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Ensinando Filosofia em diálogo com a Arte:

uma forma interdisciplinar de desenvolver a


criatividade e a sensibilidade do educando
Disciplina: Teoria e Prática Pedagógica
Eixo temático: ensino-aprendizagem
Objetivos:
Objetivo geral:
Apresentar uma breve reflexão de como a Arte e a Filosofia se complementam
na formação criativa e no desenvolvimento da sensibilidade do aluno.

Objetivos Específicos:
•Conceituar a arte e a sua importância no pensamento filosófico;

•Diferenciar as formas de manifestação artística estabelecendo relação com os


respectivos contextos históricos;

•Instigar a curiosidade e a reflexão crítica do educando a partir da discussão de


algumas questões filosóficas: “o que é belo?”, “o que é arte?”, “a beleza é algo
objetivo ou subjetivo?”, “Existe relação entre o belo e o bom?” “O conceito de
belo é universal ou relativo?”;

•Conduzir o aluno a exercer as características da sociabilidade, dentro das


habilidades fundamentais às quais a disciplina de Filosofia se propõe, que são a
escuta e a expressão.
Imagem: René Magritte
.
Imagem: Edvard Munch / The Scream, 1895 / h
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:O_Grito.jpg
O meu olhar
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo.
Alberto Caeiro
O belo e o feio em Platão:

•Platão defende a existência do “belo em si”, de uma essência ideal, objetiva,


independente das obras individuais, para as quais serve de modelo de critério de
julgamento;

•As qualidades que tornam um objeto belo estão no próprio objeto e independem
do sujeito que as percebem;

•Platão critica a beleza do mundo sensível pois ela é variável, ou seja, em um


momento algo é belo e em outro não. Além disso, a beleza é relativa, podendo ser
algo belo em algum aspecto mas não a outros; é belo para um observador mas
não a outros. Diferentemente no mundo inteligível, a beleza é invariável. Nas
palavras de Platão: "sempre é: não se torna, nem acaba, não brilha, nem
desvanece".
O QUE É O BELO?

Nos séculos XVII e XVIII, os filósofos empiristas Locke e Hume relativizam a beleza, uma vez que ela não é
uma qualidade das coisas, mas só o sentimento na mente de quem as contempla.

Kant afirma que o belo é "aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo
intelectualmente".

 Hegel introduz o conceito de história ao estudo do belo, e, a partir do século XIX, a beleza muda de face e
de aspecto através dos tempos.

Numa perspectiva fenomenológica, a Beleza é a imanência total de um sentido ao sensível. O objeto é belo
porque realiza sua finalidade, é autêntico, verdadeiramente segundo seu modo de ser.

Nos séculos XX, a constatação da existência de muitos valores estéticos além da beleza levou o objeto da
estética a deixar de ser "a produção voluntária do belo".
A Arte vista hoje obras de Picasso
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Vice-Reitor Pró-Reitor de Assuntos Estudantis


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Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação


e Inovação
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