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1, 1 – 16, 8 – TEXTO 1

– DIVERSAS TRADIÇÕES

16, 9 – 20 – ACRÉSCIMO TARDIO


 O autor de Mc é o
mesmo “João Marcos”
DE At 12, 12.25; 13,
5.13.37 – 39; Cl 4, 10;
Fm 24; 2Tm 4, 11; 1Pd
5, 13)
 Colaborador de Paulo
e, mais tarde, de
Pedro;
 Marcos é intérprete de
Pedro e expositor de
sua pregação;
 Depende de várias tradições;
 Escreve para cristãos de origem
palestinense, mas comprometidos com a
missão entre os PAGÃOS e com a
comunidade formada por JUDEUS e
PAGÃOS;
 Usa um “grego popular” e vulgar (KOINÉ);
 Texto: pode ter sido composto em Roma,
no Oriente, de 65 a 70 d.C.;
 Serve de fonte para Mt e Lc (Sinóticos),
segundo Pápias;
 Inventor do gênero “Evangelho” = Boa
Notícia/alvíssara (árabe);
 2, 1 – 3,5: pequenas unidades literárias
com séries de discussões e, sobretudo, o
relato da Paixão (14, 1 – 16, 8);
 Tem uma visão parcial da atividade de
Jesus;
 Relata uma “história de Jesus”, desde o
Batismo até a Ressurreição, com certa
ordem “cronológica” e geográfica;
 Elabora diferentes tradições no estilo
popular;
 Concentra o ministério de Jesus na
Galiléia;
 Galiléia: lugar da manifestação
escatológica de Jesus e ponto de partida
para a MISSÃO entre os PAGÃOS (7, 24 –
37; 14, 28; 16, 7; 13, 10; 14, 9);
 Jerusalém é o lugar da rejeição a Jesus por
parte dos judeus (3, 22; 7, 1; 10, 33; 12, 8);
 Portanto, o plano da salvação passa dos
judeus incrédulos para os pagãos crentes;
 Finalidade da obra: anunciar a “Boa Notícia
de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1, 1);
 Boa Notícia/Nova: ensinamento, pessoa e
obra de Jesus, que dão sentido para a vida.
1,
1, 1
1 –– 8,
8, 26
26 Jesus
Jesus revela
revela parcialmente
parcialmente sua
sua
identidade
identidade íntima
íntima de
de Messias
Messias e e Filho
Filho
de
de Deus;
Deus;
1,
1, 25.34;
25.34; 3,
3, 12
12 Proíbe
Proíbe demônios
demônios ee os
os discípulos
discípulos de
de
revelarem
revelarem ao
ao público
público quem
quem é é Ele;
Ele; mas
mas
não
não é
é obedecido
obedecido de
de modo
modo geral
geral

8,
8, 27ss
27ss É
Éoo próprio
próprio Jesus
Jesus quem
quem se se auto-
auto-
revela:
revela: (ver
(ver 8,
8, 31;
31; 9,
9, 30
30 –– 32;
32; 10,
10, 32
32 ––
34),
34), mas
mas não
não é é compreendido;
compreendido;

8,
8, 34
34 –– 38;
38; 9,
9, 33
33 –– Proximidade
Proximidade da
da cruz:
cruz: traz
traz exigências
exigências
37;
37; 10,
10, 35
35 –– 45
45 severas
severas para
para o
o seguimento
seguimento

14,
14, 61ss
61ss Diante
Diante do
do Tribunal
Tribunal (Sinédrio),
(Sinédrio), Jesus
Jesus
se
se auto-revela:
auto-revela: “Messias
“Messias e
e Filho
Filho de
de
Deus
Deus bendito”
bendito”
15, 39 É o centurião romano quem
faz sua confissão de fé

O texto de Mc recorre ao
“segredo messiânico”, ou
seja, a dignidade de Jesus
“Messias e Filho de Deus” já
estava oculta
Em sua vida terrena
9, 9 e Dignidade reconhecida e
proclamada somente após a
16, 7
Páscoa da Ressurreição
‫‪ O TEXTO É ATRIBUÍDO‬‬
‫טקסט אמיתי משוחזר על‪-‬ידי‬
‫‪a Mateus/Levi, o‬‬
‫ז'ואו פאולו פרנאנדס פונטס (שם עיברי‪ :‬יוחנן בן יוסף)‬
‫‪“cobrador de‬‬
‫‪ 1.1‬אלה תולדות ישוע בן דוד בן אברהם ׃‬ ‫‪impostos”, desde o‬‬
‫‪ 1.2‬אברהם הוליד את יצחק ויצחק הוליד את יעקב | יעקב‬
‫הוליד את יהודה ואחיו ׃‬ ‫;)‪século II (9, 9 – 17‬‬
‫‪ 1.3‬יהודה הוליד את פרץ וזרח מתמר | פרץ הוליד את חצרון‬
‫| חצרון הוליד את רם ׃‬
‫‪ 1.4‬ורם הוליד את עמינדב ועמינדב הוליד את נחשון ונחשון‬
‫‪ Pápias (135 d.C.):‬‬
‫‪”Mateus ordenou os‬‬
‫הוליד את שלמון ׃‬
‫‪ 1.5‬שלמון הֹוליד את בועז | בועז הוליד את עובד מרות |‬

‫‪ditos em hebraico e‬‬


‫ועובד הוליד את ישי ׃‬
‫‪ 1.6‬ישי הוליד את דוד | דוד הוליד את שלמה ׃‬

‫‪cada qual traduziu‬‬


‫‪ 1.7‬שלמה הוליד את רחבעם | רחבעם הוליד את אביה | אביה‬
‫הוליד את אסא ׃‬
‫‪ 1.8‬אסא הוליד את יהושפט | יהושפט הוליד את יהורם |‬
‫יהורם הוליד את עזיהו ׃‬
‫‪ 1.9‬עזיהו הוליד את יותם | יותם הוליד את אחז | אחז הוליד‬
‫”‪conforme era capaz.‬‬
‫‪ Texto conhecido em‬‬
‫את חזקיהו ׃‬
‫‪ 1.10‬חזקיהו הוליד את מנשה | מנשה הוליד את אמון | אמון‬

‫‪grego, diferente do‬‬


‫הוליד את יאשיהו ׃‬
‫‪ 1.11‬יאשיהו הוליד את יכניה ׃‬
‫‪ 1.12‬יכניה הוליד את שאלתיאל | שאלתיאל הוליד את‬
‫זרובבל ׃‬
‫‪ 1.13‬זרובבל הוליד את אביהוד | אביהוד הוליד את אליקים |‬
‫‪aramaico.‬‬
‫אליקים הוליד את עזור ׃‬
‫‪ 1.14‬עזור הוליד את צדוק | צדוק הוליד את אמון | ואמון‬
‫הוליד את אליהוד ׃‬
 Os críticos não
aceitam uma
identificação de “Mt
grego” com o “Mt
aramaico”;
 Mateus/Levi, o
Apóstolo, não pode
ser o autor/escritor
do 1.◦ Evangelho.
MOTIVOS
INCOMPREENSÍVEIS
NUMA TESTEMUNHA
OCULAR:
 Tônica
didática/catequética;
 Falta destaque
biográfico a Mateus
(texto impessoal);
 Teologia pós-apostólica
(mais bem elaborada);
 Dependência de Mc.
 Versado no Antigo Testamento;
 Um escriba?doutor da Lei? Judeu culto?
Um rabino?
(13, 5);
 Especialista em grego (impecável).

ORÍGENES:
 Mt foi escrito para fiéis vindos do
Judaísmo.
 CRÍTICOS: Mt surge num ambiente misto
(cristãos vindos do judaísmo e cristãos
de origem pagã);
 AMBIENTE: Síria
 O AUTOR: sugere a preservação do
patrimônio da fé de Israel, mas aceita
uma Igreja voltada para todos os povos
(28, 19), inclusive os pagãos:
 DATA: alusões à destruição do Templo e
de Jerusalém (21, 41; 22, 7; 27, 25)
sugerem a composição textual entre 70
e 80 d.C.;
 Controvérsias contra o
rabinismo farisaico
são a expressão da
ruptura com os judeus,
após a Assembléia de
Jâmnia (85 d.C.)
sugerem a composição
textual nos anos 90
d.C.
 Adota o esquema geográfico e cronológico
de Mc;
 Acréscimos próprios: material novo em
relação a Mc;
 Re-elaboração do material de Mc: encurta
certas narrativas, elimina episódios
anedóticos e corrige o estilo dos
discursos e ditos de Jesus;
 Desencarna as narrativas de seu contexto
original, mas ressalta o sentido teológico
de cada episódio, sobretudo os milagres;
 Conservou o “sabor palestino” nas
fórmulas tradicionais da linguagem de
Israel: “reino dos Céus”; “terra de Israel”;
“casa de Jacó”; “Cidade Santa”; “ligar e
desligar”, “amar e odiar”, etc;
 Gosto pelo “agrupamento numérico”: dois,
três, sete...
 7 pedidos no “Pai nosso”;
 7 bem-aventuranças;
 7 parábolas;
 7 “ais”;
 3 grupos de 2X7 (14) nomes para a
Genealogia de Jesus (Mt 1)
 Menos interessado nas
narrativas, investe mais nos
discursos;
 5 grandes discursos de Jesus
 Uso da fórmula: “ao terminar
Jesus estas palavras” (7,28; 11,
1; 13, 53; 19, 1; 26, 1);35
5-7 A nova justiça do “Reino dos
Céus”

10 Os missionários do Reino dos


Céus

13 Os mistérios do Reino dos Céus

18 As relações entre os filhos do


Reino dos Céus

24 - 25 A ruína de Jerusalém e a
consumação do Reino dos Céus
OS “CINCO LIVRINHOS”

3 – 4. 5 – 7
8, 1 – 11, 1
11, 2 – 13, 53
13, 54 – 19, 1
19, 2 – 26, 2

OUTROS “LIVRINHOS”

1-2 “Evangelhos da Infância”

27, 3 – 28, Narrativa da Paixão, Morte e


20 Ressurreição
 Visão cristã universalista;
 Recurso contínuo ao Antigo Testamento;
 Jesus é o Messias prometido a Israel, o Filho
do Deus Vivo (16, 16), o Salvador do povo (1,
21);
 Prólogo(1 – 2): Jesus foi rejeitado pelos
judeus (Herodes), daí a Boa-Nova ser
anunciada aos pagãos (magos);
 Salvação: só se alcança na Igreja de Cristo:
16, 18; 18, 7s);
 Igreja: é o verdadeiro Israel, formado pelos
judeus e pagãos: 21, 43:
 Jesus envia os Apóstolos para anunciar a Boa
Nova do Reino e convocar todas as nações a se
tornarem seus discípulos;
 Reino: realidade presente e futura: atesta a
PRESENÇA SALVÍFICA DE DEUS na história do
povo;
 Igreja visível(Pedro e os discípulos): deverá
anunciá-lo “até o fim dos tempos” (16, 18s;
18, 18s; 28, 20) e pedir sua plena realização
(6, 10).
AUTORIA:
 Séc. II: Lucas é o autor de Lc e At;
 Companheiro de Paulo (At 16, 10 – 17; 20, 5 –
15; 21, 1 – 18; 27, 2 – 28, 16; Cl 4, 14; Fm 24;
2Tm 4, 11);

FONTES: Evangelho de Mc + FONTE PRÓPRIA


 Composição: entre os anos 65 – 70 d.C.;
 Redação final: 80 – 90 d.C.;
 Detalhe: alusão a pormenores sobre a tomada
de Jerusalém (70 d.C.);
 Lugar da composição: incerto (Grécia? Acaia?
Beócia? Roma? Antioquia da Síria?)
 1,3 = costume da Antiguidade ; dedica
o livro a um tal de “Teófilo” (“=amigo de
Deus”);
 Porém, o texto se destina a um público
bem mais vasto das comunidades
gentio-cristãs;
 FINALIDADE→ contida no Prólogo (1, 1
– 4), mostra um duplo interesse: a vida
pública de Jesus e a vida da Igreja (Lc
continua em At; ver: 1, 1 – 2);
 Personalidade cativante, talento e alma
delicada;
 De modo original, preocupa-se com a
informação e a organização;
 Respeito pelas fontes e pelo modo de
justapô-las;
 Segue as grandes linhas de Mc com
transposições ou omissões;
 Possui episódios deslocados: 3, 19 – 20; 4,
16 – 30; 5, 1 – 11; 6, 12 – 19; 22, 31 – 34;
etc);
 Omite certos episódios: Mc 9, 11 – 13 é
menos interessante aos pagãos ou Lc quer
evitar duplicata? (compare Mc 12, 28 – 34
com Lc 10, 25 – 28);
 Não há trecho correspondente a Mc 6, 45 – 8,
26;
 Diferença maior em relação a Mc está em 9, 51 –
18, 14: subida para Jerusalém, com o auxílio de
notações repetidas (Lc 9, 51; 12, 22; 17, 11; cf.
Mc 10, 1);
 Idéia
cara: a Cidade Santa é onde deve realizar a
salvação: 9, 31; 13, 33; 18, 31; 19, 11);
 Jerusalém é onde começa Evangelho de Lc(1, 5s)
e onde o mesmo termina (24, 52);
 Apariçõese conversão: estão longe da Galiléia –
compare Lc 24, 6.13 – 51 com Mc 16, 7 e Mt
28, 7. 16 – 20;
 De Jerusalém deve partir a missão de
evangelizar o mundo: 24, 47; At 1, 8;
 Gênero do simpósio (Lc 7, 36 – 50) e do discurso
de despedida;
 Gosto pelos paralelismos: João Batista e Jesus (1,
5 – 2, 52) e pelas inclusões;
 Esquema: promessa ► cumprimento;
 Modo próprio de apresentar as coisas: atenua
aquilo que pode chocar a sensibilidade dos
leitores (ver 8, 43 e Mc 5, 26; omite Mc 9, 43 –
48; 13, 32; etc);
 “poupa” as pessoas dos Apóstolos (omite
Mc 4, 13; 8, 32s; 9, 28s; 14, 50) ou “desculpa-
os” (Lc 9, 45; 18, 34; 22, 45);
 Interpreta “termos obscuros” (6, 15) e
precisa mais a geografia (4, 31; 19, 28s. 37;
23, 51);
 Textos: numerosos e finos retoques,
pesquisa pessoal de Lc e reflexo da
influência direta de Paulo unida ao
temperamento de Lucas;
 Salienta a misericórdia do Mestre (15,
1s.7.10), contando “cenas de perdão”( 7, 36
– 50; 15, 11 – 32; 19, 1 – 10; 23, 34.39 – 43);
 Insiste na ternura de Jesus em relação aos
humildes e pobres, enquanto ricos e orgulhosos
são tratados com severidade: 1, 51 – 53; 6, 20 –
26; 12, 13 – 21; 14, 7 – 11; 16, 15.19 – 31); 18,
9 – 14);
 Comunica que a justa punição só será aplicada
após pacientes prazos de misericórdia (13, 6 – 9)
– compare com Mc 11, 12 – 14;
 Sugere um apego decidido e absoluto (14, 25 –
34; 6, 34s; 12, 33; 16, 9 – 13)
11, 5 – 8 NECESSIDADE DA ORAÇÃO
18, 1 – 8

3, 21; 5, 16 EXEMPLO DE JESUS NA


6, 12 ; 9, 28
ORAÇÃO
1, 15. 35. 41. 67; LUGAR DO ESPÍRITO
2, 25 – 27;
4, 1. 14. 18; SANTO – EM PRIMEIRO
10, 21; 11, 13; 24, 49 PLANO

2, 14; 5, 26; 10, 17; ATMOSFERA DE GRATIDÃO


13, 17; 18, 43;
19, 37; 24, 51s AOS BENFÍCIOS DIVINOS E
DA ALEGRIA ESPIRITUAL
HISTÓRIA DA
SALVAÇÃO
TEMPO DA TEMPO DA TEMPO DA
PREPARAÇÃO REALIZAÇÃO PLENITUDE

Antigo Testamento Novo Testamento Parusia (Ap)

Povo de Israel: patriarcas, Jesus (Lc) Igreja (At) Nova vinda de Cristo
juízes, reis, profetas, sábios,
escribas, sacerdotes, etc.

JOÃO BATISTA JESUS


Ponto alto e fim do Antigo Realização do antigo Reino de Deus em sua
Testamento Testamento: Primeira vinda; plenitude
começo do “Novo” = Reino Salvação Escatológica
de Deus presente na (para os últimos tempos)
História, no “hoje”
1, 1 – 4 PRÓLOGO A intenção de Lucas
1, 5 – 2 , 52 NARRATIVA O nascimento e a infância
DA
INFÂNCIA de João Batista e de Jesus
apresentados num
paralelismo;
3, 1 – 4, 13 PREPARAÇÃO João Batista: prelúdio da
PARA O
MINISTÉRIO atuação pública de Jesus
PÚBLICO
DE JESUS

4, 14 – 9, 50 O MINISTÉRIO Em Jesus, Deus visita e


DE JESUS NA
GALILÉIA liberta os pobres.
9, 51 – 19, 27 O RELATO DA O “êxodo” de Jesus: uma viagem
VIAGEM, A IDA
específica em Lc – parte central do
PARA
JERUSALÉM Evangelho – (9, 51 – 18, 14), à qual é
acrescida a narrativa sinótica (de Mt e
Mc) da viagem (18, 15 – 19, 27)

19, 28 – 21, 38 O MINISTÉRIO Ministério no Templo e eventos dos


DE JESUS EM
últimos dias da vida terrena de Jesus
JERUSALÉM

22, 1 – 23, 56 NARRATIVA DA O clímax do “êxodo” de Jesus, no qual


PAIXÃO E
ele inicia sua “ascensão” ao Pai
MORTE

24, 1 – 53 NARRATIVA DA
RESSURREIÇÃO
Elevação de Jesus ao céu; promessa do
Espírito Santo; Missão dos discípulos =
testemunhar Jesus;
 O estilo de Lucas é mais polido do que o de
Mateus e Marcos, com menos hebraismos. Lucas
utiliza algumas palavras latinas (q.v. Lucas 7,41;
8,30; 11,33; 12,6 e 19,20), mas nada de termos
em aramaico ou hebraico, exceto sikera, uma
bebida estimulante da natureza do vinho, mas
não processada de uvas (do hebraico shakar, "ele
está intoxicado", Levítico 10,9), provavelmente
vinho de palmeira. Esse Evangelho contém 28
referências distintas ao Antigo Testamento.
Os evangelhos sinópticos estão relacionados um com o outro
segundo o seguinte esquema: se o conteúdo de cada evangelho
é indexado em 100, então quando se compara esse resultado se
obtém:
 Marcos tem 7 peculiaridades e 93 coincidências.
 Mateus tem 42 peculiaridades e 58 coincidências.
 Lucas tem 59 peculiaridades e 41 coincidências. Isso é, 13/14
(treze quatorze avos) de Marcos, 4/7 de Mateus e 2/5 de
Lucas descrevem os mesmos eventos em linguagem similar.
As semelhanças chegam a ser desde palavras a textos
inteiros. As diferenças estão no fato de alguns narrarem
certos detalhes e outros omitirem, além de haver
discrepâncias em alguns detalhes.
Colocando em números, o problema sinótico
apresenta-se da seguinte forma:
a) dos 661 versículos do Evangelho de Marcos, 600 estão
também no de Mateus, e 350 estão no de Lucas.
b) os evangelhos de Mateus e Lucas, tem 240 versículos em
comum, e que não constam no Evangelho de Marcos.
c) além disso, tanto Mateus como Lucas tem versículos
próprios a cada um.
Mc
Áspero, penetrado de aramaísmos,
freqüentemente incorreto, impulsivo e de
uma vivacidade popular cheia de encanto;

Mt
Aramaizante, mas bem polido, menos
pitoresco e mais “politicamente correto”;

Lc
Complexo: excelente genialidade quando
depende de si mesmo, mas aceita “ser
menos bom” em relação a outras fontes,
das quais conserva algumas imperfeições,
apesar do esforço em melhorá-las; porém,
imita o estilo da Tradução Bíblica dos LXX
(= Setenta)
FIM