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UNIVERSIDADE WUTIVI
(UniTiva)

PROJETO E GESTÁO DE SISTEMAS DE SANEAMENTO

•Edgar Machacha
Introdução

O escoamento superficial urbano está presente na maioria das


cidades e bairros. Trata-se de um problema proveniente das
precipitações que atingem áreas de infiltração limitadas ou
áreas impermeáveis. Se considerado uma chuva intensa e
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constante o processo de escoamento fica inabilitado, causando
inundações, enchentes e degradações nas cidades e bairros.
Objectivos
Objectivos gerais
• Propor um sistema de drenagem que evite inundações e
alagamentos no bairro T3.

Objectivos específicos
• Minimizar os problemas de inundações no bairro
3 • Arranjar propostas e soluções para problemas de micro e
macro drenagem;
Metodologia

Para realização do trabalho foi necessário,


• consulta de livros,
• entrevistas,
• mapas,
• fotos,
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• Consulta no chefe do quarteirão
• internet
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Localização

O município da Matola está dividido em três postos


administrativos: infulene, Machava e Matola Sede

O bairro T3 esta localizado na Província de Maputo, Matola ao


5 norte e no posto administrativo do Infulene

Geologia: solos arenosos e lençol freático baixo, uma


permeabilidade razoável.
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Clima

O clima de Maputo é o tropical húmido . O período mais quente do ano


compreende os meses de novembro a abril e o mais frio os meses de
maio a outubro. O período de maior precipitação ocorre nos meses mais
quentes, entre novembro e março.

6 A humidade relativa média é de 66,6%, com pouca oscilação durante o


ano. O mês com maior humidade relativa é março com 71,0%, e o mês
como menor humidade é junho com 63,5%
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Comunicação

 Telefone fixo e móvel

 Televisão

 Internet

7 Situação social

É um bairro social de classe média e alta , dado os seus habitantes


que são empregados e desempregados.
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Situação cultural

Comporta uma mistura de etnia e religiões.

Situação histórica
8 É um bairro antigo criado pelo governo colono para
edificação de residências.
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Acesso ou vias de comunicação


Tem acesso directo pela via rodoviária ( estradas
pavimentadas e de terra) e ruas.

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Línguas faladas

Quanto às línguas faladas, o Xangana é predominante


nesta região, seguido pela língua portuguesa( língua
10 offcial). São faladas também o Chope, o biTonga e o
xiTswa.
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População

Dados populacionais

De acordo com a estrutura dos loteamentos, o bairro comporta 310 casas;

O atual agregado familiar é de 2 a 6 membros/família. Tomando uma média de 4 membros/família, a


população atual é de 900 mil habitantes.

Estimativa

11 A projeção da população para 40 anos tendo como base a taxa de natalidade (40 nascimento/ 1000
habitantes. ano) e a infraestrutura urbana (capacidade de acomodação a gerações futuras em
comparação com a tendência de edificação em altura) é de 2000 habitantes, o que corresponde um
aumento de quase 98% (densidade média).
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Eletricidade

O actual fornecimento de energia elétrica é garantido pela eletricidade de Moçambique

Abastecimento de água

A rede de abastecimento de água é fornecida pela FIPAG e privados , para o consumo


diário da população.

Situação administrativa
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O bairro esta estruturado em infraestruturas com 2 escolas primarias e 1 secundária,
comercio, posto policial, posto de gasolina e posto de saúde
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Planta geral ( escala 1\1500)

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Acidentes

Trata-se de um bairro plano e portanto, não se apesenta acidentado e não


apresenta montanhas e nem vales.

Cotas de inundação

A inundação ocorre ao nível da cota das ruas, razão pela qual, as casas abaixo
14 desta cota e a beira da estrada, tendem a sofrer pequenos alagamentos em
período de chuvas intensas, embora estes não durem muito período acima de um
dia após a calma das chuvas devido a capacidade de infiltração dos solos
arenosos.
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Ocupações

O solo esta a 95% ocupado por residências

Tem casas do tipo 3, e reis de chão

Material predominante das casas são alvenarias,


Betão armado, murro de vedação vegetal e
alvenaria

Contém mercados, escolas primarias e


secundárias, posto de saúde, mercado, bombas
de abastecimento e estabelecimentos
comerciais
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Problemas
 As estradas e ruas não tem nenhum dispositivo de drenagem;

16  Ocupação urbana desordenada;

 Estradas extremamente danificadas


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Proposta
Um sistema de drenagem de águas pluviais é composto de uma
Para a resolução de
série de unidades e dispositivos hidráulicos para os quais existe
problemas neste bairro
propõe-se a construção de uma terminologia própria e cujos elementos mais freqüentes são
sarjetas para a recolha e listados a seguir. Greide - é uma linha do perfil correspondente ao
escoamento de águas eixo longitudinal da superfície livre da via pública. Guia - também
pluviais, propõe-se tambem conhecida como meio-fio, é a faixa longitudinal de separação do
o uso de pavimentos passeio com o leito viário, constituindo-se geralmente de peças de
permeáveis para diminuir o
granito argamassadas. Sarjeta - é o canal longitudinal, em geral
caudal escoado.
triangular, situado entre a guia e a pista de rolamento, destinado a
coletar e conduzir as águas de escoamento superficial até os
pontos de coleta .
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Sarjeta

Figura - Modelo de sarjeta


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Sarjetões - canal de seção triangular


situado nos pontos baixos ou nos
encontros dos leitos viários das vias
públicas, destinados a conectar
sarjetas ou encaminhar efluentes
destas para os pontos de coleta
(Figura ). Figura - Sarjetão típico em paralelepípedos
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Galerias
O dimensionamento das galerias é feito através das equações de Chézy, Manning e outras expressões adotadas
para o escoamento da vazão de projeto em regime
permanente uniforme. O problema principal é a determinação das declividades e
dimensões mais econômicas. No entanto, as normas seguintes podem orientar a escolha desses parâmetros. Os
condutos devem ser calculados para escoamento permanente e uniforme à seção plena, e com velocidade não
inferior a 76 cm/s.
Deve-se adotar condutos de no mínimo 30 cm de diâmetro para evitar obstruções.
Poços de Visita
Além de proporcionar acesso aos condutos para sua manutenção, os poços de visita também funcionam como
caixas de ligação aos ramais secundários. Portanto, sempre deve haver um poço de visita onde houver mudanças
de seção, de declividade ou de direção nas tubulações e nas junções dos troncos aos ramais
Posições das unidades de drenagem
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24 Custo
De maneira geral o custo de um sistema de drenagem urbana é composto por três parcela : investimento, operação e
manutenção além de risco.
Os custos de investimento incluem os desembolsos para estudo, projeto , levantamentos, construção desapropriação,
indenização e implantação da obra.
Os custo de operação e manutenção já incluem mão de obra qualificada, reparos, inspeções e revisões necessárias
durante a vida útil da obra.
De forma geral os custos podem ser associados de uma forma direta ou indireta.
Custos diretos: esses custos envolvem obras civis, equipamento elétrico e mecânicos a relocação de pessoas ,
desapropriação manutenção e operação. Todos esses custos podem ser previsionados com grande quantidade de
estudo e equiparação de preço com outros serviços já prestados por empresa especializada.
Custos indiretos: são os custos que geram danos as pessoas com valor superior a convivência em sociedade como
interrupção de tráfego, prejuízos ao comercio. Dessa forma é possível ressaltar os benefícios inerentes ás obras que
requerem menor tempo de construção
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Conclusão

Uma estratégia essencial para a obtenção de soluções eficientes é a elaboração de planos


diretores. É altamente recomendável que um plano diretor de drenagem urbana evite medidas
locais de caráter restritivo (que freqüentemente deslocam o problema para outros locais,
chegando mesmo a agravar as inundações a jusante).
Nunca se pode esquecer que o sistema de drenagem não é isolado dos diversos sub-sistemas que
constituem a organização das atividades urbanas, fazendo parte de uma rede complexa, devendo,
portanto, ser articulado com os outros subsistemas, possibilitando a melhoria do ambiente
urbano de forma ampla e harmônica.
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Obrigado

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