Você está na página 1de 6

Teorias do Currículo

Teorias Tradicionais

 Literatura americana: burocracia estatal educacional,


educação como objeto próprio de estudo científico,
massificação da educação, industrialização, formação de
uma identidade nacional.
 The Curriculum (1918): escola como empresa. Resultados
diagnósticos, métodos objetivos, mensuração,
desenvolvimento curricular, educação como moldagem
 A criança e o currículo (1902): Dewey. Prática democrática
 Princípios Básicos de Currículo - Ralph Tyler (1949): currículo,
ensino e instrução e avaliação.
Teorias Críticas
 Década de 1960: direitos civis, contracultura, feminismo.
 Críticos: Michael Young, Paulo Freire, Bourdieu, Althusser, William
Pinar, Michael Apple...
 Educação e Ideologia: escola como aparelho ideológico do
Estado
 Escola como Reprodução Social: capital cultural, cultura,
linguagem dominantes
 Movimento de Reconceptualização: William Pinar – marxismo,
fenomenologia
 Teoria Social Crítica: Apple – conceito de hegemonia,
convencimento ideológico, relações de poder
 Henry Giroux: caráter histórico, ético e político do currículo.
Ênfase no conhecimento. Crítica a razão iluminista e a
racionalidade técnica. Resistência, intelectual transformador.
Currículo como política cultural.
 Paulo Freire: Pedagogia como prática da liberdade.
Educação Bancária. Educação problematizadora.
Conscientização. Diálogo.
 Nova Sociologia da Educação: Michael Young – sociologia
do conhecimento. Questionamento das categorias
curriculares. Currículo como invenção/construção social.
 Currículo oculto: as relações sociais, conformismo,
obediência, rituais, regras, regulamentos.
Pós- Críticos
 Multiculturalismo
 Relação
 Crítica ao privilégio branco (masculino, heterossexual,
europeu)
 Gênero: feminismo, construção do masculino, bell Hooks.
 Narrativa Étnica e Racial: Estudos Culturais
 Teoria Queer: estranho, esquisito, incomum. Problematização
da identidade sexual. Performatividade.
 Pós-modernismo: antifundacional, descentramento e
fragmentação do sujeito.
 Pós-Estruturalismo: crítica ao estruturalismo, sem romper.
 Pós-Colonialismo: o conhecimento abissal
O CURRÍCULO COMO DISCURSO
CONSTITUIDOR DE IDENTIDADES/DIFERENÇAS

 “Nós fazemos o currículo e o currículo nos faz” (Silva, 2011).


 O currículo como discurso que “ao corporificar narrativas particulares sobre o
individuo e a sociedade, nos constitui como sujeitos” (SILVA, 2011).
 Currículo como um terreno contestado onde está em jogo o processo de
hegemonização de passados e memórias configuradoras de narrativas.

De modo que há, sim, uma disputa pelo que há, pelo
que está acontecendo, pelo para-onde-vão as coisas,
em suma, mais do que uma guerra de interpretações,
uma disputa hegemônica pelo mundo em que vivemos.
(BURITY, 2010, p. 8)