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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA
COTA 2018-2020
COORDENADORA: TATIANA FERNANDES SANT’ANA
SUBPROJETO: LETRAS/PORTUGUÊS/CAMPINA GRANDE
RESIDENTE: LAYZE MARIANA TENÓRIO DE LIMA

PRÁTICAS DE ESCRITA E
REESCRITA NA SALA DE AULA:
DESAFIOS PARA ALUNOS E
PROFESSORES

Regina Celi Mendes Pereira


CHEGOU A HORA DA ESCRITA...
 A produção textual na escola tem se mostrado desafiadora para
os alunos e professores;
 No que diz respeito aos educadores, as dificuldades surgem
quando há a necessidade de adaptação as exigências das
teorias dos gêneros textuais para o trabalho com a produção
textual;
O LUGAR DA TEORIA
 A questão da produção escrita tem impulsionado diversas pesquisas,
nos mais variados campos de atuação, como por exemplo, os
estudos da pedagogia, da linguística, da psicologia e da sociologia.
Dessa maneira, essas áreas mantém um “diálogo necessário e
esclarecedor” (PEREIRA, 2010, p. 173);
 Essa abordagem interdisciplinar dialoga com a proposta teórico-
metodológica do ISD (Interacionismo Socio-discursivo), que
defende a “noção de linguagem como ação, ou seja, a partir do uso
situado da linguagem, agimos na sociedade e nos desenvolvemos
cognitivamente” (PEREIRA, 2010, p. 174);
 No entanto, é importante “ter em mente que o trabalho com os
gêneros textuais nas escolas não pode ser encarado como uma
finalidade que se autorregulamente” (PEREIRA, 2010, p. 174);
COMO PENSAR O ENSINO DA
ESCRITA?
 Parâmetros que, segundo Bronckart (1999), podem
interferir na organização textual:
Mundo físico: lugar de produção, momento de
produção e especificidades do emissor e do receptor;
Mundo social e subjetivo: interação comunicativa;
 A elaboração de sequências didática (SD) auxilia aos
professores no trabalho com a produção textual;
Figura 1: Esquema da sequência didática

Fonte: DOLZ, NOVERRAZ E SCHNEUWLY, 2004, p. 98 apud PEREIRA, 2010, p. 177)


 A primeira etapa de uma SD evidencia o “caráter processual da
escrita e de como precisamos investir nas condições que
antecedem a produção de textos a fim de proporcionar mais
segurança aos alunos sobre a atividade a ser desenvolvida”
(PEREIRA, 2010, p. 177);
 O ato de escrever é uma tarefa de interação; cooperativa;
contextualizada; necessariamente textual e que se manifesta
em gêneros particulares de texto (PEREIRA, 2010);
JÁ ESCREVI, E AGORA? REESCREVO...
REESCREVO

 “Os parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ajudaram e vêm


ajudado também a divulgar a reescrita como prática
fundamental no ensino de língua portuguesa”. Sendo assim,
“[...] os cursos de formação continuada representam uma boa
oportunidade para [oferecer] orientações precisas aos
professores de como intervir diante dos textos de seus alunos”
(PEREIRA, 2010, p. 181);
 [...] a escrita deve ser vista como um processo, uma prática
construída por várias ações; planejamento, textualização,
revisão e reescrita” (PEREIRA, 2010, p. 181);
 Na reescrita o aluno é motivado a melhorar os problemas
encontrados em seus textos;
 O trabalho com a reescrita pode ser realizado coletivamente,
em duplas ou individualmente, além das trocas de textos entre
os próprios alunos;
 Os tipos de correção do professor são:
 Correção resolutiva;
 Correção classificatória (ou codificada)
 Correção textual-interativa
HORA DA INTERVENÇÃO NO TEXTO:
DEFININDO OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Fonte: BARRETO, CORRÊA, 2013, p. 9.


 Parâmetros de avaliação:
 Situação de ação de linguagem;
 Infraestrutura;
 Mecanismos de textualização;
 Mecanismos enunciativos;
 Elementos microestruturais;
 Forma;
ALGUMAS PALAVRAS FINAIS OU “PARA NÃO
DIZER QUE NÃO FALEI DE...”

 Compreender a complexidade da língua escrita implica


promover “uma pedagogia do letramento [que] se sobreponha
a pedagogia da temática ou de um ensino de gêneros que não
leve em conta seus aspectos sociocomunicativos e
pragmáticos” (PEREIRA, 2010, p. 192);
 Os projetos de letramentos proporcionam que os alunos
desenvolvam as capacidades de produzir, compreender,
interpretar e memorizar um conjunto de enunciados orais e
escritos
 Contudo, incluir o professor “em novas práticas de letramento
traz benefícios concretos à realidade escolar: os alunos ficam
mais participativos, envolvem-se mais nas situações de ensino-
aprendizagem de leitura e escrita, os professores ficam mais
motivados [e] as aulas mais dinânica [...]” (PEREIRA, 2010,
p. 193)
REFÊRENCIAS
 BARRETO, Ana Paula Trevisani; CORRÊA, Francini Percinoto Poliseli.
Guia turístico: plano geral, tipos de discurso e tipos de sequência. In:
Revista de Letras, v. 15, n. 17, 2013. Disponível em: <
https://periodicos.utfpr.edu.br/rl/article/view/2375> Acesso em:
06/09/2018.
 PEREIRA, Regina Celi Mendes. Práticas de escrita e reescrita em sala de
aula: desafios para alunos e professores. In.: ________. (org.). Ações de
linguagem: da formação continuada à sala de aula. João Pessoa: Editora
Universitária da UFPB, 2010, p. 172 - 195.

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