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Reajuste Tarifário

Anual –
ENERGISA/PB

Outubro 2008
João Pessoa - PB
Missão da ANEEL

Proporcionar condições favoráveis para que


o desenvolvimento do mercado de energia
elétrica ocorra com equilíbrio entre os
agentes e em benefício da sociedade.

 cobrir os custos
 receber o serviço com
operacionais eficientes;
qualidade;
 obter adequado retorno
 pagar por esse serviço
sobre o capital investido
uma tarifa justa.
prudentemente.
Consumidor Distribuidor
Quem Fiscaliza a ANEEL

 Controladoria Geral da União (CGU)


 Tribunal de Contas da União (TCU)

 Comissões temáticas do Congresso


Nacional.

 Ministério Público

 Poder Judiciário
O que está embutido no custo da Energia

GERAÇÃO

CONSUMIDORES

DISTRIBUIÇÃO
TRANSMISSÃO
Encargos Setoriais

Promove a RGR Indeniza ativos


CDE vinculados à concessão
universalização do
Conta de Reserva Global de e fomenta a expansão
serviço e subsidia os
Desenvolvimento Reversão do setor
consumidores baixa
Energético renda
TFSEE
CCC Promove recursos para
Subsidia a geração Taxa de Fiscalização o funcionamento da
Conta de Consumo térmica na região dos Serviços de ANEEL
de Combustível norte do país Energia Elétrica

PROINFA
Subsidia as fontes ONS Promove recursos para
Programa de alternativas de o funcionamento do
Operador Nacional
Incentivo às Fontes energia ONS
do Sistema
Alternativas de E.E.

Cobertura de custos P&D Promove pesquisas


ESS
associados a relacionadas à
Encargo de Serviços confiabilidade e Pesquisa e eletricidade e ao uso
do Sistema segurança do sistema Desenvolvimento e sustentável dos
Eficiência Energética recursos naturais
Tributos

Federais
Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (Confins)

Estaduais

Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Municipais

Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP)


Tarifa de Energia
Contrato de Concessão

Contrato de Concessão no 019/2001-ANEEL


• por ocasião da privatização, e a conseqüente assinatura do Contrato
de Concessão (21/03/2001), não foi aferida a condição de equilíbrio
econômico-financeiro
• tal aferição viria a ser feita somente
Revisão quando da 1ª Revisão Tarifária
Periódica (RTP), em 2005 Tarifária

Principais características do Contrato de


Concessão (padrão):
• define o nível tarifário a ser praticado
• estabelece o padrão de qualidade dos serviços prestados
• fixa as obrigações e os direitos da concessionária
• pauta a atuação regulatória e fiscalizatória da ANEEL, em conjunto
com as Leis nº 8.987/95 e nº 9.074/95
Como se Atualiza o Valor da Tarifa

CONTRATOS DE CONCESSÃO
 Realizada em média a cada
4 anos para redefinir o
Revisão
 Realizado equilíbrio econômico-
Tarifária financeiro da concessão.
anualmente para
preservar o equilíbrio Revisão
Reajuste
econômico-financeiro
da concessão. Tarifário Extraordinária • É aplicada quando algo
extraordinário desequilibra o
contrato de concessão.

EXEMPLO
1° Revisão
Celebração do Reajuste Tarifária Reajuste 2° Revisão
contrato de tarifário anual IRT (18,57) tarifário anual Tarifária
concessão 14,26

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009


Reajuste Tarifário Anual

Restabelece o poder de compra da receita da


concessionária, conforme fórmula do contrato de
concessão:

Componentes Financeiros Externos


Reajuste Tarifário Anual

Compra de Energia CUSTOS


+ NÃO-GERENCIÁVEIS
Transmissão
+ REPASSE DIRETO
Encargos setoriais

RECEITA

CUSTOS
GERENCIÁVEIS
Custos Operacionais
+
Pessoal IGP-M - X
+
Depreciação
+
Remuneração do
Investimento
Reajuste Tarifário Anual

Componentes Financeiros Externos (IRT Financeiro)


 Visam compensar variações não previstas nos custos da
empresa nos períodos entre reajustes e revisões;
 Permanecem na base tarifária por apenas 12 meses

– Subsídio aos geradores que usam fontes


incentivadas;
– Subsídio aos consumidores que usam energia de
fonte incentivadas;
–Subsídio ao irrigante e aquicultor;
–Programa Luz para Todos.
Efeito para o consumidor

...O que ocorreu


no REAJUSTE da
ENERGISA em
2008?
Abertura da conta de energia
elétrica da ENERGISA - PB

Do total da fatura de energia apenas


37,7 % são destinados à cobertura dos
custos e à remuneração da atividade
de distribuição.
Reajuste Tarifário Anual

Receita Anual – RA
Mercado de referência: 12 meses (MWh)
AGO/07 JUL/08

RA1 (Data do Processamento)


RA0 (Referencia Anterior)
Parcela
A1
VPA1 = 380
Parcela
RA0= 700 VPB1 = 405
A0
VPA0 = 350 RA1 = 785
Parcela
VPB0 = RA0 - VPA0 Parcela B1
VPB0 = 350 IGPM = 15,12%
B0
IRTE = 12,17%
Reajuste Tarifário Anual

Receita Anual – RA
Mercado de referência: 12 meses (MWh)
AGO/07 JUL/08

ITEM ECONÔMICO AGO/07 – JUL/08

ENCARGOS SETORIAIS 20,39 %


ENERGIA COMPRADA 4,94 % 4,04 %
TRANSPORTE DE ENERGIA 13,55 %
Valor da Parcela A 8,06 % IRTE = 12,17%
Valor da Parcela B 16,29 % 8,13 %

Item Financeiro IRTF = 2,28%

REAJUSTE FINAL
IRT = 14,45%
Principais fatores que influenciaram no índice de
REAJUSTE da ENERGISA PB

 Variação anual do IGP-M. No


1o período de referência (agosto de 2007 a
julho de 2008) teve alta de 15,12%;
 Corresponde a quase quatro vezes o
percentual verificado em idêntico período
do ano anterior (agosto de 2006 a julho
de 2007) que foi de 4%.
 Conforme cláusula do Contrato de
Concessão o IGPM é usado para corrigir
5,4% a parcela B.
Principais fatores que influenciaram no índice de
REAJUSTE da ENERGISA PB

 Agregação de parte do aumento


2o havido na revisão tarifária contratual
ocorrida em 2005.

 Uma parcela do percentual de aumento,


referente a revisão de 2005, que ainda
não havia sido concedida, somente foi
agregada às tarifas no momento do
reajuste tarifário da ENERGISA em agosto
passado.
2,7%
Principais fatores que influenciaram no índice de
REAJUSTE da ENERGISA PB

 Componentes financeiros externos


3o ao reajuste contratual.

Valores financeiros resultantes de


variações que não foram consideradas no
reajuste/revisão.
Muitas vezes essas variações são
decorrentes de incentivos estabelecidos
em Lei.
2,28% Ex: descontos de energia elétrica nas
atividades de irrigação e na aqüicultura
Lei 10.762/03 & Resolução ANEEL 207/06.
Principais fatores que influenciaram no índice de
REAJUSTE da ENERGISA PB

 Aumento nos Encargos Setoriais.


Esses encargos são contribuições definidas
4o em Leis aprovadas pelo Congresso
Nacional.
 Em Agosto de 2007 esses encargos
representavam R$ 45.108.850,88.
 Em Julho de 2008 passaram para R$
54.306.301,49. Aumento de 20,39%

 Observa-se que cada encargo


determinado por Lei é justificável, se
1,31% avaliado individualmente. Todavia,
quando considerados em conjunto,
impactam a capacidade de pagamento do
consumidor.
Revisão Tarifária Periódica (RTP)
 As tarifas deverão ser alteradas para mais ou para menos, considerando:
- alterações na estrutura de custos e de mercado da distribuidora;
- níveis de tarifas observados em empresas similares, nacionais ou não;
- estímulos à eficiência; e
- modicidade tarifária.
 Serão estabelecidos os valores do Fator X (ganhos de produtividade), que serão subtraídos ou
acrescidos do IGP-M nos reajustes anuais subseqüentes.
Revisão Tarifária Periódica (RTP)

REPOSICIONAMENTO TARIFÁRIO:
Redução
RECEITA VERIFICADA MAIOR Aumento
CUSTOS OPERACIONAIS
OBTIDA PELA APLICAÇÃO DAS
EFICIENTES
TARIFAS VIGENTES

REMUNERAÇÃO ADEQUADA
SOBRE OS INVESTIMENTOS
PRUDENTES
A 2ª Revisão Tarifária da ENERGISA
Cronograma de atividades

Atividade até
1. • Ofício à ENERGISA solicitando informações 15/12/2008
2. • Apresentação, pela ENERGISA , das informações solicitas 13/02/2009
3. • Reunião com CONSELHO DE CONSUMIDORES, na ANEEL, para 30/03/2009
apresentar proposta de RTP e esclarecer dúvidas
4. • Manifestação da ENERGISA sobre os aprimoramentos na 18/05/2009
proposta de RTP a ser colocada em AP
5. • Apresentação na internet, pela ANEEL, na forma de consulta 19/06/2009
pública, da proposta de RTP e respectiva análise (30 dias)
6. • AP presencial na cidade de João Pessoa/PB 15/07/2009
7. • Reunião de Diretoria, do resultado da RTP, mediante a fixação
do reposicionamento tarifário, do valor do Fator X, da estrutura 25/08/2009
tarifária e dos valores das tarifas
Quadro Comparativo RESIDENCIAL
PB x MA x AL x PI
Quadro Comparativo INDUSTRIAL
PB x AL x PE x PI x MA
R$ 300,00
R$ 280,49

R$ 250,00
R$ 228,89
R$ 220,97
R$ 204,95 R$ 208,80

R$ 200,00

R$ 156,40
R$/MWh

R$ 150,00

R$ 100,00

R$ 50,00

R$ 0,00
ENERGISA PARAÍBA ENERGISA CEAL CELPE CEPISA CEMAR
BORBOREMA
Concessionária
Consumidor Livre - Definição

Lei no 9.074, de julho de 1995.

Consumidores Livres Potência Tensão

Conectados antes de 08/07/1995 > 3 MW > 69 kV

> 3 MW Qualquer classe


Conectados após de 08/07/1995 de tensão

Após 8 anos da publicação desta lei, o poder concedente poderá diminuir


os limites de carga e de tensão.

Decreto no 5.163, de julho de 2004.

Consumidores Livres Potência Tensão

> 3 MW Qualquer classe de


Conectados a qualquer tempo tensão
Consumidor Livre - Definição

O que é necessário?

 Contrato de Compra de Energia. – CCE -


Energia Livremente negociado
• Estabelecer Prazos e volumes

 Contrato de conexão à rede elétrica com o


Conexão detentor do ativo, no ponto de conexão:
CCD – Caso for na Distribuição; ou
CCT – Caso for na Transmissão.

 Conectado à Rede Básica – CUST – Contrato com


Transporte o ONS; ou
de Energia
 Conectado à Rede de Distribuição – CUSD -
Contrato com a Distribuidora.