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Civilização romana

(Economia, Política e
Sociedade)
LOCALIZAÇÃO: PENÍNSULA ITÁLICA
SÉCULO: VIII A.C.
PERÍODOS DA HISTÓRIA ROMANA:

• Monarquia (domínio Etrusco)


• República (Senado)
• Império (Césares)
VERSÕES SOBRE A ORIGEM DE ROMA:

Imagem: Rômulo e Remo / Autor: CellarDoor85 / Creative Commons


Attribution-Share Alike 3.0 Unported.

 Após a destruição de Troia, o troiano Enéas liderou um grupo de Refugiados que se estabeleceram na
Península Itálica. (Poema: A Eneida. Autor: Virgílio).

 Fundada por Pastores que se estabeleceram na região centro ocidental da Península Itálica – Etruscos,
Italiotas e Gregos.

 Roma teria sido fundada pelos irmãos gêmeos Rômulo e Remo. Segundo a lenda, os gêmeos foram atirados às
margens do Rio Tibre, a mando do seu Tio, Amúlio.
PERÍODO MONÁRQUICO:

Nesse Período, a sociedade romana estava estruturada em função


da posse de terras.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL:
Patrícios: Eram os Aristocratas, pertenciam ao conjunto de famílias nobres.

Clientes: Pessoas pobres, livres ou estrangeiras, dependentes


dos Patrícios que lhes davam terras em troca de serviços.

Plebeus: Era a classe mais numerosa. Não tinham direitos políticos


nem de cidadania. Eram pobres e não podiam se casar com
Patrícios.
Escravos: Prisioneiros de guerra ou enjeitados quando criança.
Não podiam legalmente casar nem fazer testamentos.
DIVISÃO SOCIAL ROMANA
Rei governava auxiliado pelos magistrados
Pater e seus descendentes patrícios – senado composto por anciãos
que auxiliava o rei na administração
A população estava dividida em grupos, Curiae – religiosos ou
militares
Após a derrubada da Monarquia, a divisão curial foi mantida
Patricios – camadas superiores da sociedade
Plebeus camada inferior da sociedade
Gens (clãs) – grupo de famílias que descendiam de um antepassado
comum
PERÍODO REPUBLICANO:
O Senado era órgão máximo da República.
Funcionava como
Órgão Legislativo, cabendo-lhe decisões sobre
guerra, paz e controle do orçamento público.

Magistrados: Exerciam funções executivas e


administrativas, Subdivididos em: Questores,
Pretores, Edis, Pontífices e Censores.
Imagem: Afresco Cícero denuncia Catilina que representa o senado romano reunido na
Cúria Hostília. Palazzo Madama, Roma / Autor: Cesare Maccari (1840-1919) / public
domain.

• Questores: Coletavam impostos e administravam o tesouro público.


• Pretores: Juízes de questões familiares e sociais, com o tempo
exercem funções no Exército.
• Edis: Administradores dos centros urbanos (limpeza, festas, ...)
• Pontífices: Encarregados dos cultos religiosos.
• Censores: Censo da população – contagem.
PATRÍCIOS X PLEBEUS
As causas:

• Distinção injusta entre as duas categorias sociais. Os Plebeus, além


de excluídos da magistratura, eram proibidos do matrimônio patrício.

• Dívidas contraídas pelos Plebeus e desumanidade dos credores patrícios


que prendiam os pobres sem recursos para pagá-las com a
escravidão.

A retirada dos Plebeus para o Monte Sagrado

Cansados das promessas do Senado, os Plebeus retiram-se para


o Monte sagrado, com o propósito de fundar uma nova cidade. Para
voltar os Plebeus exigem e conseguem a nomeação de dois representantes
no Senado.Tribunos da Plebe.
VITÓRIAS DOS PLEBEUS
TRIBUNOS DA PLEBE: Podiam propor Leis e vetar aquelas contrárias
aos interesses da plebe.

LEI CANULEIA: Permitia casamentos entre Patrícios e Plebeus.

LEI LICÍNIA SEXTIA: Proibiu a escravidão por dívidas e acesso à


terra pública.
Entre 449 e 300 a.C., foram votadas leis que aboliram a escravidão
e permitiu o exercício de funções em qualquer Magistratura
por Plebeus.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
•O Senado: Conservou-se durante muito tempo na República. Era
formado pelos chefes das principais famílias romanas. Sua
influência aumentou de tal modo que no fim da República
exercia, praticamente, todos os poderes.

• O Consulado: Encarregado do Poder Executivo, era exercido por


dois Cônsules, eleitos pelos comícios centuriais pelo prazo de um
ano.

• O Ditador: Em caso de perigo para pátria, era nomeado um


ditador por seis meses, com poderes absolutos. O primeiro
ditador romano foi Tito Laércio em 498 a. C.
ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA
• Baseava-se na Agricultura e no Comércio;

• Inicialmente na produção e comercialização de pães,


legumes e raramente carne. Mais tarde, tornou-se mais
variada: ovos, peixes, ostras, cogumelos...

• Comercialização de produtos pelo mar mediterrâneo.


AS PRIMEIRAS CONQUISTAS
Necessidade de conter ameaça externa e conseguir
Causas:
Mais terras produtivas.
Caronium
Lucus Augusta Flaviobrica

Iria Flavia Legio VII Amaya Pompaelo


Segisamon Virovesoa

Braoara Augusta Clunia Caesar Ilerda


Augusta Baronino
Salmantica Cauca Bilbilis
Tarraco

Conimbriga
Toletum Pollentia
Norba Ceasarina Saguntum
Valenria
Olisipo Emerita Augusta

Ebora

Pax Julia Castulo Nici Mar Mediterrâneo


Onova Italica Corduba Cartago Nova
Hispalis Acci
°Estradas principais
°Estradas secundárias
Gades Maloa Uroi
°Cidades portuárias
Oceano Atlântico mais importantes
°Cidades mais importantes

Imagem: SEE-PE
150 km
REGIÕES CONQUISTADAS
MAGNA GRÉCIA, ILHAS PRÓXIMAS, TERRAS ÀS MARGENS DO MAR MEDITERRÂNEO.

Imagem: Máxima extensão do Império Romano em 117 d.C. / Autor:


Heraldry / GNU Free Documentation License.
RELIGIÃO POLITEÍSTA
Afrodite Vênus Deusa da beleza e do desejo sexual (na mitologia
romana, deusa dos campos e jardins)

Apolo Febo Deus da profecia, da medicina e da arte do arco e


flecha (mitologia greco-romana posterior: deus do
Sol)
Ares Marte Deus da guerra
Ártemis Diana Deusa da caça (mitologia greco-romana posterior:
deusa da Lua)
Asclépio Esculápio Deus da medicina
Atena Minerva Deusa das artes e ofícios, e da guerra; auxiliadora
dos heróis (mitologia greco-romana posterior: deusa
da razão e da sabedoria)
Crono Saturno Deus do céu; soberano dos titãs (mitologia romana:
deus da agricultura)
Démeter Ceres Deusa dos cereais
Dionísio Baco Deus do vinho e da vegetação
Eros Cupido Deus do amor
Géia Terra Mãe Terra
Hefesto Vulcano Deus do fogo; ferreiro dos deuses
Hera Juno Deusa do matrimônio e da fertilidade; protetora das
mulheres casadas; rainha dos deuses
Hermes Mercúrio Mensageiro dos deuses; protetor dos viajantes,
ladrões e mercadores
Héstia Vesta Guardiã do lar
Hipnos Sonho Deus do sonho
Hades Plutão Deus dos mundos subterrâneos; senhor dos mortos

Posêidon Netuno Deus dos mares e dos terremotos


Réia Cibele Esposa de Crono/Saturno; deusa-mãe
Urano Urano Deus dos céus; pai dos titãs
Zeus Júpiter Soberano dos deuses olímpicos
O IMPÉRIO ROMANO

Imagem: Coliseu de Roma à noite / Autor: Aaron Logan / Creative Commons Attribution 1.0 Generic.
AS CONTRADIÇÕES REPÚBLICANAS E
NASCIMENTO DO IMPÉRIO
 TIBÉRIO E CAIO GRACO A lei frumentário – venda do trigo a
tribunos da plebe: preços baixos para os moradores de
Roma
Tibério Graco propôs reforma
agrária. Primeiro triunvirato

Terras repartidas entre os Júlio César, Pompeu e Crasso


pobres. Cesar contra Pompeu e ascensão de
Oposição do senado e Cesar como ditador romano
assassinato de Tibério. Segundo triunvirato
Caio Graco propôs o Marco Antonio, Otavio e Lépido
estabelecimento de uma tomaram o poder em Roma
república em Roma
Otavio se rebela e toma Roma
Oposição e perseguição do
senado e suicídio de Caio. Marco Antonio se Suicida
Nasce o Império
O ALTO IMPÉRIO ROMANO
Governo de Otávio Augusto (27 a.C. a 14 d.C.):

 Consolidou-se no poder, obtendo apoio das camadas populares;


 Promoveu uma política de construção de grandes obras públicas;
 Desenvolvimento do comércio, graças à PAX ROMANA;
 Governo forte e centralizador;
 Arrecadação de impostos feita pelo Estado;
 Profissionalização do Exército Romano;
 Instituição do cargo vitalício e não hereditário apenas, mas também
por adoção.
A SOCIEDADE ROMANA NO GOVERNO DE
OTÁVIO AUGUSTO
A sociedade estava dividida em duas classes distintas:

 OS LIVRES: Cidadãos de Roma ou habitantes das Províncias, divididos em


três categorias: SENATORIAL – EQUESTRE – PLEBEIA.

 Senatorial: Quem tinha fortuna superior a um milhão de sestércio;


 Equestre: Com fortuna entre 400 mil e um milhão de sestércio;
 Plebeia: Classe inferior;
 OS ESCRAVOS: Menores em relação a outros períodos da História Romana
em sua maioria prisioneiros de guerras ou por hereditariedade.
SESTÉRCIO ROMANO
OS SUCESSORES DE AUGUSTO
 Com a morte de Augusto, mesmo com estabilidade econômica que gozava
o Império, houve uma constante instabilidade política nos governos
subsequentes.

 A guarda Pretoriana, reforçada para evitar atentados contra a vida dos


governantes, acabou impondo e derrubando Imperadores de forma violenta.

DENTRE ELES:

 CALÍGULA (37 – 41 d.C.): Nomeou seu cavalo como Cônsul e foi


assassinado pela guarda Pretoriana que o substituiu por Cláudio
(41 a 54 d. C.).
OS SUCESSORES DE AUGUSTO
 NERO (54 A 68 d. C.) Foi proclamado Imperador
de Roma aos 17 anos, mandou assassinar ou
executar muitos dos seus inimigos políticos, bem
como sua mãe, pelas críticas que fazia à sua
amante.
 Foi acusado de ter incendiado Roma e moveu
violenta perseguição aos cristãos que se
recusavam à cultuá-lo.
 Foi deposto por exércitos revoltosos da Espanha
que invadiram Roma, sendo morto por um
escravo.
 Sua queda deu início a um conflito no qual cada
Imagem: Busto de Nero, Moscou / Autor: shakko / exército da província e a guarda pretoriana
Creative Commons Genérica de Atribución/Compartir-
Igual 3.0. quiseram transformar seu líder em um Imperador.
A DINASTIA FLÁVIA
 TRAJANO (98 a 117 d.C.), Nascido na Espanha.
 No governo de Trajano, o Império Romano atingiu a sua máxima extensão
territorial.
 No governo de Trajano, amplia-se o número de senadores,
incluindo representantes gregos e africanos.

Imagem: Máxima extensão do Império Romano em 117 d.C. /


Autor: Heraldry / GNU Free Documentation License.
A DINASTIA DOS ANTONINOS
 ADRIANO (117 a 138 d.C.) e ANTÔNIO PIO (138
a 161 d.C.): Procuraram governar com base no
direito divino oriental.

 MARCO AURÉLIO (161 d.C. a 180 d.C.): Voltou a


governar com o Senado para evitar conflitos. Foi
sucedido por seu filho Cômodo (180 d.C. a 192
d.C.), que o matou para suceder-lhe, após
descobrir que o seu sucessor seria o General
Máximo.
Imagem: Busto do imperador romano
Marco Aurélio / Autor: Foto de Luis García /
Creative Commons Atribuição-Partilha nos Ao centralismo da dinastia dos ANTONINOS (96
Termos da Mesma Licença 2.0 Genérica.
d.C. 192 d.C.) seguiram-se as transformações
sociais e culturais dos SEVEROS (193 d.C. a
235 d.C.)
As influências orientais, principalmente do Egito, eram acentuadas em
Roma.
O DIREITO ROMANO: A MAIS NOTÁVEL
CONTRIBUIÇÃO ROMANA À CULTURA OCIDENTAL
O Direito também se modificou: maior proteção aos órfãos e idosos, hu-
manização dos processos judiciais e a garantia da integridade física do
cidadão.
O Direito Civil – jus civile: Baseado nos costumes e nas leis mais antigas.
O Direito Estrangeiro – jus gentium: Com as conquistas territoriais e o
domínio de outros povos, surgiu o Direito Estrangeiro.

O Direito Natural – jus naturale: Compunha-se do conjunto de princípios


fundamentais e universais da justiça, que não podiam ser desobedecidos
por nenhuma autoridade.
Juntos, formavam o Direito Público. Quanto às relações pessoais e fami-
liares, eram regulamentadas pelo Direito Privado.
O BAIXO IMPÉRIO: III – V D.C
 O Colonato: A divisão do latifúndio em duas partes, a reserva senhorial,
que se mantinha nas mãos do proprietário, e os lotes, cedidos aos traba-
lhadores, chamados colonos.

 O Governo de Diocleciano (284 a 305 d.C.):

 Tornou-se Imperador com o apoio das Legiões;


 Transferiu a Capital do Império para Nicomédia, enfraquecendo Roma;
 Temia os três perigos da cidade: O Senado, a Plebe e as Legiões;
 Instituiu a Tetrarquia: Diocleciano, Constâncio, Maximiano e Galério
O Império foi dividido em 4 partes – reinavam dois Augustos e dois Césares
 Revigorou o caráter divino do poder real e ordenou o fechamento de todas as
Igrejas Cristãs, instituindo o culto solar de origem egípcia;
CONSTANTINO TEODÓSIO

 Após a morte de Diocleciano assume o poder


 Promulgou o Edito de Tessalonica-
Constantino, único Imperador entre 313 e 337
Converteu o Cristianismo em Religião
d.C de Estado
Promulgou o Edito de Milão – concedendo Dividiu o Império entre seus filhos
liberdade religiosa aos cristãos Arcádio e Honório
 Colaboração dos cristãos ao governo de Após a sua morte, as duas partes
Constantino do Império Romano cindiram-se,
definitivamente, em Império Romano
Promulgou o Edito de Niceia – perseguição do Oriente e Império Romano do
aos pagãos e aos arianos que negavam a Ocidente.
divindade de Jesus (primeira grande heresia
cristã)

Fundou a cidade de Constantinopla que viria a


ser o mais importante entreposto comercial entre
o oriente e o ocidente
ORTODOXIA E HERESIAS
 Organização sistemática do cristianismo a partir de cargos eclesiásticos, o
bispo romano torna-se Papa, principal autoridade cristã.
 Defesa das regras religiosas criadas pelos bispos cristãos.
 Heresia – “escolha privada” – representavam as idéias que divergiam
das regras oficiais decididas pelos líderes da igreja.
 Arianismo e Nestorianismo – a primeira defendia a crença de que Jesus
tinha poderes inferiores a Deus, a segunda defendia que Jesus se
assemelhava aos humanos pois era homem e deus ao mesmo tempo, tendo
uma natureza dupla.
 Monofista e Donatismo – a primeira defendia que Jesus tinha apenas
uma natureza divina, a segunda defendia que a Igreja não devia perdoar
e admitir pecadores.
 Monasticismo – surgimento do clero regular, recluso e espiritualizado,
seguindo as regras mais rígidas. O clero secular, bispos, arcebispos e papas,
administravam a igreja junto a sociedade.
OS POVOS GERMÂNICOS – AS INVASÕES
BÁRBARAS
 Bárbaro – referia-se a povos não romanizados, não falavam o latim.
 Os germânicos compreendiam uma mistura de povos que ocupavam os
territórios da Europa centro oriental, situados a leste do Reno e Danúbio,
eram descendentes de indo-europeus e arianos.
 Nômades e pastores possuíam uma organização social comunitária, se
organizavam em clãs guerreiros eram politeístas e animistas.
 Pressionados pelos Hunos os povos germânicos começam a invadir as
fronteiras romanas.
 Em 476 Odroaco, rei dos Hérulos, conquistou Roma e depôs o último
imperador romano Rômulo Augusto dando início a Idade Média.
O TEATRO ROMANO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A
CULTURA OCIDENTAL

Imagem: Scenae frons do teatro romano de Mérida, Espanha / Autor:


Pikaluk from United Kingdom / Creative Commons Attribution 2.0
Generic.

Imagem: Teatro romano de Plovdiv, Bulgaria / Autor: PCdaMVvWgS /


GNU Free Documentation License.
O TEATRO ROMANO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA
A CULTURA OCIDENTAL
O teatro romano nasceu do culto às muitas divindades, em cujo louvor eram
celebrados rituais. Incluíram-se versos e música de flautas, trombetas e
instrumentos de corda. Sob esse aspecto, o teatro romano é muito semelhante
ao grego dos primeiros tempos.
Os romanos buscavam no teatro diversão ou emoções violentas. Daí a queda
para o burlesco e para o espetáculo circense (grandes encenações mímicas e
teatralização dos espetáculos realizados na arena, onde as personagens eram
gladiadores ou feras). O realismo teatral chegou a tal ponto, que os atores
eram efetivamente mortos durante a encenação de crucificações ou de
lançamentos à fogueira. Quando o cristianismo se impôs como religião oficial,
proibiu esses espetáculos violentos. E assim morreu o teatro romano.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-teatro/historia-do-teatro-11.php
O TEATRO ROMANO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA
A CULTURA OCIDENTAL
O teatro italiano do sec. XVI, rompendo as tradições medievais, voltou-se para
uma imitação dos antigos modelos greco-romanos. O retorno não trouxe
sucesso, apesar de reportar-se a autores como Plauto e Terêncio, adaptados
por ARETINO (1492-1556), ARIOSTO (1474-1533) e MAQUIAVEL (1469-
1527). Foi num gênero inteiramente original que se revelou o teatro italiano: a
COMMEDIA DELL’ARTE, onde sem texto algum, os atores interpretavam de
improviso. Mais tarde, GOLDONI (1707-1793) tentou compor, sem sucesso, um
esquema literário para a Commedia Dell’arte.
O teatro foi se modificando, simbolizando as características e o ambiente de
cada época, mas não podemos negar as contribuições do teatro romano para
a cultura ocidental.
O LEGADO DA ARQUITETURA ROMANA

Imagem: Ponte Romana, Chaves (Portugal) / Autor: Carlos Botelho / GNU


Free Documentation License.

Imagem: Arena romana em Arles / Autor: J Malik / GNU Free


Documentation License.
O LEGADO DA ARQUITETURA ROMANA

Os romanos construíam os aquedutos, enormes conjuntos de arcos que levavam


água para as cidades. Os europeus aprenderam com os romanos a arte de
canalizar a água em aquedutos. Um exemplo dessa influência são os arcos que
os portugueses construíram no Rio de Janeiro.
Na Europa, durante a Idade Média, muitas igrejas cristãs, imitando as basílicas
de Roma, foram construídas no estilo românico com a abóbada apoiada nas
paredes e estas, para suportar o enorme peso, tinham que ser baixas, espessas
e com poucas janelas. As basílicas eram edifícios públicos onde havia tribunal,
biblioteca, sala de jogos e de conversação.
A LITERATURA LATINA

Imagem: Marco Túlio Imagem: Busto de Virgílio, na


Cícero / Autor: Visconti - entrada de sua tumba, em
Iconograph rom. pl. 12 N. 1 Nápoles / Autor: A. Hunter Wright /
(Abb. 428) (Publisher K. A. Creative Commons Attribution-
Baumeister) / public Share Alike 2.5 Generic.
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Literatura latina ou romana é o nome que se dá ao corpo de obras


literárias escritas em latim, e que permanecem até hoje como um
duradouro legado da cultura da Roma Antiga.
A LITERATURA LATINA
O latim, que teve logicamente variantes regionais - em Portugal o latim vulgar
deu origem ao galaico-português que redundou na língua atualmente falada -,
eliminando os entraves linguísticos que se colocavam ao comércio, à
implantação de colonos e à unidade no seio do Império. As línguas românicas
derivam do latim (que tem este nome por ser o idioma falado pelos habitantes
do Lácio, núcleo inicial da cidade de Roma).

Mesmo muito tempo depois que o Império Romano do Ocidente já havia caído,
a língua e a literatura latinas continuaram a desempenhar um papel central na
civilização europeia e ocidental.