000. 402p.
 FONTES, P.C.R. Olericultura: teoria e prática. Viçosa, MG, 2005.486p.
 GUIMARÃES, M. DE A.; SILVA, D. J. H. DA; FONTES, P. C. R; CALIMAN, F. R. B.;
LOOS, R. A.; STRINGHETA, P. C. Produção e sabor dos frutos de tomateiro
submetidos a poda apical e de cachos florais. Hortic. Bras. vol.25 nº.2 ,
Brasília Apr./June 2007. http://www.scielo.br/ scielo . php?pid=S0102-
05362007000200027&script=sci_arttext
 GUALBERTO, R.; RESENDE,F. V.; LOSASSO, P. H.L. Produtividade e qualidade do
melão rendilhado em ambiente protegido, em função do espaçamento e sistema de
condução. Hortic. Bras. Brasília, vol.19, n.3, 2001.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0102-05362 001 000300018.
 MIRIM, B.G,; SILVA, D.J.H.da; GUIMARÃES, M.A.; BELFORT, G. Sistemas de
tutoramento e condução do tomateiro visando produção de frutos para consumo in
natura. Hortic. Bras. Brasília,vol.23, n 4, 2005.