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Segurança do paciente

Profª Julie Costa


O que é segurança do paciente?
Para a OMS, segurança do paciente corresponde à
redução ao mínimo aceitável do risco de dano
desnecessário associado ao cuidado de saúde.
Segurança do paciente
• A Portaria GM/MS nº 529/2013 institui o Programa Nacional de
Segurança do Paciente (PNSP) com o objetivo de contribuir para a
qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de
saúde do território nacional.
Segurança do paciente

Erros médicos são 3ª maior causa de morte nos EUA


British Medical Journal

Ao analisar os dados de mortalidade no país por oito anos,


pesquisadores da Johns Hopkins University School of Medicine
constataram que mais de 250 mil mortes por ano são
atribuídas a erros.
“A questão do erro e dos eventos adversos tem sido descrita e
estudada há bem mais de um século. Entretanto, com raras
exceções, sendo a anestesiologia uma delas, não se reconhecia a
gravidade do problema até cerca de 10 anos quando foi publicado
o relatório “Errar é humano”. Cabe destacar o pioneirismo de
Lucian Leape em seu artigo “Erros em Medicina”, publicado em
1994, quando já destacava a questão do erro no cuidado de
saúde...”
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2017
Segurança do paciente
Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em particular
os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente),
representam uma elevada morbidade e mortalidade em todos
os sistemas de saúde.

Episódio inesperado; situação desagradável que altera a


ordem normal das coisas.
Segurança do paciente

Esta problemática levou a Organização Mundial de Saúde


(OMS) e diversos organismos internacionais a lançarem
campanhas, desafios e estratégias voltadas à redução de
riscos e de danos no cuidado à saúde.
Em 2004 houve o lançamento da Aliança Mundial para a Segurança do
Paciente, da OMS, que desenvolveu a Classificação Internacional de
Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety – ICPS)
Segurança do paciente
Metas utilizadas na coleta de materiais biológicos
Segurança do paciente

https://www.youtube.com/watch?v=MiummDk8O5c
Higienização das mãos
Como?
Higienização das mãos
Resolução COFEN 311/2007, que normatiza o Código de Ética
dos Profissionais de Enfermagem

Art. 12. (Responsabilidades e Deveres) Assegurar à pessoa,


família e coletividade assistência de Enfermagem livre de
danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem
NEGLIGÊNCIA

Na negligência, alguém deixa de tomar uma atitude ou


apresentar conduta que era esperada para a situação. Age
com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando as
devidas precauções.
Desprezar , desatender , não cuidar
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem

IMPRUDÊNCIA

A imprudência, por sua vez, pressupõe uma ação precipitada e


sem cautela. A pessoa não deixa de fazer algo, não é uma
conduta omissiva como a negligência. Na imprudência, ela
age, mas toma uma atitude diversa da esperada.
Falta de atenção , imprevidência , descuido
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem
IMPERÍCIA

Para que seja configurada a imperícia é necessário constatar a


inaptidão, ignorância, falta de qualificação técnica, teórica ou
prática, ou ausência de conhecimentos elementares e
básicos da profissão. Um médico sem habilitação em cirurgia
plástica que realize uma operação e cause deformidade em
alguém pode ser acusado de imperícia.
Ignorância , inviabilidade , inexperiência
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem

Art. 13. (Responsabilidades e Deveres) Avaliar


criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e
legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando
capaz de desempenho seguro para si e para outrem.
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem

• Art. 32. (Proibições) Executar prescrições de qualquer


natureza, que comprometam a segurança da pessoa.
• Art. 33. (Proibições) Prestar serviços que por sua natureza
competem a outro profissional, exceto em caso de
emergência.
• Art. 36 (Direito) Participar da prática multiprofissional e
interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e
liberdade.
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.
A coleta de exames laboratoriais de pacientes em regime de
internação e em situação ambulatorial nos laboratórios de
análises clínicas é uma atividade que a enfermagem
desenvolve e que contribui para a promoção, manutenção e
recuperação da saúde.
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.
A execução do procedimento como atividade rotineira,
compreende uma decisão administrativa da unidade
assistencial onde ocorra a prática profissional.
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.
 A técnica de coleta de sangue e demais materiais humanos para
exames laboratoriais devem ser alvo de treinamento constante
concedido aos profissionais de enfermagem, incluindo a elaboração e
adoção de protocolos de normas e rotinas específicas.
 A coordenação dos trabalhos de enfermagem, independente de
sua área de atuação, deve ser exercida sob a responsabilidade e
supervisão do enfermeiro.
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.

- Recomenda-se que a coleta de secreção vaginal, uretral e anal seja


realizada preferencialmente pelo Enfermeiro. Se esta coleta for
realizada por Técnicos ou Auxiliares de Enfermagem, necessariamente
deverá ocorrer sob orientação e supervisão do Enfermeiro.

Parecer Coren-SP
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.

Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a punção


arterial tanto para fins de gasometria como para
monitorização da pressão arterial invasiva é um procedimento
privativo do Enfermeiro, observadas as disposições legais da
profissão.

RESOLUÇÃO COFEN Nº 390/2011


Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.
LEI N 7.498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986
Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras
providências.
Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-
lhe:
m) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que
exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões
imediatas
Art. 12 – O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio,
envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de Enfermagem
em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de
Enfermagem...
Limites da atuação profissional na coleta de material
biológico.

A recusa na realização de um procedimento atribuído a


Auxiliares ou Técnicos de Enfermagem pode configurar
infração ética, desde que comprovada a sua capacitação
técnica, mediante prescrição e sob orientação/supervisão do
Enfermeiro.
Referências:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912 http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/350
/Caderno+7+- 7912/Caderno+1+-
+Gest%C3%A3o+de+Riscos+e+Investiga%C3%A7% +Assist%C3%AAncia+Segura+-
C3%A3o+de+Eventos+Adversos+Relacionados+%C +Uma+Reflex%C3%A3o+Te%C3%B3rica+Aplic
3%A0+Assist%C3%AAncia+%C3%A0+Sa%C3%BAd ada+%C3%A0+Pr%C3%A1tica/97881798-
e/6fa4fa91-c652-4b8b-b56e-fe466616bd57 cea0-4974-9d9b-077528ea1573

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