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PARALISIA OBSTÉTRICA

Alunos :
PARALISIA OBSTÉTRICA

A paralisia obstétrica é uma lesão, que


acomete o membro superior de recém-
nascidos causada pelo estiramento de uma
ou mais raízes do plexo braquial, podendo
ocorrer no parto cefálico assim como no
pélvico, sendo essas lesões mínimas ou até
causando a avulsão de raízes nervosas.
ANATOMIA
PLEXO BRAQUIAL
O plexo braquaial é formado de raízes de C5 a
T1 em 75 % da população, sendo que ele pode ter a
participação de raízes de C4 (22%), ou ainda de T2
(1%). A lesão mais frequente acomete o tronco
superior, que é formado por raízes de C5 a C6, e
corresponde a 60% das lesões, sendo conhecida
como paralisa de Erb.
ANATOMIA
PLEXO BRAQUIAL

Quando tem lesão de C7 associada é tida como


Erb estendida e são mais 20 a 30 % das lesões A
lesão total do plexo, envolvendo raízes de C5 a
T1, ocorre de 15 a 20 %, e a paralisia do tronco
inferior é rara e envolve C8 e T1, sendo conhecida
como Klumpke.
FATORES DE RISCO

 Distocia de ombro - aumenta em quase 100 vezes


o risco;
 Macrossomia fetal- fetos com mais de 4,5 kg tem
14 vezes maior risco;
 Diabetes;

 Parto prolongado;

 Multiparidade;

 A cesárea diminui o risco mas não o elimina


totalmente, é reponsável por apenas 1% dos
casos, e está relacionado à uma maior hipotonia
do feto.
SINAIS E SINTOMAS
Os sinais e sintomas da lesão dependem do
local, tipo e gravidade da mesma. Uma lesão do
tronco superior pode dificultar movimento da
região do ombro; quando o tronco médio é
afetado pode haver dificuldade de movimento do
cotovelo; o comprometimento do tronco
inferior pode dificultar o movimento da mão.
Quando ocorre lesão dos três troncos, pode haver
paralisia total do membro superior.
SINAIS E SINTOMAS

Além de fraqueza muscular e flacidez, a lesão


pode provocar alterações de sensibilidade, dor,
atrofias e encurtamentos musculares, rigidez nas
articulações e deformidades musculoesqueléticas
no membro superior afetado, podendo levar a
alterações posturais.
DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO
O diagnóstico da paralisia obstétrica é feito com
uma avaliação neurológica do recém-nascido em
conjunto com a história obstétrica e do parto. Por
vezes, o diagnóstico é sugerido pelos próprios
pais, que se apercebem da hipotonia do membro
superior dos filhos nas semanas seguintes ao
nascimento.
DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO

O local e o tipo de lesão do plexo braquial


determinam o prognóstico. Aproximadamente
70% das lesões regridem espontaneamente no
decorrer de alguns meses com tratamento
conservador. Por ser uma lesão que pode causar
sequelas no decorrer do crescimento da criança, é
fundamental o papel da fisioterapia no
tratamento conservador para a melhoria e a
manutenção da funcionalidade e qualidade de
vida da criança. Dependendo do tipo e gravidade
da lesão, alguns casos podem necessitar de
abordagem cirúrgica.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
É importante um tratamento responsável e
precoce que estimule o bebê antes que ele se
adapte a usar apenas o membro que não está
afetado, dificultando ainda mais a recuperação do
braço lesado.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
A fisioterapia tem como objetivo recuperação
da função muscular e adequar o ambiente para
favorecer a funcionalidade, para tanto atua na
estimulação, manutenção e/ou aumento da
movimentação ativa, recuperação sensorial,
desenvolvimento motor, ensina a criança a
explorar o meio com atividades lúdicas do
brincar, evita deformidades e contraturas de
tecidos moles, prescreve órteses e ensinar aos
cuidadores o posicionamento adequado do
membro superior comprometido.