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DIREITO

Três sentidos:

1. Regra de conduta Obrigatória (Direito Objetivo);


2. Sistema de Conhecimentos Jurídicos (Técnica e
Ciência do Direito);
3. Faculdade ou poderes que tem ou pode ter uma
determinada pessoa, ou seja, o que pode uma pessoa
exigir da outra (direito subjetivo).
(Paulo Dourado de Gusmão)
“Direito é o Conjunto das normas gerais e positivas,
que regulam a vida social”
(Radbruch, Gustav, Introducción a la filosofia del
Derecho).

Como ciência:
“Objetiva estudar as normas que regulamentam a
conduta humana na vida em sociedade e que devem
ser cumpridas a fim de se garantir a paz social”.
(NADER, 2008)
Duas formas de atuação do Direito:
 Antes da existência do conflito
(preventivamente), quando busca informar a
cada um o limite do direito que julgar ter;

 Para resolver o conflito de interesses já


existentes, quando o Direito fornecerá as
regras aplicáveis para a resolução do impasse.
Direito Objetivo e Subjetivo
 Direito objetivo: poder ser conceituado como o complexo de
normas jurídicas que regem o comportamento humano, de
modo obrigatório, prescrevendo uma sanção no caso de sua
violação. (Caráter coativo).

 Direito subjetivo: é a permissão dada por meio de norma


jurídica, para fazer ou não fazer alguma coisa, ou a autorização
para exigir, por meio dos órgãos competentes do poder público
ou por meio de processos legais, em prejuízo causado por
violação de norma, o cumprimento da norma infringida ou a
reparação do mal sofrido. (Uma faculdade do titular de invocar
a lei para tutela seu direito)
Divisão geral do Direito positivo

Público
Privado
Direito Público
 – Destina-se a disciplinar os interesses gerais
da coletividade.
 Regula a organização do Estado em si mesmo
em suas relações com os particulares e com
outros Estados soberanos e é composto por
normas de ordem pública, cogente,
impositivas, e de aplicação obrigatória.
(Washington de Barros Monteiro Curso de
Direito Civil)
Assim temos:
 Direito Constitucional

 Direito Administrativo

 Direito Econômico

 Direito Financeiro

 Direito Tributário

 Direito Processual

 Direito Penal

 Direito Internacional
Constitucional
 Normas jurídicas pertinentes à organização política do Estado
nos seus elementos fundamentais, definindo o regime político
e a forma de Estado, colocando cada órgão substancial, para
fazer o que lhe é devido em relação ao cidadão, mediante o
reconhecimento e garantia de direitos fundamentais dos
indivíduos.

 Presentes na Carta Magna do Estado, a constituição. Criação


do ordenamento legal;

 O direito constitucional é a esfera da ordenação estatal que


está intimamente relacionada com todas as demais, por
coordená-las, traçando-lhes o contorno periférico.
Títulos:
 Princípios Fundamentais

 Direitos e Garantias Fundamentais

 Organização do Estado e dos Poderes

 Defesa do Estado das Instituições


Democráticas
 Tributação e orçamento

 Ordem Econômica e Financeira

 Ordem Social: Previdência, Saúde e


Assistência
 Disposições Gerais
Direito Administrativo
 É o ramo do direito público interno que se concentra
no estudo da Administração Pública e da atividade de
seus integrantes. Sistematiza os interesses do Estado,
ou seja, tudo o que se relaciona à Administração
Pública e à relação entre ela e os administrados e seus
servidores é regrado e estudado pelo Direito
Administrativo.

 Hierárquico, Normativo, disciplinar e de polícia.


 Princípios e atos administrativos
Direito Econômico
 Direito econômico é o ramo do direito que tem por
objeto o tratamento jurídico da política econômica e,
por sujeito, o agente que dela participe.
 É o conjunto de normas de conteúdo econômico que
assegura a defesa e harmonia dos interesses
individuais e coletivos, de acordo com a ideologia
adotada na ordem jurídica. para tanto, utiliza-se o
princípio da economicidade.”
Direito Financeiro
 O Direito financeiro tem por objetivo
disciplinar o orçamento público, as receitas
públicas – entre elas a receita tributária e as
despesas públicas. É mais abrangente que o
Direito Tributário.

 Receita – Orçamento - Despesas


Direito tributário
 É um ramo autônomo do Direito que tem por
escopo a instituição, arrecadação e fiscalização
dos tributos.
 “É a disciplina jurídica dos tributos, com que
se abrange todo conjunto de princípios e
normas regulamentares da criação, fiscalização
e arrecadação das prestações de natureza
tributária”. (AMARO, 2004. p. 2).
 Não cabe ao Direito Tributário cuidar das
despesas, da gestão nem das receitas
originárias.

 “Pode-se dizer que o Direito tributário começa


no fato gerador e termina na guia de
recolhimento”.
Classificação
QUADRO DE TRIBUTOS (Art. 145 da CF)

Competência da União Competência dos Estados, DF e


Municípios

- Impostos, - Impostos
- Taxas, - Taxas
- Contribuição de melhoria - Contribuição de melhoria
- Contribuições sociais diversas - Só contribuição social
(arts. 149; 195, § 6º; 212, § 5º e previdenciária, cobrada de seus
240, CF) servidores, em benefício destes
- Empréstimo compulsório (art. 149, parágrafo único da CF)
Direito Penal
 É o ramo do Direito que disciplina as condutas
humanas que podem por em risco a
coexistência dos indivíduos na sociedade. O
Direito Penal vai regular essas condutas com
base na proteção dos princípios relacionados à
vida, intimidade, propriedade, liberdade,
enfim, princípios que devem ser respeitados no
convívio social.
 Descreve as condutas consideradas crimes (condutas
mais graves) e contravenções (condutas menos grave)
e as respectivas penas cominadas.
 Apenas o Estado é o responsável pelo direito de
punir, e o faz mediante critérios pré-estabelecidos,
com o intuito de desestimular os indivíduos a
transgredirem as normas, e, também, de readaptar o
indivíduo ao convívio social.
Direito processual
 Ramo onde o Estado que detém o poder de aplicar o
Direito, estabelecendo a ordem, aplicando as penalidades, e
solucionando os conflitos entre as partes, por meio de um
processo judicial – PODER JURIDICIONAL.

 Visa disciplinar de que forma isso vai se dar, estabelecendo


princípios e regras a serem previamente obedecidas, tanto pelo
Estado, quanto pelas partes na disputa judicial.

 Função do Direito processual é organizar a forma de como o


Estado vai prestar esse poder/dever de julgar, e como as partes
devem agir no enlace judicial.
 Função jurisdicional de dizer o Direito.

 O Direito Processual tem como objetivo administrar o


direito e, entre as suas ramificações, estão o Direito
Processual Civil e o Direito Processual Penal.

 Ação, partes, órgãos, atos, processo, procedimento,


recursos, execução medidas cautelares e especiais.

 Novo Código de Processo Civil


LEI Nº 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015.
Direito Eleitoral
 É o ramo autônomo do Direito Público encarregado de
regulamentar os direitos políticos dos cidadãos e o processo
eleitoral. Conjunto sistematizado de normas destina-se a
assegurar a organização e o exercício de direitos políticos,
principalmente os que envolvem votar e ser votado (Art. 1º do
Código Eleitoral - Lei nº 4.737/65).

 Em outras palavras, o Direito Eleitoral dedica-se ao estudo das


normas e procedimentos que organizam e disciplinam o
funcionamento do poder de sufrágio popular, de modo a que se
estabeleça a precisa equação entre a vontade do povo e a
atividade governamental.
Direito Militar
 É o conjunto de normas jurídicas destinadas a assegurar a
realização dos fins das instituições militares, cujo principal é a
defesa armada da Pátria. As penais surgem com o Direito
Penal Militar.
 O direito militar, portanto, é bastante abrangente em suas
ramificações, sendo possível distinguir o direito penal militar,
o direito processual penal militar, o direito administrativo
militar, o direito disciplinar militar, o direito
previdenciário militar, além de outros que guardam
pertinência com o emprego de Forças Armadas na solução de
conflitos armados, destacando-se, nesse ponto, o direito
internacional dos conflitos armados, também conhecido como
direito internacional humanitário.
Direito Internacional
 É o ramo do Direito voltado a disciplinar as relações entre os
vários Estados, possuindo princípios e diretrizes, que visam
uma interação pacífica entre os Estados, tanto na esfera
política, econômica, social e cultural. Vale dizer que são
criados organismos internacionais, tais como a ONU
(Organização das Nações Unidas) e a OMC (Organização
Mundial do Comércio), para auxiliar na descoberta de
interesses comuns, e de que forma interação dos Estados vai se
dar.
 Tratados, acordos, convenções, ratificação...
Direito Privado
 Disciplina as relações dos indivíduos entre si.
Composto por normas de caráter privado,
dispositivas, em que predominam os interesses
de ordem particular.
Direito Civil
 Direito Privado por excelência, pois visa regular
as relações dos indivíduos, estabelecendo
direitos e impondo obrigações.

 O Direito Civil atua em toda a vida do indivíduo,


pois disciplina todos os campos de interesses
individuais.
 O Código Civil, ou seja, reunião de todas as leis de
Direito Civil, é estruturado em duas grandes partes:
 Parte Geral - encontram-se os livros que contém os
temas relativos às pessoas, aos bens e aos fatos
jurídicos.
 Parte especial os livros são: Obrigações, Direito de
Empresa, Direito das Coisas, Direito de Família, Direito
das Sucessões e um livro complementar das disposições
finais e transitórias.
 O Direito Civil abrange todas as área do
relacionamento humano, que serão objeto de
estudo durante todo o Curso de Direito.
Direito Empresarial
 O direito comercial origina-se de um direito estatutário
particular e consuetudinário, visto que não veio de uma obra
dos jurisconsultos nem dos legisladores, mas do trabalho dos
comerciantes, que o criaram com seus usos, estabelecendo
seus estatutos ou regulamentos, pelos quais disciplinavam a
concorrência, asseguravam mercados aos comerciantes para as
suas ofertas, evitavam fraudes e garantiam a boa qualidade das
mercadorias. O direito comercial constitui-se de normas que
gerem a atividade empresarial.
 O Estatuto do direito Civil é o Código Civil Brasileiro.
Primeiramente promulgado em 1º de Janeiro de 1916;

 O Brasil tem agora o Novo Código Civil objeto da Lei nº


10.406 de 10 de janeiro de 2002, que entrou em vigor um ano
depois ficando revogado o antigo CC objeto da lei 3.071, de
1º de Janeiro de 1916, revogando-se também a primeira
parte do Código Comercial, Lei 556, de 25 de Junho de
1850.

 O novo CC de 2002, trata do Direito Comercial nos arts. 966 a


1.195, sob a denominação de “Direito de empresa”.

 No âmbito de incidência das normas de Direito Comercial está


delimitado pelo conceito de empresa e não mais pelos atos de
comércio.
Direito do Trabalho
 É um ramo que se destina a disciplinar as
relações de trabalho, estabelecendo princípios
e regras, de forma a evitar a exploração pelo
do trabalho, e conceder direitos e obrigações
recíprocos tanto aos que prestam os serviços,
quanto para àqueles cujo o serviço se destina.
 Ramo da Ciência do Direito que tem por
finalidade o estudo das normas, princípios e
outros instrumentos existentes para proteger a
assegurar direitos tanto para o trabalhador
quanto ao empregador.
Divisão
 Direito Individual do Trabalho
 Relações de emprego;
 Garantias mínimas obrigatórias;
 Natureza contratual
 Direito Coletivo do Trabalho
 Estudo dos sindicatos;
 Representação dos Trabalhadores nas empresas;
 Conflitos coletivos de Trabalho e suas formas de solução;
 Convenções coletivas;
 Greve.
 Há discussão entre os juristas se o Direito do
Trabalho seria um ramo do Direito Público ou
Privado. Por muito tempo, vários autores entenderam
se tratar de um ramo do Direito Público, pois apesar
de suas normas disciplinarem relações privadas, a
vontade das partes ficaria limitada às regras pré-
estabelecidas pelo Estado. Contudo com o passar do
tempo entenderam se tratar de ramo do Direito
Privado, pois predomina o interesse particular, em
detrimento da natureza das regras públicas.
 Direito Social – (José Afonso da Silva)

 Direito do Trabalho
 Direito Previdenciário

 Direito Ambiental

Há autores que atentam, ainda, para uma


classificação mista.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 BANDEIRA DE MELO, Celso Antônio. Curso de Direito
Administrativo. 18. ed. São Paulo. Malheiros, 2005.
 DINIZ, Maria Helena. Compêndio de introdução à ciência do
direito. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
 ESPÍNDOLA, Ruy Samuel. Conceito de Princípios
Constitucionais. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1999, p. 65
 FERRAZ JUNIOR, Tercio Sampaio. Introdução ao estudo do
direito. 4 ed., São Paulo: Atlas, 2003.
 NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 24 ed. atual.
Rio de Janeiro: Forense, 2004.
 SILVA. José Afonso da. Curso de Direito Constitucional
Positivo. 21 ed. Atual. São Paulo: Malheiros. 2002.