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LAUDO : MONITORAMENTO DE FISSURAS

INTEGRANTES:

CAIO GUILHERME

IZAQUE BENTO

LUCAS NUNES

LUIZ PAULO

RODOLFO MAIA
INTRODUÇÃO
 Segundo Corsini (2010), as fissuras são um tipo de dano a estruturas, que podem prejudicar
a estética das mesmas, sua durabilidade e nas características estruturais da obra, onde as
mesmas são originadas quando as tensões atuantes nos elementos estruturais superam as
capacidades resistentes da estrutura em questão.
As fissuras podem ser classificadas como ativas quando sua abertura aumenta com o tempo, e
em passiva quando a mesma não apresenta mais variação na sua abertura, podendo ser
causadas por recalques, deformações excessivas, cura deficiente, variações de temperatura,
entre outros.
Com base no exposto, é necessário que as especificações das normas, bem como todos os
cuidados possíveis na etapa de projeto, execução e utilização, sejam tomados para se elevar a
durabilidade da estrutura.
OBJETIVO
 O presente trabalho, tem por finalidade, observar o processo de desenvolvimento de uma
fissura, verificando se a mesma é ativa ou passiva, buscando identificar as prováveis causas da
mesmas e propor soluções para se sanar tal patologia, de forma que a mesma não venha a
surgir novamente.
Solicitante
Este laudo foi solicitado pelo cliente Izaque Bento.
LOCAL DE
MONITORAMENTO

 O local escolhido foi um


apartamento térreo que faz parte de
uma edificação de 1º andar, localizada
na Rua Maria José Dantas, 1415,
Bairro Arizona, Pau dos Ferros.
 O motivo da seleção se deu em
virtude do fácil acesso ao local e das
características das fissuras presentes
na alvenaria, que apresentam
abertura e extensões consideráveis.
Monitoramento
 Para o monitoramento foram selecionadas 3 fissuras, numeradas de 1 a 3.
 O monitoramento teve inicio no dia 16/07/2018 com a aplicação do selo de
gesso e indicação de suas extremidades, com a finalidade de classificá-las
segundo sua atividade em ativas ou passivas.
 Caso as fissuras apresentassem variação no seu comprimento e/ou abertura
seria procedido o monitoramento através de laminas de vidro.
 Ao final da atividade será apresentado o diagnóstico com os possíveis agentes
causadores das fissuras.
FISSURA 1
FISSURA 2
FISSURA 3
MONITORAMENTO

 A supervisão das fissuras foi realizada


diariamente, uma vez que, um dos
componentes do grupo reside no local.

 Até a data de 11/09/2018 o gesso não


fissurou.
Diagnóstico
Para os casos das fissuras 1 e 2, uma das possíveis causas foi a falta de execução da vergas, isso é
perceptível pelo fato das mesmas surgirem nos vértices de janelas e portas. As vergas tem a
função de auxiliar na distribuição de tensões e cargas nos vãos de portas e janelas, sem a
existência das mesmas, dependendo do carregamento que exista sobre esses vãos, surgem
fissuras nos pontos frágeis da alvenaria, que nestes casos foram as aberturas já citadas.
Diagnóstico
Para o caso da fissura 3, provavelmente ocorreu um destacamento da alvenaria que pode ter
sido causado por movimentação térmica da estrutura ou também por falta de amarração da
alvenaria nos elementos estruturais, evidenciando no segundo caso uma falha de execução ou
de projeto
CONCLUSÃO
 Após esse período de monitoramento, verificou-se que não houve aumento do comprimento
das fissuras, nem da abertura , dessa forma as mesmas foram classificadas como passivas. A
fissura 1 possuía uma abertura de 0,4mm e um comprimento de 1,2m, a segunda possuía uma
abertura de aproximadamente 0,2mm (fissura capilar) com um comprimento 90cm e a ultima
fissura analisada tinha uma abertura um pouco maior q 0,1mm com um comprimento de 4,6m.

Consequentemente, basta que agora seja executadas obras de reparação, como será mostrado
a seguir.
Conclusão
 Inicialmente deve-se abrir externamente a fissura, dando-lhe o formato de um V, removendo
também a pintura nas faixas laterais.

 Em seguida faz-se a limpeza da abertura usando uma escova de pelos e com um pano úmido.

 Com uma espátula, aplica-se a massa corrida dento da fissura, alternando o sentido de
aplicação para preencher todo o espaço. Após a aplicação retira-se o excesso e espera-se que o
material seque, conforme tempo especificado no produto.

O próximo passo é colocar a tela, centralizando-a sobre a fissura, cortando-a quando a fissura
mudar de direção.
Conclusão
 Com o auxilio de um desempenadeira, cobre-se a tela em todo sua extensão com a massa de
tratamento e aguarda-se a secagem da mesma.

Depois dessa etapa aplica-se a massa corrida (para áreas não molháveis) ou massa acrílica
(para área molháveis) para dar uma melhor qualidade visual e novamente espera-se a secagem.

Por fim, lixa-se a superfície para dar um melhor acabamento, onde a lixa usada (fina ou média)
é escolhida de acordo com o tamanho da trinca consertada.
REFERÊNCIAS
CORSINI, Rodnei. Trinca ou fissura? 2010. Disponível em:
<http://techne17.pini.com.br/engenharia-civil/160/trinca-ou-fissura-como-se-originam-quais-
os-tipos-285488-1.aspx>. Acesso em: 05 set. 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 6118:2014: Projeto de estruturas de
concreto - Procedimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Abnt, 2014. 238 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 7200:1998: Execução de revestimento de
paredese tetos de argamassas inorgânicas -Procedimento. 2 ed. Rio de Janeiro: Abnt, 1998. 13 p.