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Microcirculação

Equipe

Barbara Alves
Lara Sousa
Larissa Bessa
Matheus Sales
Tereza Amanda
Introdução
• É o fluxo sanguíneo dentro de todos os
vasos visíveis apenas em microscópios.
• Função: transporte de nutrientes para os
tecidos e a remoção dos produtos da
excreção celular.
• Boa manutenção da microcirculação é a
principal
condição
AIRES, para
M. M. Fisiologia, a Ed.
4ª ed., sobrevivência dos
Guanabara Koogan/GEN, tecidos.
Rio de Janeiro,
2012. Boa manutenção da microcirculação é a principal condição para a
Introdução
A maioria do sistema microvascular consiste em
arteríolas, capilares e vênulas.
Dois tipos de vasos conectam as arteríolas
diretamente às vênulas:
• Anastomoses arteriovenosas
• Canais preferenciais encontrados mais
frequentemente no tecido conjuntivo e no
músculo esquelético.
M. M. Fisiologia, 4ª ed., Ed. Guanabara Koogan/GEN, Rio de Janeiro, 2012 .
Características gerais
• Os vasos possuem 3 camadas: íntima, média e
adventícia; a proporção de cada uma varia de vaso
para vaso.
• A vascularização de um órgão é diretamente
proporcional à sua atividade metabólica, como é
ilustrado no fígado e no mesentério. O diâmetro do
capilar também pode variar.
• O fluxo sanguíneo normalmente não ocorre de forma
contínua nos capilares. Depende do estado contrátil
de vasos pré-capilares.
M. M. Fisiologia, 4ª ed., Ed. Guanabara Koogan/GEN, Rio de Janeiro, 2012.
Vasomotilidade
É a contração intermitente dos vasos pré-
capilares, comportamento intrínseco do músculo
liso vascular que independe de estímulos
externos.
↑ CONTRAÇÃO DAS
Regulação:
ARTERÍOLAS T
↓ RELAXAMENTO
• Variações DAS
na pressão transmural
ARTERÍOLAS T

• Concentração de oxigênio nos tecidos.


LEVY, M. N., KOEPPEN, B. M. & STANTON, B. A. Fisiologia , 6ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 20
Tipos de fluxo sanguíneo
• Nutricional: fluxo sanguíneo pelos
capilares.
• Não-nutricional ou desviado: passa do
lado arterial para o venoso, passando
distante dos capilares.
Tensão da parede
Lei de La Place: T = P.r
T = Tensão na parede do vaso
P = Pressão intraluminal
r = raio do vaso

Aplicada em vasos de parede muito delgada.


Endotélio e o papel vasoativo
• “O endotélio pode, efetivamente, ser
considerado o maior órgão endócrino do corpo.”
(INAGAMI et al., 1995; RAJENDRAN et al., 2013)

• Possui imenso papel vasoativo.


VASODILATAÇ VASOCONSTRI
 Óxido nítrico (NO);
ÃO
 Prostaciclina (PGI );
ÇÃO
 Endotelinas;
2
 Angiotensina II;
 Ação de aminas
 Arginina-
biogênicas, tais como 5-
vasopressina ou
HT (serotonina) e
hormônio
histamina;
 Outros autocoides (e.g. antidiurético (ADH).
bradicinina).
Endotélio e o papel vasoativo

Fonte: http://www.dercad.org.br
Endotélio e o transporte de substâncias:
difusão
• Meio mais importante da troca
transcapilar de substâncias.
• Moléculas lipossolúveis e de pequeno
tamanho: Atravessam livremente o
plasmalema das células endoteliais.
Incluem O2 e CO2.
• Moléculas hidrossolúveis e de
pequeno tamanho: Atravessam os poros,
como as fendas intercelulares.
Endotélio o transporte de
substâncias: pinocitose
• Do grego, pino = beber.
• A pinocitose é um tipo de endocitose, no
qual moléculas solvatadas em água são
englobadas pela célula em vesículas
pinocíticas ou pinossomos.
• Proteínas de citoesqueleto medeiam a
invaginação da membrana e a
internalização do conteúdo.
Endotélio o transporte de
substâncias: pinocitose

Fonte: Tratado de Fisiologia Médica. Guyton & Hall.


Forças de Starling
• Pressão osmótica.
• Pressão hidrostática.
• Atuam sobre os capilares, tendendo a mover o
líquido através dos poros na membrana desses
vasos.
• Sentido do fluxo pode ser:
 Do capilar para o líquido intersticial: filtração.
 Do líquido intersticial para o capilar: absorção.
Pressão Hidrostática
• Pcap = Pressão sanguínea.

• Favorece a filtração.

• Diminui ao longo do capilar.


Pressão Hidrostática
Capilar sanguíneo

PH interstício PH cap
PH Resultante

PH = Pressão hidrostática Fluido intersticial


Pressão Hidrostática
• Pcap = Pressão sanguínea.

• Favorece a filtração.

• Diminui ao longo do capilar.


Pressão Hidrostática

Aumento Diminuiçã
Diminuiçã Diminuiçã
da o da
o do o da
resistência pressão
diâmetro pressão
ao fluxo hidrostátic
dos vasos sanguínea
sanguíneo a
Pressão osmótica
• Determinada pela concentração dos solutos em
um compartimento.
• Plasma x líquido intersticial.
• As proteínas do plasma geram uma pressão
osmótica, chamada pressão coloidosmótica (π).
• Pressão coloidosmótica favorece a absorção.
• Aumenta ao longo do capilar.
Pressão Osmótica
Capilar sanguíneo

π interstícioπ π cap
resultant
e

Fluido intersticial
Dinâmica das pressões nas redes
capilares

PH = PRESSÃO HIDROSTÁTICA
PO = PRESSÃO OSMÓTICA
Sistema linfático
• Estrutura especial dos vasos linfáticos permite devolver
ao sistema circulatório os líquidos e proteínas filtrados
para fora dos capilares.
• Os vasos linfáticos possuem válvulas para impedir o
retorno da linfa, garantindo o fluxo unidirecional.
• O sistema não possui uma bomba, por isso o fluxo
depende:
 Da contração do músculo liso da parede dos vasos
linfáticos maiores;
 Compressão externa gerada pelos músculos esqueléticos.
Estrutura dos vasos linfáticos
Sistema linfático
• Possui papel importante no controle da
concentração de proteína no líquido intersticial.
Circulações Especiais
• O fluxo sanguíneo difere em cada órgão de acordo com
a demanda metabólica e com a resistência arteriolar.
• Como esse fluxo é controlado?
Autorregula
ção
Inervação
Cont role Simpática
Controle
Hiperemia
Intrínseco
Ativa Extrínseco
do Fluxo
d o F l u xo Hormônios
Va s o a t i v o s
Hiperemia
Re a t i v a
Circulações Especiais
Referências
AIRES, M. M. Fisiologia, 4ª ed., Ed. Guanabara Koogan/GEN,
Rio de Janeiro, 2012.
BERNE, R. M., LEVY, M. N., KOEPPEN, B. M. & STANTON, B.
A. Fisiologia , 6ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2009.
HALL, J. E. Guyton & Hall: Tratado de Fisiologia Médica,
13ª ed., Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2017.
LINDA, S. COSTANZO. Fisiologia. Rio de Janeiro: Elsevier,
2012.
MOURÃO JÚNIOR, C.A.; ABRAMOV, D.M. Fisiologia essencial.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
RAJENDRAN, Peramaiyan et al. The Vascular Endothelium and
Human Diseases. Int J Biol Sci. Nagoya, p. 1057-1069. nov.