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BOLETIM TÉCNICO

Partículas Magnéticas
Rev.3 – 05/11
Objetivo
Detecção de descontinuidades superfícies
ou sub superficiais em materiais
ferromagnéticos, tais como as ligas de ferro
e níquel.

Obs.: Não se aplica portanto a aços


inoxidáveis austeníticos (série 200 e 300).
Princípio
Quando uma corrente elétrica induz, em um material ferromagnético,
um campo magnético homogêneo, suas linhas de fluxo são
perturbadas quando cruzam por descontinuidades na superfície do
material ou logo abaixo dela.
São os “campos de fuga” que produzem pólos magnéticos de
intensidade variável, capazes de aglutinar partículas de materiais
ferromagnéticos.
Seqüência de Execução
- Limpeza da superfície (sujeira, óleo, graxa, carepa, escoria, fluxo).

- Magnetização (0 + perpendicular possível a descontinuidade


procurada).

Quanto ao campo: longitudinal


circular

Quanto a técnica: residual


contínua
Seqüência de Execução
- Aplicação das partículas
Via seca
Via úmida (partícula + água ou querosene)

- Interpretação e elaboração do relatório


Luz artificial para partículas coloridas (preta, cinza, vermelha)
Luz negra para partículas fluorescentes

- Desmagnetização

- Limpeza final
Técnicas de Execução
Definições

Magnetismo: propriedade de certos materiais em atrair partículas


ferromagnéticas.

Campo Magnético: região do espaço onde se faz sentir a atração magnética.

Permeabilidade Magnética: facilidade com que se estabelece um fluxo


magnético no material.

Retentividade: capacidade do material em reter certo valor de magnetismo


residual.
Técnicas de Execução
Partículas Magnéticas

São pós de materiais ferromagnéticos com granulação e formato controlados e


com adequado valor da permeabilidade magnética e de visibilidade
assegurada.

Via seca: mistura de pós de granulação variável, incluindo os corantes.

Via úmida: suspensão líquida (água ou querosene) de granulação fina cuja


concentração deve ser aferida periodicamente pelo “tubo decantador” de
100ml.

As partículas visíveis sob Luz Negra contém material fluorescentes.


Técnicas de Execução
Magnetização
Técnica Contínua ou Residual, Magnetização Longitudinal ou Circular
a) Método dos eletrodos de contato (PRODS)
Induz magnetização circular entre os pontos de contato do eletrodo
A magnetização pode ser feita por corrente alternada ou retificada

corrente elétrica

Detectabilidade das
descontinuidas, técnicas
dos eletrodos
Técnicas de Execução
b) Método do condutor central
Utilizado em produtos tubulares
Induz um campo circular na superfície do tubo
Detecta descontinuidades longitudinais ao eixo do tubo
A magnetização pode ser feita por corrente alternada ou retificada

Detectabilidade das
descontinuidas, técnica
do contato direto
Técnicas de Execução
c) Método de bobinas
Induz campo magnético longitudinal
Detecta descontinuidades perpendiculares ao eixo da peça
A magnetização pode ser feita por corrente alternada ou retificada

Detectabilidade das
descontinuidas, técnicas
da bobina
Técnicas de Execução
d) Método do Yoke eletromagnético
Induz um campo magnético longitudinal entre as pernas do equipamento
Costumam ter pernas móveis - reguláveis
Força magnetizante controlada pela capacidade de levantar um peso de 5,5kg
A eficácia da indução do campo magnético deve ser verificada por um Indicador
de Campo Magnético
A Magnetização deve ser feita por corrente alternada

Detectabilidade das
descontinuidas, técnicas
do Yoke
Desmagnetização

Executada quando exigível pelas operações subseqüentes


como usinagens, soldagens ou proximidade com
instrumentos sensíveis.
Deve ser confirmada pelos Indicadores de Campo
Magnético.
Requisitos da Normas N.1598E
Itens da Norma:

4.1 Necessário procedimento de execução aprovado

4.5.1 Direção do flluxo magnético: devem ser executados no


mínimo 2 verificações com campos magnéticos
perpendiculares (entre 50º e 130º).

4.7.1 O método residual somente é aceito para materiais de alta


retentividade (aços de alto carbono) desde que comprovada
sua eficiência; não se aplica para Yoke.
Requisitos da Normas N.1598E
4.7.3 e 4.7.4 Para ensaio com partículas visíveis a luz
branca a intensidade mínima de luz na superfície em
ensaio deve ser de 1000 lux; se o ensaio for feito por
partículas fluorescentes, a área do ensaio deve ter
iluminação com intensidade máxima de 20 lux.

4.8.2 A eficiência do ensaio deve ser verificada utilizando


os blocos padrões previsto na norma, sempre no início dos
serviços e a cada 8hs.
Requisitos da Normas N.1598E
5.1.1 O yoke deve ser capaz de levantar uma placa de aço
de 5,5kgf, no maior espaçamento entre as pernas.

5.1.3 O ypke, quando usado, deve ser de corrente


alternada.

5.2.2 Na técnica dos eletrodos os pontos de contato que


apresentarem abertura de arco devem ser removidos e
posteriormente ensaiados com líquido penetrante ou
outras técnicas de partículas magnéticas.
Vantagens
- Detecta descontinuidades sub superficiais

- Mais barato que o ensaio do L.P.

- Fornece resultados imediatos não requerendo tempo de


espera de revelação dos resultados
Limitações
- Áreas com característica magnética muito diferentes
dificulta bastante a inspeção.

- Aplica-se somente a materiais ferromagnéticos.

- A geometria da peça pode dificultar ou impossibilitar o


ensaio.

- Não permite o registro permanente dos resultados


Correntes de Magnetização
Corrente Alternada

O campo gerado é essencialmente superficial; uma das


vantagens dessa corrente é que mudando periodicamente
de polaridade, causa vibração das partículas magnéticas,
facilitando sua movimentação em direção à
descontinuidade; esse campo portanto, é o mais sensível
para a detecção de pequenas descontinuidades
superficiais.
Correntes de Magnetização
Corrente Retificada de Meia Onda Monofásica

O campo gerado é bastante sensível à descontinuidades


superficiais e sub superficiais; isso decorre dessa corrente
apresentar pulsos conferindo mobilidade às partículas
magnéticas, solicitando sua movimentação em direção às
descontinuidades
Correntes de Magnetização
Corrente Retificada de Meia Completa Monofásica

Esse campo é também capaz de detectar


descontinuidades superficiais ou sub superficiais porém
com sensibilidade ligeiramente menor que as anteriores.