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ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA – EST

COMPONENTES: JOÃO CHRISTIAN PAIXÃO FONSECA


JOSÉ CARLOS VIANA
MARGARETE SABINO MOURA

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CURVAS S-N-P
 A forma mais usual de se representar os resultados de um ensaio de fadiga é
através das curvas σ-N ou curvas de Wohler. O N é plotado em escala logarítmica
e a σ utilizada é nominal.

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CURVAS S-N-P
 São realizados ensaios mecânicos de fadiga através de corpos de provas
sob condições idênticas de tratamento térmico, acabamento superficial e
dimensional. O ensaio é flexão rotativa.
 Os procedimentos mais comuns são:
 Método padrão- Poucos corpos de prova. As tensões utilizadas estão
abaixo da Tensão Última do material.

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CURVAS S-N-P
 Método da Tensão Constante- Grande quantidade de corpos de
prova. As tensões utilizadas estão abaixo da tensão do Limite de
escoamento do material.

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CURVAS S-N-P
 A natureza aleatória da fadiga é óbvia: cargas cíclicas aplicadas ao material. Com
isso as curvas geradas não possuem informações confiáveis.
 São diversos os fatores que influenciam a dispersão dos dados obtidos no ensaio.
Podemos citar: os fatores relacionados à tensão (carga), geometria e
propriedades do componente e ao ambiente externo.
 Fatores da tensão- estado de tensão, variação da tensão, razão de tensão,
carregamento constante ou variável, freqüência e tensão máxima.
 Fatores de geometria e propriedades do componente, estão os concentradores de
tensão, tamanho, gradiente de tensão e propriedades mecânicas e metalúrgicas
do material.
 Fatores do ambiente externo, citam-se temperatura e grau de agressividade do
ambiente.

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CURVAS S-N-P
 Para gerar gráficos com curvas mais confiáveis é necessário utilizar
tratamentos estatísticos através de Modelos Estocásticos. Após isso, serão
obtidas as curvas S-N-P. Os dados que são utilizados para elaboração das
curvas são do método da tensão constante.

C= 1—p (Fórmula da Confiabilidade)

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COMO ELABORAR AS SNP
 Título: Modelagem de testes acelerados com esforço aplicado em níveis em
um estudo de fadiga mecânica (ANDRADE, 2004)
 Objetivo relacionado: Elaborar curvas S-N-P para aço SAE 8620 através dos
modelos Distribuição da Potência Inversa Weibull e Lognormal.
 Relação da Distribuição de Weibull:

 Relação da distribuição Lognormal:

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COMO ELABORAR AS S-N-P

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Parâmetros do Modelo de Weibull Parâmetros do Modelo Lognormal

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COMO ELABORAR AS S-N-P
 Foram realizados pré-testes para determinar a viabilidade dos modelos.
Foram utilizados gráficos contendo resíduos.
 Relação dos resíduos para Distribuição de Weibull:

 Relação dos resíduos da Distribuição Lognormal:

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Gráfico dos resíduos do modelo de Weibull Gráfico dos resíduos do modelo Lognormal

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Relação para as curvas limites

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COMO ELABORAR AS S-N-P

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COMO ELABORAR AS S-N-P
 Título: Metodologia de determinação das curvas de probabilidade de falha
S-N-P para uma liga de alumínio submetida a diferentes tratamentos
térmicos (GODOI, 2012)
 Objetivo: Determinar as curvas S-N-P através de um modelo linear de
uma liga de alumínio tratada por solubilização e precipitação
 Relação do Modelo Linear:
 Y= AX+B

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Resultados dos ensaios

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COMO ELABORAR AS S-N-P

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Desvios padrão da curva ajustada da amostra
Parâmetros do Modelo Linear tratada a 120° e 180° C

Parâmetros das curvas limites das amostras tratadas 120° e


Formula da curva ajustada da amostra tratada a 120°C 180°C

Formula da curva ajustada da amostra tratada a 180°C


Fórmulas das curvas limites das amostras a 120° e 180°C

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Dados calculados para elaboração
das curvas S-N-P

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COMO ELABORAR AS S-N-P
Curvas S-N-P para as amostras de alumínio

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA

A fratura ou rompimento do material por fadiga geralmente ocorre com a


formação e propagação de uma trinca.
A trinca inicia-se em pontos onde há imperfeição estrutural ou de composição
e/ou de alta concentração de tensões (que ocorre geralmente na superfície).
A ruptura por fadiga começa a partir de uma trinca (nucleação) ou pequena
falha superficial, que se propaga ampliando seu tamanho, devido às solicitações
cíclicas. Quando a trinca aumenta de tamanho, o suficiente para que o restante
do material não suporte mais o esforço que está sendo aplicado, a peça se rompe
repentinamente.
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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA

Os esforços alternados que podem levar à fadiga podem ser:


 Tração
 Compressão
 Flexão
 Torção

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA

Os principais fatores que afetam a vida de fadiga dos materiais são:


 Tensão média
 Influência da microestrutura
 Influência dos processos de fabricação
 Influência do ambiente
 Influência da carga aplicada
 Influência do acabamento e geometria do material
 Influência de uniões

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Tensão Média
A tensão média é um dos fatores que tem grande influência na vida em
fadiga. Como exemplo podemos tomar uma série de curvas que representam as
amplitudes médias tomadas com base em uma tensão média constante igual a
zero.
A fim de melhor observar o efeito causado pela tensão media, constroem-
se diagramas em que as componentes de tensão media e alternada e a resistência
à fadiga esteja correlacionadas.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência da microestrutura
Um dos principais fatores que influenciam a vida em fadiga é a microestrutura do
material. O tamanho médio dos grãos, sua estrutura e falhas internas afetam diretamente a vida
em fadiga dos materiais. A microestrutura do material influencia diretamente a vida em fadiga
porque a deformação por fadiga ocorre através de deformações plásticas no interior do material.
Na fadiga, as forças cíclicas aceleram essa deformação através do movimento de
discordâncias entre os grãos e o modo e a facilidade do movimento são afetados pelo tamanho
dos grãos, impurezas e precipitados que podem estar presentes na estruturas.
A indução de tensões residuais de tração pelas deformações plásticas e processos de
fabricação diminui a vida de fadiga do material e, deste modo, interfere no ciclo de vida
em fadiga do material.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência dos processos de fabricação
Os processos de fabricação também afetam a vida em fadiga devido à alteração na
orientação dos grãos dos materiais, produção de defeitos internos entre as cavidades dos
grãos e indução de formação de tensões residuais. A orientação dos grãos aumenta a
vida em fadiga, ao passo que quando grãos encontram-se posicionados aleatoriamente a
vida em fadiga diminui.
Os processos de tratamentos térmicos e superficiais provocam alterações nas tensões
residuais dos materiais. Nas superfícies dos materiais, as tensões residuais de compressão aumentam a vida em fadiga
dos materiais, enquanto as tensões de tração diminuem. Os tratamentos térmicos tendem a reduzir as tensões
residuais dos materiais que já passaram por algum processo de fabricação e, além disso, o tratamento térmico pode
causar a descarbonização do material (materiais metálicos), reduzindo sua tenacidade e favorecendo a formação de
microtrincas.
A cementação e nitretação, ao contrário da descarbonização, aumentam a resistência do material e
produzem tensões residuais de compressão na superfície do material, elevando sua resistência à fadiga.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência do ambiente
Um tipo muito particular de fator que afeta a falha por fadiga são as variações de temperaturas
aos quais os componentes podem vir a ser submetidos. Com esta variação temos um ciclo de contrações e
expansões do material.
O aumento de temperatura faz com que o material se expanda a diminuição com que ele se
comprima. Em um material estas tensões ficam restritas pela sua estrutura rígida, isto faz com que
ocorram pontos de tensão no componente, que podem originar trincas de fadiga no mesmo.
Materiais submetidos à corrosão têm sua vida em fadiga reduzida. A
corrosão é o processo que causa degradação do material por reação química ou
eletroquímica com o meio ambiente. Em geral, a corrosão diminui a vida em fadiga por favorecer a
inicialização da trinca e a propagação através da combinação da própria carga de fadiga com a facilitação
da corrosão no interior do material.
Adoção de materiais com maior resistência a corrosão, camadas superficiais protetoras e controle
do ambiente, por exemplo, são algumas das medidas que podem Ser tomadas para minimizar o impacto
da corrosão na vida em fadiga do componente.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência da carga aplicada
A intensidade, tipo e origem da carga cíclica interferem na vida em fadiga dos materiais. A
solicitação pode acontecer de diferentes formas, de modo que a carga aplicada pode ser axial ou multiaxial,
de torção, flexão ou uma combinação dessas formas. Além disso, o estado de tensão de um material pode
variar ao longo de sua seção.
Em geral, cargas aplicadas de maneira multiaxial reduzem a vida em fadiga em comparação às
cargas aplicadas um uma única direção. O aumento da intensidade da carga aplicada reduz a vida em fadiga
dos materiais.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência do acabamento e geometria do material
O acabamento superficial do material é um fator que aumenta ou diminui a vida de fadiga do
material. Rugosidade, presença de arranhões ou pequenos entalhes favorecem a concentração de tensões e,
consequentemente, diminuem a vida em fadiga por facilitar a inicialização da trinca. Componentes que
apresentam descontinuidades em sua geometria criam concentradores de tensões que também tendem a
reduzir a vida de fadiga do mesmo.
A falha por fadiga inicia-se preferencialmente na superfície do material, então, quanto maior a
área do material, maior é o volume na superfície submetido à tensão máxima.

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FATORES QUE INTERVÉM NOS PROCESSOS DE
FADIGA
Influência de uniões
Alguns componentes mecânicos são formados por união de duas ou mais peças. A união dessas peças é feita por juntas que
podem ser do tipo mecânico, solda ou colagem. Juntas mecânicas são geralmente realizadas por pinos, parafusos ou rebites. A
montagem dessas juntas reduz as forças de fadiga a pequenas frações quando comparada ao conjunto inteiro.
Juntas soldadas apresentam resistência à fadiga sempre menor em comparação com os materiais que não apresentam
soldas, mesmo que a resistência da junta seja igual ao do material.
Alguns componentes apresentam junções por meio de adesivos ou colas, como por exemplo, a junção de painéis de
alumínio na indústria automotiva. As ligações adesivas possuem vantagens que as tornam interessantes quando comparadas às uniões
mecânicas ou soldadas, tais como baixo peso, capacidade de elementos com composições diferentes, boa vedação, baixo custo de
produção e boas propriedades de amortecimento e vibração.

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OBRIGADO!!!!!

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