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Assistência

Farmacêutica no SUS
Profa Thaisa Almeida
Introdução

 A Constituição Federal de 1988 é um marco


referencial para as profundas mudanças na área
da saúde no Brasil. Ficou estabelecida a criação
de um Sistema Único de Saúde, definindo-se
seus princípios e diretrizes baseados em um
conceito ampliado de saúde.
Introdução

 “A saúde é direitos de todos e dever do Estado,


garantida mediante políticas sociais e
econômicas, que visem a redução dos riscos de
doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação”
 (Brasil, 1988)
Introdução

 A lei orgânica da Saúde (Lei n 8.080, de 19


setembro de 1990 contempla os preceitos
constitucionais e estabelece que, entre seus
campos de atuação, está incluída a execução da
assistência terapêutica integral, inclusive
farmacêutica e entre as ações da política de
medicamentos.
Política Nacional de Medicamentos
(PNM)
 A PNM fortalece os princípios e diretrizes
constitucionais do SUS, tendo como finalidade
principal garantir a necessária segurança, eficácia
e qualidade dos medicamentos, a promoção do
uso racional e o acesso da população àqueles
considerados essenciais.

 Entre as diretrizes estabelecidas por essa


política está a reorientação da assistência
farmacêutica.
Assistência Farmacêutica
 Assistência Farmacêutica é um grupo de atividades
relacionadas com o medicamentos, destinadas a
apoiar as ações de saúde demandadas por uma
comunidade. Envolve o abastecimento de
medicamentos em todas e eme cada uma de suas
etapas constitutivas, a conservação e controle de
qualidade, a segurança e eficácia terapêutica dos
medicamentos, o acompanhamento e a avaliação da
utilização, a obtenção e a difusão de informação sobre
medicamentos e a educação permanente dos
profissionais de saúde, do paciente e da comunidade
para assegurar o uso racional de medicamentos.
Reorientação da Assistência
Farmacêutica

 A estruturação da Assistência Farmacêutica (AF) é


um dos grandes desafios que se apresentam aos
gestores e profissionais do SUS, uma vez que sua
reorientação propõe uma mudança no modelo de
organização e na forma de gerenciamento, tendo
por base uma nova lógica de atuação.

 Não se deve limitar apenas a aquisição e


distribuição de medicamentos, exigindo para sua
implementação a elaboração de planos, programas
e atividades específicas, para cada esfera do
governo.
Reorientação da Assistência
Farmacêutica

 O processo de descentralização exige que os


gestores aperfeiçoem e busquem novas
estratégias com propostas estruturantes que
garantam a eficiência de suas ações,
consolidando os vínculos entre os serviços e a
população, promovendo o acesso, o uso
racional e a integralidade das ações.
Objetivos da Reorientação da
Assistência Farmacêutica

 Descentralização da gestão
 Promoção do uso racional de medicamentos
 Otimização e eficácia das atividades envolvidas
na AF
 Desenvolvimento de iniciativas que possibilitem
a redução de preços de produtos, viabilizando o
acesso da população.
Funções da Secretaria Municipal de
Saúde segundo a PNM
 Coordenar e executar a Assistência Farmacêutica-AF no
seu âmbito.

 Associar-se a outros municípios, por intermédio da


organização de consórcios, tendo em vista a execução
da assistência Farmacêutica.

 Promover o uso racional de medicamentos junto à


população, aos prescritores e dispensadores.

 Implementar ações de vigilância sanitária sob sua


responsabilidade.
Funções da Secretaria Municipal de
Saúde segundo a PNM

 Assegurar a dispensação adequada dos medicamentos.

 Definir a REMUME (Relação Municipal de


Medicamentos Essenciais) com base na RENAME
(Relação Nacional de Medicamentos Essenciais).

 Assegurar o suprimento dos medicamentos destinados


à atenção básica à saúde de sua população, integrando
sua programação à do Estado.
Funções da Secretaria Municipal de
Saúde segundo a PNM

 Adquirir, além dos produtos destinados à atenção


básica, outros medicamentos essenciais que estejam
definidos no plano municipal de saúde.

 Investir em infraestrutura das centrais farmacêuticas e


das farmácias.

 Receber, armazenar e distribuir adequadamente os


medicamentos sob sua guarda.
Atividades Relacionadas à
Assistência Farmacêutica
 Seleção
 Programação
 Aquisição
 Armazenamento
 Distribuição
 Prescrição
 Dispensação e Promoção do Uso Racional
de Medicamentos
 Atenção Farmacêutica
 Farmacovigilância
Seleção

 Estruturar a Comissão de Farmácia e Terapêutica.

 Elaborar a REMUME, com revisão periódica e com


aprovação do Conselho Municipal de Saúde.

 Divulgar aos profissionais de saúde a Relação de


Medicamentos pactuados para Atenção Básica.

 Adotar protocolos clínicos para a Atenção Básica.


Programação

 Dimensionar, a partir do elenco de medicamentos


padronizados, a programação para aquisição,
considerando consumo histórico x capacidade instalada
x dados epidemiológicos.

 Ajustar a programação à necessidade epidemiológica do


Município.
Aquisição

 Acompanhar/monitorar a execução orçamentária e


financeira dos recursos da AF básica.

 Elaborar catálogo de especificação dos medicamentos


pactuados/insumos.

 Participar da elaboração de editais estabelecendo


requisitos que assegurem a qualidade dos
medicamentos/insumos.

 Emitir parecer técnico para subsidiar a comissão de


licitação
Aquisição

 Identificar e acompanhar processos licitatórios em


curso.

 Monitorar o cumprimento do termo de adesão.

 Criar dotação orçamentária para garantir recursos


visando à aquisição de elenco complementar de
medicamentos/insumos.

 Qualificar fornecedores por meio de indicadores


relacionados a entrega, aos prazos e à qualidade.
Armazenamento e Controle de
Estoque
 Dispor de local para armazenamento apropriado, Central de
Abastecimento Farmacêutico (CAF) e Unidade de
Dispensação (UD).

 Obedecer às Boas Práticas de Armazenamento e Estocagem


por meio de Procedimentos Operacionais Padrão (POPS).

 Implantar sistema informatizado de controle de estoque.

 Monitorar a validade dos medicamentos.


Distribuição

 Viabilizar boas condições para o transporte e a


distribuição de medicamentos.

 Propiciar aos profissionais de saúde o conhecimento da


relação atualizada de medicamentos disponíveis na CAF.
Prescrição

 Promover junto aos prescritores, ações de


educação para o Uso Racional de Medicamentos
(URM).

 Promover a adesão dos prescritores à Relação


Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME).

 Elaborar e divulgar normas de prescrição no


âmbito do SUS.
Dispensação e Uso Racional de
Medicamentos
 Elaborar instrumento normativo para regulamentar a
dispensação de medicamentos.

 Dispensar medicamentos segundo os preceitos de boas


práticas.

 Promover o uso racional de medicamentos, fitoterápicos e


plantas medicinais.

 Realizar ações de promoção da saúde.

 Dispensar exclusivamente, mediante receita de profissional


habilitado.
Atenção Farmacêutica

 Prestar orientação individual e coletiva.

 Planejar e implantar ações de Atenção


Farmacêutica dos pacientes portadores de
patologias específicas.
Farmacovigilância

 Articular com a ANVISA a capacitação dos


profissionais para a notificação de eventos
adversos a medicamentos.

 Implantar o Programa Farmácias Notificadoras


nos municípios, integrando-os ao sistema
estadual e nacional de Farmacovigilância.