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Abordagem geral sobre a pessoa com

deficiência
Objetivos
Identificar o conceito e princípios fundamentais
relacionados com a deficiência.

Identificar o conceito de inclusão e o papel da família e dos

profissionais de apoio familiar na sua promoção.

Identificar e caracterizar os tipos de deficiência.

Identificar estratégias psicológicas e afetivas no cuidado de

pessoas com deficiência.


Conceito de deficiência e tipos de
deficiência
Considera-se Pessoa Portadora de Deficiência (PPD)

aquela que apresente, em caráter permanente, perdas ou


reduções da sua estrutura, ou função anatómica,
fisiológica, psicológica ou mental, que gerem incapacidade
para certas atividades, dentro do padrão considerado
normal para o ser humano.
As deficiências podem ser congénitas ou
adquiridas.

 As chamadas deficiências físicas congénitas


definem-se como qualquer perda ou anormalidade de
estrutura ou função fisiológica ou anatómica, desde o
nascimento, decorrente de causas variadas, como por
exemplo: prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição
materna, rubéola, toxoplasmose….
…trauma de parto, exposição à radiação, uso de drogas,

causas metabólicas e outras desconhecidas.


 A deficiência adquirida ocorre após o nascimento,

pode acometer o sujeito em diferentes etapas da vida, sendo


consequente a causas não traumáticas como acidente vascular
encefálico, tumores, processos degenerativos, entre outras
e também a causas traumáticas como acidentes de viação,
agressões por armas de fogo, quedas, mergulhos, etc.
As deficiências físicas (motoras) são:

 Paraplegia: Perda todas das funções motoras.

 Paraparesia: Perda parcial das funções motoras dos

membros inferiores.

 Monoplegia: Perda parcial das funções motoras de um só

(podendo ser superior ou inferior).


Monoparesia: Perda parcial das funções motoras de um só

membro (podendo ser superior ou inferior).

Tetraplegia: Perda total das funções motoras dos membros

superiores e inferiores.
Tetraparesia: Perda parcial das funções motoras dos

membros superiores e inferiores.

Triplegia: Perda total das funções motoras em três

membros.

Triparesia: Perda parcial das funções motoras em 3

membros.
Hemiplegia: Perda total das funções motoras de um

hemisfério do corpo (direito ou esquerdo).

Hemiparesia: Perda parcial das funções motoras de um

hemisfério do corpo. (direito ou esquerdo)


PARALISIA CEREBRAL

 Lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central tendo

como consequência, alterações psicomotoras, podendo ou


não causar deficiência mental. Geralmente os portadores
de paralisia cerebral possuem movimentos involuntários,
espasmos musculares repentinos chamados esplasticidade
(rigidez) ou hipotonia (flacidez). A falta de equilíbrio dificulta a
deambulação e a capacidade de segurar objetos.
DEFICIÊNCIA MENTAL

 A deficiência mental refere-se a padrões intelectuais

reduzidos, apresentando comprometimentos de nível leve,


moderado, severo ou profundo, e inadequação de
comportamento adaptativo, tanto menor quanto maior for o
grau de comprometimento.
DEFICIÊNCIA VISUAL

 A deficiência visual é a perda ou redução de capacidade

visual em ambos os olhos em caráter definitivo, que não possa


ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes, tratamento
clínico ou cirúrgico. Existem também pessoas com visão
subnormal, cujos limites variam com outros fatores, tais como:
fusão, visão cromática, adaptação ao claro e escuro,
sensibilidades a contrastes, etc.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA

 A deficiência auditiva inclui disacusias (perda de audição)

leves, moderadas, severas e profundas e são assim classificados:

 Perda moderada

 Perda severa

 Perda profunda
Direitos e deveres da pessoa com
deficiência
 O ordenamento jurídico português consagra, em sede de

Lei Constitucional ou Fundamental (CRP), pelo seu artigo


71.º, direitos fundamentais dos cidadãos com deficiência:
O direito dos deficientes a não serem privados de direitos

ou isentos de deveres, gozando dos mesmos direitos dos


restantes cidadãos e a estarem sujeitos aos mesmos deveres
[direito à igualdade e à não discriminação; direito de
natureza análoga aos «direitos, liberdades e garantias»];
O direito a exigir do Estado a realização das condições de

facto que permitam o efectivo exercício dos direitos e o


cumprimento dos deveres [direito social, designadamente o
direito à subsistência condigna!].
 Constituição da República Portuguesa (CRP) (Lei

Fundamental do Estado)

 Princípios fundamentais

 Artigo 9.º Tarefas fundamentais do Estado

 São tarefas fundamentais do Estado:

 (…)
 Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo

e a igualdade real entre os portugueses, bem como a


efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e
ambientais, mediante a transformação e modernização das
estruturas económicas e sociais;
Capítulo I Direitos e deveres económicos

 Artigo 59.º Direitos dos trabalhadores

 Incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho,

retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito,


nomeadamente:
A especial protecção do trabalho das mulheres durante a

gravidez e após o parto, bem como do trabalho dos


menores, dos diminuídos e dos que desempenhem
atividades particularmente violentas ou em condições
insalubres, tóxicas ou perigosas;
O sistema de segurança social protege os cidadãos na

doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no


desemprego e em todas as outras situações de falta ou
diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o
trabalho.
 Artigo 71.º Cidadãos portadores de deficiência

Os cidadãos portadores de deficiência física ou

mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos


aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do
exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se
encontrem incapacitados.
 O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de

prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos


cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas
famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a
sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade
para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização
dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos
pais ou tutores.
Tipos de deficiência e graus de
deficiência
Vamos recordar: Qual o significado da palavra

“deficiência”?

 Segundo a Organização Mundial de Saúde, deficiência é o

substantivo atribuído a toda a perda ou anormalidade de uma


estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica.
Refere-se, portanto, à biologia do ser humano.
Quem pode ser considerado deficiente?

 A expressão “pessoa com deficiência” pode ser atribuída

a pessoas portadoras de qualquer tipo(s) de deficiência.


Porém, em termos legais, esta mesma expressão é aplicada de
um modo mais restrito e refere-se a pessoas que se encontram
sob o amparo de determinada legislação.
É designado “deficiente” todo aquele que tem um ou

mais problemas de funcionamento ou falta de parte


anatómica, embargando com isto dificuldades a vários
níveis: de locomoção, percepção, pensamento ou relação
social.
Quais os vários tipos de deficiência?

A pessoa especial pode ser portadora de


deficiência única ou de deficiência múltipla
(associação de uma ou mais deficiências). As várias
deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos
distintos, sendo eles:

 Deficiência visual; Deficiência motora

 Deficiência mental; Deficiência auditiva


Deficiência Visual

 A visão é um dos sentidos que nos ajuda a compreender o

mundo à nossa volta, ao mesmo tempo que nos dá significado


para os objectos, conceitos e ideias.

 A comunicação por meio de imagens e elementos

visuais relacionados é denominada "comunicação visual". Os


humanos empregam-na desde o amanhecer dos tempos. Na
realidade, ela é predadora de todas as linguagens escritas.
A deficiência visual é a perda ou redução da

capacidade visual em ambos os olhos, com carácter


definitivo, não sendo suscetível de ser melhorada ou
corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou
cirúrgico.

De entre os deficientes visuais, podemos ainda

distinguir os portadores de cegueira e os de visão


subnormal.
Causas da deficiência visual

Congénitas: amaurose congénita de Leber, malformações

oculares, glaucoma congénito, catarata congénita.

Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração

senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à


hipertensão arterial ou diabetes.
Como identificar?

Desvio de um dos olhos;

Não seguimento visual de objectos;

Baixo aproveitamento escolar;

Atraso de desenvolvimento.
Sinais de alerta
Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;

Pálpebras inchadas ou com pus nas pestanas;

Esfregar os olhos com frequência;

Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabeça ou estende-

a para a frente;

Segurar os objetos muito perto dos olhos;


Inclinar a cabeça para a frente ou para trás, piscar ou

semicerrar os olhos para ver os objetos que estão longe ou


perto;

Quando deixa cair objetos pequenos, precisa de tactear

para os encontrar;

Cansar-se facilmente ou distrair-se ao aplicar a vista muito

tempo.
Consequências da Baixa Visão

 Perceção Turva:

 Os contrastes são poucos perceptíveis;

 As distâncias são mal apreciadas;

 Existe uma má percepção do relevo;

 As cores são atenuadas.


Escotoma Central e Visão
Periférica
 Funciona apenas a retina periférica, que não é tão

discriminativa, pelo que pode ser necessária a ampliação da


letra para efeitos de leitura;

 É em geral impeditiva das atividades realizadas com

proximidade dos restantes elementos ,bem como da leitura;

 Apresenta acuidade visual baixa (cerca de 1/10).


Visão Tubular
 A retina central funciona, podendo a acuidade visual ser

normal;

 A visão nocturna é reduzida, pois depende funcionalmente da

retina periférica;

 Podendo não limitar a leitura, é muito limitativa das

actividades de autonomia
Patologias que conduzem à baixa
visão
 Atrofia do Nervo Óptico:

 Degenerescência das fibras do nervo óptico. Se for total, não

há percepção luminosa.

 Alta miopia:

 Baseia-se num defeito de refracção elevado (> a 6 dioptrias),

que frequentemente é hereditário, associado a outros aspectos


degenerativos. O risco do deslocamento da retina é elevado,
nesse caso, devem ser tomadas precauções necessárias.
Cataratas Congénitas:

 Perda de transparência do cristalino, originando


perturbações na diminuição da acuidade visual. A visão
periférica também está normalmente afectada, daí existir
uma grande dependência na funcionalidade e na autonomia.
Degeneração macular:

 Situa-se, na zona central da retina, mácula, e constitui uma

das causas mais frequentes de dependência visual ligada à


idade. Outras patologias surgem em escalões etários mais
jovens (ex.: queimadura da mácula – eclipse solar). A visão
periférica não sofre alterações pelo que não há problemas na
mobilidade. A visão central é afectada por escotomas que
podem progredir.
Glaucoma:

 É uma patologia do olho em que a pressão intra-ocular é

elevada por produção excessiva ou deficiência na drenagem


do humor aquoso.

 O glaucoma agudo é mais raro, doloroso e normalmente

implica intervenção cirúrgica no seu tratamento.


Outras Retinopatias

 Degenerescência da retina que poder ser hereditária ou não.

Envolve perda de visão e consequentes problemas na


mobilidade, ficando a pessoa com visão tubular.

Síndroma USHER

 Associa a retinopatia pigmentar à patologia auditiva,

afectando simultaneamente a visão e a audição.


O aluno deficiente visual…

A criança deficiente visual é aquela que difere da média,

a tal ponto que irá necessitar de professores especializados,


adaptações curriculares e ou materiais adicionais de ensino,
para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento
proporcional às suas capacidades;
Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo

homogéneo;

Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação

de perdas que se poderão manifestar em diferentes graus de


acuidade visual;
Adaptações educacionais para os Deficientes Visuais

A educação da criança deficiente visual pode se

processar por meio de programas diferentes, desenvolvidos


em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio
do professor especializado;

As crianças necessitam de uma boa educação geral,

somada a um tipo de educação compatível com seus


requisitos especiais, fazendo ou não, uso de materiais ou
equipamentos de apoio.
A educação do deficiente visual necessita de

professores especializados nesta área, métodos e técnicas


específicas de trabalho, instalações e equipamentos
especiais, bem como algumas adaptações ou adições
curriculares;

A tendência atual da educação especial é manter na

escola comum o maior número possível de crianças com


necessidades educativas especiais;
Princípios da Educação do Deficiente
Visual

 Individualização

 Concretização

 Ensino Unificado

 Estímulo Adicional

 Auto-Atividade
Estimulação dos sentidos:

 Estimulação visual

 Estimulação do tacto

 Estimulação auditiva

 Estimulação do olfacto e do paladar


Estimulação visual

 Motivar a criança a alcançar, tocar, manipular e reconhecer o

objecto;

 Ensinar a “olhar” para o rosto de quem fala;


 Ajustar uma área onde a criança possa brincar em segurança

e onde os objectos estejam ao alcance dos seus braços;

 O educador pode usar fita-cola de diferentes cores para

contrastarem com os objectos da criança, de modo a torná-


los mais visíveis.
Estimulação do tato

 Descriminar diferentes texturas;

 Experimentar materiais com formas e feitios com contornos

nítidos e cores vivas;

 Distinguir a temperatura dos líquidos e sólidos;

 Mostrar como pode manipular o objeto.


Estimulação auditiva

 Ouvir barulhos ambientais, gravadores, rádios…;

 Identificar sons simples;

 Distinguir timbres e volumes dos sons;

 Discriminar a diferença entre duas frases quase iguais;

 Desenvolver a memória auditiva seletiva.


Estimulação do olfato e do paladar

 Provar e cheirar diferentes comidas (salgadas, doces e

amargas);

 Cheirar vinagre, perfumes, detergentes, sabonetes e outros

líquidos com cheiros fortes.


Deficiência Motora
Deficiência motora é uma disfunção física ou

motora, a qual poderá ser de carácter congénito ou


adquirido.

Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no

que diz respeito à mobilidade. À coordenação motora ou


à fala. Este tipo de deficiência pode decorrer de lesões
neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal
formação.
Considera-se deficiente motor todo o indivíduo que

seja portador de deficiência motora, de carácter


permanente, ao nível dos membros superiores ou
inferiores, de grau igual ou superior a 60% (avaliada pela
Tabela Nacional de Incapacidades, aprovada pelo decreto de
lei nº 341/93, 30 de Setembro).
Para além disso, para ser titular deste nome, é necessário

que essa deficiência dificulte, comprovadamente, a


locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou recurso
a meios de compensação, bem como o acesso ou utilização
dos transportes públicos.
Quem pode ser considerado portador de
multideficiência profunda?
 É considerado portador de multideficiência profunda todo

aquele que tenha uma deficiência motora de carácter


permanente, ao nível dos membros inferiores ou superiores, de
grau igual ou superior a 60%, e contenha, cumulativamente,
deficiência sensorial, intelectual ou visual de carácter
permanente, daí resultando um grau de desvalorização
superior a 90% e que, deste modo, esteja comprovadamente
de conduzir veículos automóveis.
Como pode ser comprovada a deficiência?
 As declarações de incapacidade das deficiências

motora ou multideficiência podem ser emitidas por:

 Juntas médicas, nomeadas pelo Ministro da Saúde nos casos de

pessoa com deficiências civis;

 Direções dos serviços competentes de cada um dos ramos das

Forças Armadas;

 Comandos-Gerais da Guarda Nacional Republicana e da Policia

de Segurança Pública.
Quais as causas da deficiência motora?
 São vários os motivos que podemos encontrar na base da

deficiência motora, destacando-se as seguintes:

 Acidentes de trânsito; Acidentes de trabalho;

 Erros médicos; Problemas durante o parto;

 Violência; Desnutrição

 Etc.
Quais os vários tipos de deficiência motora?

Monoplegia

Hemiplegia

Paraplegia

Tetraplegia

Amputação
Distinção entre os vários tipos:

 monoplegia: paralisia em um membro do corpo;

 hemiplegia: paralisia na metade do corpo;

 paraplegia: paralisia da cintura para baixo;

 tetraplegia: paralisia do pescoço para baixo;

 amputado: falta de um membro do corpo.


Medidas preventivas:

Maior consciencialização por parte das mulheres acerca da

necessidade de fazer acompanhamento médico pré-natal;

Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vitimas de

acidentes de transito;

Consciencialização dos riscos da hipertensão e da diabetes;


Comportamentos que devemos evitar e que devemos
promover nas pessoas com deficiência motora

Devemos promover o máximo de independência no

âmbito das capacidades e limitações da pessao, mas


atendendo sempre às necessidades inerentes a cada
caso de deficiência, pois cada caso é um caso e deve-se
encontrar sempre uma solução específica adequada.
Não se deve fazer de conta que estas pessoas não existem,

pois se o fizermos vamos estar a ignorar uma característica


muito importante dessa pessoa e, se não a virmos da forma
como ela é, não nos estaremos a relacionar com a
pessoa “verdadeira”, mas sim com outra pessoa que foi
inventada por nós próprios.
Quando se conversa com um aluno em cadeira de rodas,

devemo-nos lembrar sempre que, para eles é extremamente


incómodo conversar com a cabeça levantada, sendo
por isso melhor sentarmo-nos ao seu nível, para que o
aluno se possa sentir mais confortável.
Sempre que haja muita gente em corredores, bares,

restaurantes, shopings etc e estivermos a ajudar um colega


em cadeira de rodas, devemos avançar a cadeira com
prudência, pois a pessoa poder-se-á sentir incomodada, se
magoar outras pessoas.

As maiores barreiras não são arquitetónicas, mas sim a falta

de informação e os preconceitos.
Deficiência Mental

 Deficiência mental é a designação que caracteriza os

problemas que ocorrem no cérebro e levam a um baixo


rendimento, mas que não afetam outras regiões ou áreas
cerebrais.
Quem pode ser considerado
deficiente mental?

 Deficiente mental são “todas as pessoas que tenham um QI

abaixo de 70 e cujos sintomas tenham aparecido antes dos


dezoito anos considera-se que têm deficiência mental.” - Paula
Romana.
 Segundo a vertente pedagógica, o deficiente mental será o

indivíduo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o


processo regular de aprendizagem e que por isso tem
necessidades educativas especiais, ou seja, necessita de apoios e
adaptações curriculares que lhe permitam seguir o processo
regular de ensino.


Deficiência Auditiva

 A audição, tal como os restantes sentidos, é muito importante

para o nosso desenvolvimento como indivíduo, como parte da


sociedade.

 Já antes do nosso nascimento, a audição é o primeiro

sentido a ser apurado, através do diálogo da mãe com o seu


bebé, dos novos sons, do conhecimento do mundo que nos
rodeia.
É através desta que comunicamos com o mundo e este se

comunica connosco, desenvolvendo assim a nossa


identidade, os nossos sentimentos, a compreensão do
mundo que está à nossa volta, os vínculos sociais, as
interacções intra e inter – pessoais e, não esquecendo, o
modo como manifestamos os nossos anseios e necessidades.
Definição de Deficiencia Auditiva

 A deficiência auditiva, trivialmente conhecida como

surdez, consiste na perda parcial ou total da capacidade de


ouvir, isto é, um indivíduo que apresente um problema
auditivo.
 É considerado surdo todo o individuo cuja audição

não é funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente


surdo todo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que
deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.

 A deficiência auditiva é uma das deficiências contempladas e

integradas nas necessidades educativas especiais


(n.e.e.); necessidades pelas quais a Escola tanto proclama.
Qual a diferença entre surdez e
deficiência auditiva?
 Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência

auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas


como sinónimos.

 A surdez, sendo de origem congénita, é quando se nasce

surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por


consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da
linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou

seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que,


devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na
maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar
oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de
aprender a comunicar de outra forma.
Tipos de deficiência auditiva
 Deficiência Auditiva Condutiva

 Deficiência Auditiva Sensório-Neural

 Deficiência Auditiva Mista

 Deficiência Auditiva Central / Disfunção Auditiva Central /

Surdez Central

 Deficiência Auditiva Condutiva


A perda de audição condutiva afeta, na maior parte

das vezes, todas as frequências do som. Contudo, por outro


lado, não se verifica uma perda de audição severa.

Este tipo de perda de capacidade auditiva pode ser

causada por doenças ou obstruções existentes no ouvido


externo ou no ouvido interno. A surdez condutiva pode ter
origem numa lesão da caixa do tímpano ou do ouvido
médio.
Deficiência Auditiva: Sensório-Neural:

A perda de audição neurossensorial resulta de danos

provocados pelas células sensoriais auditivas ou no nervo


auditivo. Este tipo de perda pode dever-se a um problema
hereditário num cromossoma, assim como, pode ser
causado por lesões provocadas durante o nascimento ou por
lesões provocadas no feto em desenvolvimento, tal como
acontece quando uma grávida contrai rubéola.
A sujeição a ruídos excessivos e persistentes aumenta a
pressão numa parte do ouvido interno – o labirinto – e pode
resultar numa perda de audição neurossensorial. Essa perda
pode variar entre ligeira e profunda. Nestes casos, o recurso à
amplificação do som pode não solucionar o problema, uma
vez que é possível que se verifique distorção do som.
Deficiência Auditiva Mista:

 Na deficiência auditiva mista verifica-se, conjuntamente,

uma lesão do aparelho de transmissão e de recepção, ou


seja, quer a transmissão mecânica das vibrações sonoras,
quer a sua transformação em percepção estão
afectadas/perturbadas.
Esta deficiência ocorre quando há alteração na

condução do som até ao órgão terminal sensorial ou do


nervo auditivo. A surdez mista ocorre quando há ambas as
perdas auditivas: condutivas e neurossensoriais.
Disfunção Auditiva Central /
Surdez Central:
A deficiência auditiva Central, Disfunção Auditiva

Central ou Surdez Central não é, necessariamente,


acompanhada de uma diminuição da sensibilidade auditiva.
Contudo manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na
percepção e compreensão das quaisquer informações
sonoras.
Este tipo de deficiência é determinado por uma alteração

nas vias centrais da audição. Tal, decorre de alterações nos


mecanismos de processamento da informação sonora no
tronco cerebral, ou seja, no Sistema Nervoso Central.
Classificação BIAP: (Bureau
International d’Audiophonologic)
Graus de surdez:
 Leve – entre 20 e 40 dB
 Média – entre 40 e 70 dB
 Severa – entre 70 e 90 dB
 Profunda – mais de 90 dB
 1º Grau: 90 dB
 2º Grau: entre 90 e 100 dB
 3º Grau: mais de 100 dB
Como minimizar o problema da
deficiência auditiva?
Os progressos tecnológicos dos últimos tempos têm sido

pontos bastante rentáveis para as pessoas que apresentam


falhas auditivas.

Porém, quanto mais cedo se iniciar o tratamento

para estes indivíduos, também melhor serão os resultados,


uma vez que quanto mais cedo se iniciar a estimulação do
cérebro, melhor será o seu desenvolvimento.
Para minimizar o problema da deficiência auditiva,

as pessoas podem recorrer a dois métodos:

 método oralista

 método gestualista

Ou ainda…

 Prótese auditivas

 Equipamentos autónomos de amplificação por frequência

modulada
Método Oralista e Método Gestualista:
 Existem dois métodos fundamentais para melhorar um

tratamento na pessoa deficiente auditiva:

 O método oralista, que somente se baseia na aquisição de

linguagem oral, sem intervenção de gestos estruturados.

 O método gestualista que, para além de um ensino de

linguagem oral, ainda apresenta um sistema estruturado de


gestos. Este último baseia-se na defesa da linguagem gestual.
Próteses auditivas e outros equipamentos:

Ainda que, por muito cedo a pessoa portadora de

deficiência auditiva comece a usar próteses auditivas,


estas vão intervir com o seu auto-reconhecimento, com a
sua imagem pessoal, afastando-a simbolicamente da
comunidade surda, ainda que a língua gestual possa ser a
sua língua materna.
As próteses auditivas, por serem aparelhos visíveis e

facilmente detectáveis à observação directa, farão com que


o indivíduo tenha de se adaptar a esta nova realidade, para
assim se integrar de uma melhor forma na sociedade.

Contudo, nem sempre isto é conseguido, uma vez

que a maior parte das pessoas rejeitam estes aparelhos.


As próteses auditivas são aparelhos que servem para

ampliar o som. Contudo, é através do uso e do treino


auditivo especializado que se vão conseguindo alcançar
alguns resultados.

Toda esta tecnologia que tem vindo a ser falada ao longo dos

tempos, tem, gradualmente, vindo a ajudar as pessoas


deficientes auditivas, permitindo-nos também dispor de
alguns aparelhos de amplificação de sons são bastante úteis.
Classificação de causas da
deficiência mental
 Fatores Genéticos:

 Estes fatores atuam antes da gestação; a origem da deficiência

está já determinada pelos genes ou herança genética. São


factores ou causas de tipo endógeno (actuam no interior
do próprio ser).
Existem dois tipos de causas genéticas:

Geneopatias – alterações genéticas que produzem

metabolopatias ou alterações de metabolismo;

Cromossomopatias – que são síndromes devidos a

anomalias ou alterações nos cromossomas.


Fatores Extrínsecos:
Fatores extrínsecos são fatores pré-natais, isto é, que

atuam antes do nascimento do ser.

Podemos, então, constatar os seguintes problemas:

 Desnutrição materna;

 Má assistência à gestante;

 Doenças infecciosas; Intoxicações;

 Perturbações psiquícas;
 Infeções;

 Fetopatias; (actuam a partir do 3º mês de gestação)

 Embriopatias (actuam durante os 3 primeiros meses de

gestação) Genéticos. etc


Fatores perinatais e neonatais
Fatores Perinatais ou Neonatais são aqueles que

actuam durante o nascimento ou no recém-nascido.

Neste caso, podemos constatar os seguintes problemas:

 Metabolopatias;

 Infeções;
Incompatibilidade RH entre mãe e recém
nascido.

 Má assistência e traumas de parto;

 Hipóxia ou anóxia;

 Prematuridade e baixo peso;

 Icterícia grave do recém nascido (incompatibilidade

RH/ABO).
Fatores Pós-Natais
Fatores pós-natais são fatores que actuam após o parto.

Observamos, assim, os seguintes problemas:

 Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação

global:

 Infecções;

 Convulsões;
 Anoxia (paragem cardíaca, asfixia…)

 Intoxicações exógenas (envenenamento);

 Acidentes;

 Infestações.
Graus da deficiência mental e
características de cada grupo

Embora existam diferentes correntes para determinar o

grau de deficiência mental, são as técnicas psicométricas


que mais se impõem, utilizando o QI para a classificação
desse grau.
O conceito de QI foi introduzido por Stern e é o resultado

da multiplicação por cem do quociente obtido pela divisão da


IM (idade mental) pela IC (idade cronológica). Segundo a
OMS, a deficiência divide-se:
Profunda:

 Grandes problemas sensorio-motores e de comunicação,bem

como de comunicação com o meio;

 São dependentes dos outros em quase todas as funções e

actividades, pois os seus handicaps físicos e intelectuais são


gravíssimos;

 Excecionalmente terão autonomia para se deslocar e

responder a treinos simples de auto-ajuda.


Grave/severa:

 Necessitam de protecção e ajuda, pois o seu nível de

autonomia é muito pobre;

 Apresentam muitos problemas psicomotores;

 A sua linguagem verbal é muito deficitária – comunicação

primária;

 Podem ser treinados em algumas actividades de vida diária

básicas e em aprendizagens pré-tecnológicas simples;


Moderado/média:

 São capazes de adquirir hábitos de autonomia pessoal e

social;

 Podem aprender a comunicar pela linguagem oral, mas

apresentam dificuldades na expressão e compreensão oral;


Apresentam um desenvolvimento motor aceitável e

têm possibilidade para adquirir alguns conhecimentos pré-


tecnológicos básicos que lhes permitam realizar algum
trabalho;

Dificilmente chegam a dominar as técnicas de leitura,

escrita e cálculo;
Leve/ligeira:

 São educáveis;

 Podem chegar a realizar tarefas mais complexas;

 A sua aprendizagem é mais lenta, mas podem permanecer

em classes comuns embora precisem de um


acompanhamento especial;
Podem desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação e

têm capacidade para se adaptar e integrar no mundo laboral;

Apresentam atraso mínimo nas áreas perceptivas e motoras;

Geralmente não apresentam problemas de adaptação ao

ambiente familiar e social.


Conceito de inclusão

Inclusão é o conjunto de meios e ações que combatem

a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada


pela classe social, origem geográfica, educação,
idade, deficiência, sexualidade ou preconceitos
raciais.
Inclusão social é oferecer, aos mais necessitados,

oportunidades de acesso a bens e serviços dentro de um


sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais
favorecidos no sistema meritocrático vigente na
sociedade.
Incluir quer dizer fazer parte, inserir, introduzir.

Inclusão é o ato ou efeito de incluir.

 Assim, a inclusão social das pessoas com


deficiências significa torná-las participantes da vida
social, económica e política, assegurando o respeito aos
seus direitos no âmbito da Sociedade, do Estado e do
Poder Público.
A inclusão é um processo que acontece gradualmente,

com avanços e retrocessos isto porque os seres humanos


são de natureza complexa e com heranças antigas, têm
preconceitos e diversas maneiras de entender o mundo.
Assim sendo, torna-se difícil terminar com a
exclusão e mesmo existindo leis contra a mesma, não são
leis que vão mudar, de um dia para o outro, a mentalidade
da sociedade assim como o seu preconceito.
As sociedades antepassadas não aceitavam a

deficiência, provocando uma exclusão quase total das


pessoas portadoras desta. As famílias chegavam mesmo
a escondê-las da convivência com outros, isolando-as do
mundo.
Felizmente, o mundo desenvolveu levando a uma

maior aceitação da deficiência devido ao aparecimento de


novos pensamentos e mentalidades. Estas transformações
aconteceram, em grande maioria, no final do século XIX e
começo do século XX na Revolução Industrial, com o
aparecimento do interesse pela educação nos países
desenvolvidos.
Esse interesse provocou o início do atendimento aos

deficientes, bem como o aparecimento da educação


especial destinada a um movimento de inclusão
escolar e social.

Assim a sociedade aprendeu a ser mais inclusiva,

compreensiva e solidária com a deficiência.


Hoje, as crianças com deficiência frequentam a

escola, saem a rua, brincam, vivem como uma criança dita


“normal”. No entanto, ainda temos um longo caminho a
percorrer para que todas as pessoas se sintam
integradas e apoiadas por todo o mundo.
Vários países já criaram leis que protegem os

deficientes e que os incluem na sociedade. Um deficiente


deve ser considerado um cidadão, isto é, um indivíduo que
pode gozar dos seus direitos civis, políticos,
económicos e sociais de uma sociedade assim como deve
cumprir os seus deveres para com esta.
Um cidadão deve ter dignidade, ter honra e ser

respeitado por qualquer outro, ou seja, todos os


deficientes têm direito a ser respeitados pois também são
cidadãos. Alguns dos objetivos de vários países são:
Promover o bem de todos, sem preconceito de origem,

raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de


discriminação”;

“Construir uma sociedade livre, justa e solidária”;

“Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as

desigualdades sociais e regionais”;


No entanto, as pessoas com deficiência possuem

necessidades diferentes o que as tornam especiais.


Desta forma, é importante existir direitos específicos para
as pessoas portadoras de deficiência, direitos que
compensem, na medida do possível, as limitações e/ou
impossibilidades a que estão sujeitas.
O caminho para termos uma sociedade incluída

será, provavelmente, aprofundar a Educação Inclusiva


apoiando todos os alunos com dificuldades, dando-lhes uma
educação de qualidade num ambiente comunitário e
diverso.
Papel da família, profissionais e redes sociais na
inclusão da pessoa com deficiência
 FAMÍLIA:

 Nas sociedades contemporâneas, somos compelidos a pensar

que toda e qualquer estrutura tem de obedecer a


determinados critérios, ou seja, a um padrão que é aceite
socialmente como regra. O conceito de família, que está
em constante evolução, tem vindo a sofrer alterações ao
longo do tempo, no que concerne à sua estrutura
organizacional.
Atualmente, verifica-se a existência de uma multiplicidade de

es-truturas familiares, resultantes de uma sociedade em


mudança, designadamente famílias monoparentais,
uniões de facto, entre outros.
As pessoas com deficiência precisam de estímulos

externos específicos para desenvolver os seus sentidos e


personalidade. O papel das escolas em que estudam é
essencial, pois lá recebem o tratamento mais adequado para
ampliar o seu potencial de acordo com as limitações impostas
pela deficiência. Igualmente importante é a família, que
exerce um papel fundamental na inclusão social da
pessoa com deficiência.
Os pais devem estar atentos desde cedo para identificar se a

criança possui alguma deficiência. Algumas delas, como o


autismo, não são detetadas por meio de análises ao sangue, e a
descoberta precoce irá garantir o desenvolvimento pleno do
autista. Após o diagnóstico os pais devem preparar-se para
uma rotina distinta da que imaginavam, e isso não é negativo
como muitos pensam. É apenas diferente.
Preparar-se para criar um filho com deficiência

significa saber que o desempenho escolar será diferente do


comum; que, em alguns momentos, a criança passará por
surtos sem motivos aparentes; que a rotina de remédios
deverá ser seguida à risca para que o desempenho escolar não
seja prejudicado; e que o carinho dado talvez não seja
recíproco, pois, muitas vezes, apesar de a criança também
sentir amor, ela não conseguirá expressá-lo.
PROFISSIONAIS:

 Atitude é tudo!

 Se é deficiente aprenda a contornar alguns dos obstáculos que

podem surgir na conquista de um emprego.

 Se é empregador não olhe para uma pessoa com

incapacidade física como alguém que dificilmente pode ter


um bom desempenho profissional.
Não se deixe enganar a este ponto e acredite que o

incentivo que pode dar a essa pessoa se traduz numa


notável produtividade e motivação.

Até aos anos 40, um portador de deficiência estava

automaticamente incapacitado para o exercício de uma


profissão.
No final desta década, com a industrialização e com o

campo social e económico a estabelecer-se, surgem novas


relações de trabalho e, nos anos 90, apostam-se em
medidas de reabilitação profissional adequadas a todas
as categorias de pessoas deficientes.
É importante promover oportunidades de emprego

para pessoas com incapacidades físicas no mercado regular de


trabalho. E não é assim tão difícil - nem para o
empregador, nem para o empregado.
Ter incapacidades físicas não significa ser um mau

colaborador. Por vezes, a incapacidade nem influencia o


seu trabalho e a sua produtividade, mas os empregadores
podem colocar algumas reticências. A atitude deles perante si
pode mudar sem qualquer fundamento e, o mais provável, é
serem vistos como colaboradores de potencial baixo.
Mas vamos ponderar os «dois lados da questão»:

 empregador

Não subestime o seu colaborador só porque ele tem

incapacidades físicas! Perceba até que ponto essa deficiência


pode ou não interferir diretamente no trabalho elaborado
pelo seu colaborador.
Por exemplo, num trabalho que necessita mais da "cabeça",

como informático ou webdesign, uma "limitação" física


no pé não afeta a produtividade do seu trabalho.

Claro que pode ter condições especiais, em termos de

horário, transporte ou acomodações, mas isso são questões


que devem ficar estabelecidas desde o início.
E não se preocupe porque, muitos dos deficientes, não

precisam de ir tantas vezes ao médico como pensa. De resto,


todas as outras preocupações parecem desnecessárias e, no
fundo, devem ser as mesmas para os outros
colaboradores.
Além disso, contratar pessoas com deficiências introduz

alguma inovação, diversidade e até qualidade no trabalho. Se é


positivo para a imagem da empresa, é-o ainda mais para
o colaborador contratado.
O simples fato de terem um emprego dá-lhes

motivação, capacidades e independência para


desempenharem da melhor forma as suas tarefas. Os
médicos não têm explicação, mas os estudos comprovam
que atitudes positivas com os seus pacientes contribuem para
uma recuperação mais rápida e, no local de trabalho, essas
atitudes por parte do empregador ou dos próprios colegas são
muito importantes.
Empregado:

 Afaste os "olhares de lado" de muitos empregadores e

acredite em si e nas suas capacidades. Tem uma


deficiência, mas sabe que pode ser bom naquele determinado
cargo. Siga em frente e mostre que a sua incapacidade
física não prejudica o seu desempenho profissional - é
realmente a pessoa indicada para o lugar.
Redes sociais

 A Rede Social é um programa que incentiva os

organismos do setor público (serviços desconcentrados


e autarquias locais), instituições solidárias e outras entidades
que trabalham na área da ação social, a conjugarem os seus
esforços para prevenir, atenuar ou erradicar situações de
pobreza e exclusão e promover o desenvolvimento
social local através de um trabalho em parceria.
É um conjunto de respostas de apoio social dirigidas

às pessoas com deficiência que têm como objetivos promover


a valorização pessoal, o desenvolvimento de autoestima
e de autonomia e a integração social.

 Existem 8 tipo de respostas:


Centro de atendimento, acompanhamento e reabilitação

social

Apoio domiciliário

Centro de atividades ocupacionais

Acolhimento familiar

Estabelecimentos residenciais
 Transporte de pessoas

 Centro de férias e lazer

 Apoio em regime ambulatório.

 Pagamento dos serviços prestados

As pessoas que beneficiam deste tipo de apoios

pagam um valor pelo serviço prestado – comparticipação


familiar – o qual é calculado com base nos
rendimentos da família.
Centro de atendimento, acompanhamento e
reabilitação social:

 Resposta social destinada a assegurar o atendimento,

acompanhamento e o processo de reabilitação social a pessoas


com deficiência e incapacidade e a disponibilizar serviços de
capacitação e suporte às suas famílias ou cuidadores
informais, nas seguintes modalidades:
Atendimento e acompanhamento social - responde de

forma célere e eficaz às situações apresentadas e traduz-se


num conjunto de ações complementares ao atendimento,
destinando-se ao apoio necessário à prevenção e à resolução
dos problemas sociais apresentados.
Reabilitação social - consiste na aquisição de
competências pessoais e sociais, para obtenção de maior
autonomia e participação social da pessoa com deficiência e
incapacidade, podendo ser desenvolvida em equipamento, no
domicílio ou na comunidade.
Objetivos:

 Informar, orientar e encaminhar para os serviços e

equipamentos sociais adequados a cada situação

 Promover programas de reabilitação inclusivos com vista ao

desenvolvimento de competências pessoais e sociais


 Assegurar o acompanhamento do percurso de reabilitação

social com vista à autonomia e capacidade de representação

 Capacitar e apoiar as famílias, bem como os cuidadores

informais.
Serviço de apoio domiciliário:

 Resposta social que consiste na prestação de cuidados e

serviços a famílias e ou pessoas que se encontrem no seu


domicílio, em situação de dependência física e ou psíquica e
que não possam assegurar, temporária ou permanentemente,
a satisfação das suas necessidades básicas e ou a realização das
atividades instrumentais da vida diária, nem disponham de
apoio familiar para o efeito.
Objetivos:

 Concorrer para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e

famílias

 Contribuir para a conciliação da vida familiar e profissional

do agregado familiar

 Contribuir para a permanência das pessoas no seu meio

habitual de vida, retardando ou evitando o recurso a


estruturas residenciais
 Promover estratégias de desenvolvimento da autonomia

 Prestar os cuidados e serviços adequados às necessidades dos

utentes (mediante contratualização)

 Facilitar o acesso a serviços da comunidade

 Reforçar as competências e capacidades das famílias e de

outros cuidadores.
Centro de atividades ocupacionais

 Resposta social destinada a promover atividades para

jovens e adultos, a partir dos 16 anos, com deficiência grave.

Objetivos:

 Criar condições que visem a valorização pessoal e a

integração social de pessoas com deficiência


 Promover estratégias de desenvolvimento de autoestima e de

autonomia pessoal e social

 Proporcionar a transição para programas de integração sócio-

profissional quando aplicável

 Assegurar a prestação de cuidados e serviços adequados às

necessidades e expectativas dos utilizadores.


Acolhimento familiar

 Resposta social que consiste em integrar temporária ou

permanentemente pessoas adultas com deficiência, em


famílias capazes de lhes proporcionar um ambiente estável e
seguro.

Objetivos:

 Acolher pessoas com deficiência


 Garantir à pessoa acolhida um ambiente sócio-familiar e

afetivo propício à satisfação das suas necessidades básicas e ao


respeito pela sua identidade, personalidade e privacidade;

 Facilitar a relação com a comunidade, com vista à sua

integração social

 Reforçar a autoestima e a autonomia pessoal e social

 Evitar ou retardar o internamento em instituições.


Estabelecimentos residenciais

 Equipamento destinado a pessoas com deficiência e


incapacidade, com as seguintes modalidades:

 Lar residencial - Estabelecimento para alojamento


coletivo, de utilização temporária ou permanente, de pessoas
com deficiência e incapacidade, de idade igual ou superior a
16 anos, que se encontrem impedidas de residir no seu meio
familiar.
 Residência autónoma - Estabelecimento de alojamento

temporário ou permanente em apartamento, moradia ou


outra tipologia similar, destinado a pessoas com deficiência e
incapacidade, de idade igual ou superior a 18 anos, que,
mediante apoio, têm capacidade para viver de forma
autónoma.
Objetivos:

Do lar residencial:

 Contribuir para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida

dos residentes

 Promover estratégias de reforço da autoestima pessoal e da

capacidade para a organização das atividades da vida diária


 Promover ou manter a funcionalidade e a autonomia dos

residentes

 Facilitar a integração em outras estruturas, serviços ou

estabelecimentos mais adequados ao projeto de vida dos


residentes

 Promover a interação com a família e com a comunidade.


Da residência autónoma:

 Proporcionar aos residentes igualdade de oportunidades

facilitando a sua participação social e o desenvolvimento de


percursos profissionais.
Transporte

 Serviço de transporte e acompanhamento


personalizado, para pessoas com deficiência,
independentemente da idade (nos distritos de Lisboa e
Porto).

Objetivos:

 Garantir o transporte e o acesso aos serviços de reabilitação e

de saúde

 Apoiar na integração das pessoas com deficiência.


Centro de férias e lazer

 Resposta social destinada a todas as faixas etárias da

população e à família na sua globalidade para satisfação de


necessidades de lazer e de quebra da rotina, essencial ao
equilíbrio físico, psicológico e social dos seus utilizadores.
Objetivos:

Proporcionar:

 Estadias fora da sua rotina de vida

 Contactos com comunidades e espaços diferentes

 Vivências em grupo, como formas de integração social

 Promoção do desenvolvimento do espírito de interajuda

 Fomento da capacidade criadora e do espírito de iniciativa.


Apoio em regime ambulatório

 Resposta social destinada a desenvolver atividades de

avaliação, orientação e intervenção terapeuta e sócio-


educativa, junto de pessoas com deficiência a partir dos 7
anos de idade.
Objetivos:

 Criar condições facilitadoras do desenvolvimento global da

pessoa com deficiência

 Promover a integração sócio-profissional, escolar e


comunitária.
Os afetos e a sexualidade na
pessoa com deficiência
Falar sobre a sexualidade do portador de
deficiência física implica necessariamente abordar o
conceito sexualidade humana de forma ampla, em
toda sua dimensão, ou seja, abrangendo os aspetos físico-
biológicos, socioculturais, económicos e políticos.
Nesse contexto, a sexualidade masculina ainda se confunde

com a prática "machista", com todos os significados que


este termo contém e que é tão sobejamente conhecido. A
sexualidade feminina assume ainda contornos de
submissão, repressão, sob a égide da dominação masculina
que, contraditoriamente, explora o erotismo do corpo
feminino em todos os níveis, transformando-o em objecto
de prazer.
A despeito das mudanças que se processam quanto à

função social da mulher hoje, principalmente a partir do


seu compromisso no mercado de trabalho e, decorrente,
do seu papel mais participativo em termos de equidade
com o homem no seio da família, permanecem ainda
resquícios da sociedade patriarcal e autoritária da sociedade
fálica.
Estudos mostram que a sexualidade masculina é

mais centrada nos órgãos genitais (no pénis),


diferentemente da sexualidade feminina, que é mais difusa
sobre seu corpo.
O corpo predominantemente genitalizado do
homem pode ser explicado em função de que este,
independentemente de classe social, foi submetido,
historicamente, ao processo de produção, foi canalizado para
o trabalho. Indícios de mudanças aparecem na classe
média, na qual este modelo começou a ser rompido a partir
do questionamento das relações de género, provocando uma
maior equidade no que se refere ao direito à gratificação
sexual e à valorização orgásmica da mulher
Assim, a sexualidade masculina, como instrumento de

dominação e poder, é uma postura sexual alienante. Essa


alienação é parte constitutiva das sociedades que
valorizam o trabalho em detrimento do prazer, negando o
próprio corpo.

São formas mascaradas de repressão, apesar da

libertação sexual iniciada há três décadas com o advento da


pílula anticoncecional e a ascensão social e política da
mulher.
Esses valores atingem de modo severo os portadores de

deficiência física (em consequência de danos neurológicos).


Estes, a despeito das disfunções sexuais presentes em
diferentes níveis, quanto à ereção, ejaculação, orgasmo e
reprodução, mantêm a sua sexualidade latente, quando
entendida no seu conceito ampliado.
Há que se compreender, todavia, que, para o homem

portador de deficiência física, tais limitações acarretam


o sentimento de que lhe foi tirado o essencial de sua
identidade masculina, construída culturalmente sob o
significado simbólico do "poder do falo".
Consequentemente, tiraram desse homem o "seu poder" nas
relações sociais e interpessoais.
Na mulher, o impacto da deficiência atinge a

sexualidade na sua imediaticidade, ou seja, na sua aparência.


O seu corpo, objeto de erotização, apresenta deformidades
que o distanciam do modelo de "belo" e "perfeito" forjado
pela cultura "machista" e pelo marketing das sociedades
capitalistas.
Este pano de fundo está implícito na manifestação

da sexualidade humana e, como tal, necessita ser


aprendido e compreendido pelos profissionais da Saúde, em
especial por aqueles que actuam no processo de reabilitação
dos portadores de deficiência física. É necessário que se
incorporem ações terapêuticas voltadas para a reabilitação
sexual dessas pessoas para ajudá-las a superar suas
dificuldades.
O pressuposto para a educação afetivo-sexual da

pessoa deficiente encontra-se na persuasão de que ela tem


necessidade de afecto pelo menos na mesma medida de
qualquer outro. Ela também precisa de amar e de ser amada,
precisa de ternura, de proximidade, de intimidade.
Infelizmente, a realidade é que a pessoa deficiente

se encontra a viver estas exigências legítimas e


naturais numa situação de desvantagem, que se torna
cada vez mais evidente com a passagem da idade infantil para
a adulta. A pessoa deficiente, apesar de estar afetada na sua
mente e nas suas dimensões interpessoais, procura relações
autênticas nas quais possa ser apreciada e reconhecida como
pessoa.
Processos psicológicos implicados no cuidador de
pessoas com deficiência

O ato de prestar cuidados assistenciais, independente das

diversas conceituações, implica um ato de cuidar, ou seja,


de prestar serviços de assistência básica à saúde. É
uma atividade complexa que articula as dimensões
éticas, psicológicas, sociais e demográficas levando
em consideração os aspetos clínicos, técnicos e
comunitários.
O nível de exigência e as exigências ao cuidador

podem ser avaliados e investigados, podendo assim indagar


o nível da qualidade de vida destes. Quando se trata de
idosos é comum encontrar ou o cuidador-remunerado
(sem laço de parentesco) ou cuidador-leigo, ou ainda o
cuidador-terceiro, também conhecido como
acompanhante terapêutico.
Com pessoas com deficiência física o mais comum é

ter um grupo de cuidadores, sendo um cuidador-principal


(responsável financeiramente), um cuidador-familiar e
um cuidador-remunerado (com ou sem laço de
parentesco) dependendo da situação financeira.
O mesmo não ocorre com as famílias de pessoas

com deficiência mental, geralmente, elas possuem um


cuidador-principal, responsável não só
financeiramente, mas pelo acompanhamento aos
tratamentos, e que dependendo do local em que este
cuidador trabalhe, também conta com um cuidador-
terceiro ou cuidador-leigo para levar às consultas
médicas.
É comum que as crianças e jovens com deficiência mental

passem a maior parte do dia em instituições de reabilitação.

O cuidado excessivo com um membro familiar,

com deficiência mental, pode ser um sinal de


superproteção. O conceito de superproteger está
relacionado à presença constante e íntima com uma pessoa
e estar sempre a fazer algo em favor e para esta.
Porém, para as pessoas com deficiência mental que

possuem dificuldade para desenvolver a sua própria


autonomia por conta das limitações impostas pela
deficiência, a superproteção permite que o cuidador
gaste todo o seu tempo e energia com a criança,
podendo ocasionar os seguintes problemas:
negligência do cuidador para com a sua própria vida;

privação inconsciente de contato social da pessoa com

deficiência mental pelo cuidador;

a pessoa com deficiência mental tem dificuldade de tornar-

se independente
cuidador pode esgotar-se emocionalmente e
fisicamente, tornando-se incapaz de continuar a exercer
o seu papel com consequências difíceis de serem
confrontadas pelo membro com deficiência.
 Assim, dependendo do estado de saúde, dos fatores

individuais e situacionais do cuidador, este poderia sentir e


vivenciar as mesmas experiências que o membro com
deficiência assistido, sentindo emoções que pode
ocasionar angústia e ansiedade.
Sobrecarga física e emocional
A maior parte dos cuidadores informais é composta

por mulheres e elas sofrem com a acumulação de


atividades, como tarefas do lar e a função de cuidar. Quanto
maior a sobrecarga do cuidador, maiores são os
sintomas de ansiedade e depressão observados.
Na vida pessoal do cuidador provenientes da

tarefa de cuidar, como, por exemplo, situações que


afetam a rotina e a sua saúde, eles desenvolvem sentimentos
negativos, conflitos internos, vontade de fugir da situação
vivenciada, ocasionando sobrecarga física, emocional e
social.
É importante que os cuidadores tenham
conhecimentos sobre a prática da sua função. O
acesso a informações a respeito da gravidade da saúde do
idoso, como agir em situações de perigo, uso de
medicamentos e tantos outros conhecimentos
imprescindíveis para a promoção da saúde e manutenção da
capacidade funcional deste público.
MUITO OBRIGADA PELA VOSSA ATENÇÃO!! 