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NORMA REGULAMENTADORA

ENGENHARIA CIVIL

REMODELAGEM DA VIA PERMANENTE - FERROVIA


Aluno (a) (s): LUIS HENRIQUE SOARES,
MAGDA REIJANE DA VEIGA

Orientador (a): MARCOS ANTONIO

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INTRODUÇÃO

A ferrovia influencia no processo produtivo interferindo na confiabilidade, qualidade e


segurança deste.
A via permanente é um dos subsistemas de maior importância e fundamental para a operação
de uma ferrovia.
São componentes da via permanente os trilhos, os dormentes, o lastro e em alguns casos o
sublastro.

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Para se detectar os defeitos da via há que fazer o levantamento das necessidades da mesma
recorrendo a inspeções. Através delas obtêm-se dados que permitem determinar as seguintes
necessidades:

• Substituição de materiais;

• Correção da geometria da via;

• Execução de limpezas da via;

• Lubrificações periódicas que garantam a segurança, fiabilidade e disponibilidade da


infraestrutura.

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Lista-se os parâmetros que definem a geometria da Via Permanente: Bitola, Nivelamento
Longitudinal e Transversal, Alinhamento, Empeno e Superelevação.

Existem os métodos diretos e indiretos que analisam esses parâmetros: os métodos indiretos usam
aparelhos como os acelerômetros. Enquanto que por métodos diretos é através da utilização de
veículo de avaliação da via, ( COIMBRA,2008).

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BITOLA:

A bitola de uma via-férrea é a distância entre as faces interiores dos carris, medida 15mm
abaixo do plano de rolamento e em esquadria com eles, tal como ilustra.

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NIVELAMENTO LONGITUDINAL:
Os defeitos de nivelamento podem ocorrer logo a seguir à construção ou renovação da
via nos seguintes pontos fracos (Fernave, 2003):
• Zonas de plataforma de má qualidade;
• Zonas mal drenadas;
• Sobre aterro recente;

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DESNIVELAMENTO TRANSVERSAL

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ALINHAMENTO LONGITUDINAL

Esta situação é muito preocupante, também porque aparece muitas vezes associada à
instabilidade vertical resultante dos defeitos de nivelamento. A instabilidades, lateral e vertical, se
influenciam mutuamente, provocando esforços na superestrutura da via e nas suspensões dos
veículos. Deste modo, a superestrutura tende a sofrer uma rápida degradação que coloca a
segurança em causa (Fernave, 2003).

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EMPENO:

Este parâmetro é considerado extremamente importante no que diz respeito à


segurança dado que em certas circunstâncias pode ser perigoso, podendo provocar o
descarrilamento de composições.

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SUPERELEVAÇÃO

Em curva, as composições ferroviárias sofrem um impulso denominado força centrífuga


para o exterior da mesma. A escala ou sobrelevação tem como objetivo contrariar os
esforços transversais resultantes da força centrífuga (Fernave, 2003).

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ANOMALIAS NO TRILHO

De forma interna e externa as anomalias dos trilhos podem ser manifestadas, sendo através de
defeitos metalúrgicos ou seja, na fabricação e também no uso do trilho em serviço.

Quando ha uma fratura as anomalias internas demonstram indícios externos, sendo classificados da
seguinte forma: anomalias longitudinais, transversais, superficiais, nas soldas e juntas e desgastes da
área do boleto.

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ANOMALIAS NO DORMENTE

As anomalias apresentadas no dormente são

aquelas originadas naturalmente pelo seu uso

em serviço e pela ação do meio ambiente,

entre elas: fratura transversal, fissuras longitudinais,

desgaste da região da placa de apoio, apodrecimento

das fibras .(COIMBRA,2008)

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ANOMALIA NO LASTRO

Essas anomalias compõe em lama e vegetações que cresce

ram no decorrer da via atrapalhando a drenagem no local.

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DESGUARNECIMENTO DE VIA OU DEPURAÇÃO
DO BALASTRO

Depuração do balastro é a ação de realizar a substituição parcial ou total do balastro, quando


este atinge um determinado valor de contaminação, superior ao razoável.

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DESGUARNECIMENTO DE VIA OU DEPURAÇÃO
DO BALASTRO
A degradação do balastro pode ainda ser consequência de outros dois fatores: o tráfego e os
trabalhos de conservação (Fortunato, 2005)

Para garantir o bom desempenho do balastro é essencial que este tenha boa resistência
mecânica, seja pesado, tenha forma angular com superfícies rugosas, dimensões 25/50mm e se
encontre limpo (Fontul, 2011).

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DESGUARNECIMENTO DE VIA OU DEPURAÇÃO
DO BALASTRO
Esta ação pode ser realizada por equipamentos tais como: a desguarnecedora ou a depuradora
de balastro.

A desguarnecedora é uma máquina que desguarnece de balastro uma via, em toda a sua
largura, à sua passagem, ou seja, retira o balastro existente à volta e sob as travessas, com a
finalidade de o substituir, total ou parcialmente (REFER, 2012). Este equipamento remove o
balastro desgastado ou contaminado, por meio de dispositivos que atuam por baixo da via-
férrea colocando de seguida balastro limpo.

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DESGUARNECIMENTO DE VIA OU DEPURAÇÃO
DO BALASTRO

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CONCLUSÃO

A remodelação da via é classificada como um processo de intervenção de manutenção de uma via


permanente. Os trabalhos de remodelação, caracterizados pela substituição de significativa
quantidade de componentes da Via Permanente, têm como objetivo recuperar o nível de qualidade
inicial da via e dilatar o ciclo das intervenções de Conservação sem, contudo, alterar as características
dos componentes inicialmente empregados na construção da via (RODRIGUES, 2001).

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REFERENCIAS

M a n u t e n ç ã o e c o n s e r v a ç ã o d e v i a s f é r r e a s :a n á l i s e d e c a s o s p r á t i c o
s.Daniela Dias Rodrigues . 2012

MARCELO DO VALE COIMBRA. M O D O S D E F A L H A D O S C O M P O N E N T E S D A


VIAPERMANENTEFERROVIÁRIAESEUSEFEITOSNO MEIOAMBIE
N T E. 2008

LAÉRCIO EUSTÁQUIO DA SILVA JÚNIOR. TECNOLOGIAS DE MANUTENÇÃO DE LASTRO


DE PEDRA. 2008

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