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Arquimedes

Quadratura da Parábola
Aspectos históricos:
 Arquimedes (287-212 a.C) nasceu na cidade
portuária de Siracusa, na Sicília, uma cidade
estado do mundo grego que atualmente
corresponde a uma comunidade pertencente a
Itália). Acredita-se que veio a falecer na guerra
Punica durante o saque à Sicília.
 Passou boa parte de sua vida em Alexandria,
Cidade do Egito. Possuía vasto conhecimento
não só em matemática, mas também em
engenharia de mecanismos e maquinas de
guerra. Boa parte de sua obra chegou até nos
através de originais completos remanescentes da
grande Biblioteca de Alexandria.
 Os relatos sobre a vida de Arquimedes
que dispomos são postúmos presentes
principalmente na obra As Vidas
Paralelas de Plutarco de Queronéia (45 –
125 E C .C.), uma narrativa sobre a vida
do General Romano Marcelo que
conquistou siracusa.
Características da matemática na
Grécia Clássica:
 Estruturação da matemática como
Ciência dedutiva, que chega a verdades
usando silogismo, através de princípios
(definições, postulados, axiomas).
 Construções em geometria eram através
de régua não graduada e compasso.
 Inexistência de processos de limites era
suplantada pelo método da exaustão de
Eudoxo.
A quadratura da parábola
 Mas o que é Quadratura mesmo?
Quadratura ou quadrar é um problema
que consiste em construir, com régua e
compasso, um quadrado com a mesma
área de uma figura inicial. Trata-se de um
método que buscava mensurar áreas
desconhecidas comparando-as com áreas
de figuras conhecidas, no caso o
quadrado.
 Arquimedes abordou o problemas da
quadratura da parábola tanto através de
métodos mecânicos como através de
métodos dedutivos. Na abordagem
mecânica determinou a área da região
parabólica através do método da alavanca
e a demonstração dedutiva decorre da
aplicação do método da exaustão.
 Esta apresentação tem enfoque na
abordagem geométrica do problema
seguindo a linha de argumentação de
Arquimedes. Para tanto vamos precisar de
algumas proposições presentes na obra.
 Proposição1:
Se por um ponto P de uma parábola
traçamos uma reta PV que é o próprio eixo
da parábola ou é paralela a esse eixo e se
Qq é uma corda paralela à tangente à
parábola em P, e que corta PV em V,
então: QV=Vq. Reciprocamente, se QV=Vq
a corda Qq será paralela à tangente em P.
 Proposição 3:
Se por um ponto da parábola traçamos
uma reta que é o eixo ou é paralela ao
eixo da parábola. Como PV, e se por dois
outros pontos da parábola Q e R traçamos
retas tangentes à parábola por p e que
cortam PV respectivamente em v e w,
então PV:PW::(QV)2:(RW)2
 Proposição 19:
Seja P o vértice e Q um ponto qualquer
sobre a parábola e R o ponto no segmento
parabólico no qual a tangente é paralela
a PQ. Seja M o ponto em que a paralela ao
eixo da parábola por R corta Qq, uma
paralela à tangente em P. então,
PV=(4/3)RM
 Proposição
21:
Seja Qq a base e P o vértice de um
segmento parabólico PQq. Seja R o ponto
no segmento parabólico no qual a
tangente é paralela a PQ. Então:
∆PQq=8∆PRQ
 Proposição 23:
Dada uma sucessão finita de áreas A, B, C,
D, ..., Y, Z, das quais A é a maior, e cada
uma é quatro vezes sua sucessora, então:
A+B+C+D+...+Y+Z+(1/3)Z=(4/3)A
Quadratura da Parábola

 Proposição 24:
Qualquer segmento limitado por uma
parábola e uma corda é igual a quatro
terços do triângulo que tem a mesma base
que o segmento e a mesma altura que ele