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Natureza da Ciência e do Conhecimento

Científico

Prof. Alexandre Sabino do Nascimento


2018
“A ciência nada mais é que o senso comum refinado e
disciplinado.” (G. Myrdal)

“O místico crê num Deus desconhecido.


O pensador e o cientista crêem numa ordem desconhecida. É
difícil dizer qual deles sobrepuja o outro em sua devoção não racional.”
(L. L. Whyte)
Os SABERES ESPONTANEOS

O homem pré-histórico elaborava seu saber a partir de sua experiência e de


suas observações pessoais. Quando constatou que o choque de dois sílices, ou
da rápida fricção de duas hastes secas, podia provocar uma faísca ou uma
pequena chama capaz de queimar folhas secas, havia construído um novo
saber: como acender o fogo. Esse saber podia ser reutilizado para facilitar sua
vida. Pois aqui esta o objetivo principal da pesquisa do saber: conhecer o
funcionamento das coisas, para melhor controla-las, e fazer provisões
melhores a partir dai.
Conhecimento do mundo
O ser humano, valendo-se de suas capacidades, procura conhecer o mundo que o
rodeia. Ao longo dos séculos, vem desenvolvendo sistemas mais ou menos elaborados
que lhe permitem conhecer a natureza das coisas e o comportamento das pessoas.

Pela observação o ser humano adquire grande quantidade de conhecimentos.


Valendo-se dos sentidos, recebe e interpreta as informações do mundo exterior.

Ao nascer, o ser humano depara-se também com um conjunto de crenças que lhe
falam acerca de Deus, de uma vida além da morte e também de seus deveres para
com Deus e o próximo. Para muitos, as crenças religiosas constituem fontes
privilegiadas de conhecimento que se sobrepõem a qualquer outra.

Romances como os de Dostoiévski e poemas como os de Fernando Pessoa também


podem proporcionar importantes informações sobre os sentimentos e as motivações
das pessoas. Embora sabendo-se que essas obras sejam de ficção, não há como
deixar de atribuir-lhes importância enquanto capazes de proporcionar informações
acerca do mundo.
Outra forma de conhecimento é derivada da autoridade. Pais e
professores descrevem o mundo para as crianças. Governantes,
líderes partidários, jornalistas e escritores definem normas e
procedimentos que para eles são os mais adequados. E à medida que
segmentos da população lhes dão crédito, esses conhecimentos são
tidos como verdadeiros.

Também os filósofos proporcionam importantes elementos para a


compreensão do mundo. Em virtude de se fundamentarem em
procedimentos racional-especulativos, os ensinamentos dos filósofos
têm sido considerados como dos mais válidos para proporcionar o
adequado conhecimento do mundo.
“Só sei que nada sei!”
(Sócrates)

O verdadeiro
sábio é
aquele que
se coloca na
posição de
eterno
aprendiz!
Essas formas de conhecimento, entretanto, não satisfazem aos
espíritos mais críticos.
Alegam que a observação casual dos fatos conduz a graves
equívocos, visto serem os homens maus observadores dos
fenômenos mais simples.
As religiões são as mais variadas e fornecem informações
contraditórias.
A poesia é subjetiva, assim como o romance.
Pais, professores e políticos também não podem ser tidos como
guias de toda confiança, posto que o argumento da autoridade na
maioria das vezes acaba por deixar transparecer sua fragilidade.
O conhecimento filosófico, a despeito de seus inegáveis méritos,
não raro avança para o terreno das explicações metafísica e
absolutistas, que não possibilitam sua adequada verificação.
(GIL, 2008)
“Todo conhecimento constitui, ao mesmo tempo,
uma tradução e uma reconstrução, a partir de sinais,
signos, símbolos, sob a forma de representações,
ideias, teorias, discursos. A organização dos
conhecimentos é realizada em função de princípios e
regras que não cabe analisar aqui; comporta
operações de ligação (conjunção, inclusão,
implicação) e de separação (diferenciação,
oposição, seleção, exclusão).
O processo é circular, passando da separação à
ligação, da ligação à separação, e, além disso, da
análise à síntese, da síntese à análise. Ou seja: o
conhecimento comporta, ao mesmo tempo,
separação e ligação, análise e síntese”. (MORIN,
2003).
SENSO COMUM
A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do
senso comum. Só podemos ensinar e aprender partindo do senso comum de que o
aprendiz dispõe.
A aprendizagem consiste na manutenção e modificação de capacidades ou
habilidades já possuídas pelo aprendiz.

O que é senso comum?


Esta expressão não foi inventada pelas pessoas de senso comum. Creio que elas
nunca se preocuparam em se definir. Um negro, em sua pátria de origem, não se
definiria como pessoa “de cor”. Evidentemente. Esta expressão foi criada para os
negros pelos brancos. Da mesma forma a expressão “senso comum” foi criada por
pessoas que se julgam acima do senso comum, como uma forma de se
diferenciarem das pessoas que, segundo seu critério, são intelectualmente
inferiores.
(ALVES, 1981)
SENSO COMUM (M. CHAUÍ)
O Sol é menor do que a Terra. Quem duvidará disso se, diariamente, vemos um pequeno círculo
avermelhado percorrer o céu, indo de leste para oeste?
O Sol se move em torno da Terra, que permanece imóvel. Quem duvidará disso, se diariamente
vemos o Sol nascer, percorrer o céu e se pôr? A aurora não é o seu começo e o crepúsculo, seu
fim?
Cada gênero e espécie de animal já surgiram tais como os conhecemos. Alguém poderia imaginar
um peixe tornar-se réptil ou um pássaro? Para os que são religiosos, os livros sagrados não
ensinam que a divindade criou de uma só vez todos os animais, num só dia?
A família é uma realidade natural criada pela Natureza para garantir a sobrevivência humana e para
atender à afetividade natural dos humanos, que sentem a necessidade de viver juntos. Quem
duvidará disso, se vemos, no mundo inteiro, no passado e no presente, a família existindo
naturalmente e sendo a célula primeira da sociedade?
A raça é uma realidade natural ou biológica produzida pela diferença dos climas, da alimentação, da
geografia e da reprodução sexual. Quem duvidará disso, se vemos que os africanos são negros, os
asiáticos são amarelos de olhos puxados, os índios são vermelhos e os europeus, brancos?
Certezas como essas formam nossa vida e o senso comum de nossa sociedade, transmitido de
geração em geração, e, muitas vezes, transformando-se em crença religiosa, em doutrina
inquestionável.
A astronomia, porém, demonstra que o Sol é muitas vezes maior do que a Terra e, desde Copérnico,
que é a Terra que se move em torno dele. A física óptica demonstra que as cores são ondas
luminosas de comprimentos diferentes, obtidas pela refração e reflexão, ou decomposição, da luz
branca. A biologia demonstra que os gêneros e as espécies de animais se formaram lentamente, no
curso de milhões de anos, a partir de modificações de microorganismos extremamente simples.

Historiadores e antropólogos mostram que o que entendemos por família (pai, mãe, filhos; esposa,
marido, irmãos) é uma instituição social recentíssima – data do século XV – e própria da Europa
ocidental, não existindo na Antiguidade, nem nas sociedades africanas, asiáticas e americanas pré-
colombianas. Mostram também que não é um fato natural, mas uma criação sociocultural, exigida
por condições históricas determinadas.

Sociólogos e antropólogos mostram que a idéia de raça também é recente – data do século XVIII -,
sendo usada por pensadores que procuravam uma explicação para as diferenças físicas e culturais
entre os europeus e os povos conhecidos a partir do século XIV, com as viagens de Marco Pólo, e
do século XV, com as grandes navegações e as descobertas de continentes ultramarinos.
(CHAUÍ, 2000).
Correlação entre Conhecimento Popular e
Conhecimento Científico
O conhecimento vulgar ou popular, às vezes denominado senso comum, não se
distingue do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do
objeto conhecido: o que os diferencia é a forma, o modo ou o método e os
instrumentos do "conhecer". (LAKATOS & MARCONI, 2003).

A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.

Um mesmo objeto ou fenômeno - uma planta, um mineral, uma comunidade ou as


relações entre chefes e subordinados - pode ser matéria de observação tanto
para o cientista quanto para o homem comum; o que leva um ao conhecimento
científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação.
Características do Conhecimento Popular
superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se
pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se
por frases como "porque o vi", "porque o senti", "porque o disseram",
"porque todo mundo o diz";
sensitivo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções
da vida diária;
subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e
conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os
"por ouvi dizer";
assistemático, pois esta "organização" das experiências não visa a
uma sistematização das idéias, nem na fonna de adquiri-las nem na
tentativa de validá-las;
acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses
conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma
crítica.
Existe a expressão bom senso que traduz uma faceta
muito positiva do senso comum. Usa-se para designar a
capacidade de encontrar soluções adequadas em
momentos inesperados e sobretudo quando não dispomos
da necessária especialização ou informação. É a
habilidade de conviver criativamente com as situações da
vida, mesmo não sendo cientista.
Assim, o que se espera de um presidente da república não
é tanto conhecimento especializado de política (neste
caso deveria ser um doutor em política!), mas a necessária
sensibilidade para conduzir um fenômeno tão complexo
como é um país. Muitos cientistas sabem tratar de forma
especializada a realidade, mas não têm bom senso, porque
não sabem conviver criativamente com os problemas [...]
(DEMO, 1985).
Natureza da ciência

Etimologicamente, ciência significa conhecimento. Não há dúvida, porém,


quanto à inadequação desta definição, considerando-se o atual estágio de
desenvolvimento da ciência. Há conhecimentos que não pertencem à
ciência, como o conhecimento vulgar, o religioso e, em certa acepção, o
filosófico.

Pode-se definir ciência mediante a identificação de suas características


essenciais. Assim, a ciência pode ser caracterizada como uma forma de
conhecimento objetivo, racional, sistemático, geral, verificável e falível.
O conhecimento científico é objetivo porque descreve a realidade
independentemente dos caprichos do pesquisador.
E racional porque se vale sobretudo da razão, e não de sensação ou
impressões, para chegar a seus resultados.
É sistemático porque se preocupa em construir sistemas de ideias
organizadas racionalmente e em incluir os conhecimentos
parciais em totalidades cada vez mais amplas.
É geral porque seu interesse se dirige fundamentalmente à
elaboração de leis ou normas gerais, que explicam todos os
fenômenos de certo tipo.
E verificável porque sempre possibilita demonstrar a veracidade
das informações.
Finalmente, é falível porque, ao contrário de outros sistemas de
conhecimento elaborados pelo homem, reconhece sua própria
capacidade de errar.
(LAKATOS & MARCONI, 2003)
Conceito de Ciência

Segundo Trujillo Ferrari (1974) citado por Lakatos & Marconi (2003):
Entendemos por ciência uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de
proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos
fenômenos que se deseja estudar: "A ciência é todo um conjunto de atitudes e
atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado,
capaz de ser submetido à verificação" (1974:8).

A finalidade da ciência é tratar a realidade teórica e praticamente. Para atingirmos


tal finalidade, colocam-se vários caminhos. Disto trata a metodologia.
A ciência propõe-se a captar e manipular a realidade assim como ela é. A
metodologia desenvolve a preocupação em torno de como chegar a isto. (DEMO,
1985).
As ciências possuem:
a) Objetivo ou finalidade: Preocupação em distinguir a característica comum ou as leis
gerais que regem determinados eventos.

b) Função: Aperfeiçoamento, através do crescente acervo de conhecimentos, da relação


do homem com o seu mundo.

c) Objeto: Subdividido em:


 material, aquilo que se pretende estudar, analisar, interpretar ou verificar, de modo geral;
 formal, o enfoque especial, em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto
material.
Sobre as pretensões científicas....

Para Pedro Demo (1985) a racionalidade que a ciência gostaria de fundar é


também um conceito ideológico, porquanto não pode ser definida fora de
um contexto social dado. Se a definirmos como a escolha dos meios mais
aptos para atingirmos os fins, está claro que, ao não discutirmos os fins,
apenas deslocamos a questão. O homem perfeitamente racional seria um
robô, e já não saberíamos qual a pior neurose: se aquela que achamos
irracional ou esta da total racionalidade. Há outras culturas que valorizam
mais componentes míticos, estéticos, parapsicológicos etc. Nada haveria
de surpreendente, se daqui a alguns séculos nossos sucessores na
história venham a nos julgar irracionais, porque acreditávamos em coisas
tão frágeis e mal arrumadas como aquelas que chamamos agora de
ciência.
Nossa civilização e, por conseguinte, nosso ensino
privilegiaram a separação em detrimento da ligação, e a
análise em detrimento da síntese. Ligação e síntese
continuam subdesenvolvidas. E isso, porque a separação e a
acumulação sem ligar os conhecimentos são privilegiadas em
detrimento da organização que liga os conhecimentos.

Como nosso modo de conhecimento desune os objetos entre


si, precisamos conceber o que os une. (MORIN, 2003).

Geografia procurou responder a isso: SOCIEDADE X


NATUREZA
Como em tudo na vida, a ciência não é ensinada
totalmente, porque não é apenas técnica. É:
igualmente uma arte. E na arte vale a máxima: é
preciso aprender a técnica, para termos base
suficiente; mas não se pode sacrificar a
criatividade à técnica; vale precisamente o
contrário; o bom artista é aquele que superou os
condicionamentos da técnica e voa sozinho. Quem
segue excessivamente as técnicas, será por certo
medíocre, porquanto onde há demasiada ordem,
nada se cria. (DEMO, 1985).
A ATITUDE CIENTÍFICA
O que distingue a atitude científica da atitude costumeira ou do senso comum? Antes
de qualquer coisa, a ciência desconfia da veracidade de nossas certezas, de nossa
adesão imediata às coisas, da ausência de crítica e da falta de curiosidade. Por isso,
ali onde vemos coisas, fatos e acontecimentos, a atitude científica vê problemas e
obstáculos, aparências que precisam ser explicadas e, em certos casos, afastadas.

O fato científico resulta de um trabalho paciente e lento de investigação e de pesquisa


racional, aberto a mudanças, não sendo nem um mistério incompreensível nem uma
doutrina geral sobre o mundo.

Os fatos ou objetos científicos não são dados empíricos espontâneos de nossa


experiência cotidiana, mas são construídos pelo trabalho da investigação científica.
Esta é um conjunto de atividades intelectuais, experimentais e técnicas, realizadas
com base em métodos que permitem e garantem:
(CHAUÍ, 2000).
? separar os elementos subjetivos e objetivos de um fenômeno;
? construir o fenômeno como um objeto do conhecimento, controlável,
verificável, interpretável e capaz de ser retificado e corrigido por novas
elaborações;
? demonstrar e provar os resultados obtidos durante a investigação, graças ao
rigor das relações definidas entre os fatos estudados; a demonstração deve ser
feita não só para verificar a validade dos resultados obtidos, mas também para
prever racionalmente novos fatos como efeitos dos já estudados;
? relacionar com outros fatos um fato isolado, integrando-o numa explicação
racional unificada, pois somente essa integração transforma o fenômeno em
objeto científico, isto é, em fato explicado por uma teoria;
? formular uma teoria geral sobre o conjunto dos fenômenos observados e dos
fatos investigados, isto é, formular um conjunto sistemático de conceitos que
expliquem e interpretem as causas e os efeitos, as relações de dependência,
identidade e diferença entre todos os objetos que constituem o campo
investigado.
A ciência distingue-se do senso comum porque este é uma opinião baseada em
hábitos, preconceitos, tradições cristalizadas, enquanto a primeira baseia-se em
pesquisas, investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias
sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade. A ciência é
conhecimento que resulta de um trabalho racional. (CHAUÍ, 2000).

Mas....

Sendo a ciência também um fenômeno histórico, é propriamente um processo. O


conceito de processo traduz a característica de uma realidade sempre volúvel,
mutável, contraditória, nunca acabada, em vir-a-ser. Não há estação final onde este
trem poderia parar; não há porto seguro onde este navio ancoraria em definitivo; não
há ponto de chegada onde não tivéssemos que partir. Em ciência estamos sempre
começando de novo. (DEMO, 1985).
Classificação das ciências
Em virtude da multiplicidade de objetos considerados pela ciência, desenvolvem-se as ciências
particulares. Ao longo desse desenvolvimento, muitos autores vêm procurando definir um sistema
de classificação das inúmeras ciências. Nenhum desses sistemas se mostra absolutamente
satisfatório. Todavia, podem-se classificar as ciências, num primeiro momento, em duas grandes
categorias: formais e empíricas. (GIL, 2008).

Para Lakatos & Marconi (2003):

A complexidade do universo e a diversidade de fenômenos que nele se manifestam, aliadas à


necessidade do homem de estudá-los para poder entendei-os e explicá-los, levaram ao surgimento
de diversos ramos de estudo e ciências específicas. Estas necessitam de uma classificação, quer
de acordo com sua ordem de complexidade, quer de acordo com seu conteúdo: objeto ou temas,
diferença de enunciados e metodologia empregada.
GEOGRAFIA

(LAKATOS & MARCONI, 2003).


Dos vários critérios e da simplificação feita sobre várias classificações Chauí
aponta aquela, que segundo ela, se costuma usar até hoje:

 ciências matemáticas ou lógico-matemáticas (aritmética, geometria, álgebra,


trigonometria, lógica, física pura, astronomia pura, etc.);

 ciências naturais (física, química, biologia, geologia, astronomia, geografia


física, paleontologia, etc.);

 ciências humanas ou sociais (psicologia, sociologia, antropologia, geografia


humana, economia, linguística, psicanálise, arqueologia, história, etc.);

 ciências aplicadas (todas as ciências que conduzem à invenção de tecnologias


para intervir na Natureza, na vida humana e nas sociedades, como por exemplo,
direito, engenharia, medicina, arquitetura, informática, etc.).
QUESTÕES
1. Dê exemplos de conhecimentos derivados do popular, da religião, da autoridade e da
ciência.

2. Considere como o tema "vida“ é analisado diferentemente por filósofos, cientistas, poetas,
sacerdotes e pessoas comuns.

3. Identifique algumas "verdades" amplamente reconhecidas que se justificam apenas pelo


argumento da autoridade.

4. Autocrítica: identificar a fragilidade das opiniões próprias baseadas apenas no "eu acho“.

5. Relacione certo número de ciências e, a seguir, procure definir seus objetos.

6. Analise a expressão: "A ciência, ao contrário de outros sistemas elaborados pelo homem,
reconhece sua capacidade de errar."
PENSE....

Pense, por exemplo, nos que seu jornal veicula; ou, ainda melhor, assista um programa de
participação pública por telefone: com um pouco de sorte, você poderá encontrar esses diversos
tipos de saberes em um só programa (sobretudo se o assunto do dia for controvertido).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos
na graduação. São Paulo: Atlas, 2010.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000.
DEMO, P. Pesquisa: princípio cientifico e educativo. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.
LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São
Paulo: Atlas, 2003.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento 8ª ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2003.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22ª ed. São Paulo: Cortez, 2010.

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