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Arte africana e Afro-Brasileira

Arte Africana

 Quando pensarmos mais rigorosamente nas estatuetas africanas, nas


máscaras e nos objetos de cerâmica, nas peças de indumentária mágica e
nos adornos, e em tantos outros produtos daquilo que, por convenção,
denominamos arte negra, deveremos ter sempre em mente que, nas suas
culturas de origem, todos estes objetos são “objetos de ação”, e não para
serem contemplados ou consumidos como obras de arte à maneira
ocidental (José D’Assunção Barros, 2011, p. 40).
 Somente no final do século XIX e início do século XX que a produção
artística africana passou a ser considerada obra de arte e suas
qualidades estéticas estudadas.
 Várias exposições são realizadas na França e nos EUA nas décadas de
1920 e 1930, porém sem a preocupação de identificar a autoria das
obras, contribuindo para difundir a ideia errônea de que o anonimato
seria uma das características da Arte Africana.
 É Leo Frobenius o primeiro estudioso europeu a reconhecer as
qualidades estéticas da arte produzida no continente africano.
- Nas civilizações tradicionais africanas a arte ocupa um papel
importante na vida das pessoas, nobres ou não, sendo observada em
espaços públicos ou privados, em situações cotidianas ou específicas.

- - O conceito de belo é sempre coletivo.

- O artista ocupa um lugar de destaque. É respeitado e temido, pois,


está em contato com forças que regulam o universo e também
manipula elementos sagrados como o metal, o fogo e a madeira.
 A Arte Africana explora diversas possibilidades estéticas como
desenho, pintura, tecelagem, entalhe, arquitetura e escultura.

 Em muitas situações a pintura, a escultura e a arquitetura estão


integradas de tal maneira que acabam compondo uma única obra.

 A escultura representa sua principal forma de expressão sendo


observada em todos os reinos, caracterizada principalmente pela
estilização e geometrização.
 Por tratar-se de uma arte que
transmite ideias, conceitos e
valores grupais, o artista deve
sugerir e não representar e,
assim, revelar a essência
presente nas formas (Dilma de
Melo SILVA; Maria Félix
CALAÇA, 2006).

 A relação entre a arte e o


sagrado também se verifica em
todas as populações africanas
em maior ou menor
proporção.
Arquitetura
 Na África são faladas em torno
de mil línguas diferentes.
 Isso vale dizer que devem
existir um número semelhante
de culturas arquitetônicas
diferentes.
 Cada uma delas de diversificam
em numerosos programas:
templos, palácios, prédios
administrativos e comunais,
praças, vias urbanas e rurais,
construções de defesa, etc.
(Günter WEIMER, 2008).
Arquitetura
 Na África as
construções de taipa
também são muito
comuns. Existem
muitos tipos de
construção.
 A disna, da Costa do
Marfim, costuma ter a
planta circular.
Cubata

Comum entre os povos Bantos (região de Angola e Moçambique) a Cubata é


uma construção que abriga uma só atividade, como uma cozinha, um
dormitório, uma sala de trabalho, um celeiro, um sanitário.

A cubata é feita com diversas técnicas (taipa, palha, pedra, barro), sendo que as
mais adaptadas são as de adobe (blocos de barro e palha batidos e secos ao
sol) que proporcionam um excelente controle térmico nas regiões quentes.
A planta pode ser retangular e a cobertura é feita de palha.
Cubata  As principais características
destas construções são:
 a) Uma porta apenas;
 b) Ausência de janelas;
 c) Cobertura vegetal;
 d) Edificação sobre uma
plataforma de altura
variável;
 e) edificações
monofuncionais;
 f) paredes de uma variada
gama de taipas ou de palha
e,
 g) moradias formadas pela
composição de diversas
edificações independentes.
Kraal

 Uma das características mais específicas da arquitetura


africana é o assentamento familiar em forma de kraal
que é constituído por um terreno cercado que contém
as diversas “cubatas”, locais de trabalho, a horta, as
árvores frutíferas e de sombra (moradas de orixás),
Adobe

 Escola Burquina Faso


Palha

 Castelo de Palha, Senegal.


Palha

 Castelos de Palha, Senegal.


Barro

Mesquita de Djenné, Mali.


Barro

 Mali
Barro

 Escola
de Teatro,
Nigéria.
Barro

 Casa Tiebele,
Buquina-Faso.

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