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Materiais Condutores

1) Propriedades Mecânicas dos Metais


As propriedades mecânicas são aquelas que dizem respeito ao
comportamento dos materiais sob a ação de esforços externos estáticos ou
dinâmicos.
• Tração;
• Módulo de Young ou de Elasticidade;
• Compressão;
• Ductibilidade;
• Maleabilidade;
• Tenacidade;
• Resistência;
• Condutividade Térmica;
• Dureza;
• Corrosão.
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1.1) Resistência à Tração
É a máxima tensão de tração obtida em um “ensaio” de tensão
versus deformação do material estudado. Essa tensão indica o limite acima
do qual é superado o limite de resistência do material e se iniciará a
ruptura.

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Materiais Condutores
Corpo de prova e Máquina de ensaio de tração

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1.2) Módulo de Young ou de Elasticidade
O módulo de elasticidade, E, é a constante que define a
proporcionalidade entre tensão e deformação. Para diversos materiais
condutores, o valor de E é constante, tanto na tração, quanto na compressão,
podendo variar entretanto com a temperatura.

tensão
E (N/m²)
deformação

onde a tensão é a força aplicada por unidade de área (pressão) e a


deformação é a relação entre a elongação ∆ℓ e o comprimento inicial ℓ0.

  0
(deformação ) 
0

Exemplos: E(Cu) = 11000 kg/mm² ; E(Al) = 7000 kg/mm² 4


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1.3) Resistência à Compressão
Analogamente à tração, a resistência de compressão é a tensão de
compressão máxima, obtida no limite de resistência à compressão.
Unidade: N/m²

1.4) Ductibilidade
É a capacidade do material sofrer grandes deformações
permanentes numa determinada direção sem atingir a ruptura. Indica a
maior ou menor possibilidade do material ser estirado ou reduzido a fios.

1.5) Maleabilidade
É a capacidade do material sofrer grandes deformações
permanentes em todas as direções sem atingir a ruptura.
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1.6) Tenacidade
É a capacidade do material resistir a altas cargas juntamente com
grandes deformações, sem ruptura.

1.7) Condutividade Térmica (k)


É a quantidade de calor transmitida perpendicularmente às seções
do material, por segundo, por unidade de área e por unidade de temperatura.

d
k
Qd  cal  A
T A t  m 2 s  C  T1 corpo T2

onde Q é o calor conduzido no tempo t e ∆T = T2 – T1. Os materiais


condutores elétricos são bons condutores de calor.
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1.8) Resistência
É a capacidade do material resistir a impactos sem ruptura.

1.10) Dureza
A dureza é definida pela resistência da superfície do material à
penetração. O grau de dureza de um material é estabelecido através de
testes de dureza realizados dentro de padrões como:
• teste de dureza Brinell;
• teste de dureza Rockwell;
• teste de dureza Vickers;
• teste de dureza Tukon, etc.

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1.9) Corrosão
É definida como a alteração, por reação química ou eletroquímica,
da superfície do material em contato com o meio ambiente. A corrosão,
alterando o material em suas características estruturais e dimensionais, é um
inimigo implacável das instalações e circuitos elétricos, razão porque se
deve conhecer os métodos de seu controle.

Alguns tipos de controle são:


• por isolação resinosa;
• por capeamento com metal mais resistente;
• por anodização (película de óxido de produção controlada);
• por fosfatização ao zinco ou ao manganês;
• por utilização de ligas mais resistentes;
• por tratamento térmico; etc.
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1) Introdução
• Os metais puros são utilizados em muito poucas aplicações por duas
razões principais:
•Econômica – o processo de obtenção de um metal a partir do minério
tem um custo que aumenta com o grau de pureza desejada;
•Especificações técnicas do produto – quando puros, os metais
apresentam características mecânico-elétricas bem determinadas, mas
que frequentemente não atendem às necessidades específicas da
tecnologia, sempre carente de especificações de alto grau e de grande
diversidade.
• A presença de determinadas substâncias, normalmente metálicas, ligadas a
outros metais, possibilita a obtenção de novas e valiosas características;
• As ligas metálicas são preparadas a partir da mistura de metais quando no
estado líquido;
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• O metal que comparece em maior massa pode influenciar as propriedades
físicas, mecânicas e elétricas do conjunto, deslocando-as para as condições
desejáveis. Isso permite que propriedades como dureza, maleabilidade,
ductibilidade, condutividade térmica e elétrica, resistência à tração, à
corrosão, etc., possam ser alteradas de forma a atender às especificações
dos projetos de engenharia.

2) Metais
São materiais de estrutura cristalina simples e que na sua maioria
apresentam o tipo de ligação atômica por elétrons livres.

2.1) Cobre
• Dentre os metais, que são os materiais condutores por excelência, destaca-
se o cobre por suas excelentes características de baixa resistividade, boa
flexibilidade e existência considerável. Depois do ferro, o cobre é o metal
de maior utilização na indústria elétrica; 11
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• O cobre é empregado em estado puro ou em ligas conhecidas como
bronzes e latões;
• Sua importância advém das inúmeras propriedades que possui e dentre as
quais destacam-se: o fácil manuseio a quente ou a frio; resistência à
corrosão do ar atmosférico; baixa resistividade e alta condutividade térmica;
facilidade para soldar e emendar; facilidade de capeamento por outros
materiais em processos eletroquímicos;
• Os principais minérios de cobre são: CuFeS2, Cu2S, Cu3FeS3, etc. A
porcentagem de cobre nesses minérios varia de 3,5% a 0,5%. As principais
jazidas se localizam no Congo, Rodésia do Norte, EUA, Austrália, Espanha,
Suécia, Noruega e Chile;
• Minérios pobres em cobre são industrializados por um processo úmido.
Aplicando-se ao minério uma solução de enxofre, obtém-se uma solução de
sulfato de cobre, da qual o cobre é deslocado pela ação do ferro. Esse é
basicamente o processo eletrolítico de se obter o cobre, representado por
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mais de 90% de todo o cobre obtido mundialmente;
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• Um dos processos de produção de fios é a trefilação, no qual o material
tem sua seção reduzida e seu comprimento aumentado sob esforço de tração
a frio;
• O cobre quando trefilado endurece, necessitando um recozimento para se
tornar mais mole;
• Suas aplicações principais são: fios e cabos elétricos de alta e baixa
tensão, barramentos, ligas condutoras, hastes de aterramento, etc.;
• Em aplicações elétricas especiais é possível utilizar-se o cobre com um
grau de pureza de até 99,999%;
• O cobre padrão internacional é recozido, com 0,03 a 0,04% de oxigênio
como impureza presente, condutividade padrão de 100%, alta pureza,
eletrolítico, que a 20 oC apresenta características como:
Módulo de elasticidade – 11000 kg/mm²;
Resistência à tração – 22 kg/mm²;
Baixa dureza. 13
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2.2) Alumínio
• O alumínio possui propriedades mecânicas e elétricas que o tornam de
fundamental importância em certas aplicações da engenharia elétrica. Seu
baixo peso, sua condutividade elétrica, sua resistência à corrosão e sua
plasticidade são vantagens que aliadas a sua abundante existência, o tornam
o sucedâneo natural do cobre;
• O principal minério é a bauxita;
• O alumínio é um metal dúctil, maleável, com alta resistência à corrosão,
de cor branca prateada, mais leve e mole que o cobre e é facilmente
trabalhado;
• Tem grande estabilidade e longevidade no ar. Da mesma forma que o
cobre, emprega-se com alma de aço (em alguns casos) obtendo-se um cabo
com boa resistência à tração;
• É empregado como condutor em linhas de transmissão de alta tensão. 14
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2.3) Prata
• É o condutor de menor resistividade;
• Devido a seu preço só é empregada em casos especiais, como, por
exemplo, em resistências de aparelhos de precisão, fusíveis especiais, etc;

2.4) Ouro
• É o condutor elétrico de utilização mais especial;
• Metal valioso, de grande estabilidade química e dotado de excelentes
propriedades para a utilização no ramo eletrônico;
• Usado como fio condutor em equipamentos especiais como: peça de
contato em chaves e relés de baixa corrente e alta precisão e confiabilidade;
películas ou filmes condutores; etc.
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2.5) Outros Metais
• Zinco: Extraído do minério de sulfato de zinco. É um importante
ingrediente em muitas ligas metálicas, como nos latões que são ligas de
zinco e cobre. É usado como eletrodo negativo em baterias elétricas e nos
processos de recobrimento de metais com a finalidade de protegê-los da
corrosão (é a galvanização);
• Estanho: Extraído do minério de níquel sob a forma de óxido e a seguir
reduzido. Muito utilizado como ingrediente de ligas. De cor branco-
prateada, se liga ao cobre para produzir os bronzes, ao chumbo para
produzir solda, e é usado largamente como revestimento anticorrosivo;
• Níquel: Metal de grande importância elétrica em razão das excelentes
características físicas que confere às ligas de que participa; é usado em ligas
magnéticas, em ligas de aço (aço inoxidável), em ligas termoestáveis, em
ligas sensoras termoelétricas, em ligas para resistências elétricas, em
revestimentos anticorrosivos. 16
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• Chumbo: Extraído do sulfato de chumbo; apresenta, além de boas
qualidades para a solda, grande resistência à corrosão de ácidos;
• Tungstênio: Os principais minérios de tungstênio são o CaWO4, o
PbWO4, e a wolframita. Esses minérios são encontrados principalmente na
China, Estados Unidos, Burma, Malásia, Portugal e Bolívia. É utilizado na
fabricação de filamentos de lâmpadas. Possui uma temperatura de fusão
muito elevada, da ordem de 3300 a 3400 oC.

2.6) Ferro e Aço


• Dentre os materiais metálicos, o ferro e suas ligas (aços) ocupam um lugar
de destaque na produção de componentes elétricos. Suas propriedades
elétricas e magnéticas, aliadas à grande resistência mecânica, plasticidade,
dureza e resiliência, tornaram-no o material ideal para lâminas de
transformadores, de relés, ferragens de equipamentos, ferragens para
instalações elétricas, produção de cabos com alta resistência à tração, etc.; 17
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• Segundo a composição química, os aços podem ser classificados em dois
grandes grupos:
Aço-carbono: liga de ferro e carbono contendo de 0,008% a 2,0% de
carbono, além de elementos residuais resultantes do próprio processo
de obtenção;
Aços-liga: liga de ferro e carbono contendo de 0,008% a 2,0% de
carbono, além de outros elementos de liga adicionados
intencionalmente. Ex.: aço inoxidável (18% Cr + 8% Ni + Fe + C );
• Características: grande resistência à tração, compressão, fadiga e
cisalhamento; grande tenacidade; ferromagnético; resistividade baixa; ponto
de fusão de 1528 oC;
• Utilizado como condutores em condições especiais (trilho, cabo de aço,
barramentos, etc.). O grande empecilho à utilização mais larga desses
materiais como condutores é sua fácil e rápida corrosão;
• O material conhecido como ferro fundido é a liga de ferro com teor de
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carbono elevado (superior a 2%).
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3) Ligas Metálicas
São substâncias constituídas à base de um processo de difusão atômica
envolvendo dois ou mais elementos químicos, dos quais pelo menos um é
metal. As misturas de metais possibilitam a obtenção de materiais
condutores com propriedades e características diferentes dos materiais
originais, permitindo o direcionamento das mesmas para os níveis
desejáveis em certas aplicações.
As ligas metálicas são largamente aplicadas em eletricidade, não só
como condutores elétricos, mas também como fusíveis, resistências,
resistores, barramentos, terminais, etc.

3.1) Ligas de Cobre


• O cobre liga-se ao manganês, níquel, zinco, estanho, alumínio, etc.; O
cobre fica mais duro, piorando a ductibilidade, melhorando, entretanto, a
resistência mecânica. 19
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• Bronze: Liga binária de cobre e estanho e de boa condutividade. É usado
como condutor em terminais e particularmente como fio condutor. Não é
magnética e possui elevada resistência à corrosão e à fadiga.
• Latão: Liga binária de cobre e zinco; condutividade relativamente baixa,
boa resistência à corrosão, grande resistência à tração. Também é usado
como condutor. É empregado em barramentos, varas de subestações,
barramento de equipamentos. Não é indicado para trabalhar ao tempo,
devido à formação de rachaduras;
• Ligas de maior resistência à tração:
 Liga cobre-cromo – 0,5 a 3% de cromo; condutividade de até 80% do
cobre eletrolítico padrão; resistência à tração de até 56 kg/mm².
 Liga cobre-berilo – A adição de 0,4% de berilo resulta numa liga com
48% de condutividade e resistência à tração de 60,5 kg/mm²; com 0,9%
de berilo obtém-se uma resistência à tração de 86 kg/mm², mas
condutividade de apenas 28%.
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 Fios e cabos de aço recobertos de cobre – É o fio de cobre com alma
de aço (fio cobreado). Combinam a alta condutividade do cobre com a
alta resistência mecânica do aço.
 Copperweld – Condutor de cobre com alma de aço. O cobre reveste o
cabo de aço, que é sua espinha dorsal.

3.2) Ligas para Condutores Resistivos e Resistências Elétricas


• Ligas de níquel-cromo: Resistividade alta, coeficiente de variação da
resistividade com a temperatura baixa e grande resistência a oxidação em
altas temperaturas, conferem a estas ligas propriedades ótimas para
aplicação resistiva em fornos elétricos e aquecimento em geral. As ligas
níquel-cromo são muito usadas como condutores resistivos (resistências)
em sistemas de aquecimento e artigos eletrodomésticos.
 Nicromo V (80% Ni + 20% Cr) - Não é magnética; não apresenta
facilidade na soldagem; condutividade relativa de 1,6%;
 Cromax (30% Ni + 20% Cr + 50% Fe) - Temperatura máxima de
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trabalho igual a 1500 oC;
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• Ligas de níquel-cobre: A liga binária níquel-cobre é termoestável. Sua
resistência praticamente não varia com a temperatura e por isso é aplicada
em pares termoelétricos, resistência de precisão e resistências para reostatos
em máquinas de precisão.
 Constantan (40% Ni + 60 % Cu) - Não é magnética; condutividade
relativa de 3,6%; temperatura máxima de trabalho igual a 600 oC;
 Manganina (84% Cu + 12% Mn + 4% Ni) - Usada na fabricação de
resistores precisos para instrumentos de medição; resistividade relativa
de 26%; temperatura máxima de trabalho igual a 100 oC;
 Prata alemã (18% Ni + 64% Cu + 18% Zn) - É utilizada como
material de contato para chaves e contatores.
• Ligas de níquel:
 Invar (36% Ni + 63,65% Fe + 0,35% Mn) - Por sua baixa dilatação é
utilizada em guias de medidas em aparelhos de precisão;
 Alumel (94% Ni + 3% Mn + 2% Al + Si) - Liga para fio resistivo.
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• Ligas de cromo e ferro: (Cr + Al + Co + Fe) - Constituem-se em ótimas
ligas para utilização em aquecimento elétrico em geral.
• Ligas de alumínio:
 Duralumínio (4% Cu + 0,5% Mg + 0,5% Mn + Al) – Aplicado em
fios, cabos, tubos, barras e chapas condutoras, e também na confecção
de dissipadores térmicos;
 Alumoweld – É o fio ou cabo de alumínio tendo como eixo ou
espinha dorsal um fio de aço, que lhe aumenta a resistência à tração;
 Liga para cabo de alumínio (0,3 a 0,5 Mg + 0,4 a 0,7% Si + 0,2 a
0,3% Fe + Al) – Liga de alumínio para cabos leves utilizados em linha
aérea.
• Liga de estanho e chumbo: É utilizada para o revestimento de fios e
malhas de cobre ou latão, melhorando a soldabilidade e atuando também
como camada protetora contra a corrosão. É utilizada largamente na
produção de ligas fusíveis e fios de solda.
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3.3) Empregos Industriais para Ligas Resistivas

• Reostato de campo para máquinas elétricas (motores e geradores de CC);


• Reostato para partida e controle da velocidade de motores;
• Reostato para carga de bateria;
• Resistência de fios para laboratórios e aparelhos de precisão;
• Resistência para aquecimento: estufas, fornos,etc.;
• Reostatos para controle de correntes;
• Potenciômetro de fio. Resistores de alta dissipação.

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3.4) Ligas Ferromagnéticas
A união do ferro com outros materiais produz ligas ferromagnéticas de
especiais propriedades.
• Ferro-Níquel - Estas ligas são muito sensíveis ao tratamento pelo calor
que lhes aumenta a permeabilidade. Dentre elas, destacam-se:
Permalloy-78 - Possui 78% de níquel, alta permeabilidade (100.000
máximo), baixa perda por histerese, etc. A adição de 3,8% de Mo ou Cr
a esta liga ferromagnética aumenta sua resistividade de 16 para 55 e 65
.cm, respectivamente;
Permalloy-45 - Possui 45% de níquel;
Nicalloy - Possui 47 a 50% de níquel;
• Ferro-Cobalto
Hyperco - (33% Co + 66% Fe + outros);
Permendur - (50% Co + 2% V + Fe);
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Condutores Metálicos e Ligas
• Ferro-Silício - Pequenas quantidades de silício ligadas ao ferro produzem
apreciáveis efeitos nos aspectos de inibição do envelhecimento do ferro e
aumento da resistividade da liga. A quantidade de silício adicionada ao ferro
varia de 0,25 a 4,75% e depende da aplicação.

• Chapas Magnéticas - São chapas de ferro e aço silício utilizadas nos


circuitos magnéticos. Ligadas ao silício, constituem-se como o melhor
material para máquinas e aparelhos elétricos, destinados a serviço contínuo.
As chapas de melhor qualidade têm a maior porcentagem de Si (4 a 5%). O
Si endurece o material, tornando-o quebradiço, razão pela qual não é
ultrapassado o teor de 5% de Si nessas ligas.
Núcleos laminados são construídos a partir da justaposição dessas
chapas, separadas por isolantes. Estes núcleos são empregados, por
exemplo, em transformadores, contribuindo para diminuir as perdas por
correntes parasitas.
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Condutores Metálicos e Ligas
•Ferrites - Materiais cerâmicos magnéticos de alta resistividade. São
compostos químicos de estrutura cristalina, compostos de óxido de ferro,
cujos elétrons estão sujeitos a ligações de valência que aumentam sua
resistividade. Exemplos:
CuFe2O4, MnFe2O4, NiFe2O4 - utilizados em núcleo de transformador
de alta freqüência, núcleo de bobinas, etc.

3.5) Emprego das Ligas Ferromagnéticas


• Motores, geradores, peças polares e em circuitos magnéticos de alta
permeabilidade;
• Transformadores de pequena e média potência;
• Relés, reatores e em circuitos magnéticos de medidores elétricos;
• As chapas de Fe-Si de grão orientado são utilizadas na tecnologia de
núcleos dos transformadores trifásicos e monofásicos de potência elevada. 27
Condutores Metálicos e Ligas
3.6) Envelhecimento
No ferro submetido a temperaturas elevadas durante grandes períodos
(núcleo de transformadores e rotores em serviço contínuo), desenvolve-se
fadiga magnética que se manifesta por diminuição da permeabilidade e
aumento das perdas por histerese: é o envelhecimento do material.
Os aços ao silício modernos (Fe + C + Si) têm características tais que
praticamente não envelhecem.

3.7) Carbono e Grafita


Material não-metálico que é usado como condutor nas escovas dos motores,
na fabricação de resistores, na produção de eletrodos para fornos elétricos,
etc. Pode ser encontrado na formas cristalina (diamante e grafita) e amorfa
(carvão de lenha, coque de petróleo, etc.).
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Materiais Isolantes e Dielétricos
1) Conceituação
• Isolante – É o material de baixa condutividade, no qual o fluxo de
corrente que o atravessa, resultante da diferença de potencial aplicada ou a
ser isolada, é desprezível. Ex.: cerâmicas, plásticos, vidros, borrachas, etc.

• Dielétrico Perfeito – É o material isolante ou isolador, entre duas


superfícies metálicas, no qual toda energia requerida para estabelecer um
campo elétrico retorna ao sistema gerador quando o referido campo é
retirado. Um dielétrico perfeito tem condutividade nula.

• Dielétrico Real – É o material isolante no qual parte da energia requerida


para o estabelecimento do campo através dele não retorna ao sistema,
quando o campo é removido; esta energia é convertida em calor e é
conhecida como “perdas no dielétrico” e o seu valor caracterizará o melhor
ou pior dielétrico.
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Materiais Isolantes e Dielétricos
2) Características e Propriedades Elétricas
• Permissividade Dielétrica – É a maior ou menor capacidade do dielétrico
em permitir o adensamento do fluxo de campo elétrico. A permissividade
dielétrica do espaço livre, ε0, no SI é 8,854 x 10-12 F/m.
• Perdas no Dielétrico – A energia de perdas de um dielétrico provém das
perdas por efeito joule, perdas por histerese, por corrente de perdas e por
absorção dielétrica.
• Resistência de Isolamento – É a medida da resistência à condução no
dielétrico. Ela varia inversamente com a temperatura de trabalho e a
freqüência, e seu valor pode atingir dezenas de milhares de megaohms.
• Constante Dielétrica (k) ou Permissividade Relativa (εr ) – É a razão
entre a permissividade de qualquer dielétrico e a permissividade do vácuo.
 Exemplos: ar (puro e seco) – 1,0006;
k  r 
0 mica – 5 a 7,8. 30
Materiais Isolantes e Dielétricos
• Rigidez Dielétrica – É a propriedade do dielétrico de se opor à descarga
elétrica através de sua estrutura. Ela diminui com o aumento da temperatura
e é dada normalmente em kV/mm. A umidade, alterando ou danificando o
dielétrico, contribui para diminuir a rigidez dielétrica de uma estrutura
isoladora. A rigidez determina o valor máximo da tensão, acima do qual o
dielétrico deixa bruscamente de funcionar como isolante, permitindo a
passagem da corrente elétrica por sua estrutura.
Exemplos: ar (seco) – 3 kV/mm; baquelite – 14 kV/mm; porcelana – 100
kV/mm;

3) Materiais Dielétricos
• Dielétricos usados em componentes e sistemas elétricos:
Borrachas - neoprene;
Vidro - sílica + carbonato de sódio + carbonato de Ca + aditivos;
Papel - papel kraft, etc. ;
Cerâmicas - óxido de alumínio, porcelana, silicato de cálcio, etc.; 31
Materiais Isolantes e Dielétricos
• Outros materiais dielétricos – São utilizados largamente nos meios
elétricos os seguintes isolantes:
Mica, óleo, papel, óxido de tântalo (dielétricos em capacitores);
Óleo para transformador (isolamento entre terminais e enrolamentos
primários e secundários de transformadores de potência e disjuntores a
óleo);
Dielétricos líquidos (usados em capacitores a óleo);
Tintas e vernizes isolantes (aplicados em: esmaltação de fios e cabos
condutores elétricos; isolação de laminados metálicos ou não-
metálicos; isolação de lâminas de materiais ferromagnéticos ou
carcaças de motores, geradores e transformadores; etc.)

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