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Renascimento

(fim do séc. XIV até início do séc. XVII)


Renascimento

Trata-se de um período que tem


como finalidade criticar os
paradigmas tradicionais da Idade
Média e recuperar as obras dos
grandes autores e artistas gregos
e latinos da antiguidade.
Tem como marca principal o
antropocentrismo.

Pode ser concebido a partir de três vertentes:


Vertente Mística
1) Mística: proveniente da leitura de três obras de Platão
(Banquete, Fédon e Fedro), das obras de magia natural e
hermetismo (provenientes da Mesopotâmia e Egito) e
Sagradas Escrituras. Afirmam duas ideias:

a) A natureza (macrocosmo) é vista como um


grande ser vivo, possuidora de uma alma (Alma
do Mundo), organizada por vínculos e mistérios
secretos existentes entre as coisas.

b) O homem é concebido como uma parte


especial da natureza, pois ele traz em si um
foco da divindade (razão) que o possibilita,
através de conhecimentos e práticas (magia
natural, alquimia e astrologia), a desvendar as
ligações secretas e misteriosas que organizam a
natureza.
Vertente Política

2) Política: originária dos


pensadores florentinos (Itália),
que defendiam a liberdade das
cidades italianas contra o
Império Romano-Germânico e
a recuperação do ideal
republicano, livre do poder
eclesiástico.

Para isso, divulgaram e comentaram amplamente os


autores latinos (Cícero, Tito Lívio e Tácito) e os
historiadores e juristas clássicos.
Vertente Antropocêntrica
3) Antropocêntrica: que propunha o ideal do homem
como construtor do seu próprio destino, por meio:

•dos conhecimentos (astrologia,


magia natural e astrologia);

• da política (ideal republicano);

•das técnicas (medicina,


arquitetura, engenharia e
navegação);

•das artes (pintura, escultura,


poesia e teatro).
Algumas características do
Renascimento

“A experiência nunca falha,


apenas as nossas opiniões
falham, ao esperar da
experiência aquilo que ela não é
capaz de oferecer”
Leonardo Da Vinci (1452-1519).
a) A descoberta da anatomia
Durante o Renascimento e a Idade Moderna,
começou a mudar a concepção de corpo.

Um indício dessa mudança


foi a prática de dissecação
de cadáveres, até então
proibida pela Igreja, por ser
um ato sacrílego que
desvenda o que Deus teria
ocultado de nosso olhar.

Anatomia Humana. Desenho de


Leonardo Da Vinci.
a) A descoberta da anatomia

No século XVI, o médico


belga Andreas Vesalius
(1514-1564) desafiou esse
tradição, alterando assim
várias concepções
inadequadas da anatomia
tradicional, até então
baseada na obra de
Cláudio Galeno, médico
que viveu no século II e
que se restringira a Selo belga, lançado em
02/03/1964, em homenagem aos
dissecações de animais.
400 anos da morte de Vesalius.
a) A descoberta da anatomia

Esse novo olhar sobre o corpo abre espaço para uma


consciência secularizada, na qual retira-se o aspecto
religioso para a considerar a natureza biológica apenas
como objeto de estudo científico.

Esses fatos são


prévias da futura
revolução
científica com
Bacon, Descartes
e Galileu.

Lições de Anatomia do Dr. Tulp.


Quadro de Rembrandt, 1632
b) O Antropocentrismo moderno

Como crítica, o Renascimento


substitui o teocentrismo da Idade
Média pelo antropocentrismo da
Idade Moderna. Surge então o
renascimento de um novo tempo.

A característica principal do
Renascimento é o
antropocentrismo, ou seja,
definir o “homem” como centro
do conhecimento e não mais
“Deus” ou a “religião”. Nasce
então o humanismo moderno. Homem Vitruviano (desenho).
Leonardo Da Vinci, 1492.
c) Arte: a celebração do “homem”

A arte é a grande obra do mundo natural, a única capaz


de reproduzir todas as criações visíveis da natureza.

Desta maneira, a arte é então a celebração do homem


como artífice desta original reprodução do mundo, isto é,
criador do conhecimento e das possíveis representações
da natureza.

A criação de Adão.
Michelângelo, 1518.
d) Ciência e técnica: o homem como
senhor da natureza
A partir do Renascimento criou-se a ideia de que o
homem, por si só, tem condições de conhecer e
manipular o mundo natural.

Para isso, muitas ideias


científicas e técnicas
foram inventadas com o
intuito de conhecer os
limites da força da
natureza.
Conhecer é poder! Protótipo de uma máquina
voadora, de Leonardo Da Vinci.