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Depressão

ANA PAULA JORENTE


RAFAEL MORAIS PICCININ
Epidemiologia

 Problema de saúde pública.

 Está entre as três maiores causas de incapacidade.

 De acordo com dados da OMS, em 2020 - 2030, a depressão será


a doença mais comum do mundo. Atualmente ela afeta mais de
121 milhões de pessoas.

 Prevalência varia entre 16.5 a 18%, sendo que somente um terço


dos deprimidos procuram tratamento.
Etiologia
 Desconhecida
 Biológicos
 Aminas ou neurotransmissores: NA, 5HT, D, GABA, melatonina, regulagem
neuroendócrina
 Genéticos
 Predisposição.
 História familiar.
 Psicossociais
 Primeiro episódio
 Perdas precoces
Episódio depressivo

 Sintomas típicos
 Tristeza frequente a maior parte do tempo
 Anedonia
 Perda da capacidade de sentir prazer

 Adinamia ou fadigabilidade
 Presente por pelo menos 2 semanas
Episódio depressivo

 Outros sintomas comuns


 Prejuízo na concentração e atenção
 Autoestima e autoconfiança prejudicados
 Idéias de culpa e inutilidade
 Visões desoladas e pessimistas do futuro
 Idéias, atos ou comportamento suicida
 Perturbação do sono
 Ruminações
 Apetite diminuído
 Psicomotricidade alterada
 Queixas somáticas como dores
SINTOMAS DA DEPRESSÃO
Gravidade

• Leve
• Moderada
• Grave
• Grave com sintomas psicóticos
Evolução

• Episódio único
• Recorrente (intervalo de pelo
menos 2 meses).
• 1º episódio: 50% recorrência; 2º
:70%; 3º 90% de chance de
recorrência.

Quadro clínico

 ALTERAÇÕES IDEATIVAS
 Ideação negativa, pessimismo em relação a tudo, idéias de arrependimento e
culpa, ruminações, visão negativa do mundo, idéias de morte, desejo de
desaparecer, dormir para sempre..., Ideação, planos ou atos suicidas.
Quadro clínico

 ALTERAÇÕES COGNITIVAS
Déficit de atenção e concentração, déficit secundário de
memória, dificuldade na tomada de decisões, “pseudodemência
depressiva”.
Quadro clínico

 ALTERAÇÕES DA AUTOVALORAÇÃO
Sentimento de baixa auto-estima, de
insuficiência, de incapacidade, de vergonha e
autodepreciação
Quadro clínico

 ALTERAÇÕES DA VOLIÇÃO E DA PSICOMOTRICIDADE


Tendência a permanecer na cama por todo o dia (quarto escuro,
recusa visitas...), aumento da latência de respostas, lentificação
psicomotora até o estupor, estupor hiper ou hipotônico, diminuição
da fala, redução da voz, fala lentificada, mutismo, negativismo
(recusa à alimentação, à interação pessoal)
Subtipos

 EPISÓDIO DEPRESSIVO E TRANSTORNO DEPRESSIVO RECORRENTE


 Episódio depressivo
 evidentes sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas
e não mais que dois anos de forma ininterrupta. Duram em média de 3 a
12 meses. Classificam-se em leves, moderados ou graves.
 Transtorno depressivo recorrente
 Quando apresenta ao longo da vida vários episódios depressivos, não
intercalados por mania.
Subtipos

 DISTIMIA
 É uma depressão crônica, de leve intensidade e duradoura.
 Começa no início da idade adulta, tem duração de vários anos
(sintomas devem estar presentes de forma ininterrupta por pelo menos
dois anos).
 É o característico mau humor crônico.
Subtipos

 DEPRESSÃO ATÍPICA
 Subtipo de depressão que pode ocorrer na depressão uni ou bipolar.
 Além dos sintomas depressivos típicos pode haver: aumento do apetite e
ganho de peso, hipersonia, sensação de corpo pesado (paralisia
plúmbea ou inerte), sensibilidade exacerbada a indicativos de rejeição,
reatividade do humor aumentada, fobias e aspectos histriônicos
associados.
Subtipos

 DEPRESSÃO PSICÓTICA
 Depressão grave, em que ocorrem associados aos sintomas depressivos,
sintomas psicóticos como delírios, ruminação de culpa, delírio
hipocondríaco ou negação de órgãos, alucinações com conteúdos
depressivos.
 Podem ser congruentes ou incongruentes com o humor.
Subtipos

 ESTUPOR DEPRESSIVO
 Estado depressivo grave, no qual o paciente permanece dias na cama
ou cadeira, com rigidez, negativismo, mutismo, recusa alimentação,
pode haver perda do controle de esfíncteres.
 Pode desidratar e vir a falecer por complicações clínicas ( pneumonia,
distúrbios hidroeletrolíticos, insuficiência renal...)
Subtipos

 DEPRESSÃO AGITADA OU ANSIOSA


 Associada a ansiedade e inquietação psicomotora.
 Queixas de angústia intensa associada a sintomas depressivos, não pára,
insone, irritado, anda de um lado para outro, desespero.
 Associado a maior risco de suicídio.
Subtipos
 DEPRESSÃO PÓS-PARTO
 Blues puerperal: 30-85%. inicia-se na 1ª semana. labilidade emocional,
choro fácil, insônia, ansiedade.
 Depressão puerperal: 10-15%. início a partir da 4ª semana. Humor
deprimido, ansiedade, insônia, sint de TOC.
 Psicose puerperal: 0.1-0.2%. Até 3 semanas. agitação, irritabilidade,
humor deprimido ou disfórico, delírios, alucinações, despersonalização,
desorganização.
SUICÍDIO

 Deve ser questionado de forma ativa pelo avaliador.

 Fatores de risco
 sexo masculino
 maior de 45 anos
 separado ou divorciado
 desempregado, aposentado
 ser ateu
 pobre contato social.
 Comorbidade com alcoolismo, drogas e personalidade
impulsiva.
Idéias equivocadas sobre
suicídio.
 “Se eu perguntar posso induzir.”
 “Ele está ameaçando só pra manipular.”
 “Quem quer se matar se mata mesmo.”
 “O suicídio é um ato de covardia ou coragem.”
 “No lugar dele eu também me mataria.”
 “Veja se da próxima vez você se mata mesmo.”
 “Quem se mata é bem diferente de quem apenas tenta.”
TRATAMENTO E
PREVENÇÃO
 Contato social
 Atividade Fisica
 Segundo Cooper (1982), o exercício físico, em
particular o chamado aeróbio, realizado com
intensidade moderada e longa duração (a partir de
30 minutos) propicia alívio do estresse ou tensão,
devido a um aumento da taxa de um conjunto de
hormônios denominados endorfinas que agem
sobre o sistema nervoso, reduzindo o impacto
estressor do ambiente e com isso pode prevenir ou
reduzir transtornos depressivos, o que é
comprovado por vários estudos.
 Grupos
TRATAMENTO E
PREVENÇÃO
 Tratamento medicamentoso
 Beneficios
 Riscos no Interrompimento do tratamento
 Riscos da auto-medicação

 Psicoterapia

 Centros de convivência

 Resgatar atividades que dão prazer


Considerações finais

 A depressão constitui condição mental nem


sempre diagnosticada, o que favorece a
cronificação desta enfermidade, agravando o
sofrimento psíquico do paciente. Além disso,
devido à íntima relação entre depressão e
doenças clínicas gerais, a não identificação e o
não tratamento da depressão contribuem para o
agravamento de eventuais doenças orgânicas
que acometem o paciente, aumentando a
morbidade e o risco de morte.