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EM 853 – Engenharia Econômica

Conceitos Básicos de Microeconomia

Arnaldo Walter
DE/FEM
awalter@fem.unicamp.br

EM 360
Bibliografia

• Pindyck, RS, Rubinfeld, DL (2013). Microeconomics.


8th edition. The Pearson Series in Economics.
• Thuesen, GJ, Fabrycky, WJ (1993). Engineering
Economy. 8th edition. Prentice Hall: Englewood Cliffs.
• Samuelson, PA, Nordhaus, WD (2001). Economia.
McGraw-Hill, 17ª edição.

2
Objetivos

• Apresentação dos conceitos básicos de microeconomia.


• Conceituação de oferta e de demanda.
• Equilíbrio de mercado => preço.
• Identificar a lógica (do ponto de vista econômico) de
produtores e de consumidores.
• Apresentação das definições de custos.

3
Conceitos introdutórios – 1
• Economia é uma ciência social, e empírica, que trata da
alocação de recursos escassos em ambientes
competitivos.
• Microeconomia é o ramo da Economia que trata do
comportamento de indivíduos, tais como consumidores e
empresas. Pode-se fazer análise do comportamento de
todo o mercado, mas sempre tendo como referência o
comportamento de agentes individuais.
• Mercado é o conjunto de compradores e vendedores que
interagem para comercializar bens e serviços. O mercado
pode ser definido por fronteiras geográficas e por
restrições/ características do próprio produto.
Conceitos introdutórios – 2
• Microeconomia – ramo da economia que trata das entidades
individuais, como empresas, os consumidores e os mercados.
Considera-se que Adam Smith tenha sido o “fundador” da
Microeconomia (por exemplo, em “A Riqueza da Nações”,
de 1776, são analisados aspectos tais como determinação de
preços e mecanismos de mercado).
• Macroeconomia – ramo que trata do desempenho geral da
Economia e que, modernamente, aborda questões como
investimento e o consumo total, oferta de moeda e taxa de
juros, crises financeiras internacionais, desenvolvimento das
nações, etc. Segundo Samuelson e Nordhaus (2001), em sua
forma moderna a Macroeconomia não existia até 1935
(quando John Maynard Keynes publicou “Teoria Geral do
Emprego, do Juro e Dinheiro”).
Conceitos introdutórios – 3
• Segundo Samuelson e Nordhaus (2001), “mercado é um
mecanismo por meio do qual compradores e vendedores
interagem para estabelecer e trocar produtos e
serviços”.
• Para os mesmos autores: “Preços coordenam as decisões
dos produtores e consumidores em um mercado. Preços
mais altos têm a tendência de reduzir as compras dos
consumidores e encorajar a produção. Preços mais
baixos encorajam o consumo e desencorajam a
produção. Preços se constituem no mecanismo que
conduz ao equilíbrio de mercado.”
Conceitos introdutórios – 4
• Mercados perfeitamente competitivos (ou de concorrência
perfeita) são aqueles em que consumidores e produtores,
individualmente, não têm condições de influir nos preços.
Nesses mercados, todos os agentes são individualmente muito
pequenos para influir no único “preço de mercado” (que é um
preço de equilíbrio).
• Mercados não competitivos são aqueles nos quais uma
empresa (mercado monopolista) (ou um consumidor –
mercado monopsônico) é suficientemente grande – em relação
ao próprio mercado – para influir nos preços.
• Nos mercados reais, em geral, há vários preços, pois os
consumidores identificam diferenças entre os produtos e/ou
entre os produtores (ou os produtores identificam diferenças
entre os consumidores).
Conceito: concorrência perfeita
• Em Economia, é comum considerar, por simplificação, um mercado de
concorrência perfeita. Tal hipótese serve, por exemplo, para a
determinação do preço de curto prazo de um produto
• A hipótese de concorrência perfeita pressupõe: (i) a existência de um
número infinito de ofertantes (supridores) (ou inexistência de barreiras à
entrada [institucionais - e.g., reservas de mercado - e econômicas - e.g.,
efeitos de economia de escala] - e à saída - de firmas), (ii) a inexistência
de regulação governamental, (iii) que o preço é determinado por
condições de mercado (i.e., equilíbrio entre oferta e demanda), e (iv)
existência de produtos homogêneos.
• Nesse mercado, o nível de produção de um dado supridor é determinado
pela condição de lucro máximo no curto prazo (i.e., o custo marginal de
produção deve ser igual à receita marginal; ver mais a frente).
• Na prática, não há setores da economia em que as condições de
concorrência perfeita sejam observadas.
Modelos econômicos – 1
• Modelos econômicos (relativos a uma abordagem econômica
“matemática”) visam a descrição e a predição do comportamento
econômico através do uso de relações matemáticas (simplificadas)
entre variáveis.
• Os modelos baseiam-se no princípio de que o comportamento dos
agentes é, sempre, racional (i.e., existência de um objetivo,
conhecimento das alternativas e das consequências da escolha).
• As inferências dos modelos econômicos dizem respeito ao
comportamento dos preços, ao comportamento do mercado (i.e.,
de seus agentes), aos padrões de custo, etc.
• A suposição da racionalidade  formulação de problemas de
otimização: as funções objetivo estão associadas à minimização de
custos, à maximização de lucros, à maximização da utilidade, etc.
Modelos econômicos – 2
• Modelos Econômicos serão, sempre, simplificações da realidade.
• Primeiro, porque na Economia é difícil – senão impossível –
controlar variáveis tais como preço, oferta, renda, nível de
emprego, etc. Portanto, os modelos não podem refletir
(exatamente) situações reais e a validação dos modelos é sempre
difícil.
• Segundo, por causa da ausência ou da precariedade dos dados
(adequados) que são necessários aos modelos.
• Terceiro, óbvio, porque a realidade é sempre muito complexa.
• Apesar dessas limitações, que implicam imprecisão dos resultados,
os modelos econômicos podem ser bastante úteis na indicação de
tendências e até mesmo na estimativa da magnitude das mudanças
previstas.
Curto e longo prazo
• Conceitos importantes, que são de uso corrente, e muitas vezes
utilizados equivocadamente.
• Políticas e decisões econômicas podem ser classificadas em
função de seus efeitos imediatos e de seus efeitos posteriores.
• No longo prazo (long-term, ou long-run), todos os insumos de um
dado processo produtivo podem variar em resposta a mudanças no
meio operativo.
• Já nas decisões de curto prazo, somente parte dos insumos pode
ser alterada em resposta a mudanças no meio operativo.
Rigorosamente, a capacidade de produção não pode aumentar.
• Curtíssimo prazo  extrema inflexibilidade; longuíssimo prazo 
extrema flexibilidade.
Curto e longo prazo (Samuelson e Nordhaus)
• Conceitos importantes, que são de uso corrente, e muitas vezes
utilizados equivocadamente.
• Curto prazo: período no qual nem todos os fatores podem ser
completamente ajustados. Na microeconomia, o estoque de capital
e outros insumos “fixos” não podem ser ajustados. Na
macroeconomia, os preços, os contratos salariais, os tributos, etc.,
não podem ser ajustados completamente em curto prazo.
• Curtíssimo prazo: período de tempo com tantas restrições que, em
tese, a produção deve ser considerada fixa.
• Longo prazo: período no qual todos os ajustes podem ser feitos.
Na microeconomia, o estoque de capital pode ser substituído e
uma empresa pode entrar ou sair de um setor. Na macroeconomia,
os preços, os contratos salariais, os tributos e as expectativas
podem ser ajustados por completo.
Conceitos: insumos
• Insumos (recursos e fatores de produção são sinônimos)
são os elementos necessários à produção de bens e à
prestação de serviços. As categorias tradicionais são
terra, trabalho e capital.
• A terra, além da própria terra, inclui todos os bens
naturais (e.g., água, bens minerais, luz solar, etc.).
• O trabalho (capital humano) compreende as capacidades
físicas e intelectuais de produção.
• O capital divide-se entre capital físico (máquinas,
equipamentos, edifícios, etc. – em geral, diz-se ativos) e
capital financeiro (capacidade real de investir).
Conceitos: bens de capital e de consumo
• Bens de capital são todos os bens que são empregados
para produzir outros bens, mas que não se desgastam
totalmente no processo produtivo (máquinas e edificações,
por exemplo).
• Já os bens de consumo são os bens destinados ao consumo
direto (são classificados em bens de consumo duráveis e
não duráveis – por exemplo, ferramentas e combustíveis,
respectivamente).
• Não há classificações rígidas: alguns bens podem ser de
consumo para alguns agentes, e de capital para outros.
• Bens intermediários: aqueles que já passaram por processo
de transformação, mas ainda não atingiram o estágio de
bem finais (e.g., aço, fios de algodão).
Conceitos: investimentos
• Segundo Samuelson e Nordhaus, investimento é a
atividade econômica que visa o aumento da produção no
futuro, com sacrifício do consumo no presente.
• Investimento líquido é o valor após estabelecida a
margem de depreciação. Nas contas comerciais (e
nacionais), depreciação é a estimativa de uso do capital
durante um período.
• O investimento bruto inclui a parcela de investimento
chamada de reposição, que é o investimento necessário
para a simples reposição da capacidade de produção.
Índices de preços – 1
• Índice que indica como o preço médio de uma cesta de bens
mudou ao longo do tempo. O preço médio é calculado por
uma soma ponderada dos diferentes itens da cesta.
• Há diferentes índices de preços, em função da cesta de bens
que é considerada. Algumas organizações têm tradição no
acompanhamento de preços e cálculo de seus índices.
• Índice Geral de Preços/Disponibilidade Interna (IGP-DI), da
FGV: começou a ser divulgado em 1947, mas sua série
histórica retroage a 1944. O IGP-DI é utilizado tanto nas
Contas Nacionais, como deflator do PIB, quanto na
atualização de diferentes operações financeiras, em especial
em reajustes contratuais.
Índices de preços – 2
• Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da FGV: voltado
prioritariamente para a comunidade financeira; estruturado para
captar as variações do poder de compra da moeda. Registra as
alterações de preços ao longo do processo produtivo, desde
matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos produtos
intermediários (semi-elaborados), até os bens e serviços finais
consumidos pelas famílias.
• Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE: indica
a variação de preços da totalidade dos produtos e serviços
disponíveis para o consumo pessoal. A pesquisa é realizada com
uma amostra de famílias com rendimento monetário
compreendido entre 1 e 40 salários mínimos e abrange 9 Regiões
Metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Belo
Horizonte, Fortaleza, Recife, Belém, Salvador, Rio de Janeiro),
além do município de Goiânia e o Distrito Federal.
Índices de preços – 3
• Índice Preços por Atacado – Disponibilidade Interna (IPA-DI); foi
implantado em 1947. Mede o ritmo evolutivo de preços praticados
na comercialização atacadista, nas transações interempresariais,
quer dizer, nas operações de comercialização que antecedem as
vendas no varejo.
• Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE (IPC-FIPE): início da
série em 1939, com base em uma pesquisa de padrão de vida
realizada entre fins de 1936 e meados de 1937 (no município de
São Paulo). A hipótese fundamental é que as pessoas se
comportam racionalmente, buscando atingir o máximo nível de
satisfação, decorrente do consumo de bens e serviços, tendo como
restrição a renda disponível para gastos de consumo e os preços
dos vários bens e serviços consumidos, a cada instante de tempo.
A partir da comparação da situação de um consumidor em dois
instantes de tempo, determina-se a variação do índice de preços.
Índices de preços – 4
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE)
Produzido pelo IBGE desde março de 1979. É utilizado
como medida de correção do poder de compra dos
salários. Já foi utilizado para reajuste salarial entre 1979
e 1985, e para correção dos aluguéis de 1982 a 1985.
• Índice de Custo de Vida (ICV), do DIEESE: é calculado
para a cidade de São Paulo desde 1959, após sua criação
em 1955 por um grupo de entidades sindicais. Tem por
finalidade conhecer direta e objetivamente a realidade
dos trabalhadores, visto a necessidade do movimento
sindical em contar com estatísticas próprias, em
particular um índice de custo de vida que serve como
parâmetro de comparação com os dados oficiais.
Preços constantes – 1
• A conversão de preços correntes a preços constantes
requer o emprego de um índice de preços, para que sejam
excluídos os efeitos inflacionários. O índice de preços
deve ser escolhido em função da atividade econômica.
• Seja Px,y o preço de um bem no ano x, expresso em valor
da moeda do ano y. Portanto, Px,x é o preço corrente no
ano x. Seja IPx o índice de preços do ano x.
• O processo de conversão é a simples relação:
• Px,x ------- IPx
• Px,y ------- IPy
• Px,y = Px,x .(IPy/IPx)
Preços constantes – 2
• Exemplo 1: comparar, ao longo do tempo, a evolução do
poder de compra de uma pessoa/família que recebe o
salário mínimo nacional.
• Exemplo 2: comparar, ao longo de tempo, a evolução dos
preços internacionais do petróleo.
Oferta e Demanda
e
Equilíbrio de Mercado
Funções e curva de demanda – 1
• A demanda de um bem é definida pelas diversas quantidades
(desse bem) que são tomadas (ou que poderiam ser tomadas) nos
mercados pelos consumidores, em um dado período, a diferentes
preços, desde que mantidos invariáveis os demais fatores que
afetam a demanda (cláusula coeteris paribus: i.e., todos os demais
fatores constantes, exceto o preço).
• Demanda e consumo não são sinônimos! O consumo é uma das
quantidades acima mencionadas, e é aquela que foi efetivamente
demandada em um dado contexto econômico.
• A função demanda [D = f(p, X,Y, Z, ...)] relaciona a demanda de
um bem, ou serviço, aos principais fatores (X,Y,Z,...) que
determinam a evolução desta demanda. Esses fatores incluem o
próprio preço do bem ou serviço, os preços dos bens ou serviços
substitutos ou complementares, a renda da população que adquire
o bem ou serviço, seus gostos, seus demais gastos, etc.
Funções e curva de demanda – 2
• Simplificadamente, diz-se em economia que a função demanda é
função unívoca dos preços e da renda, ou seja, é apenas função
do preço e da renda.
• As funções demanda são homogêneas de grau zero nos preços e
na renda, ou seja, se todos os preços e a renda variam na mesma
proporção, a demanda permanece inalterada (outra
simplificação).
• A função demanda é muito empregada em estudos
econométricos, visando a obtenção de projeções de mercado.
• A representação gráfica da função demanda só como função do
preço do bem é denominada “curva de demanda”.
• Para representação da curva de demanda, assume-se que todos os
fatores que afetam a demanda, exceto o preço do bem, são
constantes (novamente, a cláusula coeteris paribus).
Funções e curva de demanda – 3
• Notar a diferença entre se deslocar sobre a mesma curva de
demanda e se deslocar de uma para outra curva de demanda (o
que, em geral, se entende que está associado a mudança do nível
de renda; outros autores afirmam que nesses casos há alterações
externas ao mercado).
• A curva de demanda do mercado é a soma horizontal das curvas
de demanda dos consumidores individuais. Uma maneira de se
estimar a curva de demanda de um mercado é justamente através
desse procedimento.
• A estimativa da forma matemática da função demanda requer
técnicas estatísticas especiais.
• A curva de demanda tem uma grande importância analítica na
microeconomia. Representa a propensão ao consumo de um
consumidor, ou conjunto de consumidores, para cada nível de
preço de um dado bem ou serviço.
Funções e curvas de demanda – 4

• A estimativa (estatística) das


curvas de demanda requer a
consideração de sua forma
funcional.
• As duas formas convenientes
são a linear e a curva logarítmica.
•A função linear é do tipo
Qd = a – b(P) + c(R), e a função
logarítmica do tipo
Qd = e(P)-(R), que pode ser
linearizada para
log(Qd) =  - log(P) +  log (R)
Funções e curva de oferta
• A função de oferta associa a oferta de um bem ou serviço com os
principais fatores que a influenciam, tais como o preço do bem ou
serviço, preços dos insumos, nível de investimentos, etc.
• Essa função também é utilizada em estudos econométricos,
particularmente naqueles que visam estimar condições de
equilíbrio de mercado.
• A função que relaciona a oferta de um bem ou serviço com seu
preço, mantidas as demais variáveis explanatórias constantes, é
denominada “curva de oferta”.
• Tal qual ocorre com a curva de demanda, a curva de oferta é
bastante empregada como ferramenta analítica na microeconomia.
• Oferta e suprimento não são sinônimos!
Equilíbrio de mercado em condições de
competição pura – 1
• A Figura a seguir ilustra as curvas de demanda e de oferta de um
bem ou serviço. Sob condições de competição pura (concorrência
perfeita), no curto prazo, o equilíbrio do mercado do bem (ou
serviço) se verifica na intersecção dessas duas curvas.
• Para que haja equilíbrio, a oferta deve ser igualar à demanda. Para
qualquer outra condição diferente de O* = D*, haveria excesso de
oferta ou excesso de demanda. E não haveria equilíbrio. Por que?
• Assume-se que a intersecção entre as curvas ocorre apenas em um
ponto. O preço resultante no ponto de intersecção (p*) é chamado
preço de mercado de curto prazo. A demanda D* é chamada
demanda de mercado de curto prazo, enquanto a oferta O* é
chamada oferta de mercado de curto prazo.
Figura – Equilíbrio de mercado no curto
prazo sob condições de competição pura
Equilíbrio de mercado em condições de
competição pura – 2
• Considerado o equilíbrio de mercado, os efeitos combinados do
aumento de produção e do aumento de renda são ilustrados na
Figura a seguir.
• Com o aumento da produção ocorre um deslocamento da curva de
oferta para a direita e para baixo, ou seja, de O para O’. Para um
mesmo nível de preços se dispõe de uma maior quantidade
ofertada, ou, então, para uma mesma quantidade ofertada tem-se
um preço menor.
• O aumento de renda significa um deslocamento da curva de
demanda para cima e para a direita, ou seja, de D para D’. A
quantidade demandada aumenta para um mesmo nível de preços,
enquanto que, para uma mesma quantidade demandada, aumenta a
propensão dos consumidores pagarem um preço maior.
Figura – Mudanças no equilíbrio de mercado ocasionadas
pelo aumento da produção, para todos os níveis de preço,
e pelo aumento da renda
p
O
Aumento de
produ� �o para
p1 todos os n�
veis
de pre�os
p0 O'
p2
D'
Aumento
de
D renda

Q0 Q1 Q2 Q
Equilíbrio de mercado em condições de
competição pura – 3
• A mudança de preços ilustrada na figura anterior, de p0 para p2,
não ocorrerá instantaneamente e, talvez, nem mesmo venha a ser
verificada, pois outros fatores podem afetar o comportamento da
demanda e da oferta.
• O modelo oferta-demanda é um modelo analítico simples para
examinar os efeitos de primeira ordem de alterações de fatores
que afetam a oferta e a demanda.
• Fatores que podem afetar a oferta/demanda de energéticos
incluem: (a) racionalização do uso da energia, (b)
desenvolvimento de fontes alternativas, (c) aumento da produção
dos energéticos tradicionais, (d) políticas fiscais, (e) nível de
atividade econômica, (f) acontecimentos (e.g., políticos) em áreas
produtoras (e.g., de petróleo).
Equilíbrio de mercado: considerações
adicionais
• Seja a Figura apresentada anteriormente.
• O que acontece em um dado mercado, em curto prazo, se houver
um aumento da renda sem a alteração das condições de oferta?
• Qual uma estratégia usual para controlar preços no curto prazo,
em um contexto em que há aumento da renda?
• Qual o impacto da restrição ao crédito do ponto de vista do
equilíbrio do mercado?
• Discutiremos em detalhes mais a frente, mas para aproveitar a
oportunidade: qual o impacto de subsídios sobre o equilíbrio de
mercado?
Elasticidades
Elasticidade preço – 1
• Define-se elasticidade preço da demanda de um bem como sendo
a variação percentual da quantidade demandada em resposta a
mudanças de seus preços. Em outras palavras, elasticidade preço
é a alteração percentual da quantia demandada em resposta à
variação de 1% no preço do bem.
• Algebricamente, a elasticidade preço é expressa como:
• E = - (p/Q) . (Q/ p) (1)
• A elasticidade é expressa em valor absoluto e não tem unidade.
• A expressão (1) é a da elasticidade de arco, isto é, da elasticidade
em uma faixa de valores de preço. Se p e Q forem,
respectivamente, o preço e a quantidade demandada no início do
intervalo de variação, a elasticidade assumirá valores distintos
quando do movimento de A para B em relação ao valor da
elasticidade quando do movimento de B para A. Para que esse
problema seja contornado, devem ser tomados os valores médios
de p e Q no intervalo.
Elasticidade preço – 2
• O conceito mais usual é o de elasticidade preço em um
ponto da curva de demanda de um bem ou serviço, que é
definida pela equação (2):
• E = - (p0/Q0) . (dQ/dp) (2)
• Sendo que p e Q representam o preço e a demanda,
respectivamente, do bem ou serviço.
• Para os bens e serviços “normais” a quantidade
demandada e o preço variam inversamente, ou seja, uma
variação positiva no preço será acompanhada por uma
variação negativa na quantidade demandada. Portanto,
para se obter uma elasticidade preço positiva, é
introduzido um sinal negativo nas equações (1) e (2).
Elasticidade preço – 3
• Quando a elasticidade é maior do que 1 (E > 1) diz-se que a
demanda é elástica (a demanda varia consideravelmente em
resposta aos preços). Por sua vez, quando E < 1 diz-se que a
demanda é inelástica (a demanda varia pouco em resposta aos
preços). Quando E = 1, diz-se que a elasticidade é unitária.
• Quando a demanda é elástica, uma redução de preços
implicará um aumento da receita, ou seja, aumento do produto
(p.Q) dado que o crescimento da quantidade demandada deve
ser superior à redução dos preços. O contrário ocorreria se a
demanda fosse inelástica.
• Seja a figura do slide seguinte, na qual representa-se uma
curva de demanda linear AT.
Elasticidade preço – 4

No ponto A a elasticidade é infinita (i.e., a


$ demanda é “completamente elástica”)

A E>1
No ponto T a elasticidade
G é nula (i.e., a demanda é
B
“completamente
J inelástica”)
C
E<1

O Q
S T
Elasticidade preço – 5
• Notar inicialmente que a elasticidade não é constante na medida em
que há deslocamento sobre a curva de demanda (mesmo que a
curva de demanda seja uma reta).
• Na medida em que se move sobre a curva de demanda de A até J
(faixa em que a demanda é elástica), a elasticidade diminui, mas
ainda é maior do que 1. Assim, a receita aumenta até que o preço
alcance o nível C, condição em que a receita deve ser máxima. A
partir daí, para novas reduções dos preços, a receita irá diminuir.
• Um produtor, com o objetivo de maximizar sua receita, terá grande
interesse em conhecer a elasticidade preço da demanda e em que
ponto está sobre a curva de demanda.
Elasticidade preço – 6
• Os principais fatores que afetam a elasticidade preço da demanda
são: (i) a existência de bens substitutos ao bem considerado (quanto
maior o número de bens substitutos, maior será o valor da
elasticidade preço da demanda de um bem); (ii) o tipo do bem
(bens de primeira necessidade são imprescindíveis, ou quase); (iii)
a relação entre o preço do bem e a renda dos consumidores (quanto
maior for a relação preço/renda, maior será a elasticidade); (iv) se o
preço de mercado está no extremo superior ou inferior da curva de
demanda (em função do próprio valor numérico da elasticidade em
um dado ponto); e (v) o tempo de resposta às variações de preços
(quanto maior o tempo de resposta, maior será a elasticidade; no
curto prazo a elasticidade é menor, em função das poucas
alternativas que tem o consumidor).
Outras elasticidades – 1
• Elasticidade renda (R): permite a estimativa das variações da
demanda de um bem face a variações de 1% da renda do
consumidor. Matematicamente, define-se como:
• ER = (R/Q) . (dQ/dR) (3)
• A elasticidade renda pode assumir valores positivos ou negativos,
maiores ou menores do que 1. Se a elasticidade renda é positiva
(ER > 0) o bem é dito normal (i.e., a demanda aumenta quando a
renda aumenta); se ER < 0, diz-se que o bem é inferior (i.e., a
demanda aumenta quando a renda diminui, e vice-versa). Se ER <
1, diz-se que o bem é necessário; caso contrário, diz-se que trata-se
de um bem de luxo (nesse caso, a demanda de um bem varia mais
que proporcionalmente vis-à-vis as variações de renda do
consumidor).
Outras elasticidades – 2
• Elasticidade preço da oferta é a mudança percentual na
quantidade ofertada em resposta a uma variação de 1% no
preço de mercado de um dado bem. Matematicamente,
define-se como:
• Eo = (p/Qo) . (Qo/ p) (4)
• ou, para a avaliação da elasticidade em um ponto da
curva de oferta:
• Eo = (p/Qo) . (dQo/ dp) (5)
• A elasticidade preço da oferta é positiva. Se Eo > 1, a
curva de oferta é elástica. Por outro lado, se 0 < Eo < 1, a
curva de oferta é inelástica.
Outras elasticidades – 3

• A elasticidade cruzada mede a variação que se tem na quantidade


demandada de um dado bem quando se abre mão da hipótese de
manutenção dos preços constantes dos demais bens. Ou seja, a
elasticidade cruzada estima a variação de demanda de um bem (x)
mediante mudança nos preços de outro bem (y). Matematicamente,
define-se como
• Ec = (py/Qx) . (dQx/dpy) (6)
• Diz-se que os bens são substitutos se a elasticidade é maior do que
zero (Ec > 0) e complementares no caso em que Ec < 0. Se Ec = 0,
indica-se a independência entre a demanda dos bens.
Elasticidade de curto e de longo prazo
• É importante distinguir entre elasticidade de curto prazo e
elasticidade de longo prazo. Para bens não duráveis, a demanda de
curto prazo é menos elástica do que a demanda de longo prazo. Por
que? Quando o preço aumenta, os consumidores precisam de tempo
para “ajuste” e “aprendizado”, de como viver com menos daquele
produto.
• Já para bens duráveis, a curva de demanda de longo prazo é menos
elástica do que a curva de demanda de curto prazo (para ilustrar,
lembrem-se do comportamento dos consumidores no início do
Real).
• Exceto alguns bens, a oferta de longo prazo é mais elástica do que a
oferta de curto prazo, pois as restrições da estrutura produtiva
impedem a resposta imediata.
Comportamento dos consumidores /
Comportamento dos produtores
(Teoria da firma)
Comportamento do consumidor
• Os consumidores, racionalmente, escolhem os bens e produtos que
mais valorizam.
• O conceito de utilidade é fundamental, e indica preferência. Se duas
“cestas” de produtos têm a mesma utilidade, o consumidor é
indiferente entre elas. Mas se uma tiver maior utilidade, essa é a
preferida.
• A utilidade marginal refere-se à satisfação de consumir uma unidade
adicional de um bem ou serviço.
• Na medida em que o consumo cresce, a utilidade marginal decresce.
Esse é o conceito de utilidade marginal decrescente.
• O comportamento racional do consumidor resulta, em tese, na
maximização de sua utilidade, ou seja, à escolha do conjunto mais
adequado de bens disponíveis (ainda sem discutir a restrição da
renda).
Curvas de indiferença – 1
• Curvas de indiferença: são curvas de utilidade constante, nas quais
cada combinação de bens consumidos é absolutamente igual para
um dado consumidor, pois lhe trazem a mesma satisfação.
• Na figura apresentada no próximo slide, o ponto X, à direita da
curva de indiferença indica uma combinação melhor de bens do que
a combinação indicada na própria curva. Da mesma forma, o ponto
Y indica uma combinação inferior.
• Curvas de indiferença à direita de uma dada curva representam
maior utilidade, e vice-versa.
• Duas curvas de indiferença não se cruzam jamais.
• Taxa marginal de substituição de uma mercadoria I por outra II é a
redução aceita pelo consumidor na quantidade da mercadoria I para
que tenha uma unidade adicional da mercadoria II (ver na Figura do
próximo slide).
Curvas de indiferença – 2
U é a curva de indiferença para um dado consumidor. Por
simplificação são imaginadas apenas duas classes de bens.
Qualquer ponto sobre a curva, como os três indicados,
roupas representam o mesmo nível de satisfação.

R1 X
Crescimento da utilidade - U > U’
R2
R3 Y U
U’
alimentos
A1 A 2 A3

Notar a taxa marginal de substituição na passagem da cesta 1 para 2, e de 2 para 3.


Restrições da renda
A renda do consumidor é, evidentemente, um fator restritivo.
Em um caso muito simples, no qual o consumidor só tem
R/pR roupas duas classes de bens para consumir, as despesas com
alimentação e vestuário em um dado período podem, no
máximo, se igualar à sua renda.
16
As linhas de restrição orçamentária se deslocam
na medida em que há variações da renda ou dos
preços dos bens.

8 R = A.pA + R.pR

R1 R2
4

alimentos R/pA
5 10 20
Todos os pontos sobre a reta R2 são combinações de consumo que resultam em despesa
igual à renda R2. Óbvio, R2 > R1.
Equilíbrio do consumidor
U1 e U2 são curvas de indiferença entre o consumo de roupas e
de alimentos. As linhas retas, inclinadas, refletem diferentes
combinações de compra para um dado nível de renda. Os pontos
A e B indicam as cestas máximas para os níveis de renda U1 e
roupas U2.

16
C Curva renda-consumo

B
8
U2
A D
4
U1
alimentos
5 10 20
Um consumidor racional, que tem renda que lhe permite adquirir a cesta B, não escolheria as
cestas C ou D, que resultam na mesma despesa mensal, mas que lhe trazem menor satisfação.
Efeito da renda sobre a demanda
A curva de Engel é definida segundo a
hipótese de que os preços são constantes. A
Renda curva da figura é para um bem normal em
$/mês toda a faixa apresentada.

Curva de Engel

200

100

alimentos
5 10 unidades/mês
Efeitos de comportamento sobre a demanda
• A demanda do consumidor de um determinado bem é
influenciada por outros fatores além dos preços e sua
renda. O efeito bandwagon (poderia ser entendido como
modismo) corresponde ao aumento da demanda de um
bem em resposta ao aumento de consumo daquele mesmo
bem por outras pessoas. Nesse caso, a curva de demanda
desloca-se para a direita.
• Por outro lado, o efeito snob corresponde ao deslocamento
da curva de demanda de um bem (e.g., de um grupo
social) para a esquerda quando a demanda de outros
grupos de consumidores aumenta. Nesse caso, o desejo de
alguns consumidores é diferenciar-se da tendência geral.
Comportamento da empresa
• As empresas possuem objetivos de curto e de longo prazo. Esses
objetivos podem ser tangíveis ou intangíveis.
• Entre os objetivos tangíveis pode-se mencionar a maximização
dos lucros a curto prazo, a maximização da receita e a
maximização da parcela de mercado suprida pela empresa.
• Entre os objetivos intangíveis frequentemente estão a promoção
da confiança dos clientes, o aumento da propriedade de recursos
naturais e a eliminação de competidores.
• Supondo o objetivo de maximização do lucro (L), que é igual a
diferença entre receita (R) e custos (C), ou seja, L = R – C.
• Mas, R = p.Q (preço.quantidade) e C = C(Q). Então, L(Q) =
p.Q – C(Q), ou seja, o lucro é função da quantidade vendida.
Curvas de isoprodução
X, Y e Z são curvas de isoprodução, e a
produção em Z é maior do que em X, que
Capital por sua vez é maior do que em Y.

Y A

D C B
K1 Z

E X

L1 Trabalho
Os pontos A e B, sobre a mesma curva Z, representam diferentes combinações
de capital e trabalho para que a mesma produção seja alcançada.
Minimização dos custos de produção
C1, C2 e C3 são curvas de custos
Capital constantes de produção; C1<C2<C3.

Curva de isoprodução, em
A
amarelo. Os pontos A, E e
B correspondem à
produções iguais.
E
K1
B
C1 X
C2 C3
L1 Trabalho
O menor custo de produção de X unidades é C2, e corresponde à
combinação “E” entre capital e trabalho.
Objetivos de uma empresa
• O objetivo fundamental de uma empresa é maximizar seus lucros.
Em um mercado de concorrência perfeita uma empresa não
influencia nos preços de equilíbrio e, portanto, sua alternativa é a
minimização de seus custos.
• Para tanto, a empresa deve buscar a combinação dos fatores de
produção que permite a máxima produção ao mínimo custo. Uma
empresa deve observar os “preços relativos” dos fatores de
produção, que são seus custos.
• Exemplos comuns são as empresas se instalarem onde os custos de
mão de obra são mais baixos, onde os custos de energia são mais
baixos, onde as restrições ambientais são menores (e, portanto, os
custos de mitigação são menores).
Diferenciação de produtos
• Por outro lado, muitas empresas têm condições de variar os preços
que podem obter por seus produtos, bem como negociar os preços
dos insumos que compram.
• Em particular, empresas podem diferenciar seus produtos de forma a
que os consumidores se disponham a pagar preços diferenciados por
produtos similares.
• Na teoria econômica, denomina-se “diferenciação de produtos”
quando há preços diferentes para produtos similares. Isso ocorre
por conta de imagens diferenciadas, junto aos clientes, no que diz
respeito ao controle de qualidade, confiabilidade do suprimento, etc.
A busca dessa “diferenciação” é, usualmente, a principal meta das
campanhas publicitárias.
Custos
Custos no curto prazo – custos fixos e
variáveis – 1
• Para estudar custos no curto prazo, faz-se a hipótese de que o
“nível” de capital é fixo e que o trabalho é variável.
• Os custos de operação de instalações (e.g., industriais) podem ser
divididos em custos fixos e variáveis.
• Custos fixos são aqueles que, no curto prazo, não dependem da
magnitude da produção e incorrem mesmo quando não se produz
(e.g., aluguéis, parcelas de empréstimos, juros sobre as dívidas,
salários da gerência e da engenharia, seguros).
• Custos variáveis dependem do nível de produção. Exemplos:
materiais, energia, salários de operários na linha de montagem.
Frequentemente assume-se que os custos variáveis são
proporcionais à produção, o que é uma boa hipótese para níveis de
produção próximos da capacidade nominal. Por definição, os custos
variáveis são nulos quando a produção é nula.
Custos no curto prazo – custos fixos e
variáveis – 2
4500
4000
3500 Exemplo A: custos totais, fixos
3000
e variáveis
Custos ($)

variaveis
2500
fixos
2000
totais
1500
1000
500
0 14000
0 5 10 15 20
12000
Producao (tons)
10000
rendimentos

Custos ($)
variaveis
8000 decrescentes
fixos
6000
totais
4000
Exemplo B: custos totais, fixos 2000
e variáveis; notar as zonas de
rendimentos
crescentes
0
rendimentos crescentes e 0 5 10 15 20 25

decrescentes. Producao (tons)


Custos médios, marginais e incrementais – 1
• Os custos de produção de energéticos (na verdade, de quase todos os
bens e serviços) têm uma componente de custos fixos e outra de custos
variáveis.
• Custos totais correspondem à soma dos custos fixos e dos variáveis.
• Custos médios (totais, fixos ou variáveis) correspondem à relação
entre os custos (totais ou da respectiva parcela dos custos) e a
produção (e.g., CMV = (CV/X, sendo X = produção)).
• Custos marginais são os custos de produção – ou de entrega – de uma
unidade adicional de produto. Em geral, os custos marginais
dependem do nível atual de produção.
• Conceito similar, mas aplicável para grande número de unidades
adicionais, é o de custo incremental (CI = CT/X). Na análise
econômica comparam-se os benefícios incrementais com os custos
incrementais de produção; se os benefícios foram maiores, a ação é
desejável.
Custos médios, marginais e incrementais – 2

500 Exemplo 1: custos médios totais


450
400
e custos médios variáveis. A
Custos medios ($/ton)

350
300
curva de custos médios
250
Variaveis
Totais
variáveis, tipicamente, tem a
200
150 forma de “U”.
100
50
4500
0
4 9 14 4000

Custos medios ($/ton)


3500
Producao (tons)
3000
2500 Variaveis

Exemplo 2: custos médios fixos 2000


1500
Fixos

e custos médios variáveis. 1000


500
0
0 10 20 30
Producao (tons)
Custos marginais – 1
• Alguns exemplos de custos marginais.
• Para uma empresa de aviação, que tem voos com baixa ocupação, o
custo marginal de atendimento de passageiros é muito baixo. Por que?
Porque o avião e a tribulação serão utilizados, e o custo marginal é o
do consumo adicional de combustível, dos serviços de bordo, etc. Por
isso, a empresa pode vender bilhetes com tarifas promocionais, sem ter
prejuízos.
• Em uma usina hidrelétrica, o custo marginal de geração, quando há
água suficiente no reservatório, é muito baixo e, no limite, diz-se que é
nulo. Por que?
• Já em uma usina termelétrica, mesmo que a capacidade de geração
esteja ociosa, os custos marginais podem ser significativos, pois a
parcela do combustível, em geral, representa muito no custo da
eletricidade gerada.
Custos marginais – 2
120 450 80

400 70
100

Custos marginais ($/ton)


350 60
Custos ($/undd)

80

Custos totais ($)


300
50
CM 250
60 40
200
CMT 30
40 150
CMV 100 20
20
50 10
CMF
0 0 0
0 2 4 6 8 10 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Producao (unidades) Produção (undds)

• Os custos médios variáveis são decrescentes enquanto CM < CMV, e


crescentes a partir de quando CM > CMV. A curva de custos marginais
(CM) cruza as curvas CMV e CMT em seus pontos de mínimo.
• Matematicamente, custo marginal corresponde à derivada da função
de custo total em relação à produção [CM = d(CT)/dX]. Tipicamente, a
curva de custos marginais em função da produção é convexa, e tem a
forma em “U”.
Custos marginais – 3
450
400
80
O custo marginal da primeira
70
350 unidade produzida coincide com

Custos marginal ($/udd)


60
300
50
a parcela variável dos custos. Na
Custos ($)

CV
250
40 CT medida em que aumenta a
200
150
30
CM
produção, caem os custos
100 20 marginais. Na passagem da
50 10
concavidade para a convexidade
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
0
da curva de custos variáveis, o
Produção (unidades) custo marginal é mínimo.
Acima da produção de cinco unidades, no caso da figura acima, os
custos marginais crescem, porque os custos médios também
crescem. O crescimento dos custos marginais está associado aos
rendimentos decrescentes dos fatores de produção variáveis.
Custos marginais – 4
• O caso ao qual corresponde as figuras ao
lado é o da produção agrícola de um bem,
em que a terra é um fator fixo, e a mão de
obra é um fator variável (caso apresentado
em Samuelson e Nordhaus).
• A figura acima mostra a produção marginal
por trabalhador (t/trabalhador); observam-se
retornos decrescentes em quase toda
extensão.
• A figura abaixo mostra a evolução dos
custos médios (em azul) e marginais de
produção (em vermelho).
• A partir do momento em que os retornos do
fator variável são decrescentes, o custo
marginal é crescente.
Custos marginais de curto prazo
(síntese)
• Os custos marginais correspondem à inclinação da função C(X) = f(X).
Como no curto prazo os custos fixos são invariáveis, a variação dos
custos na medida em que varia a produção corresponde à variação da
parcela “variável” dos custos.
• A curva de custos marginais (CM) começa no mesmo ponto em que
começa a curva de custos médios variáveis (CMV). Os custos marginais
decrescem até o ponto de inflexão da curva de custos totais.
• A curva de custos marginais corta a curva de custos médios (totais ou
variáveis) no ponto em que os valores mínimos são alcançados.
• Custos marginais são úteis na comparação dos custos de expansão de
diferentes unidades de produção. É um conceito útil também na definição
de políticas de preços: se o preço for fixado abaixo do custo marginal,
perde-se a cada nova unidade produzida e vendida.
Exemplo 1: custos de produção de aço
Produção Custos Custos Custos Custos Custos Custos
fixos variáveis totais médios médios marginais
totais variáveis
Q (t) CF ($) CV ($) CT ($) CMT ($/t) CMV ($/t) CM ($/t)

8 2000 800 2800 350 100 ___

9 2000 880 2880 320 97,8 80

10 2000 980 2980 298 98 100

11 2000 1100 3100 281,8 100 120


Exemplo 2: custos de produção de aço
Produção Custos Custos Custos Custos Custos Custos
fixos variáveis totais médios médios marginais
totais variáveis
Q (t) CF ($) CV ($) CT ($) CMT ($/t) CMV ($/t) CM ($/t)

13 1125 975 ___

14 1120

15 1275

16 90
Minimização dos custos de produção – 1
• Como uma empresa define a combinação de fatores que resulta a
minimização dos custos para um determinado nível de produção?
• Seja, por simplicidade, a consideração de só dois fatores de
produção: capital (K) e trabalho (L). Como visto, a representação
gráfica da função de produção é uma curva de “isoprodução”, que
representa a combinação dos fatores produtivos para que se
mantenha o mesmo nível de produção.
• Seja w o custo unitário do trabalho e r o custo unitário do capital.
Os custos de produção são calculados pela função:
• C = w.L + r.K
• E o termo K (capital) pode ser isolado na seguinte equação:
• K = (C/r) – (w/r).L
• que é a equação de uma reta que representa custos constantes.
Minimização dos custos de produção – 2

C1, C2 e C3 são curvas de custos


Capital constantes de produção; C1<C2<C3.

C2/r Curva de iso-produção, em


A
amarelo. Os pontos A, E e
B correspondem à
produções iguais.
E
K1
B
C1 X
-w/r
C2 C3
L1 Trabalho
O menor custo de produção de X unidades é C2, e corresponde à
combinação “E” entre capital e trabalho.
Minimização dos custos de produção – 3
• Observa-se na figura do slide anterior que todas as curvas de custo
constante têm a inclinação (-w/r), ou seja, a relação dos custos
unitários do trabalho e do capital.
• Como os custos dos fatores são fixos, as curvas de custo constante
têm a mesma inclinação.
• A empresa minimiza seus custos quando a produtividade marginal
por custo ($) de insumo é igual para todos os insumos. Ou seja:
• MPL/w = MPK/r
• MPL/MPK = w/r = K/L
• Essa é a chamada regra do menor custo, e equivale à situação ótima
para os consumidores, quando as utilidades marginais são iguais. E
quando o preço de um fator de produção cai, a empresa deve
substituir os fatores mais caros pelo fator mais barato, até que as
produtividades marginais (por $) de todos os fatores sejam iguais.
Minimização dos custos de produção – 4
• Um exemplo apresentado por Samuelson e Nordhaus: a produção
de 9 unidades de um bem pode ser feita por diferentes combinações
dos fatores energia (E) e trabalho (W).
• Duas combinações possíveis são (1) E = 10 MJ e W = 2 h, e (2) E =
4 MJ e W = 5 h. Se e = 2 $/MJ, e w = 5 $/hora, os custos de
produção seriam (1) = 10.2 + 2.5 = 30 $ e (2) = 4.2 + 5.5 = 33 $.
Evidentemente, a melhor opção é a (1).
• Mas pode haver (tecnicamente) ao menos um combinação melhor
dos fatores de produção. No caso acima, w/e = - 2,5, que
corresponde à solução ótima, mas ao irmos de (2) para (1) tem-se
E/W = (4-10)/(5-2) = - 6/3 = - 2. Portanto, pode haver uma
combinação dos fatores de produção, com uso mais intenso de
energia e menor uso de mão de obra, que é ótima do ponto de vista
dos custos.
Minimização dos custos de produção – 5

Capital Seja a produção de um bem a partir de


trabalho (L) e capital (K), com custos
unitários w = 5$ e r = 20$. As despesas
Problema
totais são C1 = 1000 $.
proposto por
Pindyck e
Rubinfeld;: C2 Os salários são elevados de 5$ para 6$,
60 e em curto prazo a empresa passa a
como manter
a produção 50 operar com custo C2 = 1200 $.
dada a C1
elevação de A
custos de um
dos fatores? X
-w/r
Trabalho 200
Mas, passado o curtíssimo prazo, quando a empresa teve de aceitar custos de produção
mais altos, e operar fora do ótimo, ela ajustará a produção, buscando outra combinação
entre capital e trabalho.
Minimização dos custos de produção – 6

Capital No curto prazo, para aumentar a


produção de X1 para X2 é preciso
X2
produzir em A3, com custo C3.
X1 No longo prazo, a mesma
produção X2 deve ser feita
em E2, para um custo C2
< C3.
K2 E
K1 E 2
1 A
C1
3 C3
L1 L2 Trabalho
L C
3 2
Minimização dos custos de produção – 7

Capital X1, X2 e X3 são curvas de iso-produção;


X1 < X2 < X3.
Seja o objetivo de se
encontrar a
combinação ótima
dos fatores de
produção que
permite o contínuo X1 E3 “Caminho de expansão”
crescimento da E2
produção. X3
“Caminho da X2
E1
expansão” =
“expansion path”
C1 C2 C3
Trabalho
A curva “caminho de expansão” é a curva de custos totais de longo prazo (dada a
sucessão de ações em curto prazo), que representa a curva de custos mínimos para
expansão da produção.
Minimização dos custos de produção – 8
18000
16000
14000
Custos totais 12000
10000
8000
6000
4000
2000
0
0 5 10 15 20 25 30 35
Produção

•A curva “caminho de expansão” é, na verdade, igual a curva de custos totais


de longo prazo.
•Por que? Porque é gerada de uma combinação “ótima” das alternativas de
expansão, a partir do conhecimento da alternativas no curto prazo. É uma
curva possível de expansão em longo prazo, mas não leva em conta alterações
tecnológicas nem alteração dos preços relativos dos fatores de produção.
Custos a longo prazo – 1
• O critério de tomada de decisões de longo prazo deve ser o de
minimização dos custos de produção.
• Como em longo prazo todos os fatores são variáveis, só faz sentido
analisar os custos totais, os custos médios e os custos marginais.
• Suponha que a empresa tenha três possibilidades de produção
representadas pelas curvas de custos totais CT1, CT2 e CT3
(mostrada a seguir).
• Dependendo do nível de produção desejado, define-se a melhor
alternativa. A alternativa 2 é a melhor para níveis de produção mais
baixos, pois seus custos totais são menores. Por outro lado, para
níveis de produção mais altos a melhor alternativa é a 1, que é a de
menores custos para mais alta produção.
Custos a longo prazo – 2
35000 35000

30000 30000

25000 25000
Custos totais ($)

Custos totais ($)


20000 CT1 20000
CT2
15000 CT3 15000

10000 10000

5000 5000

0 0
0 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50
Producao Producao

A curva de custos de longo prazo é a envolvente das curvas de


custos de curto prazo. A curva de longo prazo passa na origem, pois
a longo prazo não produzir tem custo nulo. A curva de custos de
longo prazo tangencia uma curva de curto prazo em um único ponto.
Custos a longo prazo – 3
180

160
CM Conhecida a curva de
140

120
custos de longo prazo,
Custos ($/ton)

100
pode-se calcular a curva
80
CMT
de custos médios e a curva
60 de custos marginais.
40
Como visto
20

0
anteriormente, em um
0 5 10 15 20 dado ponto o custo
Producao
marginal é igual ao custo
médio mínimo.
Como a curva de custos totais de longo prazo é a envolvente das
curvas de custos totais de curto prazo, a curva de custos médios de
longo prazo também é a envolvente das curvas de custos médios de
curto prazo.
A curva de oferta de um produto
Curva de
oferta

Preço

CMT

CM

Quantidade

• A curva de oferta de um produto corresponde ao trecho da curva de custos


marginais cujos valores são superiores ao custo médio de produção. Só acima
do ponto de intersecção que um dado produtor estará disposto a produzir.
• Por que? Porque se os produtores forem remunerados abaixo dos custos médios
totais, não teriam condições de permanecer no mercado por muito tempo.
Exemplos de curvas de oferta – 1

• A curva acima é apresentada no PNE 2030 (EPE, 2007), e


indica os investimentos específicos (US$/kW instalado) do
potencial hidrelétrico a ser aproveitado.
• Os resultados são otimistas. Por que?
Exemplos de curvas de oferta – 2
• Fonte (
https://www.investo
pedia.com/news/cono
cos-winning-oil-san
ds-sale-cenovus/
)
• A curva ao lado
é a ilustração da
curva de custos
de produção de
petróleo bruto
(estimativa para
2020), para
diferentes locais
e tecnologias de
produção.
Exemplos de curvas de oferta – 3a
• Figure shows estimates of current
ethanol supply curves in Brazil, in
USA and in the EU. These curves
are based on Fulton (2004) and
were adjusted to reflect the range
of production costs in these three
countries/regions (GTZ, 2006): 21-
29 Euro/m3 in Brazil (installed
capacity 18 Gl and average cost
equal to 22 Euro/m3), 33-50
Euro/m3 in USA (installed capacity
19 Gl and average cost estimated
as 43.7 Euro/m3) and 41-85
Euro/m3 in Europe (installed
capacity 2.5 Gl and average cost
Fonte: Walter et al. (2007) equal to 61.5 Euro/m3).
Exemplos de curvas de oferta – 3b
• Figure represents an estimated supply-curve for a hypothetical country that
produces ethanol from sugarcane at a cost 60% higher than Brazil (considered
hypothesis maximum production capacity 9 BL and average cost estimated as
35.4 Euro/m3). • Extrapolating the Brazilian supply curve it
is estimated that the production cost of 24
BL of ethanol would reach 27.5 Euro/m 3 in
short-term (vis-à-vis 26.7 Euro/m3 for the
production of 18 BL). Transport cost
(domestic and maritime) would sums-up
about 5-7 Euro/m3 in the short-term, leading
the CIF cost in Europe and USA to about
32-34 Euro/m3 in case no duties were
applied. Based on the estimates it is clear
that the European production would not be
competitive with imported ethanol from
Brazil in a free trade scenario; regarding
USA, in a free trade scenario only about 2-3
BL of the American production would be
competitive with exports from Brazil.
Fonte: Walter et al. (2007)
Exemplos de curvas de oferta – 4

Fonte: World Resources


Institute (2008)

• Curva de
oferta de
medidas de
racionalização
do uso de
energia.
Exemplos de curvas de oferta – 5

Fonte: MacKinsey
(2009)

• Curva de
custos
marginais de
mitigação
das emissões
de GEE (no
Mundo?; em
2030?)
O chamado “ótimo” coletivo – 1

180

160
CM • Aceitos os pressupostos da
140
concorrência perfeita, o chamado
“ótimo” coletivo no curto prazo é
120
definido pela soma dos
100 excedentes dos produtores (área
80
p0MAB) e dos excedentes dos
M
p0 CMT consumidores (área do triângulo
60
cuja base é p0M).
40
B
A D • O excedente coletivo é máximo
20 se o preço de mercado for
0 definido em p0 (preço de mercado
10 q0
0 5 15 20
= custo marginal).
• Entende-se que o “ótimo
coletivo” é o ótimo social.
O chamado “ótimo” coletivo – 2
180
CM
160 Se o equilíbrio de mercado, sobre
140 a curva de demanda (D), estiver
120
mais à direita do que é mostrado,
haveria remuneração abaixo do
100 custo marginal de produção;
80
M
deslocamentos à esquerda, por
p0
60
CMT outro lado, implicam a perda de
oportunidade de venda a preços
40
B A D ao menos iguais aos custos
20 marginais de produção.
0
0 5 10 q0 15 20

Nos anos 1980, a chamada “Teoria Marginalista” foi apresentada como “a


alternativa” de ajuste dos serviços públicos energéticos (sobretudo elétricos), nos
países em desenvolvimento. A adoção da teoria na tarifação era pré condição para
empréstimos do Banco Mundial.
Economias (e deseconomias) de escala
• O conceito de economia de escala está associado ao longo prazo e
diz respeito à mudança dos custos (de longo prazo) quando se
modifica o nível de produção.
• Há economias de escala para todos os níveis de produção para os
quais os custos médios de longo prazo são decrescentes.
• Por outro lado, há deseconomias de escala para todos os níveis de
produção para os quais os custos médios de longo prazo são
crescentes.
• Pode-se imaginar que haja atividades para as quais os custos
médios são constantes e, portanto, não há economia e nem
deseconomia de escala.
• Em princípio, as empresas definem suas capacidades produtivas
para que os custos médios de longo prazo sejam os menores.
Economias de escala
• Figure shows ethanol total
production costs (2009) as function
of the milling capacity, considering
1300 120
sugarcane costs and O&M costs
1200

1100
100 constant (in a new plant, being i =
Ethanol cost (R$/m3)

15% per year, n = 25 years, equity

Oil price (US$/brl)


1000 80

900
60
= 100%).
800
700 40
• The oil break-even price is shown
600
20
in the right side.
500

400 0
• Typical ethanol cost in a existing
mill would be R$ 620/m3 (240-280
270

540

2.250

6.000
1.125

3.375

3.500

4.500

5.000

7.000

Milling capacity (1000 t/year) Euro/m3) (oil break-even price 50


US$/brl), being about 65% of the
cost due to sugarcane (including
land costs).
Economias de escopo
• Existem economias de escopo quando a produção conjunta de dois (ou
mais) produtos distintos, por parte de uma única empresa, resulta custos
menores do que a produção isolada de cada produto em duas (ou mais)
empresas.
• Se ocorrer o contrário, diz-se que há deseconomia de escopo.
• Exemplos em energia: a produção de eletricidade nas usinas de cana de
açúcar, em conjunto com a produção de açúcar e etanol. Outro exemplo:
no futuro, as biorrefinarias deverão ser casos de economia de escopo.
• O grau de economia de escopo (EE) mede a porcentagem de redução dos
custos quando dois (ou mais) produtos são produzidos conjuntamente ao
invés de individualmente:
• EE = [C(Q1) + C(Q2) - C(Q1,Q2)]/[C(Q1,Q2)], sendo que C(Q1,Q2)
indica os custos da produção combinada dos bens 1 e 2.
• se EE > 0, há economia de escopo.
“Break-even” (ponto de equilíbrio) – 1
• A importância relativa dos custos fixos e variáveis de investivmentos no setor
energético depende das características do empreendimento. Quando os custos
fixos são preponderantes (e.g., gasoduto), a solução ótima operacional do ponto
de vista econômico corresponde a utilizar ao máximo a capacidade nominal da
unidade.
• Um exemplo (Kaplan, exemplo 4.1) ilustra o conceito de ponto de equilíbrio no
caso em que é preciso se encontrar o volume mínimo de gás natural a ser
transportado por um gasoduto de sorte a que a receita iguale-se aos custos. Os
preços de mercado não dependem da quantidade transportada, e são dados.
• A capacidade máxima do gasoduto é 80 Mft3 Os custos fixos do gasoduto são
50.000 US$/dia, e os custos variáveis 100 US$/Mft 3. O preço de venda é 900
US$/Mft3.
• Qual a vazão “break-even”?
• E para aproveitar discussão anterior, mesmo abaixo dessa vazão, é justificável a
operação do gasoduto? Por que?
“Break-even” (ponto de equilíbrio) – 2
Custos
Vazão médios
Mft3/day $/Mft3
Máxima capacidade 80.000.000ft3/day 0
80Mft3/day
10 5100
Custos fixos totais 50.000$/day
20 2600
Custos variáveis 100$/Mft3
30 1767
Operando à maxima capacidade 40 1350
Custos totais 58.000$/day 50 1100
725$/Mft3 60 933
70 814
Operando à 50% da capacidade
80 725
Custos totais 54.000$/day
1.350$/Mft3
Custos Receita
Custos marginal de operação Vazão totais venda
100$/Mft3 Mft3/day $/day $/day
0 50000 0
Qual a mínima vazão de GN 10 51000 9000
20 52000 18000
se o preço de venda é 900$/Mft3 30 53000 27000
40 54000 36000
Solução 50 55000 45000
Receita = Custos 60 56000 54000
Mínima vazão 62,5Mft3/day 70 57000 63000
80 58000 72000
Custo de oportunidade – 1
• Também chamado custo alternativo ou custo implícito,
por não envolver desembolso monetário.
• Está associado ao grau de sacrifício que se faz ao optar
pela produção de um bem, em termos da produção
alternativa sacrificada. Por exemplo, se os preços
internacionais do açúcar são altos, ao custo de produção
do etanol poderia ser atribuído o custo de oportunidade
equivalente de produção e comercialização de açúcar.
• Outro exemplo: ao petróleo produzido no Brasil atribui-se
o custo de oportunidade da não venda da produção aos
preços do mercado internacional.
Custo de oportunidade – 2
• Mais um exemplo: qual o custo relevante do ponto de
vista econômico, o custo de produção de óleos vegetais ou
o custo de oportunidade da venda de óleos vegetais para
fins não combustíveis?
• Na análise de viabilidade econômica, que será vista mais
a frente, uma dada alternativa de investimento deve ser
analisada em relação às demais opções existentes. Assim,
sempre haverá um custo de oportunidade para investir o
capital disponível. A alternativa “fazer nada” (“do
nothing”) jamais implica fazer absolutamente nada com o
recurso disponível para investimentos.

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