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ATUALIZAÇÃO EM

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
ANATOMIA, FISIOLOGIA E PROCEDIMENTOS NO “ABCDE” DO
TRAUMA

INSTRUTOR: IMAIKON LIMA

BELÉM/PA - 2018
AVALIAÇÃO INICIAL
A AVALIAÇÃO é a base de tratamento de um doente politraumatizado:
define as decisões de tratamento e transporte

Condição do doente – impressão geral do estado, sistemas


respiratório, circulatório e neurológico.

INTERVENÇÃO IMEDIATA

RISCO DE VIDA
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA - SECUNDÁRIA
A avaliação inicial é feita em etapas :
Rapidez e eficácia – minimiza o tempo gasto na cena

Preocupações na avaliação e tratamento iniciais do paciente


traumatizado:
1. vias aéreas
2. Oxigenação
3. ventilação
4. Controle da hemorragia
5. Perfusão
6. Função neurológica

Objetivo: oxigenação dos tecidos


ESTABELECIMENTO DE PRIORIDADES
3 prioridades ao chegar na cena

1. Avaliação da cena
2. Reconhecer a existência de múltiplas vitimas ou em massa: muda a
prioridade
3. Atenção individualizada
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
Independe do tipo de doente

A – Vias aéreas e estabilização da coluna cervical


B – VENTILAÇÃO
C – Circulação e hemorragia
D – Disfunção neurológica
E – Exposição / ambiente
ANATOMIA
FISIOLOGIA
Ventilação: ato mecânico de puxar o ar até os alvéolos
Respiração: ventilação associada a entrega do oxigênio para as células
Inspiração/ expiração
Oxigenação: o oxigênio inalado e transportado da membrana dos
alvéolos até os capilares onde se liga a hemoglobina para transporte
pro resto do corpo
Respiração celular: uso do oxigênio nas células para produzir energia.
Em doenças crônicas, o controle é exercido a partir da PaO2: ESTÍMULO HIPÓXICO
–> Limitar a administração de O2
TRAUMA -> PODE AFETAR A CAPACIDADE DO SIST. RESPIRATÓRIO
DE FORNCER O2 E LIBERAR O CO2

HIPOXEMIA: Baixos níveis de Oxigênio no sangue


Diminuição da difusão na membrana alvéolo-capilar
HIPÓXIA: Oxigenação tecidual deficiente
Fluxo sanguíneo diminuído nos alvéolos e/ou tecidos
HIPOVENTILAÇÃO
Obstrução do fluxo de ar, ↓expansão torácica, perda do controle
ventilatório
ABORDAGEM

Via aérea permeável:


Avaliação da quantidade e qualidade da ventilação:

O doente está ventilando?


NÃO SIM

• Inicio ventilação assistida com • Observar Frequência e Profundidade


bolsa-válvula-máscara ventilatória
• Outros dispositivos para • Avaliar oxigenação
manutenção da via aérea • Avaliar elevação do tórax
AMBU
AMBU
OXÍMETRO
RESPIRADOR MECÂNICO
ABORDAGEM

Via aérea permeável:


Avaliação da quantidade e qualidade da ventilação:

O doente está ventilando?


NÃO SIM

• Inicio ventilação assistida com • Observar Frequência e Profundidade


bolsa-válvula-máscara ventilatória
• Outros dispositivos para • Avaliar oxigenação
manutenção da via aérea • Avaliar elevação do tórax
NÃO

Parada Respiratória
SIM
Frequência respiratória

Ventilação anormal:

• Expor, Observar e Palpar o tórax


• Ausculta pulmonar
LESÕES PENETRANTES

INTERRUPÇÃO DOS PROCESSOS


FISIOLOGICOS DA
RESPIRAÇÃO/VENTILAÇÃO

LESÕES CONTUSAS
AVALIAÇÃO
S SINAIS E SINTOMAS

A ALERGIAS

M MEDICAMENTOS

P PASSADO CLINICO

L “LIQUIDOS” ULTIMA ALIMENTAÇÃO

E EVENTOS
AVALIAÇÃO
EXAME FISICO

OBSERVAÇÃO
AUSCULTA
PALPAÇÃO
PERCUSSÃO
OXIMETRIA DE PULSO
FRATURA DE ARCOS COSTAIS
• Mais comum do 4ª ao 8ª arco costal
• Lesões arcos superiores: contusão pulmonar
• Lesões arcos inferiores: baço e fígado

Achados:
Dor torácica ao respirar ou se mover;
Esforço respiratório;
Sensibilidade a palpação;
• Avaliar sinais vitais
• FR e profundidade da respiração
• Oximetria de pulso

TRATAMENTO
Principal: alívio da dor
Imobilização dos membros superiores
Analgésicos narcóticos
Reavaliação
TÓRAX INSTÁVEL
• Dois ou mais arcos costais adjacentes
fraturados em mais de um lugar ao
longo do comprimento
• Perda da continuidade com o resto do
tórax
• Movimento paradoxal
• Contusão pulmonar

Achados:
FR elevada, profundidade diminuída
Hipóxia ou cianose
Crepitação óssea
TRATAMENTO

Principal: alívio da dor


Suporte Ventilatório: bolsa válvula mascara, CPAP ou IOT
Monitoramento contínuo
Não tentar estabilizar o segmento instável
CONTUSÃO PULMONAR

LESÃO CONTUSA TECIDO PULMONAR ALVEOLOS COM ↓TROCAS


OU PENETRANTE LACERADO OU ROMPIDO SANGUE GASOSAS

Achados:
↑ FR com estertores na ausculta
Geralmente associado ao tórax instável
TRATAMENTO

Suporte Ventilatório: bolsa válvula mascara, CPAP ou IOT


Monitoramento contínuo
Reposição volêmica balanceada S/N
PNEUMOTÓRAX
SIMPLES
• Presença de ar dentro do espaço
pleural

Achados:
Dor ao respirar
Falta de ar
↓ murmúrio vesicular
TRATAMENTO

Oxigênio
acesso venoso
Oximetria
monitorização

ATENÇÃO
Pode evoluir rapidamente para Pneumotórax Hipertensivo
Sinais de choque
PNEUMOTÓRAX
ABERTO
• Presença de ar dentro do espaço pleural
• Comunicação entre ar externo e espaço
pleural
• Causas: FAF, FAB, empalamento
INSPIRAÇÃO AR ENTRA NA FERIDA FERIMENTO ↓TROCAS
SOPRANTE GASOSAS
Achados:
Desconforto respiratório
Ansiedade e taquipnéia
Pulso elevado e filiforme
Sons de sucção na inspiração e borbulhar
na expiração
TRATAMENTO

Curativo oclusivo de 3 pontas – evita P. hipertensivo


Oxigênio suplementar
Suporte Ventilatório: bolsa válvula mascara, CPAP ou IOT S/N
Monitoramento contínuo
PNEUMOTÓRAX
HIPERTENSIVO
• Ar continua entrando
• ↑Pressão intratorácica
• ↓ Retorno venoso – choque
• Desvio do mediastino
• Compressão do lado oposto

Achados:
Dor no peito e dificuldade de respirar
Agitação, taquipnéia, Insuf. Respiratória
↓ murmúrio vesicular, p. Timpânica e desvio
da traquéia para o lado oposto, t. jugular
TRATAMENTO

Descompressão torácica
Remoção do curativo oclusivo
Toracostomia com agulha
Se já tiver intubado, verificar antes se não está seletivo
Suporte Ventilatório: bolsa válvula mascara, CPAP ou IOT S/N
Monitoramento contínuo
HEMOTÓRAX
• Sangue no espaço Pleural
• Mecanismos que causa são os mesmos
dos demais tipos de pneumotórax

Achados:
Dor no peito e dificuldade de respirar
Sinais de choque hipovolêmico
↓ murmúrio vesicular, percussão maciça
Pode estar associado a pneumotorax
TRATAMENTO

Oxigênio suplementar em alta concentração


Suporte Ventilatório: bolsa válvula mascara, CPAP ou IOT S/N
Monitoramento estado hemodinâmico
Acesso venoso e terapia com fluidos adequados
OUTRAS LESÕES TORÁCICAS
CONTUSÃO CARDÍACA
OUTRAS LESÕES TORÁCICAS

TAMPONAMENTO CARDÍACO

TRÍADE DE BECK
OUTRAS LESÕES TORÁCICAS
CONCUSSÃO CARDÍACA
REFERÊNCIA
• PHTLS. 8.ed. 2017