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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU

ENGENHARIA ELÉTRICA

ENERGIA EÓLICA

1
CAMPINA GRANDE – PB
DISCENTES:

ANTONIEL DE SOUZA MORAIS FILHO- 04017332


CLAITON EILSON TAVARES DOS SANTOS- 04016547
ELVIS DA SILVA CUNHA -04016430
RAGNA TABITA GOMES DA SILVA-04017969
WANDERSON EDUARDO DE SOUZA SANTOS-04016291

DISCIPLINA: PRODUÇÃO DE ENERGIA


PROF ª :MSC CAMILA PIRES GOUVEIA

CAMPINA GRANDE – PB
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO;
ENERGIA EÓLICA;
AEROGERADORES ;
ENERGIA EOLICA NO MUNDO ;
ENERGIA EOLICA NO BRASIL;
PRODUÇAO NO BRASIL;
PRINCIPAIS PARQUES EÒLICO DO BRASIL;
COMPARAÇÃO ;
VANTAGEM x DESVANTAGEM ;
PERSPECTIVAS FUTURAS;
CONCLUÇÃO;
INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, o homem vem sofrendo as
consequências de dois séculos de exploração de
nosso planeta de forma inconseqüente.
Catástrofes naturais são notícias mais do que
comuns em nosso dia a dia . E o pior é que está
sendo comprovado cientificamente que o homem
é o responsável direta ou indiretamente por
grande parte delas. Por isso, é importante estudar
e compreender o uso de energias alternativas para
substituir os combustíveis fósseis e outros
métodos que acarretem maiores impactos
ambientais. As fontes renováveis de energia
utilizam-se de recursos não esgotáveis, tais como
a radiação solar, os ventos, a energia hidráulica, a
biomassa, o calor geotérmico e outros. No entanto
nosso foco e energia e eólica é a energia obtida
pelo movimento do ar (vento). É uma abundante
fonte de energia, renovável, limpa e disponível
em todos os lugares.
HISTÓRICO

Os moinha de vento foram inventados na Pérsia no séc. V. Eles foram usados para bombear
água para irrigação. Os mecanismos básicos de um moinho de vento não mudaram desde
então: o vento atinge uma hélice que ao movimentar-se gira um eixo que impulsiona uma
bomba (gerador de eletricidade).

A energia eólica é considerada a energia mais limpa do planeta, disponível em diversos


lugares e em diferentes intensidades, uma boa alternativa às energias . Há indícios que
aponta a utilização desse tipo de energia desde 4.000 a. C.

Mas tudo começou mesmo em 1970, com a crise do petróleo , essa tecnologia já é uma
realidade que tanto pode ser introduzida no meio ambiente marinho como no terrestre,
lembrar que a quantidade de energia transferida é função da densidade do ar, da área
coberta pela rotação das pás (hélices) e da velocidade do vento moinhos
HISTÓRICO
900 AC – Moinho persa.
HISTÓRICO
• Moinho Europeu

 Sistema de giro;
 Posição do rotor;
Número de pás;
Altura em relação ao solo;
Pás com perfil aerodinâmico;
HISTÓRICO
• Moinhos de vento portugueses

Sistema de indicação da velocidade


do vento e da sua direção;
Modificação do perfil dependendo da
carga e do vento.
HISTÓRICO
• Cataventos americanos

 Bombeamento de água.
HISTÓRICO

• 1888 - Primeiro catavento para


produção de energia

Potência Nominal – 12 kW
Criador – Charles Brush
HISTÓRICO

• 1926 - Primeiros aerogeradores

 Turbina eólica Jacobs;


 Potência nominal – 2,5 a 3,0 kW

• 1931 – Turbina eólica Barlaclava

 Potência Nominal – 100 kW


 Local: Rússia
 Ligado a rede elétrica
HISTÓRICO
• 1941 – Turbina eólica Smith-Putnam

 Potência nominal – 1250 kW


 Local - EUA

• 1942 – Turbina eólica SFL Smith – Sistema


eólico
HISTÓRICO

• 1956 – Turbina eólica Gedser

Potência nominal – 200 kW


Turbina revolucionária
Origem dos aerogeradores modernos
HISTÓRICO

• Anos 70-80 – Primeiras centrais eólicas

 Dinamarca
 Aeogerador NORTANK
 16 máquinas de 55 kW
HISTÓRICO

• Anos 70-80 – Primeiras centrais


eólicas

Cabo Verde
 Aeogerador NORTANK
02 máquinas de 55 kW
HISTÓRICO

• Anos 70-80 – Primeiras centrais eólicas

EUA
Aeogerador MICON
30 máquinas de 55 kW
ENERGIA EÓLICA BRASILEIRA

• 1992 – Primeira turbina eólica


instalada no Brasil

Fernando de Noronha - PE;


Parceria entre a UFPE e a CELPE;
Potência Instalada – 75 kW;
Diâmetro – 17 metros;
Altura – 23 metros;
Atendia 10% da demanda da ilha.
ENERGIA EÓLICA BRASILEIRA

• 1994 – Central Eólica Experimental


Morro do Camelinho

 Gouveia - MG;
 Parceria entre a CEMIG e o
Governo Alemão;
04 máquinas de 250 kW
Potência Instalada – 1 MW;
Diâmetro – 19 metros;
Altura – 30 metros.
ENERGIA EÓLICA BRASILEIRA
• 1999

 Central Eólica Taíba – CE (5 MW);


 Central Eólica Prainha – CE (10 MW);
 Central Eólica de Palmas – PR (2,5 MW);
 Central Eólica de Olinda – PE (225 kW) ;
ENERGIA MECÂNICA E ELÉTRICA
Um exemplo de aplicação da ação da energia eólica, moinhos.
Eles funcionavam a partir da ação dos ventos. Esses moinhos eram usados
para moer grãos ou bombear água. Neste caso, vemos a energia eólica estar
sendo transformada em outra energia, a mecânica.
Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores - grandes
turbinas colocadas em lugares com muito vento. Essas turbinas têm a forma
de um cata-vento ou um moinho que produz com o movimento da hélice um
campo magnético na turbina. Esse movimento, através de um gerador,
produz energia elétrica. Precisam agrupar-se em parques eólicos,
concentrações de aerogeradores, necessários para que a produção de energia
se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar
localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível ainda a
utilização de aerogeradores de baixa tensão quando se trata de requisitos
1

limitados de energia elétrica.


Energia eólica : é a transformação da energia do vento em
energia útil, permanentemente disponível, ela pode ser
produzida em qualquer região, pois é limpa, não produz gases
de efeito de estufa durante a produção e requer menos
terreno. O impacto ambiental é geralmente menos
problemático do que o de outras fontes de energia.

1
AEROGERADORES
A maneira de se gerar energia elétrica através dos ventos se dá por meio de
turbinas (aerogeradores), que são acoplados a hélices e são colocadas em
locais abertos e com boa quantidade de vento. Através de um gerador, o
movimento destas turbinas gera energia elétrica.

A turbina eólica residencial, comercial ou rural, é definida de forma geral


como "turbina eólica de pequeno porte".

Atualmente não existe uma classificação oficial sobre o que é uma turbina
eólica de pequeno porte. A Associação Americana de Turbinas Eólica (AWEA)
afirma que “pequenas turbinas eólicas são geradores eólicos que utilizam a
energia limpa produzida em casas individuais, sítios e pequenos negócios”.
AEROGERADORES

No Brasil conforme a resolução da ANEEL (Agência Nacional de


Energia Elétrica) 482/2012, podemos considerar que a micro geração de
energia eólica pertence àqueles geradores com uma taxa de produção menor
que 75kW.

Tomando como referência as estatísticas da Aneel de janeiro de 2016 que se


refere especificamente às turbinas eólicas com um tamanho menor que
5MW, existem 121 instalações em todo Brasil conectadas à rede. Depois da
energia solar, esta é a fonte de micro e mini geração mais usada
com aproximadamente 2%.
AEROGERADORES

Uma das características principais das turbinas eólicas são as pás, as quais
funcionam basicamente pelas forças geradas pelo vento em um
perfil aerodinâmico ou de arrastro. As pás estão conectadas a um gerador por um
eixo, e dependendo da posição deste eixo pode-se classificar as turbinas eólicas
conforme a seguir:

 Turbinas eólicas de eixo horizontal (TEEH)


 Turbinas eólicas de eixo vertical (TEEV)
AEROGERADORES

Outro componente fundamental em uma turbina


eólica é o sistema para geração de energia chamado
de gerador. Dito gerador na maioria das turbinas
eólicas é do tipo assíncrono e de imãs permanentes
que em sua maioria são de Neodímio. A vantagem
desse tipo de geradores é que não precisam de uma
excitação externa, ou seja, a própria força
magnética dos imãs vai gerar o campo magnético
necessário para que a partir do movimento das
hélices se transforme energia eólica em energia
elétrica.
AEROGERADORES

A energia elétrica produzida no gerador de imãs


permanentes é em corrente alternada e em uma
frequência e voltagem variáveis. No entanto,
essa energia não pode ser usada por nossos
aparelhos eletrônicos, os quais precisam de uma
voltagem e frequência definida. Precisamente
para transformar a energia produzida no aero
gerador em uma fonte utilizável, é que usamos
os retificadores e os inversores.
AEROGERADORES
O funcionamento da eletrônica de potência ou a conversão de energia anteriormente explicada vai
depender também do caso de usarmos um sistema do tipo “off-grid” ou “on-grid”. Um sistema do
tipo off-grid é aquele que fica fora de rede elétrica da concessionária e geralmente requer o uso de
baterias. Um sistema on-grid é aquele onde a turbina pode entregar energia para a rede elétrica.
Menos evidente mas também indispensável, toda turbina eólica tem um sistema de proteção para
evitar que a mesma gire a velocidades que possam comprometer a integridade estrutural e
funcional do aero gerador. Existem sistemas de proteção mecânicos como o furling vertical e
furling horizontal, os quais tem como base girar a turbina para fora do sentido do vento após este
alcançar determinada velocidade, diminuindo o vento que incide sobre as pás. Também podemos
ter sistemas de proteção elétricos, como resistências que são acionadas depois de uma
determinada voltagem e freiam o eixo das pás. Esses tipos de proteção devem ser redundantes e
robustos.
AEROGERADORES

Furling vertical Furling horizontal


AEROGERADORES
As turbinas eólicas horizontais são o tipo de turbinas mais comuns para turbinas eólicas de
grande e baixo porte devido à sua alta eficiência, investimento tecnológico e custo
benefício. Estes tipos de turbinas são usadas principalmente em regiões agrícolas e com
poucos obstáculos, como prédios ou árvores, pois requerem vento mais laminar ou pouco
turbulento.

Geralmente o número de pás que encontramos neste tipo de turbinas são 3. Mas por quê?
Idealmente uma turbina eólica necessita ter de 1 a 4 pás para garantir a melhor eficiência.
Contudo, com apenas uma pá teríamos problemas com o balanceamento da turbina e as
vibrações a longo prazo poderiam destruir nossa pá. Com uma ou duas pás a turbina giraria
muito rápido, o que causaria problemas, como ruído excessivo e esforços mecânicos altos
causados pelo efeito da força centrífuga. Com 4 pás o ganho de eficiência comparado à
turbina de 3 pás seria muito baixo e acrescido do investimento de ter mais uma pá. Esses são
motivos que fazem com que a turbina de 4 pás seja pouco comum.
AEROGERADORES
O material das pás geralmente é de fibra de vidro devido ao fato de que uma das
características fundamentais de uma pá é ser leve, resistente e durável.

Também de fibra de vidro encontramos a carenagem e o cone, os quais além de


melhorar o desempenho aerodinâmico do vento projetada ao redor da turbina,
também ajudam a proteger os componentes internos do aerogerador.

Outra característica essencial deste tipo de turbinas é a necessidade de posicionar


a turbina sempre no sentido do vento. Para as turbinas eólicas de pequeno porte, o
posicionamento é feito de forma passiva, ou seja, a própria turbina tem a tendência
de seguir ao vento sem a necessidade de uma cauda (sistemas downwind), mas
em alguns casos se adiciona a dita cauda para evitar turbulências que a torre e a
carcaça podem causar sobre as pás (sistemas upwind).
AEROGERADORES

 Principais componentes constituintes de um Aero gerador de eixo horizontal


AEROGERADORES
Pás: captam o vento, convertendo sua potência ao centro do rotor. São construídas em processo
praticamente artesanal a partir de materiais como o plástico e a fibra de vidro. O desenho das pás
emprega as mesmas soluções técnicas usadas pela Aeronáutica nos cálculos de engenharia das asas
dos aviões.

Rotor: elemento de fixação das pás que transmite o movimento de rotação para o eixo de
movimento lento. Um de seus principais componentes é o sistema hidráulico que permite o
movimento das pás em distintas posições para otimizar a força do vento ou parar a turbina por
completo.

Torre: elemento que sustenta o rotor e a nacelle na altura apropriada ao seu funcionamento.
Embora a maioria das torres sejam de aço, como foram originalmente construídas, hoje já existem
outros modelos com diferentes tipos de material.

Nacelle: compartimento instalado no alto da torre composto por caixa multiplicadora, chassis,
sistema de yaw, sistema de controlo electrónico e sistema hidráulico. É o componente com maior
peso do sistema. Dependendo do fabricante do aerogerador, pode ultrapassar as 72 toneladas;
AEROGERADORES
Gear box (caixa multiplicadora): tem a função de transformar as rotações que as pás
transmitem ao eixo de baixa velocidade (19 a 30 rpm), de modo que entregue ao eixo de alta
velocidade as rotações que o gerador precisa para funcionar (1.500 rpm);
Gerador: converte a energia mecânica do eixo em energia elétrica;
Anemómetro: mede a intensidade, a velocidade e a direção do vento. Esses dados são lidos pelo
sistema de controle, que garante o posicionamento mais adequado para a turbina.
Catavento: mede a direção do vendo, é responsável por transmitir ao sistema de controlo a
posição instantânea o vento, permitindo ao aerogerador manter-se orientado ao vento de forma
a otimizar a energia cinética do vento, aumentando a potência produzida.
Turbinas eólicas verticais são usadas principalmente por ter um melhor comportamento em
ventos turbulentos e emitir baixos níveis de ruído em comparação às turbinas eólicas de eixo
horizontal. Não menos importante, a estética desse tipo de turbina pode ser mais atrativa. Por
essas razões esse tipo de aero geradores são considerados mais apropriados para regiões urbanas
ou semiurbanas.
AEROGERADORES
Aerogeradores de eixo vertical (AEV) tendem a ser mais seguros, mais fáceis de construir, podem
ser montados mais perto do solo e lidam muito melhor com condições de turbulência. Possuem
torres baixas, entre 0,1 e 0,5 vezes a altura do próprio rotor, o que permite a colocação de todo o
dispositivo de conversão de energia (gerador, caixa de velocidades, etc) na base do
aproveitamento, o que facilita as operações de manutenção. Além disso, neste tipo de
aerogerador não é necessário o dispositivo de orientação da turbina face ao vento. Possuem
também uma velocidade de arranque mais baixa do que a dos aerogeradores de eixo horizontal, o
que lhes dá vantagem em condições de vento reduzido.

Por outro lado, eles não são tão eficientes. Isso acontece porque o vento junto ao solo é de mais
fraca intensidade, o que implica um menor rendimento deste tipo de aerogeradores e a torre fica
sujeita a elevados esforços mecânicos. Devido a essas razões, os construtores atualmente
privilegiam os aerogeradores de eixo horizontal.
AEROGERADORES

Este tipo de aerogeradores é especialmente indicado para meios urbanos porque


além de ser silencioso, aproveita o vento mesmo que a direção deste não seja
constante e haja a formação de turbilhões, o que acontece frequentemente em
áreas com edifícios, árvores e outros obstáculos.

Aerogeradores de eixo vertical são difíceis de se encontrar à venda. Isso acontece


porque apesar de terem vantagens em algumas circunstâncias, perdem claramente
em rentabilidade quando as condições de vento são boas. Por isso nunca veremos
um parque eólico com AEV, resumindo-se o seu uso a pequenos projetos e a
algumas instalações em ambiente urbano.

Os rotores de eixo vertical são geralmente mais baratos que os de eixo horizontal,
pois o gerador não gira seguindo a direção do vento, apenas o rotor gira enquanto
o gerador fica fixo. Porém, como já foi dito, seu desempenho é inferior.
AEROGERADORES

Os dois tipos de estruturas de aerogeradores de


eixo vertical mais utilizados baseiam-se no
princípio do acionamento diferencial ou da
variação cíclica de incidência da força.

Rotor de Savonius:

O Rotor de Savonius baseia-se no princípio do


acionamento diferencial. Os esforços exercidos
pelo vento em cada uma das faces do corpo oco
são de intensidades diferentes, resultando um
binário responsável pelo movimento rotativo do
conjunto.
Esquema do princípio de funcionamento do rotor de Savonius
AEROGERADORES

O Rotor do tipo Savonius é um dos mais simples, é movido


principalmente pela força de arrasto do ar. Sua maior
eficiência se dá em ventos fracos, e pode chegar a 20%.
Rotor de Darrieus: Esquema do rotor de Savonius

O Rotor de Darrieus baseia-se no princípio da variação


cíclica de incidência. Um perfil colocado ao vento segundo
diferentes ângulos fica submetido a forças de intensidade
e direção variáveis; a resultante destas forças gera um
binário motor responsável pela rotação do dispositivo.
Foto de um aerogerador de Darrieus
AEROGERADORES
O rotor do tipo darrieus é constituído por 2 ou 3 pás (como as dos helicópteros), funciona através de força de
sustentação tendo assim uma eficiência melhor que a do rotor savonius, podendo chegar a 40% em ventos
fortes.

Não existe um padrão ou formato definido de turbinas eólicas verticais, basicamente o que possuem em
comum são as pás girando no mesmo plano que o chão. A razão de ter tantos modelos com diferentes e
variadas geometrias se dá porque existe menos informação e pesquisa nessa área, o que motiva os fabricantes
e empreendedores a inovar.

Esquema do rotor de Darrieus.


AEROGERADORES

As desvantagens de uma turbina eólica de eixo vertical são:

 Menor desempenho comparado a uma turbina eólica de eixo horizontal.


 As torres de sustentação são baixas, diminuindo o aproveitamento de maiores velocidades do
vento.
 Dependendo do fabricante a manutenção pode ser difícil e cara, por exemplo no caso onde as
pás são fabricadas em alumínio, se apresentam problemas estruturais a longo prazo devido a
esforços por fadiga. Também tem se relatado casos onde o rolamento superior quebra, e em
ditos casos a troca do acessório pode ser complexa.
 A modelagem matemática (aerodinâmica) é muito complexa dificultando o desenho.
ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

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ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

O Conselho Global de Energia eólica (The Global Wind Energy Council –


GWEC) divulgou, no dia 14 de fevereiro de 2018, o relatório “Global Wind
Statistics 2017”, com as informações sobre a capacidade instalada anual
global e a capacidade global acumulada de energia eólica entre 2001 e
2017, conforme mostra o gráfico acima.

Nota-se que a capacidade instalada global continua elevada e acima de


50 giga watts (GW), mas caiu de 63,6 GW em 2015, para 54,6 GW em
2016 e 52,6 GW em 2017 (praticamente empatada com os 51,6 GW de
2014).
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ENERGIA EÓLICA NO MUNDO
A capacidade global acumulada de produção de energia eólica continua aumentando, tendo
passado de 23 GW em 2001, para 198 GW em 2010 e 539 GW em 2017. Em 17 anos a capacidade
global instalada cresceu 22,6 vezes, que dá uma média de variação anual de 20% ao ano entre
2001 e 2017. É um crescimento muito expressivo, porém a variação anual chegou a crescer 32%
em 2009 e caiu para 11% em 2017 em relação a 2016. A capacidade instalada acumulada que
estava dobrando em 4 anos, passou a necessitar 7 anos para dobrar.

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ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

O relatório da GWEC considera que o preço da energia eólica está ficando cada vez mais
competitivo e já está mais barato do que o preço da energia fóssil. Todavia, a eliminação de
subsídios em diversos países prejudicou os investimentos, neste momento em que a indústria
eólica está em transição para um sistema baseado nas regras do mercado. A diminuição do
montante de nova capacidade instalada em 2017 em relação aos dois anos anteriores se deve à
lacuna no sistema de preço e apoio institucional nos diversos países.

A nação líder na instalação anual e na capacidade acumulada é a China, que acrescentou 19.5 GW
de energia eólica em 2017 (representando 37% de todo o incremento mundial) e acumulou um
montante de 188,2 GW (35% do total mundial). Em segundo lugar vem os Estados Unidos (EUA)
que acrescentou 7 GW em 2017 (13% do total) e atingiu 89 GW de energia eólica acumulada (17%
do total mundial). Em terceiro lugar vem a Alemanha, que acrescentou 6,6 GW e chegou a um
volume acumulado de 56,1 GW (10% do total mundial). A Grã-Bretanha vem em quarto lugar.
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ENERGIA EÓLICA NO MUNDO
No conjunto, a Europa também foi destaque de 2017, com a capacidade instalada no ano de 15,7 GW e a
capacidade acumulada chegando a 169 GW, bem à frente dos EUA (89 GW), mas atrás da China (188 GW).

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ENERGIA EÓLICA NO MUNDO

A Índia vem em quinto lugar e, sendo um país de renda per capita baixa, tem apresentado um
resultado bastante significativo, com acréscimo de 4,1 GW (4% do total global) e um montante
acumulado de energia eólica de 32,8 GW (6% do total global).

No Brasil, a capacidade instalada em 2017 foi de 2 GW (4% do total global) e a capacidade


acumulada atingiu 12,8 GW (2% do total global). O país passou do 9º para o 8º lugar em capacidade
instalada acumulada (ultrapassou o Canadá). Todavia, dadas as suas dimensões territoriais,
populacionais e econômicas o Brasil tem feito pouco na produção de energia eólica e tem apenas 2%
da capacidade instalada global.
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BENEFÌCIOS E ÍNDICES DA FONTE EÓLICA

Economia de
0,4% de água no
Nordeste e 5,6%
no Sul
15,6 TWh de
Energialimpa e energia gerados
inovadora (12,589,7MW)
26.5% em 2017
18 Milhões de
Casas
Abastecidas
Mensalmente,
em média
Redução de 23
Milhões de R$ 5 bilhões
toneladas de foram investidos
CO2 no setor eólico

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ENERGIA EÓLICA BRASIL
O Brasil subiu uma posição, passando o Canadá, e agora ocupa o oitavo lugar
no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produção de energia eólica. Em
2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a 9ª posição. Atualmente, o
país conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do
Canadá.

Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no país. O


segmento já é responsável por 8,3% da energia produzida no Brasil, percentual ainda
distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção
das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional.

A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na
Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. Associação Brasileira de Energia Eólica
(Abeeolica),estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior
a 500 GW.
1
Matriz Elétrica Brasileira (GW)
3 2 1.5
7.6 3% 1%1%
*A fonte fotovoltaica 6%
possuí 9,4 MW de
capacidade instalada. 12.8
10%

4.2
3%

11.4
9%
86.7
67%

Hidrelétrica Biomassa Eólica Gás Natural


Derivados do Petróleo Carvão Termelétrica Nuclear Termelétrica Outras
1
ENERGIA EÓLICA BRASIL

De acordo com a presidente da Abeeolica, o


país pode cair de posição nos próximos anos,
porque haverá menos projetos sendo
concluídos entre 2019 e 2020. “Nesse ranking,
o que conta é o resultado específico do ano,
então há bastante variação. A tendência é que
a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e
2020 nossas instalações previstas são menores
porque ficamos sem leilão por quase dois anos
no período 2016/2017, o que vai se refletir no
resultado de 2019 e 2020”,

1
ENERGIA EÓLICA BRASIL

A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de


energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do
Norte é o estado que mais produziu energia usando ao força dos
ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com
93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia.
Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem
1.935,76 MW de capacidade instalada.
Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80
parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o
Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com
34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada.
1
PRODUÇAO NO BRASIL;
Capacidade Instalada (MW)
16,000.0
13,803.3
14,000.0
11,465.4
12,000.0 11,415.0
9,910.8
10,000.0

8,000.0 7,255.9

6,000.0

4,000.0 3,456.6
2,508.4
2,000.0 1,430.5
601.4 931.8
27.1 235.4 245.6 323.4
0.0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Nova (MW) Acumulada (MW)
1
PRINCIPAIS PARQUES EÒLICO DO BRASIL

O Brasil está decidido a usar apenas energia renovável e como tal, segundo a
Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em dezembro de 2017 a
contavam-se mais de 500 parques eólicos instalados por todo o país.
Assim, a produção de eletricidade por esta via passa dos 12,4GW. São 503
centrais com praticamente 6500 aerogeradores! Esperam ainda que em 2020
estejam a operar com uma capacidade de pelo menos 17GW, o que significa
que o investimento irá continuar a aumentar a um ritmo alucinante.
Entre janeiro e setembro de 2017 a produção de energia elétrica via eólica
teve um aumento de 28% quando comparado com o mesmo período do ano
anterior. Segundo informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
(CCEE).
Ainda segundo a CCEE, os consumos de eletricidade em setembro de 2017,
demonstraram que 11% da eletricidade consumida foi produzida por esta via,
cerca de 7,02GW. O que foi um recorde, já em agosto de 2017 as eólicas
tinham contribuído com 10%! 1
PRINCIPAIS PARQUES EÒLICO DO BRASIL

 Parque Eólico Giribatu  Complexo Eólico Desenvix Bahia


Localização: Santa Vitória do Palmar (RS) Localização: Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra (BA)
Capacidade instalada: 258 MW Capacidade instalada: 95,2 MW

 Complexo Eólico do Alto do Sertão I  Parque Eólico Sangradouro


Localização: Caetité, Guanambi e Igaporã (BA) Localização: Arroio Sangradouro (RS)
Capacidade instalada: 293,6 MW Capacidade instalada: 50 MW

 Parque Eólico de Osório  Parque Eólico Elebrás Cidreira 1


Localização: Osório (RS) Localização: Tramandaí (RS)
Capacidade instalada: 300 MW Capacidade instalada: 70 MW

1
PRINCIPAIS PARQUES EÒLICO DO BRASIL

 Parque Eólico Cabeço Preto


 Parque Eólico Enacel
Localização: João Câmara (RN)
Localização: Aracati (CE)
Capacidade instalada: 19,8 MW
Capacidade instalada: 31,5 MW
 Parque Eólico Lanchina
 Parque Eólico Giruá
Localização: Tenente Laurentino Cruz
Localização: Giruá (RS)
(RN)
Capacidade instalada: 11 MW
Capacidade instalada: 28 MW
 Parque Eólico Beberibe
 Complexo Eólico Calango
Localização: Beberibe (CE)
Localização: Bodó (RN)
Capacidade instalada: 25,6 MW
Capacidade instalada: 150 MW

1
LOCALIZAÇÃO DOS PARQUES EÓLICOS-POTÊNCIA
EM MW
Cap. Construção: 351,9

Cap. Instalada: 68
Cap. Construção: 848,0

Cap. Instalada: 995,2


MA CE Cap. Construção: 1.382,9
RN
PB
PI Cap. Instalada:1.747,5
PE
Cap. Construção: 2.169,8
SE
BA Cap. Instalada: 69

Cap. Instalada: 24,8


Cap. Construção: 511,5

Cap. Instalada: 34,5


RJ
Cap. Instalada: 671,7
PR Cap. Construção: 2.661,7
Cap. Instalada: 2,5
SC
Cap. Instalada: 28,1
Cap. Instalada: 610 RS
Cap. Construção: 1.390,0
Cap. Instalada: 236,4
1
COMPARAÇÃO

A energia solar e eólica: são duas fontes renováveis de energia. A primeira utiliza o sol
como fonte de produção energética e a segunda utiliza a força dos ventos como fonte. Para a
energia solar é comum o uso de painéis solares. Para a eólica usam-se hélices.
Dentre as fontes renováveis, a energia Solar e Eólica são as que merecem maios destaque,
tanto pelo seu potencial de geração elétrica quanto pela capacidade instalada no mundo.

Corrente Contínua x Corrente Alternada:


O primeiro fato que temos sobre a geração de energia elétrica através da fonte eólica é que
ela acontece em corrente alternada (CA), diferentemente da energia solar – que é gerada em
corrente contínua (CC).Por isso, alguns modelos de aerogeradores abrem a possibilidade de
ser diretamente conectados à rede elétrica, dispensando o uso de inversores interativos,
como acontece com a geração elétrica através da fonte solar fotovoltaica.

1
COMPARAÇÃO

Torre Eólica x Placa Solar

A potência de geração elétrica de uma torre de energia eólica pode variar de forma diretamente
proporcional à sua altura. De 50 a 200 metros, essas torres atingem na média, potências de 100 kW a
3 MW, respectivamente.
Isso explica o fato de que quanto maior for a altura da torre, maiores serão as pás de captação da
energia dos ventos.

Você sabia? Uma torre eólica de potência entre 660 kW a 1 MW pode ser maior que um Boeing 747!
E qual a altura de um sistema de energia solar fotovoltaico?

O sistema fotovoltaico, quando instalado em estruturas metálicas fixadas diretamente no solo, não
possui grandes alturas. Isso acontece porque a placa fotovoltaica não precisa de grandes altitudes
para captar a luz, uma vez que a irradiação solar chega à superfície terrestre de maneira suficiente
para gerar energia elétrica.
Dessa forma, um sistema solar dificilmente acrescentará riscos ou perigos à vida, no local onde está
instalado. 1
COMPARAÇÃO
Espaço necessário
Requisitos de espaço necessário e condicionantes do local escolhido.
Eólica
Requer uma superfície de implantação mínima (a torre), dependendo da altura do mastro (fator importante na
geração eólica) e da forma de colocação poderão ser necessários cabos para amarração.
As condições do local são fator decisivo na produtividade do aerogerador.
Apesar de precisar de pouco espaço pode ser incompatível com outras instalações nas proximidades já que a
turbulência que provoca reduz a produtividade de outros geradores no mesmo alinhamento do vento.
Solar
Precisa de uma superfície grande (vários metros quadrados no mínimo) que permita uma orientação dos painéis
para o sol e livre de sombras que diminuam a produção.
Não interfere com outras instalaçães vizinhas.

1
COMPARAÇÃO
Fiabilidade da produção energética

Capacidade de produzir energia quando é precisa ou possibilidade de calcular a energia que se vai gerar.
Eólica
O vento é instável, apesar de se saber que sopra mais durante a noite (altura de menor consumo energético) e
no Inverno, é difícil prever exatamente quando começa e quando para.
Mesmo quando existe vento é preciso que seja estável (sem demasiada turbulência) e que atinja no mínimo a
velocidade de arranque do aerogerador.
Solar
A produção é muito mais estável e previsível.
Existe produção mesmo com céu nublado, menos luz = menor produção, mas só é nula de noite.
Segue o ciclo solar aumentando a partir do nascer do sol, sendo máxima no meio dia solar e decrescendo até
ao pôr do sol. Maior no verão, menor no Inverno.

Observações
O problema da instabilidade da produção é minimizado em situações de armazenamento (baterias)

1
COMPARAÇÃO
Instalação e manutenção

Custo e dificuldade de instalação e manutenção.

Eólica
Instalação relativamente simples, podendo ser feita por um eletricista.

Por norma tudo o que tem partes móveis requer manutenção, no entanto o uso de imans permanentes nos
aerogeradores mais recentes minimiza bastante essa necessidade, que pode aumentar dependendo da
qualidade do equipamento e das condições locais (mais turbulência = mais degradação do equipamento).

Maior altitude da torre permite melhores rendimentos mas dificulta acesso.


Solar
Instalação complexa com materiais que requerem cuidado no manuseamento e orientação correta para o sol,
devendo ser feita por uma equipa qualificada.

A cada seis meses deverá ser efetuada uma lavagem dos painéis (vidros) e uma verificação das ligações.

Acesso fácil ao equipamento.


Observações 1

Em relação ao uso de baterias a instalação e manutenção é praticamente a mesma na geração eólica e solar.
COMPARAÇÃO
IMPACTO AMBIENTAL
Situações em que existe uma ligação à rede e o objetivo é apenas substituir uma parte do
consumo por produção própria.
Eólica
 O movimento das pás ao "cortar" o ar provoca algum ruído.
 Altera a paisagem em termos visuais
 Poderá esporadicamente causar a morte a algumas aves.
 Reduz o consumo de combustíveis fósseis
Solar
 Não provoca ruído.
 Algum impacto visual mas relativamente pequeno.
 Reduz o consumo de combustíveis fósseis
1
COMPARAÇÃO

Preço dos equipamentos

Investimento inicial necessário para a mesma potência


nominal.
Eólica
Mais baratos para a mesma potência nominal se bem que
requerem condições mais estritas para produção.
Solar
Maior investimento inicial.
Mas facilmente rentabilizável em caso de microgeração.
1
VANTAGEM X DESVANTAGEM

1
VANTAGEM

 Energia renovável

Utilizam recursos não esgotáveis como radiação solar, água,


biomassa, calor geotérmico e vento.

1
VANTAGEM

 Energia limpa

Utiliza fonte de energia renovável que não lançam poluentes


na atmosfera, ao contrário dos combustíveis fósseis.

1
VANTAGEM

 Não causam dano ao meio ambiente*

1
VANTAGEM

 Disponibilidade em todos os lugares

1
VANTAGEM

 Baixo custo

1
DESVANTAGEM

 Variação da velocidade dos ventos

Fatores climáticos influenciam nessa variação

1
DESVANTAGEM

 Impacto visual devido aos aerogeradores

1
DESVANTAGEM

 Causa impacto sonoro

Causam ruídos devido ao impacto do vento com as pás.


Recomenda-se que as habitações fiquem a uma distância de,
no mínimo 200 m das instalações.

1
DESVANTAGEM

 Podem afetar comportamento de migração das aves.

1
PERSPECTIVAS FUTURAS

 Geração de energia eólica no Brasil (Atual)


12,763 GW (8% de todo parque gerador brasileiro)

 Projeção

213 parques eólicos serão entregues até 2023. Com isso, o setor
deve atingir a marca de 19 GW.

1
CONCLUSÕES

 Energia limpa e renovável


 Baixos custos
 Baixos impactos ambientais
 Em desenvolvimento
 Presente em todos os lugares

1
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
EÓLICA NO MUNDO. Brasil : Disponivel em << file:///C:/Users/EnggE/OneDrive/Download/Eolica_Mundo_e_Brasil(1).pdf
>> Acesso Dia 16 de abril de 2017 .
ABEEólica. Registro de dados do crescimento da energia eólica : Disponivel em << www.portalabeeolica.org.br/>> Acesso
Dia 16 de abril de 2017 .

AEROGERADOR.FUNCIONAMENTO: Disponivel em << https://www.portal-energia.com/funcionamento-de-um-aerogerador/>>


Acesso Dia 16 de abril de 2017 .

EVOLUÇÃO. Energia eólica :Disponivel em <<https://evolucaoenergiaeolica.wordpress.com/aerogerador-de-eixo-


horizontal/gerador-eolico-de-eixo-vertical//>> Acesso Dia 16 de abril de 2017 .

EÓLICA. Energia :Disponivel em << https://www.eolicafacil.com.br/>> Acesso Dia 16 de abril de 2017 .

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