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Petrofísica básica

Emiliano Castro de Oliveira

Créditos: Prof. Leonardo Borghi (UFRJ)


PETROFÍSICA BÁSICA

• ESTUDO DAS PROPRIEDADES DO


CONJUNTO ROCHA/FLUIDO SATURANTE

– POROSIDADE, PERMEABILIDADE, SATURAÇÃO

• OBJETIVO É FORNECER SUBSÍDIOS PARA


CÁCULO DE RESERVAS E PRODUTIVIDADE
PETROFÍSICA BÁSICA

ENFOQUE SISTÊMICO

ROCHA PERFIL

TESTE
PETROFÍSICA BÁSICA

• POROSIDADE
  (V  Vs ) / V onde V p  V  Vs

V é volume total (BULK); Vs volume de sólidos e Vp volume de poros

é controlada
1 - ARRANJO DE PARTÍCULAS, SUA FORMA, TAMANHO DE
GRÃOS, COMBINAÇÃO DE TAMANHOS DE GRÃOS;

1 - COMPACTAÇÃO, DEFORMAÇÃO, FRATURAMENTO


DIAGÊNESE, CIMENTAÇÃO, DISSOLUÇÃO, ARGILOSIDADE.
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TAMANHO DE GRÃO
Para partículas esféricas
menores que 100 microns o
empacotamento mostra
incremento de porosidade;por
outro lado, com o aumento do
tamanho das partículas
chegamos a um limite mínimo
de porosidade. Abaixo disto
somente por outros fatores
como deformação, dissolução
ou cimentação por exemplo.
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POROSIDADE
Empacotamento:
• Randônico >= 0.39 (dependente de tamanho de grão)
• Cubico 0.476
• Ortorrombico 0.395
• Romboédrico 0.260
• Tetragonal 0.302
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POROSIDADE

Formato de grãos
( Máxima Porosidade)

• Esferas >=0.399 (tamanho do grão)


• Cubos 0.425
• Cilindros 0.429
• Discos 0.453
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POROSIDADE
Na natureza as rochas tem grãos
de diversos tamanhos, muitas
vezes multimodais.
É fácil entender que se o espaço
entre um empacotamento de um
mesmo tamanho de grão for
ocupado por grãos menores a
porosidade diminuirá. Ou se parte
do empacotamento for
substituído por grãos maiores
idem.
Rochas de menor granulometria
normalmente são melhor
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POROSIDADE - MEDIÇÕES LABORATORIAIS

•MEDIÇÕES LABORATORIAIS:
•Medição direta, Vs é obtido desagregando a
amostra;
•Imbebição, a rocha é pesada antes e após a
imbebição por um fluido de densidade
conhecida; a diferença de peso é RHOf Vp
•Injeção de mercúrio, o volume bulk e Vp são
obtidos medindo-se o volume de mercúrio
deslocado e injetado
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POROSIDADE - MEDIÇÕES LABORATORIAIS

•Outros métodos: conhecendo-se a


densidade da rocha; injetando contraste
em lâminas petrográficas.

•Medição do volume Bulk V: conhecendo-


se as dimensões da amostra; injeção de
mercúrio e método de Arquimedes
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•POROSIDADE – POR PERFIS


“Medida direta” (índice Hidrogênio)
•Perfil de Nêutrons (porosidade total)
•Perfil de NMR (porosidade total)
Medida derivada
•Perfil de densidade (porosidade total)
•Perfil sônico (porosidade primária)
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• Porosidade
Para arenitos argilosos, a maioria dos perfis
fornece a medida de porosidade total.
Para obter a porosidade efetiva (sem a
porosidade de argila) é necessário saber
qual o conteúdo de argila/folhelho da
rocha e sua distribuição no meio poroso.
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POROSIDADE POR PERFIS
QUAL A DIFERENÇA ENTRE
ARGILA E FOLHELHO?
ARGILA: MINERAL DE ARGILA OU
FRAÇÃO ARGILA

FOLHELHO: ROCHA CONTENDO


MINERAIS DE ARGILA E DA FRAÇÃO
ARGILA (SILICICLÁTICOS);
COMPOSIÇÃO ENTRE 30 A 70% DE
MINERAIS DE ARGILA
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POROSIDADE POR PERFIS
DISTRIBUIÇÃO DA
ARGILA/FOLHELHO?
PETROFÍSICA BÁSICA
POROSIDADE POR PERFIS

Posso utilizar as características do Folhelho


adjacente em meu reservatório?
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PERMEABILIDADE
É importante notar que a
permeabilidade varia:
com diferentes fluidos e
quando existe mais de um fluido
(imiscíveis) nos poros, permitindo
fluxo bifásico, introduzindo o
conceito de permeabilidade relativa.
Permeabilidade de uma rocha em
função de um fluido é a facilidade
com que ela, rocha, permite que
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PERMEABILIDADE
• Existe uma relação intuitiva entre a
permeabilidade com a porosidade contudo,
existem diversos fatores que
comprometer essa relação: pode
–Geometria do espaço poroso; m
–Conectividade dos poros;
–Tamanho das gargantas de poro.
• Em arenitos normalmente, quanto maior o
tamanho das partículas melhor a
permeabilidade
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PERMEABILIDADE
Arenitos normalmente guardam melhor
relação entre porosidade e
permeabilidade. Carbonatos são muito
heterogêneos e por isto guardam várias
classes de permeabilidade.
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PERMEABILIDADE
Exemplo de correlação em
carbonato da porosidade com a
permeabilidade por classe de
partícula
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PERMEABILIDADE
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PERMEABILIDADE
• A permeabilidade não é medida em perfis, contudo,
buscam-se correlações empíricas entre dados de
porosidade, saturação ou outro parâmetro, com dados
de rocha.

•Os perfis de ressonância magnética podem fornecer um


índice de permeabilidade, contudo essa medida
depende da correlação rocha perfil.
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PERMEABILIDADE
Dados de Teste de formação a cabo são
muito pontuais e afetados por dano na
parede do poço

• Dados de Testes a poço aberto ou revestido DSTs


fornecem medidas mais confiáveis, em situação
dinâmica, contudo, refletem a média de um intervalo
testado.
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PERMEABILIDADE
PETROFÍSICA BÁSICA
PERMEABILIDADE
PETROFÍSICA BÁSICA
PERMEABILIDADE
Em laboratório a medição de
permeabilidade utilizando gases implica na
necessidade de correção para o efeito da
compressibilidade.

Para fins de ajuste e previsão de histórico


de produção, em laboratório é medida a
permeabilidade relativa, que é a relação
entre uma permeabilidade efetiva e uma
permeabilidade de referência.
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PERMEABILIDADE
Existem diversas metodologias para
medição da permeabilidade
relativa, em comum o fato de
utilizar-se dois fluidos,

Variando imbebição e drenagem medindo-


se a permeabilidade efetiva;
Fluindo os dois fluidos ao mesmo tempo
variando-se a quantidade relativa entre
eles.
PETROFÍSICA BÁSICA
PERMEABILIDADE
Intervalo
Perfilagem de Poços
NOME DO PERFIL SÍMBOL O MEDIDA PRINCIPAIS USOS COMENTÁRIOS
UNIDADES

Potencial Espontâneo - Diferença de potencial elétrico


(Spontaneous or Self- entre a lama de sondagem e a -Infere PERMEABILIDADE -Correlação estratigráfica
Potential) SP formação mV -Infere LITOLOGIA -Estudos de reservatórios

SN, SNA - Resistência à passagem de - Infere FLUIDOS


Resistividade etc. corrente elétrica injetada. Ω.m - Infere POROSIDADE - Estudos de reservatórios

Condutividade (Indução) LLD, ILD - Resistência à passagem de - Infere FLUIDOS


etc. corrente elétrica magneticamente Ω.m2/m - Infere POROSIDADE - Estudos de reservatórios
induzida

- Orientação de superfícies por Azimute e - orienta SUPERFÍCIES de - Estudos estratigráfico-


Dipmeter DIP mudança de resistividade mergulho estratificação, fraturas e falhas estruturais e modelos
façiológicos

Raios-Gama (Gamma-
Ray) - Radioatividade natural das rochas -Quantifica ARGILOSIDADE -Correlação estratigráfica
RG (GR) API -Identifica LITOLOGIA -Estudos de reservatórios

- Radiação gama emitida pela


formação, bombardeada por
nêutrons. -Quantifica POROSIDADE
Neutrão NPHI - Quantidade de hidrogênio % -Identifica FLUIDOS - Estudos de reservatórios

- Radiação gama emitida pela - Quantifica DENSIDADE


Densidade RHOB formação, bombardeada por g/cm3 - Infere LITOLOGIA - Identificação de litologias
radiação gama.

Sônico DT - Tempo de trânsito de uma onda ms.m - Infere POROSIDADE - Integração com a sísmica
sísmica pela rocha

-Calibração dos perfis


Calibre (Caliper) CALI - Diâmetro do poço cm geofísicos - Geomecânica de rochas
-GEOTECNIA
Perfis geofísicos e as respostas das rochas
Muitos perfis geofísicos são usados para identificação da
mineralogia: raios gama (RG), densidade (RHOB),
resistividade galvânica (LLS e LLD), sônico (DT), neutrônico
(NPHI) e geoquímico (ECS).
A seguir, mostrar-se-a o uma breve revisão dos princípios
de funcionamento dos perfis e como estes são usados para
aferir os minerais presentes nas rochas.
Perfil de raios gama (RG)

As rochas são radioativas dependendo da quantidade de


elementos radioativos presentes em sua constituição, sendo as
rochas ígneas e metamórficas mais radioati- vas do que as
sedimentares. Tais rochas são naturalmente radioativas por
terem em sua constituição elementos instáveis. Entre os 65
átomos radioativos encontrados nas rochas, os mais
significantes devido sua abundância são da série do urânio,
tório, e o isótopo radioativo do potássio (40K).
Perfil de densidade (RHOB)

O perfil de densidade (RHOB) é o registro contínuo das


variações das densidades das rochas atravessadas por um
poço. No caso de rochas porosas, as medidas realizadas pelo
perfil incluem tanto a densidade da matriz da rocha, como a do
fluido contido no espaço poroso.
Perfil resistivo

O perfil resistivo com eletrodos galvânicos mede a resistência à


passagem da corrente elétrica através das camadas localizadas entre
eletrodos que se deslocam no poço. Como a corrente enviada ao
eletrodo emissor é mantida constante, o que a curva registra é o
potencial. Posteriormente esse potencial é convertido em valores
de resistividade elétrica.
Perfil sônico

O Perfil Sônico ou Acústico mede o tempo de trânsito de uma onda


elástica através da formação. Ou seja, ferramenta sônica consiste,
basicamente, no registro do tempo decorrido entre o momento em que
um pulso sonoro - compressional ou cisalhante é emitido por um
transmissor, até sua chegada a dois receptores distintos.
Perfil Neutrônico

A maioria das ferramentas neutrônicas são constituídas por uma


fonte de nêutrons e de um, dois ou quatro detectores (ferramentas
SNP e CNL), sensíveis aos nêutrons termais e aos epitermais. A fonte
emite nêutrons rápidos que penetram nas camadas adjacentes ao
poço. Para reduzir a probabilidade dos nêutrons da fonte viajarem
até os detectores sem interagir com a formação, uma blindagem é
colocada entre a fonte e os detectores.