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PRIMARIA SECUNDÁRIA

TERCIÁRIA CONGÊNITA
CONCEITO

A sífilis é uma doença infecciosa,


sistêmica, de evolução crônica,
sujeita a surtos de agudização e
períodos de latência.
-Sífilis adquirida recente (com menos de um ano de evolução):
* Primária
* Secundária e
* Latente recente;

- Sífilis adquirida tardia (com mais de um ano de evolução):


* Latente tardia e
* Terciária

- Sífilis congênita recente (diagnosticados até o 2º ano de vida);


- Sífilis congênita tardia (diagnosticados após o 2º ano de vida).
No Brasil, em 2003, estimaram-se 843 300
casos de sífilis. Sendo doença de notificação compulsória,
os estudos epidemiológicos são realizados em serviços que
atendem DST ou grupos selecionados, como gestantes,
soldados, prisioneiros, etc. . Os casos registrados de sífilis
congênita entre 1998 e 2004 totalizaram 24.448
Os dados da prevalência nos trópicos mostram
que a sífilis, conforme a região, é a segunda ou
terceira causa de úlcera genital.
O Treponema pallidum é um espiroqueta de
transmissão essencialmente sexual ou
materno-fetal, podendo produzir,
respectivamente, a forma adquirida ou
congênita da doença.
TREPONEMA PALLIDUM
TREPONEMA
RESPOSTA DA
DEFESA LOCAL PENETRAÇÃO

Lesão ulcerativa (cranco)


SISTEMA
LINFÁTICO

TREPONEMA
DISSEMINAÇÃO
PALLIDUM SISTÊMICA

A imunidade celular é mais


tardia permitindo a
multiplicação do Treponema Produção de
complexos imunes
circulantes
CLASSIFICAÇÃO

Lesão ulcerada de bordos


SÍFILIS elevados com base endurecida,
ADQUIRIDA pouca secreção e indolor.
RECENTE Aparece entre o 10 e 90 (média
de 21) dias após contato sexual
infectante. É acompanhado de
MENOS DE
adenopatia não supurativa
1 ANO DE
DURAÇÃO

PRIMÁRIA

Cancro Duro
SÍFILIS
PRIMÁRIA

Desaparece espontaneamente em 4 a 5
semanas sem deixar cicatrizes
CLASSIFICAÇÃO SÍFILIS ADQUIRIDA
RECENTE
MENOS DE 1 ANO DE
DURAÇÃO
Lesões cutâneo-mucosas ricas no
agente e portanto altamente
contagiosas, generalizada e indolor.
SECUNDÁRIA
Ocasionalmente há artralgia, febre,
LATENTE RECENTE adinamia.

Lesões plantares lesões palmares


Roséola sifilítica
Sífilis secundária

Lesões plantares Lesões palmares Roséola em boca

Roséola sifílides Lesão labial Alopécia


CLASSIFICAÇÃO
SÍFILIS ADQUIRIDA
TARDIA
MAIS DE 1 ANO
DE DURAÇÃO É a forma da sífilis
adquirida na qual não se
observam sinais e
LATENTE TARDIA sintomas clínicos e,
portanto, tem o seu
diagnóstico feito por meio
de testes sorológicos. Sua
duração é variável, e seu
curso poderá ser
interrompido com sinais e
sintomas da forma
secundária ou terciária.
CLASSIFICAÇÃO Ocorrem após 3 a 12 anos de
infecção, principalmente por lesões
SÍFILIS cutâneo-mucosas (tubérculos ou
ADQUIRIDA gomas), neurológicas ("tabes
TARDIA dorsalis", demência),
cardiovasculares (aneurisma aórtico)
MAIS DE 1 ANO e articulares (artropatia de Charcot).
DE DURAÇÃO

TERCIÁRIA

Lesão Cutânea Goma sifilítica Lesão necrosada


Sífilis - Aspectos clínico-evolutivos
FÍGADO OSSOS

Sífilis - Aspectos
CÉREBRO Sífilis clínico-evolutivos
terciária (Visceral CORAÇÃO
)

O Treponema se espalha
produzindo lesões em vários
órgãos
SÍFILIS CONGÊNITA
RECENTE
diagnosticados
até o 2º ano de
vida

diagnosticados
TARDIA após o 2º ano de
vida.

A sífilis congênita é o resultado da disseminação


hematogênica T. pallidum da gestante infectada
não tratada ou inadequadamente tratada para o concepto
por via transplacentária (transmissão vertical).
Sorologia não treponêmica
VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) ou
RPR (Rapid Plasm Reagin)

VDRL é a prova recomendada para o exame do líquor. Tem baixa


sensibilidade (30-47% falso-negativo) e alta especificidade.

Sorologia Treponêmica
Por meio de imunofluorescência com o FTA-Abs (Fluorescent
Treponema Antigen Absorvent) e o MHATP
(Microhemaglutinação
Testes Treponêmicos:
Para confirmar a reatividade de testes não treponêmicos na
sífilis tardia. Positivam-se um pouco mais cedo.
Em 85% das pessoas tratadas com sucesso, ficam
reativos por anos ou até mesmo por toda a vida.
FTA-ABS- Rápida execução e baixo custo, mas
necessita de um microscópio fluorescente. Doenças
auto-imunes e outras treponematoses podem
apresentar resultados falso- positivos.
O TPHA e o MHA-TP -Hemoaglutinação passiva de
eritrócitos sensibilizados de ovelhas. Na sífilis não
tratada tem sensibilidade igual ao FTA-ABS.
Testes Treponêmicos:

EIA (Imunoensaio enzimático treponêmico). O EIA é um


teste alternativo que combina o VDRL com TPHA.
O processo laboratórial é automatizado e
apresenta leitura objetiva dos resultados.
Western-blot -identifica anticorpos contra
imunodeterminantes IgM e IgG). São mais
utilizados em projetos de pesquisa.

PCR-Extremamente útil no diagnóstico da sífilis


congênita e neurossífilis.
* Sífilis primária:

Danovanose

Cancro mole
Herpes genital
Linfogranuloma venério
* Sífilis secundária

Doenças exantemáticas
não vesiculosas

Farmacodermias

Hanseníase virchowiana
* Déficit de conhecimento sobre a doença e o risco de
disseminação da infecção e reinfecção;

* Ansiedade relacionada com a estigmatização prevista e com o


prognóstico e complicações;

* Recusa em seguir o tratamento relacionado à dor e /ou


constrangimento.

* Integridade da pele prejudicada secundária ás lesões


decorrentes da infecção sistêmica
* Orientação sobre o curso da doença e o que é a sifilis;

* Articulações intra e intersetoriais para ampliação e continuidade das


ações;
*Identificação dos contatos mais triagem e notificação;

*Completar o curso da penicilina como terapia para sifilis: abster -se do


contato sexual com parceiro anteriores até que eles tenham sido
tratados;

*Orientação sobre o uso do preservativos pois reduzem o risco de


transmissão da sífilis e outras DSTs;

* Reduzir a ansiedade pois o paciente é incentivado a discutir medos


quanto ao diagnostico, tratamento e prognostico.
PENICILINA INTERVALO ENTRE CONTROLE DE CURA
ESTADIAMENTO
Benzatina AS SÉRIES (SOROLOGIA)
• SÍFILIS PRIMÁRIA • 1 SÉRIE DOSE • DOSE ÚNICA
• VDRL
TOTAL:
• MENSAL
• 2.400.000 UI

Sífilis secundária 2 séries dose total: 1 semana VDRL


ou Latente com 4.800.00 UI SEMANAL
menos de 1 ano de
duração

Sífilis terciária ou 3 séries Dose total: 1 semana VDRL MENSAL


com mais de 1 ano 7.200.000 UI
de evolução ou com
duração ignorada
Avelleira JCR, Bottino G. Sífilis: Diagnóstico, tratamento e
controle. An Bras Dermatol.
2006;81(2):111-26.

http://www.aids.gov.br/assistencia/mandst99/man_sifilis.htm

PROTOCOLO PARA PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃO


VERTICAL DE HIV E SÍFILIS
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM
SAÚDE- 2007
Aline Duarte Pereira Lopes RA.22.694
Edneide Miranda Siqueira RA.23.469
Marli Rodrigues de Matos RA.22.851
Patricia Lhoste Katzinski RA.22.876
Wagner Totonio de Oliveira RA: 22795