Você está na página 1de 39

MADEIRA NA

CONSTRUÇÃO CIVIL

1
1 – Introdução

• A madeira é um dos materiais de utilização mais antiga nas


construções, no oriente ou ocidente.
• Com a revolução industrial a Inglaterra, como grande potência impõe a
arquitetura em metal.
• Com a invenção do concreto armado os engenheiros concentraram
esforços no estudo do novo material, desprezando a utilização da
madeira.

2
1 – Introdução

• O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de


edificações, não é a principal aplicação como o concreto e o metal,
mas tem sido usada em diversas etapas das construções desde de
fundações até acabamentos.

• A madeira é empregada na construção civil, de forma temporária, na


instalação do canteiro de obras, nos andaimes, nos escoramentos e
nas fôrmas.

• De forma definitiva, é utilizada nas esquadrias, nas estruturas de


cobertura, nos forros e nos pisos.

• No Brasil, a madeira serrada ainda é o principal dos produtos de


madeira empregados na construção civil, enquanto que em países
desenvolvidos os painéis poliméricos têm participação mais
significativa.

3
2 – Vantagens do uso da madeira

• Alta resistência mecânica (tração e compressão);


• Baixa massa específica;
• Boa elasticidade;
• Baixa condutibilidade térmica;
• Isolante elétrico e acústico;
• Baixo custo;
• Encontra-se em grande abundância;
• Facilmente cortada nas dimensões exigidas;
• Material natural de fácil obtenção e renovável;
• Grande diversidade de tipos;

4
3 – Desvantagens do uso da madeira

• Higroscopiscidade (absorve e devolve umidade);


• Combustibilidade;
• Deterioração;
• Retratilidade (alteração dimensional, de acordo com a umidade e a
temperatura);
• Anisotropia (estrutura fibrosa, propriedade direcional);
• Limitação dimensional (tamanhos padronizados);
• Heterogeneidade na estrutura.

5
4 – Classificação das arvores

Endógenas:

• Aquelas em que o desenvolvimento do caule se dá de dentro para fora


como os bambus e as palmeiras.

• São pouco aproveitadas na produção de madeiras para fins


estruturais.

6
4 – Classificação das arvores

Exógenas:

• Aquelas em que o desenvolvimento do caule se dá de fora para dentro,


com adição de novas camadas em forma de anel.

• Esses anéis são chamados de anéis anuais de crescimentos

• Compreendem o grande grupo de árvores aproveitáveis para a


produção de madeira para a construção e são classificadas como
angiospermas e gimnospermas

7
4 – Classificação das arvores

Gimnospermas: São arvores coníferas e resinosas, tendo as folhas em


forma de agulhas e não fornecem frutos

• São madeiras de lenha mole e correspondem a 35% das espécies


conhecidas

Exemplos: pinheiros, araucárias, pinhos etc.

Angiospermas: são arvores frondosas que podem possuir grandes


diâmetros nos seus troncos, onde se encontra a lenha e representam
65% das espécies conhecidas.

Exemplos: cedro, jatobá, imbuia e etc.

8
5 – Estrutura da madeira
• A lenha encontra-se no tronco da árvore (madeira) que é a parte da
arvore que nos interessa como material de construção.

• A figura abaixo mostra a constituição e suas partes são:

9
5 – Estrutura da madeira
Casca: É a proteção do tronco além de conduzir a seiva elaborada nas
folhas para o tronco.

• A parte externa é morta portanto não apresenta interesse como


material de construção, com exceção de alguns casos onde é
aproveitada como material de acabamento e termo acústica.

10
5 – Estrutura da madeira
Câmbio: tecido que sob ação de hormônios é estimulado a dividir as
camadas de crescimento tanto em direção ao centro do tronco como em
direção a casca da árvore, constituindo os anéis de crescimento

Lenho: Consiste no núcleo de sustentação da árvore. Compreende as


células que crescem para o centro do tronco denominadas de alburno e
cerne.

11
5 – Estrutura da madeira
Alburno: é a parte mais permeável do caule e apresenta maior
importância para a trabalhabilidade. É a parte mais atacada pelos
insetos, fungos e outros microorganismos.

Cerne: é constituído de células mortas. Apresenta baixa permeabilidade


e durabilidade mais elevada.

12
6 – Classificação das madeiras
Os usos da madeira foram agrupados em:
a) Construção civil pesada interna
• Engloba as peças de madeira serrada na forma de vigas, caibros,
pranchas e tábuas utilizadas em estruturas de cobertura, onde
tradicionalmente era empregada a madeira de peroba-rosa
(Aspidosperma polyneuron).

13
6 – Classificação das madeiras
b) Construção civil leve externa e leve interna estrutural
• Reúne as peças de madeira serrada na forma de tábuas e pontaletes
empregados em usos temporários (andaimes, escoramento e fôrmas
para concreto) e as ripas e caibros utilizadas em partes secundárias
de estruturas de cobertura.

• A madeira de pinho-do-paraná (Araucária) foi a mais utilizada,


durante décadas, neste grupo.

14
6 – Classificação das madeiras
c) Construção civil leve interna de utilidade geral
• São os mesmos usos descritos na leve externa e leve interna
estrutural , porém para madeiras não decorativas.

15
6 – Classificação das madeiras
d) Construção civil leve, em esquadrias

• Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada, como portas,


venezianas, caixilhos.

• A referência é a madeira de pinho-do-paraná (Araucária).

16
UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
ENGENHARIA CIVIL

6 – Classificação das madeiras


e) Construção civil assoalhos domésticos

• Compreende os diversos tipos de peças de madeira serrada e


beneficiada como: tábuas corridas, tacos e tacões.

17
UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP
ENGENHARIA CIVIL

6 – Classificação das madeiras


f) Construção civil leve interna decorativa

• Abrange as peças de madeira serrada e beneficiada como: forros,


painéis, lambris e guarnições, onde a madeira apresenta cor e
desenhos considerados decorativos.

18
7 – Propriedades físicas
7.1. Umidade
• O teor de umidade a madeira tem uma grande importância, pois
influência nas demais propriedades desse material.
• A umidade considerada normal para a madeira é de 15%, quando ela
atinge a estabilidade com a umidade do ar.

7.2. Retratilidade
• A retratilidade é a perda de volume provocada pela redução da
umidade da madeira.
• É variável conforme o sentido das fibras.
• Para amenizar os efeitos da retratilidade, recomenda-se:
secagem adequada,
impermeabilização superficial,
pintura ou envernizamento.

19
7 – Propriedades físicas
7.3. Massa específica

• A massa específica real da madeira é constante em todas as espécies,


e é igual a 1,5 g/cm³.

• A massa específica da madeira pode variar de acordo com a sua


localização no tronco e com o teor de umidade.

7.4. Dilatação térmica

• A dilatação térmica da madeira é alterada pela retratilidade


contrária, devido à perda de umidade que acompanha o aumento da
temperatura.

20
7 – Propriedades físicas
7.5. Condutibilidade térmica

• A madeira é mau condutor de calor.

• Varia segundo o grau de umidade e também segundo a direção de


transmissão do calor: é maior paralelamente que transversalmente às
fibras.

7.6. Condutibilidade elétrica

• Quando a madeira está bem seca, ela é praticamente um isolante.

• Quando tem um determinado grau de umidade, a resistividade


elétrica depende da espécie e da massa específica.

21
7 – Propriedades físicas
7.7 Dureza

• A dureza é a resistência que a madeira oferece à penetração de


outro corpo.

• Trata-se de uma característica importante em termos de


trabalhabilidade, e na sua utilização para determinados fins.

• Os diversos tipos de madeira apresentam variados graus de dureza.

• As madeiras de lei apresentam dureza alta, pois provêm de cerne


bastante desenvolvido.

22
9 – Propriedades mecânicas

As propriedades mecânicas dependem das propriedades físicas da


madeira, principalmente a umidade e o peso específico.

transversal

23
9 – Propriedades mecânicas
9.1. Aos esforços principais, exercidos no sentido das fibras,
relacionadas com a coesão longitudinal do material:

• Compressão: provoca a separação das fibras e ruptura por


flambagem;

24
9 – Propriedades mecânicas
9.1. Aos esforços principais, exercidos no sentido das fibras,
relacionadas com a coesão longitudinal do material:

• Tração: produz contrações transversais, aumentando a aderência das


fibras;

25
9 – Propriedades mecânicas
9.1. Aos esforços principais, exercidos no sentido das fibras,
relacionadas com a coesão longitudinal do material:

• Flexão dinâmica ou resiliência: capacidade da madeira de resistir aos


choques;

26
9 – Propriedades mecânicas
9.1. Aos esforços principais, exercidos no sentido das fibras,
relacionadas com a coesão longitudinal do material:

• Cisalhamento: esforço que provoca deslizamento de um plano sobre o


outro.

27
9 – Propriedades mecânicas
9.2. Aos esforços secundários, exercidos transversalmente às fibras,
relacionadas com sua coesão transversal:

• Compressão: esforço de compressão no sentido normal às fibras, após


a fase das deformações elásticas, a madeira pode sofrer
esmagamento;

• Torção: tende a torcer um corpo em torno de um eixo;

• Fendilhamento: esforço de tração aplicado na extremidade de uma


peça a fim de descolar as fibras.

28
10 – Seções industriais

29
10 – Seções industriais

30
11 – Tipos de madeiras
Madeira Laminada

• Tábuas sobrepostas e coladas entre si, de maneira a compor peças


com seções adequadas
• As peças podem ser retas ou curvas, de qualquer largura e
comprimento, de seção constante ou variável, produzidas, tratadas e
prontas para o uso
• Constituem vigas ou peças rígidas de madeira em estruturas pré-
fabricadas, formando pórticos ou arcos para quaisquer vãos e flechas

31
11 – Tipos de madeiras
Madeira Compensada

• Diversas lâminas finas de madeira, coladas uma sobre as outras, de


maneira que as fibras de uma lâmina se disponham
perpendicularmente sobre as da outra lâmina;
• Restrição da retratibilidade, relativa isotropia de comportamento
mecânico;
• Os compensados de três folhas são indicados apenas para serviços de
marcenaria e revestimentos;
• Aplicados em móveis e formas para concreto

32
11 – Tipos de madeiras
Madeira Aglomerada

• Aglomeração de pequenos fragmentos de madeira, utilizando-se como


aglomerante materiais minerais (cimento, gesso) ou resinas
sintéticas;
• Reduzida retratibilidade, isolamento térmico e acústico e relativa
resistência mecânica (dependendo da densidade);
• Podem ser utilizadas para a fabricação de móveis, esquadrias, pisos,
divisórias, escadas, telhados

33
11 – Tipos de madeiras
OSB (Chapas de partículas orientadas)

• Composta de três camadas de partículas com orientação alternada de


90°;

• Melhor comportamento à flexão e estabilidade dimensional;

• Mesmas aplicações dos aglomerados, além de formas e escoramentos,


divisórias e tapumes.

34
11 – Tipos de madeiras
MDF (Média Densidade de Fibras)

• Chapas confeccionadas com fibras lignocelulósicas ligadas por


adesivos sob determinadas condições de pressão e temperatura;
• Satisfatório desempenho à flexão, homogeneidade, estabilidade
dimensional, trabalhabilidade;
• Aceita todo o tipo de acabamento;
• Utilizado como integrante de divisórias, forros e outros componentes
da edificação.

35
12 – Aplicação

36
12 – Aplicação

37
12 – Aplicação

38
12 – Aplicação

39