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Faculdades Integradas Aparício

Carvalho
Curso de Enfermagem
Disciplina: Epidemiologia
Docente: Annemarie G S Loeschke

C/H total: 60 horas


Raízes Históricas da Epidemiologia
A história da epidemiologia se confunde com a história
da medicina e com a própria evolução das teorias sobre
doenças
Asclépios
Higeia
Panaceia
Harmonia entre o
Indivíduo homem e o
doente ambiente
- Água
- Terra
- Ar
- Fogo
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Hipócrates de Cós (c. 460-c. 377 a.C. )

• Analisava as doenças em bases racionais,


afastando a ideia do sobrenatural. Ao
invés de atribuir uma origem divina às
doenças, discute suas causas ambientais.
“ A doença chamada sagrada não é,
em minha opinião , mias divina ou
mais sagrada que qualquer outra
doença; tem causa natural e sua
origem supostamente divina reflete a
ignorância”
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Hipócrates postulou a teoria dos quatros
fluidos (humores) corporais
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Os primeiros médicos de Roma trabalham para a
corte, o exercito ou para famílias de nobres.
• O particularmente famoso Claudius Galenus

Nascimento ca. 129


Pérgamo,
atual Bergama, Turquia
Morte Ca. 199 ou 217

Foco medicina do indivíduo


Raízes Históricas da Epidemiologia
• Claudius Galenus
• Cresceu muito próximo ao
templo de Asclépio, pois seu
pais era astrônomo e
matemático ligados ao
templo
• Sustentou e ampliou a teoria
de humoral de Hipócrates
• Criou o conceito de faculades,
referentes ao funcionamento
do corpo (facul. Mentais)
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Roma ainda colaborou com:
• Infraestrutura sanitária
– Aqueduto (água) Cloaca Maxima
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Roma ainda colaborou com:
• Censos periódicos
Raízes Históricas da Epidemiologia
• IDADE MÉDIA
• O mágico religioso

• O objetivo era a salvação da alma, porque


em terra tudo estava condenado.

• Ações de saúde para os pobres eram


praticadas por religiosos, leigos,
barbeiros, boticários.
Raízes Históricas da Epidemiologia
• Europa: Foco no indivíduo
• Oriente Médio: Foco no
coletivo

• Avicena (989-1037 d.C.)


• Médico, matemático, filosofo
do islamismo.
• Muçulmanos - higiene
• Reintroduz Hipócrates e
Galeno na Medicina
ocidental;
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• São três etapas:
– 1. leigos e religiosos envolvidos no processo
saúde doença buscavam a legitimação
científica e politica.
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
– 2. com a medicina já consolidada como
cooperação, com um saber técnico, houve, então
um reforço dos estudos casos através de
investigações sistemáticas.
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• 3. está vinculada à emergência da medicina
científica, ocorre a partir da revolução industrial
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• A investigação científica sobre as doenças
e suas causas à época gerou situações não
raro dramáticas, vividas por personagens
dignos de textos ficcionais

• Ignaz Semmelweis
(1818-1865)
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• Ignaz Semmelweis
– Mudança brusca na vida
– Frustrado
– Maternidade
– Febre puerperal
– “inoculação das partículas catavércas”
• Semmelweis determinou que antes dos
partos os profissionais lavassem as mãos
com uma solução de cloro.
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• A microbiologia, só começou a se
desenvolver com Pasteur (químico)
• A trajetória de Pasteur é um exemplo
clássico de como o desenvolvimento
científico depende da demanda das forças
econômicas e de como contribuições à
medicina e à saúde pública
Raízes da epidemiologia na clínica
na estatística
• Com o fim da Idade Média e o surgimento do
Estado moderno; assim nasceu os conceitos
de governo, nação e povo.
• John Graunt (1620-1674),
• comerciante de profissão, conduzido, com
base nos dados de obituário, os primeiros
estudos analíticos de estatística vital,
identificando diferenças na mortalidade de
diferentes grupos populacionais e
correlacionando sexo e lugar de residência.
Medicina Social
• Na França, com a Revolução de 1789,
• Medicina urbana,
• com a finalidade de sanear os espaços das
cidades,
• isolando áreas consideradas miasmáticas
Medicina Social
• Na Alemanha, em 1779,
• Política médica
• baseada em medidas compulsórias de
controle e vigilância das enfermidades
• com a imposição de regras de higiene
individual para o povo.
Medicina social
• Na Inglaterra
• Um lendário personagem da Medicina Social
é Rudolf Ludwig Karl Virchow (1821-1902),
• médico,
• patologista,
• antropólogo,
• ativista da saúde pública e
• político
Medicina social
• Diplomado foi trabalhar no Hospital
Charité, em Berlim.
• Em 1847, aos 26 anos, foi enviado para
estudar um surto de tifo na Alta Silésia,
Medicina social
• O relatório que escreveu a respeito é um
documento histórico, uma candente
denúncia do capitalismo.
• A prevenção de epidemias não dependia
apenas de remédios ou medidas
higiênicas, mas exigia uma ampla
reforma das condições socioeconômicas,
uma posição que o tornou um pioneiro da
medicina social.
Síntese epidemiológica
• Os sanitaristas britânicos, buscaram como saída a
integração de preocupações filantrópicas e sociais
com o conhecimento científico
e tecnológico, propondo transformações políticas
pela via legislativa.
• Assim, em 1850, organizou-se na Inglaterra a
London Epidemiological Society, fundada por
jovens simpatizantes das ideias médico-sociais,
juntamente com profissionais de saúde pública e
membros da Real Sociedade Médica
Síntese epidemiológica
• Entre os membros encontrava-se Florence
Nightingale ( 1820-191 O), (fundadora da
moderna enfermagem)
• Os estudos pioneiros de Nightingale sobre a
mortalidade por infecção pós-cirúrgica nos
hospitais militares na Guerra da Crimeia
confirmaram em escala maior os estudos
clínicos de Semelweiss.
• A ela atribui-se a introdução do gráfico
setorial e o aperfeiçoamento dos estudos
comparativos controlados.
Síntese epidemiológica
• Entre os membros encontrava-se John
Snow (1813-1858), por muitos
considerado o pai fundador da
Epidemiologia
Síntese epidemiológica
• Em 1848, ocorreu novo surto de cólera,
desta vez em Londres, já então uma
megalópole de 2,5 milhões de habitantes.
• Ele defendia a ideia de que a doença era
transmitida pela água.
Consolidação da Epidemiologia
• Abraham Flexner (1866-1959)
• Tomando por base o conhecimento
experimental de base laboratorial, o
modelo flexneriano reforçaria a
separação entre individual e coletivo,
privado e público, biológico e social,
curativo e preventivo.
Consolidação da Epidemiologia
• Inspirada nos princípios do relatório Flexner,
uma escola de
• saúde pública pioneira foi inaugurada em
1918 na Universidade Johns Hopkins (em
Baltimore, EUA).
• Wade Hampton Frost (1880- 1938),
sanitarista do National Public Health Service
especializado em doenças respiratórias,
assumiu a nova cátedra de Epidemiologia,
tornando-se o primeiro professor desta
disciplina em todo o mundo
Consolidação da Epidemiologia
• As investigações de Joseph Goldberger
(1874-1929) sobre a pelagra, desde 1915,
haviam estabelecido a natureza carencial
dessa doença.
• Doença endêmica do sul dos EUA,
Goldberger mostrou que não se tratava de
uma infecção mais sim de um problema
alimentar (falta de vit B)
Consolidação da Epidemiologia
• A tendência à matematização da
Epidemiologia recebeu um considerável
reforço nas décadas seguintes, com
propostas de modelos matemáticos de
distribuição de inúmeras patologias.
• Desafios: doenças antigas que ressurgiam
e de novas patologias queganharam o
nome de doenças emergentes.
• TRABALHO EFETIVO DISCENTE – TED

• Contexto histórico da epidemiologia no


Brasil.
• Valor = 1,0 ponto.
• Manuscrito.
• Mínimo de 3 páginas.
• Data de entrega: