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HISTÓRIA DA CATEQUESE

Catequese nos tempos Apostólicos


A catequese era essencialmente cristocêntrica.
Desta união com Cristo decorre o testemunho de
vida, que chegava quase que infalivelmente ao
derramamento de sangue.
Em grego, a palavra testemunha significa mártir. Na
Igreja primitiva eram sinônimos.

Essa união com Cristo só


pode ter como fruto uma
profunda e sólida união da
Comunidade e assim, o
crescimento do Povo de
Deus.
Antigüidade Cristã
• Não havia catequese escolar ou de infância.
A missão que se endereçava principalmente
aos adultos.

• No fim do segundo século, no máximo, a


iniciação individual foi substituída pelo
ensino coletivo seguido do batismo em
grupo. Existiam catequistas como hoje
entendemos e escolas para formá-los.
• O Batismo ocorria na Páscoa. Liturgia e
Catequese se completavam e o Batismo aparecia
como uma participação na Ressurreição de
Cristo. Assim nasceu o catecumenato.

• Esse período de iniciação à vida cristã


constava de vários anos de exame para ver se
as condições de vida do candidato estavam
de acordo com as exigências morais do
cristianismo. Era também um tempo de
instrução cristã com ensinamentos diários
sobre o dogma, participação nas celebrações
e convívio na comunidade que era um
testemunho vivo de Cristo Ressuscitado.
• “A catequese introduzia
progressivamente na
participação da vida cristã
dentro da comunidade”. CR 7

• Para as crianças de famílias


cristãs, os próprios pais eram os
catequistas
Catequese na Idade Média
• Não havia catequese sistemática para as crianças
• A partir da época das Cruzadas, as escolas primárias
surgiram nas cidades, onde se ministravam o ensino
religioso, sob a supervisão dos padres. O clero se
encarregava da instrução dos adultos, ensinando ao
povo doutrina, em geral aos domingos.
• Os costumes religiosos eram extraordinariamente
ricos. Toda existência era banhada por um clima
religioso.
“A catequese se fazia, então, por
um processo de imersão nessa
cristandade”.
A Reforma do Concílio de Trento (1545-1563)
Maior ênfase à instrução
Reforma Protestante
Catequese para as crianças
“Catecismo Romano”
Catequese Missionária
• Os séculos XV e XVI foram marcados com os grandes
descobrimentos: o caminho para as Índias Ocidentais
(América) e para as Índias Orientais (Ásia).
• Assim o mundo conhecido se ampliou enormemente.
Nos novos continentes descobertos habitavam povos
que não conheciam o cristianismo.
• Os missionários iam junto com os descobridores nas
caravelas para os Novos Territórios.
Catequese no século XX
Decadência cada vez maior nos costumes
cristãos.
Cidades cada vez mais descristianizadas
foram surgindo.

Foram surgindo diversas correntes


filosóficas e ideológicas contrárias aos
princípios cristãos.
Antes, a cobiça do coração foi um obstáculo à catequese. Agora, as próprias
inteligências foram atingidas. Perdemos a classe operária, como disse Leão XIII, no
século passado. Depois perdemos os intelectuais que se achavam detentores da
sabedoria e acreditavam que a ciência um dia teria todas as respostas.

Então, “foi-se redescobrindo na catequese a importância


fundamental da iniciação cristã e do lugar primordial que nela cabe à
comunidade d fé”. Hoje, a Igreja tem consciência de que os mais de
um bilhão de católicos, precisam eles, primeiro se converter.
CR 14
Por isso, o Papa João Paulo II
fala tanto na conversão do
coração. E toda a Igreja está em
estado de missão, buscando ser
de novo uma comunidade de
fiéis que testemunha com a
vida a alegria da Ressurreição
de Cristo.

Uma metodologia catequética que


junte três coisas: as verdades que
se devem crer, o que se deve sentir
e o que se deve fazer, tudo junto”.
Papa Francisco
Documentos da Igreja e a
Catequese
”Os ensinamentos do Divino
Mestre são para todos os períodos
da História. Nenhuma época é
inadequada a seus propósitos”.
(Me. Maria Helena Cavalcanti)

Por isso Jesus disse: “Ide, pois


ensinai a todas as nações; batizai-
as em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo. (Mt 28,19)

“Quero me fazer eco de uma Verdade


carregada de Eternidade”
(Me. Maria Helena Cavalcanti)
Desde os primórdios, a Igreja
sempre se preocupou com a
difusão da mensagem de Jesus
Cristo, tendo o cuidado de
preservar sua verdade e de
orientar os discípulos para que
pudessem exercer seu ministério
seguindo os passos do Mestre.

Assim, já nos primeiros séculos, a comunidade


cristã produziu documentos e catecismos para a
evangelização. O primeiro documento de que se tem
notícia foi a Didaqué, o catecismo dos primeiros
cristãos, escrito no século I da nossa era. Esse
documento continha a doutrina que orientava os
passos das primeiras comunidades.
Muitos outros catecismos e
orientações pastorais foram dando
impulso à missão catequizadora da
Igreja, especialmente nos últimos
séculos, e de forma mais intensiva
após o Concílio Vaticano II.

Quem se dedica ao Ministério


da Catequese deve conhecer e
estudar os principais
Documentos da Igreja destinados
à catequese, indispensáveis para
a fidelidade à mensagem de
Cristo e à doutrina da Igreja.
O concílio foi convocado e
aberto pelo Papa João XXIII
e concluído
pelo Papa
Paulo VI.

Os documentos do Concílio estão


na base de toda a renovação da
catequese. Neles, a Igreja aborda a
catequese como missão primordial,
tendo por base o espírito de Cristo
e do Evangelho.
CONCILIO VATICANO II (1962-1965)

A catequese é declarada pelo Concílio como o primeiro


entre os meios pedagógicos da Igreja; e deve ser uma
catequese bíblica, litúrgica e ecumênica, aberta aos problemas
missionários. O Concílio propôs também a criação de centros
catequéticos e a elaboração de um diretório catequético.
“Os últimos Papas atribuíram a catequese um
lugar eminente na solicitude pastoral”.(CT 2) .

• A 18 de março de 1971, o Papa Paulo VI


aprovou o Diretório Catequético Geral
(DCG) compilado pela Sagrada
Congregação para o Clero “tendo
diante dos olhos o que foi exposto pelo
Concílio Vaticano II”.

• - Em 1974, o tema do Sínodo foi a


Evangelização.

• - Em 1975, foi instituído o Conselho


Internacional de Catequese.
• A 8 de dezembro de 1975, Paulo VI publica a
notável exortação apostólica sobre a
Evangelização no mundo
contemporâneo.(EN)

• Em 1977, realizou-se o Sínodo sobre


Catequese.

• A 16 de outubro de 1979, nosso Papa João


Paulo II publica a exortação apostólica
Catequese Hoje(CT) que tanto marcou os
trabalhos catequéticos.

Em 1979, em Puebla (P), os Bispos da América Latina se reuniram para estudar a


evangelização no presente e no futuro da América Latina, deixando-nos ricas
conclusões.
- Os Bispos do Brasil, a 15 de abril de 1983, aprovaram o documento Catequese
Renovada (CR), orientações e conteúdo que tanto contribui para a Catequese em
nossa Terra.
Em 1983, os Bispos da América Latina se reuniram em
Santo Domingo (SD) para refletir e dar as diretrizes para a
Nova evangelização, Promoção humana e cultura cristã.

Coroando tantos documentos


preciosos, João Paulo II, nos legou
o grande tesouro do Catecismo da
Igreja Católica (CIC), no trigésimo
aniversário da abertura do Concílio
Vaticano II (8 de dezembro de
1992). O Catecismo é “texto de
referência para uma catequese
renovada nas fontes vivas da fé.”
(João Paulo II).
Em 15 de agosto de 1997 – o Diretório Geral para a
Catequese (DGC), que atualiza as orientações Gerais para a
Catequese em toda a Igreja.

Em 17 de Agosto de 2005 - Diretório Nacional de


Catequese CNBB . (43ª Assembleia Geral em Itaici – SP).
O objetivo geral do Diretório Nacional
de Catequese é apresentar a natureza e
finalidade da catequese, traçar os
critérios de ação catequética, orientar,
coordenar e estimular a atividade
catequética nas diversas regiões. Ele
pretende delinear uma catequese
litúrgica, bíblica, vivencial,
profundamente ligada à mística
evangélico- missionária, mais
participativa e comunitária.
A Catequese perpassa todo o Documento de
Aparecida – (fruto da V Conferência realizada nos dias
13 a 31 de maio de 2007).
No contexto marcado pela globalização e mudança
do cenário religioso, o enfoque principal se deu na
formação de discípulos missionários de Jesus Cristo.
O destaque dado a Catequese é a "Paróquia como
comunidade de comunidades". “A comunidade
paroquial se reúne para partir o pão da Palavra e da
Eucaristia e para perseverar na Catequese, na vida
sacramental e na prática da caridade”.

A catequese aparece como processo de


formação dos discípulos missionários. Cinco
aspectos do processo são destacados, a saber:
a) o encontro com Jesus Cristo; b) a conversão;
c) o discipulado; d) a comunhão; e) a missão.
INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ – CNBB 2009
Esta reflexão sobre Iniciação cristã atende a um pedido da
45ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, celebrada em 2008. Situa-
se como um desdobramento do documento Diretório Nacional de
Catequese, quer ser também uma resposta
ao apelo de Aparecida.

A iniciação cristã é um desafio que devemos


encarar com decisão, coragem e criatividade.
Ou educamos na fé, colocando as pessoas
realmente em contato com Jesus Cristo,
convidando-as para seu seguimento, ou não
cumpriremos nossa missão evangelizadora.

(CELAM, 2007, 287).


OUTROS INSTRUMENTOS DE ESTUDOS E
REFLEXÕES

Catequese, Caminho para o Discipulado – Ano


catequético Nacional CNBB 2009.
O livro é uma contribuição de sua importância
para o nosso grande mutirão catequético,
centrado na iniciação cristã e no discipulado
missionário, à luz do itinerário dos discípulos de
Emaús: Lc 24, 13-35.

Itinerário Catequético, CNBB, 2014.


Apresenta orientações para a Pastoral Bíblico-
Catequética a fim de concretizar, nas diversas
realidades do Brasil, a verdadeira iniciação à
vida cristã recuperando a mística que vem da
experiência catecumental da Igreja primitiva,
tornando-a inspiração para desencadear um
verdadeiro processo de educação da fé nos
tempos de mudança de época.
No Documento 105, o cristão
leigo é compreendido como sujeito
eclesial, “aberto ao diálogo, à
colaboração à corresponsabilidade
com os pastores” .

“Iniciação à vida cristã: itinerário


para formar discípulos missionários”.
Esse Documento, como diz seu
título, pretende mostrar o itinerário a
ser seguido para formar
discípulos ...
(Documento 107)
Rezemos juntos:
“Concedei-nos, Senhor, a
grande alegria de sermos
fiéis mensageiros de Vossa
Ressurreição por uma
tomada de consciência na
fé, um testemunho de vida
na esperança
e um anúncio de salvação
na caridade”.
(Madre Maria Helena Cavalcanti)