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Práticas de escrita e reescrita na sala de aula: Desafios para alunos e

professores
Regina Celi Mendes Pereira (UFPB)
 Quais são os melhores procedimentos para desenvolver atividades de
escrita? (PEREIRA, 2010. p. 172)
 Qual a importância da escrita para os alunos? (PEREIRA, 2010. p. 172)
 Quais as condições adequadas para a produção textual? (PEREIRA, 2010.
p. 172)
 Como ajudar o aluno nas etapas de revisão e de reescrita de seu texto?
(PEREIRA, 2010. p. 172)
 Quais aspectos da estrutura do texto são mais relevantes e devem ser mais
enfatizados? (PEREIRA, 2010. p. 172)
 Linguagem como ação social;
 “Uma língua natural só pode ser aprendida através de produções verbais
efetivas” (PEREIRA, 2010 apud BRONCKART, 1999).
 “Ensinar gêneros é agir linguisticamente” (PEREIRA, 2010 apud
MARCUSCHI, 2002).
 Parâmetros influenciadores na organização de um texto: Mundo físico X
Mundo social e subjetivo;
 No trabalho de escrita como prática social deve ser contemplado todos os
parâmetros de ordem social e individual;
 “Pedagogia da temática”;
 Escrita é processo;
 É necessário investir nas condições que antecedem a produção de textos;
 A estrutura do texto vai além do clichê “deve conter início, meio e fim.”
 A reescrita como prática fundamental no ensino de língua portuguesa;
 Reescrever é reelaborar e refletir sobre o texto;
 O professor precisa saber qual problema no texto merece ser reescrito;
 “o desenvolvimento da competência na produção textual é um dos
principais objetivos do ensino do português [...] é preciso que o aluno tenha
não só a oportunidade de escrever frequentemente, mas de refletir sobre
seus textos.” (PEREIRA, 2010. p. 181)
 A revisão pode ocorrer ao longo do processo textual (PEREIRA, 2010, p.
181) enquanto a reescrita “deve ser considerada como parte do processo de
produção textual, em que o aluno é estimulado a trabalhar as dificuldades
de aprendizagem apresentadas em seu texto, sob a orientação do
professor.” (LEITE, 2008).
 É preciso refletir o propósito da solicitação de produção de texto;
 “Muitas vezes, o professor não sabe como avaliar o texto dos
alunos, pois desconhece quais aspectos referentes à textualidade
devem ser considerados” (PEREIRA, 2010. p.182 p. 183);
 “É fundamental a condução do processo de reflexão e reescrita por
parte do professor [...] cabe ao professor chamar a atenção dos
alunos para os aspectos mais problemáticos de um texto, guiar a
reflexão e fazer com que eles próprios (os alunos) possam descobrir
as respostas [...] perceber no texto os alunos as necessidades de
aprendizagem apresentadas”
 O texto deve ser o objeto central no ensino de língua portuguesa.
 “O desconhecimento da arquitetura interna do texto leva a
priorizar apenas os aspectos mais formais da produção escrita
[...] impedindo que o aluno desenvolva sua capacidade de
linguagem escrita.” (PEREIRA, 2010. p. 186);
 “A correção de um texto limitada a aspectos organizacionais e
ortográficos não fornece um feed-back a respeito de quais
competências devem ser desenvolvidas.” (PEREIRA, 2010. p.
186).
 Situação de ação de linguagem (contexto subjetivo e representações sobre
o conteúdo temático);
 Infraestrutura (Estrutura geral dos gêneros e seus elementos constitutivos,
tipos de discurso que os caracterizam, conteúdo temático e sequências);
 Mecanismos de textualização (Estruturas linguísticas que possibilitam a
relação coesa entre os enunciados e termos do texto para manter sua
coerência temática);
 Mecanismos enunciativos (Vozes e modalizações que constituem o texto);
 Elementos microestruturais (Referentes à adequação à norma culta);
 Formatação (Apresentação estética do texto na folha).
 É preciso uma pedagogia do letramento que se sobreponha à pedagogia da
temática;
 O ensino dos gêneros textuais deve levar em conta seus aspectos
sociocomunicativos e pragmáticos;
 “As práticas de escrita devem estar inseridas em práticas de letramento
mais amplas que envolvam o desenvolvimento de projetos de
letramento/temático [...] devido a sua inevitável conexão com outras áreas
do conhecimento humano.” (PEREIRA, 2010. p. 192);
 “A inclusão do professor em novas práticas de letramento traz benefícios
concretos à realidade escolar: os alunos ficam mais participativos,
envolvem-se mais nas situações de ensino-aprendizagem de leitura e de
escrita, os professores ficam mais motivados, as aulas mais dinâmicas[...]”
(PEREIRA, 2010. p. 193).
 BRONCKART, Jean-Paul. Atividades de linguagem, textos e discursos.
São Paulo: Educ, 1999.
 LEITE, Evandro Gonçalves. A reescrita no livro didático de língua
portuguesa. Monografia de Especialização. Pau dos Ferros: UERN, 2008,
mimeo.
 PEREIRA, Regina Celi Mendes. Ações de linguagem: da formação
continuada à sala de aula. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB,
2010. 200p.