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DOENÇAS SEXUALMENTE

TRASNMISSÍVEIS - DSTs
AIDS E HAPATITES VIRAIS

Thais Caroline Mendes de Souza


REDE DE MULHERES NEGRAS DO PARANÁ
O que são?

São causadas por vírus, bactérias ou fungos,


transmitidos através de relações sexuais
pessoas portadoras, sem o uso de
preservativo.
Geralmente essas DST’s se manifestam por
meio de feridas, corrimentos, bolhas ou
verrugas.
Principais DSTs Sífilis

Gonorreia
e Clamídia Hepatite
B
Tricomonía
se
HPV
Cancro
Mole

Herpes AIDS
Gonorreia e Clamídia - O que é ?
Dor ao urinar ou no
baixo ventre;
São bactérias, Aumento do
Chlamydia trachomatis corrimento;

Mulheres
e Neisseria Sangramento fora da
época da
gonorrhoeae, que podem menstruação;
infectar o pênis, o Dor ou
colo do útero, o reto sangramento

Homens
durante a relação
(canal anal), a Sensação de ardor e sexual;
garganta e os olhos. esquentamento ao urinar;
Corrimento ou pus;
Dor nos testículos;
Sem sintomas;
Gonorreia e Clamídia
Fungo parasita:
Tricomoníase - O que é?Trichomonas vaginalis.

Causa lesões microscópicas na parte interna da vagina, que


aumentam o risco de contaminação por outras DST’s;

Os sintomas são vaginite, corrimento amarelo-esverdeado de


cheiro forte, dor ao urinar e coceira vaginal;

O tratamento é feito com medicamentos e são altas as taxas de


cura;
Cancro Mole - O que é?

Causado pela bactéria Haemophilus ducreyi;


Tem período de incubação de 2 a 5 dias.
Os sinais e sintomas são: feridas múltiplas e dolorosas de
tamanho pequeno com presença de pus, que aparecem com
frequência nos órgãos genitais. Além disso, também podem
aparecer nódulos (caroços ou ínguas) na virilha.
Herpes - O que é?
Herpes
Estima-se que pelo menos um em cada cinco adultos esteja
infectado com o vírus, apesar de muitos destes não
apresentarem sintomas;

Tem tratamento e pode ser controlada, mas não existe cura;

Os sintomas são: coceira, dores e pequenas feridas que


formam úlceras e crostas.
Sífilis - O que é?

Causada pela bactéria Treponema pallidum;


Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes
estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária);
Nos estágios primário e secundário da infecção, a
possibilidade de transmissão é maior.
Pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma
pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante
a gestação ou o parto.
Sífilis - Dados
Epidemiológicos
Sífilis

Primária: Ferida, geralmente única, no local de entrada da


bactéria ou outros locais da pele, que aparece entre 10 a 90
dias após o contágio. Não dói, não coça, não arde e não tem
pus.
Sífilis

Secundária: Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas


e seis meses após o aparecimento da ferida inicial e
cicatrização espontânea.
Sífilis
Fase latente: Não aparecem sinais ou sintomas.

É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de


infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de
infecção).

Terciária: Pode surgir de dois a 40 anos depois


do início da infecção. Costuma apresentar
sinais e sintomas, principalmente lesões
cutâneas, ósseas, cardiovasculares e
neurológicas, podendo levar à morte.
Hepatite B - O que é?

Causada pelo vírus B (HBV);


A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas.
Entretanto, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjôo
e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados,
urina escura e fezes claras;
Os sinais e sintomas costumam aparecer de um a seis meses
após a infecção.
Hepatite B - Dados Epidemiológicos
Hepatite B - Dados Epidemiológicos

A distribuição percentual dos casos segundo raça/cor, em


2015, mostra que a maioria está concentrada entre as pessoas
de raça/cor branca (50,2%), seguida da parda (37,6%), pret a
(8,9%), amarela (1,9%) e indígena (1,5%), conforme mostra a
Tabela 12.
Hepatite B - Dados Epidemiológicos
HPV - O que é?

Causada pelo Papiloma vírus humano;


Sintomas: coceira, queimação, dor, sangramento e verruga
genital (condiloma acuminado);
Pode acontecer o contágio através de áreas descobertas em
contato com áreas infectadas, como dedos, mãos e boca;
Estão associadas ao câncer de colo de útero.
HPV - Dados Epidemiológicos

“Em todo o mundo, cerca de 10% das mulheres têm HPV. Entre
elas, de 30% a 50% são menores de 25 anos.

No Brasil, estima-se que nove a 10 milhões de pessoas sejam


portadoras do vírus e que se registrem 700 mil novos casos a
cada ano. Entre a população sexualmente ativa, estima-se que
80% vão contrair HPV durante a vida, causando doenças
significativas.
HPV - Vacinação
Em 2017, a vacina contra HPV passa a ser oferecida, em todo o
Brasil, para os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos.

Para os meninos, está disponível a vacina HPV quadrivalente,


em 2 doses. A primeira dose deve ser tomada entre 12 a 13
anos e, a segunda, 6 meses depois. Para a segunda dose, é
importante entender que se a criança foi vacinada dentro do
limite da faixa etária, estipulada até 13 anos, ela terá de
tomar a segunda dose ainda que já tenha completado os 14
anos.
AIDS - O que é?
Doença causada pelo HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana.

Ataca o sistema imunológico, responsável por defender o


organismo de doenças. As células mais atingidas são os
linfócitos T CD4+.
Dados Epidemiológicos

AIDS
aids - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Há muitos soropositivos que vivem anos


sem apresentar sintomas e sem
desenvolver a doença. Mas, podem
transmitir o vírus a outros pelas
relações sexuais desprotegidas, pelo
compartilhamento seringas contaminadas
ou de mãe para filho durante a
gravidez e a amamentação.

Por isso, é sempre importante fazer o


teste e se proteger em todas as
situações.
hiv - Vírus da Imunodeficiência Humana
HIV é um retrovírus,
classificado na subfamília dos
Lentiviridae.

Esses vírus compartilham algumas


propriedades comuns: período de
incubação prolongado antes do
surgimento dos sintomas da
doença, infecção das células do
sangue e do sistema nervoso e
supressão do sistema imune.
aids
Transmissã
o
AIDS - FASES

FASES:

❖ 1ª FASE: infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da


exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença.
➢ Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60
dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros
sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-
estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.
AIDS - FASES

❖ 2ª FASE: Forte interação entre as células de defesa e as constantes


e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o
suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e
morrem de forma equilibrada.
➢ Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de
assintomático.
aids - fases
❖ JANELA IMUNOLÓGICA: tempo entre a infecção pelo vírus da aids e a produção
de anticorpos anti-HIV no sangue. Os exames irão detectar a presença dos
anticorpos, o que confirmará a infecção pelo vírus.
➢ O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de
exame (quanto à sensibilidade e especificidade) e da reação do
organismo do indivíduo.
➢ Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60
dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo
é maior: o teste realizado 120 dias após a relação de risco serve
apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há
mudança no resultado.

Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a


possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é
recomendado esperar mais 30 dias e fazer o teste novamente.
AIDS - EXAME DIAGNÓSTICO

ELISA (do inglês Enzyme-Linked


Immunosorbent Assay) ou ensaio de
imunoabsorção enzimática é um teste
imunoenzimático que permite a detecção de
anticorpos específicos
AIDS - FASES

❖ 3ª FASE: sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos


linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a
ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse
valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são:
febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

❖ AIDS: estágio mais avançado. A baixa imunidade permite o aparecimento de


doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da
fraqueza do organismo. Quem chega a essa fase, pode sofrer de hepatites
virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.
AIDS - tratamento
Adesão ao tratamento:

❖ Remédios prescritos pelo médico nos horários


corretos;
❖ Manter uma boa alimentação;
❖ Praticar exercícios físicos;
❖ Comparecer ao serviço de saúde nos dias previstos.

Quando o paciente não segue todas as recomendações médicas, o


HIV, vírus causador da doença, pode ficar resistente aos
medicamentos antirretrovirais. E isso diminui as alternativas
de tratamento.
aids - Tratamento

Exames de rotina

❖ Sangue (hemograma completo);


❖ Fezes;
❖ Urina;
❖ Testes para hepatites B e C;
❖ Tuberculose;
❖ Sífilis;
❖ Dosagem de açúcar e gorduras (glicemia, colesterol e triglicerídeos);
❖ Avaliação do funcionamento do fígado e rins;
❖ Raios-X do tórax;
❖ Teste de CD4 - é o melhor indicador de como está funcionando o sistema
imunológico;
aids - tratamento
❖ Teste de carga viral - o resultado mostra se o vírus está se reproduzindo
no organismo (quantidade de HIV que circula no sangue).

Eles são cruciais para o profissional


decidir o momento mais adequado para
iniciar o tratamento ou modificá-lo. Como
servem para monitorar a saúde de quem toma
os antirretrovirais ou não, o Consenso de
Terapia Antirretroviral recomenda que esses
exames sejam realizados a cada três ou
quatro meses.

Determinada pelo médico, a frequência dos exames e das consultas é essencial


para controlar o avanço do HIV no organismo e determina o tratamento mais
adequado em cada caso.
aids
prevenção
aids
prevenção
VÍDEO

https://www.youtube.com/watch?v=6fJWtY-bXr8
https://www.youtube.com/watch?v=BNdqHbuYs6c
OBRIGADA!