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Pós-Graduação em Economia - Universidade Federal Fluminense

Organização Industrial

2o Semestre 2018

Aula 4

BARREIRAS ESTRATÉGICAS À
ENTRADA E A NOÇÃO DE PREÇO-
LIMITE
Características gerais de Oligopólio

• Rigidez de preços (Curva de Demanda


Quebrada de Sweezy)
• Precificação baseada em custos (Princípio do
Custo Total)
• Precificação baseada nas condições de
entrada (Bain, Labini).
• Relação entre precificação, acumulação e
crescimento (Steindl)
Rigidez de preços (Curva de
Demanda Quebrada de Sweezy)
Rigidez de preços - Suposições
• Decisões de preços das empresas são tomadas de modo estratégico
levando em conta as decisões de seus concorrentes.
• Supõem-se que os competidores instalados dentro de um mercado
apresentam dois tipos de comportamentos:
– 1. elevações de preços não serão acompanhadas por reações dos rivais
– 2. reduções de preços serão seguidas pelos competidores, implicando
apenas em pequenas mudança nas demanda
• Mudanças nos custos não devem causar alterações nos preços e
mudanças na demanda também não devem afetar imediatamente os
preços
• O resultado é que pequenas flutuações na demanda são respondidas por
variações em estoques ou em atrasos em entregas
• O ajuste será representada por alterações na as quantidades vendidas e
não nos preços
Rigidez de preços - Suposições
MC1

P*
MC2
D M
R

RMg d

A curva de demanda individual


MR apresentará uma quebra sendo
mais elástica para aumentos de
Q*
preços e menos elástica para
reduções de preços (RM = MC)

Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)


Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)
P D2 (Rival corresponde à mudança de
preço)

PH

P0

PL

D1 (Rival mantém seu


preço constante)
QH1 QH2 Q0 QL2 QL1 Q
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)
P D2 (Rival corresponde à mudança de preço)

Curva se os rivais responderem às


reduções de preço, mas não ao aumento
de preços
P0

D1
(Rival mantém seu
preço constante)
D
Q0 Q
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)

• O efeito de uma redução de preço na quantidade


demandada do produto por uma firma depende se
seus rivais respondem cortando seus preços também!
• O efeito de um aumento de preço na quantidade
demandada do produto por uma firma depende se
seus rivais respondem elevando seus preços também!
• Interdependência estratégica: empresas não está no
controle total do seu próprio destino!
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)

P
D2 (Rival corresponde à mudança de preço)

DS: Sweezy Demand

P0

D1
(Rival mantém seu
preço constante)
MR1
MR2
Q0 Q
MRS: Sweezy MR
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)

P
D2 (Rival corresponde à mudança de preço)

MC1
MC2
P0 MC3

D1 (Rival mantém seu


preço constante)

DS: Sweezy Demand


MRS
Q0 Q
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)

P Essa parte da curva de


demanda da empresa (para
aumentos de preços) é mais
elástica.
Equilíbrio, {P0, Q0}
P0 MC1

MC2

Essa parte da curva de


demanda da empresa (para
redução de preço) é menos
elástica.

D
MR

Q
Q0
Curva de Demanda Quebrada (Sweezy)

• As empresas acreditam que as rivais respondem a cortes de


preços, mas não a aumentos de preços.
• As empresas que operam em um oligopólio da Sweezy
maximizam o lucro produzindo onde
MRS = MC.
– A curva de receita marginal implica que existe um
intervalo ao longo do qual as mudanças no MC não
afetarão o nível de produção que maximiza o lucro.
– Portanto, a empresa pode não ter incentivo para alterar o
preço, desde que o custo marginal permaneça em um
determinado intervalo.
Precificação baseada em custos
(Princípio do Custo Total)
PRINCÍPIO DO CUSTO TOTAL(Hall e Hitch)

Origem: crítica às suposições subjacentes á formação


de preços em microeconomia tradicional
Hipóteses:
• Assimetria entre tipos de indústrias
• Condições gerais de oligopólio: interdependência e
capacidade excedente
• Assimetria de efeitos de variação de demanda e de
custos
• Maximização de lucros no longo prazo
• Rigidez de preços
• Possibilidade de objetivos múltiplos
PRINCÍPIO DO CUSTO TOTAL(Hall e Hitch)

• Segundo essa teoria a principal decisão da empresa é com relação a


determinação de preço e não da quantidade, como previa a
microeconomia tradicional. Esse preço era determinado de modo bem
simples, por meio de margem fixa (mark-up), que incidia sobre o custo
variável médio (CVMe).

• P = CVMe (1 + mark up)

• Os preços seriam estáveis, uma vez que o aumento da demanda


poderia ocasionar elevação na quantidade vendida sem que isso tivesse
impacto na elevação do preço. Para que houvesse alteração nos preços
seria necessário que o custo variável médio fosse sensivelmente
modificado ou que houvesse alteração no Mark up (esse, constituía
margem fixa, que somente era alterada por modificações substanciais
no mercado).
EQUAÇÕES GERAIS DO MODELO

Estabelecimento de margem de comercialização


(mark-up) sobre custos diretos
• P = (1 + α )v
• P = v + α´v + α´´v
• α´v = K∕x ou α´v = K∕μX (custos indiretos)
• α´´v = δC/ μX (margem de lucro)
DETERMINANTES ESTRUTURAIS DO MARK-UP

• Condições objetivas da estrutura da indústria


• Capacidade de resposta face às variações de
demanda
• Possibilidades efetivas de diferenciação de produto e
discriminação de preços
• Natureza das barreiras à entrada na indústria
• Movimento cíclico
• Formas de coordenação e liderança de preços
Principais fatores explicativos dos preços pela fórmula
do PCT
• O principal problema na aplicação do princípio do custo total é saber
qual é o percentual dos custos fixos que deve ser coberto por cada
unidade vendida uma vez que vendas tendem a variar ao longo do
tempo
• Usa-se o grau normal de utilização de capacidade ou o grau de
utilização planejado
• Somente quanto houve alterações persistentes neste indicador haverá
revisão nas margens de lucros.
• O PCT explica como a firma, diante de variações dos custos diretos
unitários, e tomando por base o mark-up já definido, pode
rapidamente chegar ao novo preço de venda, mas não consegue
explicar como se determinou a denominada “taxa convencional” de
lucro para o setor.
• O PCT não explica o que determina o “poder de mercado” ou “grau de
monopólio” da firma.
EFEITOS DE VARIAÇÕES DE CUSTOS E DA DEMANDA
VARIAÇÕES DE CUSTO
• a) com preço rígido (mark-up flexível): v↑ → p const → α ↓ → α´´v↓
• b) com preço flexível (mark-up rígido): v↑ → α const → p↑

VARIAÇÕES DE DEMANDA
a) Aumentos de Demanda (auge cíclico)
a1) com mark-up rígido – mercados oligopolizados
• D↑ → ∕μ↑ → α´v↓ → α´´v↑ → p const
a1) com mark-up flexível – mercados competitivos
• D↑ → ∕μ↑ → α´v↓ → α´´v const → αv↓ → p↓

b) reduções de Demanda (recessão)


b1) com mark-up rígido – mercados competitivos
• D↓→ ∕μ↓ → α´v↑ → α´´v↓ → p const
b1) com mark-up flexível – mercados oligopolizados
• D↓ → ∕μ↓ → α´v↑ → α´´v const → αv↑ → p↑
Margem de lucro
• Há certa dificuldade em estimar qual é a margem
de lucro que deverá ser adotada =>alternativas:
• margem justa (Hall e Hitch)
• margem convencional (que usa lucro médio das
empresas que atuam no mercado como
referência) ou
• existência de barreiras à entrada de novos
competidores determina a amplitude das margens
DETERMINANTES DO MARK-UP

1) Mark-up convencional
2) Mar-up maximizador de Lucros
• v = RMg = ( 1 – 1/e)p = p ((e-1)/e)
• p = v (e/(e-1))
• como p = (1 + α )v
• (1 + α ) = (e/(e-1))
3) Mark-up e Grau de Monopólio (Kalecki)
• Pi = mvi + n P*
• P* = (m/(1-n))v* → P*/ v* = (m/(1-n))
4) Mark-up e barreiras á Entrada (Labini)
5) Mar-up maximizador do crescimento (Marris)
Precificação baseada nas condições
de entrada (Bain, Labini)
Três sentidos do termo estrutura de mercado

• Primeiro:
– Refere-se às características mais aparentes dos mercados
que apenas conta o número de empresas concorrentes:
• Da concorrência perfeita ao do monopólio passando pelo
oligopólio, até a concorrência.
– Esta é a visão neoclássica – hegemônica.

– Restringe-se somente ao número de empresas e à maior ou


menor homogeneidade do produto para caracterizar o
mercado.
• Visão estática e simplista.
Três sentidos do termo estrutura de mercado
• Segundo:
– Utilizada na maior parte da literatura da organização industrial.
• Trata-se do modelo de estrutura-conduta-desempenho.
– Para se analisar a estrutura do mercado considera-se:
• Concentração do mercado (nas vendas e também nas compras,
conforme o caso);
• Substituibilidade de produtos, configurando homogeneidade ou
diversificação;
• As condições que cercam a possibilidade de entrada de concorrentes;
• As estruturas de custo;
• A integração vertical e o grau de conglomeração como elementos
constitutivos (mais ligado à conduta).
– As principais contribuições teóricas ligadas a esse enfoque são de J. Bain e Sylos-
Labini.
– Cultiva algum tipo de enfoque estrutural.
Três sentidos do termo estrutura de mercado
• Terceiro:
– Não se contrapõe ao anterior, introduz um enfoque dinâmico.
– Ênfase na evolução da estrutura frente às condições da
concorrência, efetiva e/ou potencial.
– A concorrência possui fatores responsáveis pela transformação
dessa estrutura, como:
• O ritmo de acumulação interna de lucros potencialmente destinados
à expansão,
• O grau de concentração do mercado e seus determinantes,
• A mudança nas formas de concorrência,
• O progresso técnico e
• A vinculação com outras indústrias e com a economia em conjunto.

• O autor cuja perspectiva mas se aproxima desta descrição é J. Steindl.


Concorrência Real e Concorrência Potencial

• Concorrência real (Marshall)


– limitada à cada industria
• Indústria: mercado no qual é transacionado um
produto homogêneo específico.
– Depende número e tamanho das empresas na
indústria.
• Concorrência Potencial (economia clássica,
Modelos de estrutura-conduta-desempenho)
– Concorrência entre empresas estabelecidas e
empresas entrantes.

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Concorrência Potencial na Teoria Clássica

• Concorrência na economia clássica:


– Livre mobilidade de capitais
– Tendência à igualação da taxa de lucro.
 Flutuações dos preços determinam a alocação do
capital e do trabalho entre as industrias:
– Taxa de lucro superior à média  entrada  queda dos preços
– Taxa de lucro inferior à média  saída  aumento dos preços
• Lucro superior a média no longo prazo:
só é possível se existem restrições à livre mobilidade
do capital.

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Fato estilizado:
• Observa-se frequentemente situações em que não
há entradas de novas empresas numa indústria
apesar de as empresas que estão nessa indústria
terem lucros anormais.
• Questão: porque é que não se verifica livre
entrada até que a concorrência na indústria reduza
o preço até à eliminação dos lucros anormais?
Entrada no Mercado

• Uma empresa deve entrar no mercado se o


valor esperado dos lucros após entrada forem
superiores aos custos afundados de entrada
(instalações, equipamento, patentes, etc).
• A empresa tem que antecipar o tipo de
concorrência no mercado após a sua entrada de
modo a calcular os lucros futuros.
Elementos do Problema da Entrada
(1) Empresas estabelecidas: se coordenam para
impedir entrada
(2) Empresas entrantes: formam fila para entrar
(3) Incentivo à entrada: lucro extra pós-entrada
(4) Entrada: aumento da capacidade através da
entrada de uma nova empresa na industria
(5) Saída: diminuição da capacidade através da saída
de uma empresa estabelecida da industria.

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Definição de Entrada
Que se entende por “Entrada de um novo concorrente”
(1) Criação de nova entidade jurídica + (2) Capacidade
adicional
Exclui-se:
(2) Aquisições de capacidades pré-existentes por firma:
criada para o efeito; estabelecida na indústria
(crescimento horizontal); estabelecida noutra indústria
(crescimento vertical ou diversificação)
(3) Criação/aumento de capacidade por firma:
estabelecida na indústria; estabelecida noutra
indústria.

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Evolução da indústria: Índices de mudança
estrutural
• . Índices de entradas e saídas: refletem mudanças medidas do número de
empresas que ocorrem na indústria i ao longo de duas (ou mais) períodos
Aspecto importante a ser considerado:

• Ênfase na evolução da estrutura frente às


condições da concorrência, efetiva e/ou
potencial – J. Bain: BARREIRAS À ENTRADA”

• Os agentes estabelecidos na indústria pelas


diversas características desta indústria
levantam barreiras à entrada.
– Tentam impedir a entrada de novos concorrentes.
Definições de Barreiras à Entrada
Definição 1 (Demsetz)
Na ausência de restrições públicas, os mecanismos competitivos eliminam os lucros de
monopólio no longo prazo. Assim, no longo prazo, a inexistência de concorrência apenas
pode ser devida à intervenção do Estado. Portanto, BE é toda e qualquer restrição
governamental que aumente custos de produção ou bloqueie a entrada.
Definição 2 (Stigler)
O fundamento das BE é a assimetria entre firmas estabelecidas e potenciais entrantes
quanto a condições de custos e/ou procura. Portanto, BE é o custo de produção para dados
níveis de output que um potencial entrante tem que suportar, mas que não existe para
firma estabelecida.
Definição 3 (Bain)
As Barreiras à Entrada refletem a forma como as firmas estabelecidas podem no longo prazo
elevar o preço acima dos seus custos mínimos de produção e distribuição sem atrair
potenciais

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Barreiras à Entrada

• Bain: Existem barreiras à entrada desde que no


longo prazo as empresas instaladas possam praticar
p>min CM sem com isso induzir a entrada de novas
empresas.
• Stigler: Barreiras à entrada são definidas como os
custos que têm que ser incorridos pelas empresas
que vão entrar mas não pelas que já estão
instaladas (assimetria de custos).
Tipos de Barreiras à Entrada

• Legais:
– Mercados de entrada regulada.
• Estruturais:
– Controle de recursos essenciais;
– Custos (p.e., economias de escala)
– Diferenciação de produto
• Estratégicas:
– Capacidade excessiva.
– Preço predatório;
– Preço limite
Barreiras estratégicas
• Barreiras estratégicas à entrada tendem a surgir quando estratégia da
empresa instalada influencia a expectativa do candidato à entrada
relativamente à natureza da competição após a entrada.
• Preço Limite: A empresa instalada pode ter interesse em praticar um preço
inferior ao preço de monopólio (preço limite) como forma de impedir a
entrada de novas empresas.
• Preço Predatório: Existe preço predatório quando uma empresa pratica
preço abaixo de custo com o objetivo de expulsar os rivais do mercado.
Eventuais perdas durante a fase da predação são recuperadas com ganhos
no futuro.
• Capacidade Excessiva: As empresas podem ter interesse em ter capacidade
produtiva superior àquela que será utilizada, de modo a impedir a entrada.
Detendo capacidade excessiva a empresa pode se reguardar de uma política
de intensa competitição caso haja entrada.
Interdependência estratégia e Condições de
Entrada
• Hipótese: é muito improvável que, em setores onde há alta concentração,
as firmas incumbentes fiquem passivas enquanto novas firmas entram
para reduzir suas vendas e participação de mercado.
• Assim como as firmas incumbentes podem impedir a entrada, elas
também podem induzir a saída, e uma estratégia possível que
consideraremos é a estratégia de vender a preços muito baixos e,
possivelmente, abaixo do custo: alternativa de Predação.
• Assim como uma empresa incumbente tem suas estratégias de
prevenção à entrada, também existem estratégias que as empresas
entrantes poderiam exercer para viabilizar a entrada.
• Estratégias disponíveis para a (s) empresa (s) incumbente (s) impedir a
entrada (Dissuasão ou Prevenção à Entrada):
– 1. Expansão da capacidade
– 2. Proliferação de produtos
– 3. Contratação a Longo Prazo
Dissuasão de entrada através da expansão da
capacidade: condições gerais
• Considere o seguinte modelo:
• 1. A empresa 1 é a empresa estabelecida (um monopólio) e a
empresa 2 é a possível nova entrante.
• 2. Não há diferença entre os níveis de capacidade e os níveis de
produto
• 3. Existe informação completa.

• Assim como o custo de entrada pode ser baixo, também pode ser
extremamente alto, tão alto que nunca se tornará uma ameaça
crível para a empresa estabelecida antecipar e impedir a entrada.
Nesse caso, a estratégia ideal seria definir produção e capacidade
em nível de Monopólio.
Dissuasão de entrada através da expansão da capacidade

• A análise é baseada numa simplificação, uma vez que a capacidade envolve capital físico e
custos dispendiosos. Nesse caso, é importante avaliar se a estratégia declarada é de fato crível.
• Existem dois casos a serem considerados:
• 1. Suponha agora que a capacidade não é equivalente à quantidade e que o ajuste de
capacidade não é caro, ou seja, não constitui um custo irrecuperável.
• Então a estratégia declarada de dissuasão através do aumento de capacidade equivale a apenas
uma declaração. Questão: A estratégia declarada para a dissuasão é realmente crível?
• Considere então os seguintes argumentos:
• (a) A empresa 1 anuncia que aumentará a capacidade na entrada da empresa 2.
• (b) A empresa 2 ignora a declaração e, ao entrar, produz ao nível competitivo de quantidade de
Cournot.
• (c) Dado essa situação, o melhor movimento por parte da empresa 1 é produzir da mesma
forma no nível de produto de Cournot, já que na entrada, dada a função de lucro da empresa 1,
a possibilidade de produzir no nível declarado através do aumento da capacidade não é crível
(Ver Figura 1.)
• Questão: Uma vez que a entrada tenha ocorrido, a empresa tem um incentivo para realmente
aumentar a capacidade e, assim, diminuir seus lucros?
• (d) Uma vez que assumimos informações completas, a empresa 2 está ciente de que a ameaça
de dissuasão não é crível e sempre escolherá entrar.
Dissuasão de entrada através da expansão da
capacidade
Dissuasão de entrada através da expansão da
capacidade
• 2. Suponha, em vez disso, que é muito caro aumentar a capacidade, de modo a produzir uma
produção maior, e que a capacidade, uma vez expandida, não pode ser vendida, ou seja,
constitui um custo afundado.
• Nesse cenário, não é possível usar o argumento da simples declaração e, assim, a empresa 1
terá de fazer o investimento.
• Suponha que não haja custo adicional para manter a análise mais simples.
• Uma vez feito o investimento, é custoso para a empresa 1 produzir em qualquer nível, incluindo
o nível de Cournot.
• No entanto, a estratégia anteriormente mencionada de produzir uma quantidade superior é
agora crível, uma vez que o custo é irrecuperável.
• Se a firma 2 escolher entrar, isso causará uma perda.
• Suposição chave é que o custo tem que ser afundado, e que a empresa 1 pode se comprometer
com a estratégia, mesmo que a empresa 2 realmente entre.
• Observa-se, na Figura 1, que, mesmo que a empresa 2 entre e a empresa 1 mantenha sua
estratégia, ela ainda obtém lucros positivos.
• A punição para a empresa 2 é um lucro negativo líquido em função do custo de entrada.
• É mais fácil estabelecer um compromisso quando o custo é afundado: quer produza o referido
nível ou qualquer outro, a firma 1 já pagou o custo.
Jogos Com barreiras á Entrada
– Firma entrante Firma estabelecida

escolhe primeiro; Luta Não Luta

Firma
estabelecida Fora
reage á entrada. 1, 9 1, 9
– Existem Entrante
Entra
equilíbrios? 0, 0 2, 1
• Nash:
– (Fora, Luta)
– (Entra, Não Luta)
• Matriz esconde a
característica
seqüencial do
jogo:
Jogo com barreiras à entrada

(Entrante, Estabelecido)

1, 9
Estabelecido Luta
escolhe
Fica de
fora Não
1, 9
Entrante luta
Escolhe
0, 0
Luta
Entra

Estabelecido 2, 1
Não
escolhe
luta
Jogo com barreiras à entrada
Equilíbrio de Nash: (Entrante, Estabelecido)
(entra, não luta)
 Lutar é uma ameaça 1, 9
Estabelecido Luta
crível? Entrante espera escolhe
que Estabelecido aja Fica de
racionalmente. fora 1, 9
Não
Uma vez que a entrada Entrante luta
ocorreu, o melhor a fazer é Escolhe
0, 0
não lutar: ameaça é vazia. Luta
Entra

Estabelecido 2, 1
Não
escolhe
luta
Jogo com barreiras à entrada
 Se estabelecido tiver (Entrante, Estabelecido)

capacidade extra que


permita lutar no caso de 1, 9
Estabelecido Luta
entrada e ganhar 2. escolhe
Lutar torna-se uma Fica de
fora 1, 9
ameaça crível. Não
Entrante luta
Equilíbrio de Nash: (Fica Escolhe
0, 2
de fora, não luta) Luta
Entra

Estabelecido 2, 1
Não
escolhe
luta
Jogo com barreiras à entrada

Firma estabelecida (Entrante, Estabelecido)

continua monopolista e
nunca usa capacidade 1, 9
Estabelecido Luta
extra. escolhe
Fica de
“Excesso” de capacidade 1, 9
fora Não
para manter credibilidade
Entrante luta
da ameaça a possíveis
Escolhe
entrantes. 0, 2
Luta
Entra

Estabelecido 2, 1
Não
escolhe
luta
Proliferação de produtos
• Uma estratégia possível para as empresas é
disponibilizar um maior número de produtos
próximos através da diferenciação de
produtos, de modo a reduzir o potencial de
lucro esperado para um potencial
participante.
Contratos como barreiras à entrada
• Situação na as empresas integradas a montante e a jusante buscam firmar
contratos de longo prazo para impedir a entrada no mercado de seus
fornecedores.
• É curioso que as empresas a jusante possam entrar voluntariamente em tais
contratos quando aparentemente, parece que elas deveriam ter uma preferência
pela livre entrada no mercado da empresa a montante.
• O raciocínio é que, quando as empresas a montante e a jusante entram em acordo,
elas atuam como um monopolista incubente face a um entrante potencial.
• Isso estimularia que o entrante fosse de fato eficiente na produção e,
consequentemente, pudesse operar com um custo de produção menor do que o da
empresa a montante.
• Apenas quando esse custo for substancialmente menor, aumentando assim os
ganhos para os compradores, valeria a pena que as empresas a jusante
incumbentes renegassem os seus contratos pré-estabelecidos.
• Seria possível pensar na eficiência necessária para a entrada como um tipo de
preço de entrada para o entrante potencial.
Preços Predatórios – “Predação”
• Mesmo que um incumbente não possa impedir a entrada, ele sempre pode induzir
a saída, uma prática conhecida como Predação.
• Prática de precificação abaixo do custo marginal para induzir a saída é conhecida
como Precificação Predatória.
• No entanto, deve-se notar que, na prática, o culpado de preços predatórios não é
facilmente incriminado. Considere a situação de uma empresa incubente e uma
empresa entrante .
• De acordo com o Modelo de Bertrand, dado que os produtos são homogêneos,
observa-se que os preços que caem na entrada. Então, como podemos discernir
entre os preços que caem devido à competição ou, devido à predação?
• É possível argumentar que a intenção da redução de preços é o aspecto chave, mas
a intenção não é verificável nos tribunais. Na prática, a única maneira pela qual
uma parte poderia se beneficiar do julgamento e a outra serbincriminada teria que
depender de evidência circunstancial e julgamento subjetivo.
• Além de predação através de preços, os seguintes são outras alternativas que
predação pode acontecer:
– 1. A predação pode ocorrer através da contratação de transações exclusivas.
– 2. Vendas de pacotes ou produtos vinculados ("bundling or tying")podem constituir práticas
de projetar componentes e peças que reduzam a demanda por produtos da concorrência.
Argumentos Teóricos na Discussão da
Predação
• 1. Escola de Chicago ("Long Purse Theories of Predatory Pricing“): A Escola de
Chicago acredita que os jogadores racionais nunca devem sair quando predados
e os predadores racionais nunca devem se envolver em predação.
• 2. Sinalização de Baixo Custo: Interpretação assume que os baixos preços
estabelecidos realmente revelam o fato de que a firma incubente tem um custo
marginal de operação menor. Se este sinal for aceito, o entrante considerará a
resistência como inútil e escolherá sair.
• 3. Reputação de Resistência: Se os sinais são enviados sequencialmente, é
possível que a firma incubente construa uma reputação de ser dura na
competição, ou um forte competidor. Neste caso, a experiência a a história têm
potencial para reforçar as crenças, portanto, dissuadindo potenciais entrantes.
• 4. Mercados Crescentes: Nos mercados em crescimento, pode ser vital obter
uma fatia significativa ("massa crítica") no mercado. Se isso for verdade, podem
se justificar preços predatórios para se livrar de qualquer concorrência, de modo
a permitir o crescimento futuro. Um exemplo é o mercado de sistemas
operacionais.
A noção de Preço-Limite (Bain e
Labini)
Bain - Estudo da Formação de Preços
em Oligopólio
• A teoria de determinação de preços em
oligopólio é uma teoria analisa como a
interdependência entre empresas que
concorrem dentro de um mercado estende-
se para competidores potenciais (Fe),
ainda que estes sejam apenas candidatos
a entrar num mercado
• É um estudo sobre as “condições de
entrada”
Preço-limite
• Estabelece-se um limite superior para o preço (e, portanto,
para os lucros) no qual as empresas que exercem a liderança
de preço estão seguras de poder manter-se sem induzir à
entrada de outras firmas no mercado.
• Este nível não maximiza o lucro no curto prazo.
• É superior ao custo unitário.
• Ou superior ao nível de preço competitivo.

• Sustentar o maior preço que, impede a entrada, maximiza


lucros a longo prazo.
Alguns traços gerais da nova teoria

• 1) Introdução de uma perspectiva dinâmica


na análise dos mercados, que se manifesta
em dois aspectos:
1. A rejeição da maximização dos lucros a curto
prazo implica que todo a análise de formação dos
preços se desloca para o longo prazo.
2. O reconhecimento de que a estratégia das
empresas oligopolistas tem em conta a
concorrência externa ou potencial.
Alguns traços gerais da nova teoria
• 2) Não existe mais equilíbrio da firma e
• Sim uma busca de equilíbrio da indústria ou mercado.
• Não se define precisamente a configuração de uma
situação de equilíbrio a longo prazo.

• 3) Rompe também com os instrumentos analíticos


convencionais:
– Não é mais uma análise intra-firma de maximização de
lucro, onde necessariamente RMg = CMg.
A origem do conceito de barreiras à entrada a
partir de Bain
• Constatação que:
– As empresas em indústrias concentradas fixavam um preço inferior ao de monopólio -
Isto é, o que maximizaria os lucros a curto prazo, segundo a doutrina ortodoxa.
• Por outro lado, também via que o preço em oligopólio tendiam a situar-se
acima do nível competitivo.
• Portanto, a questão a investigar era por que o preço situa-se numa posição
intermediaria, abaixo do preço de monopólio e acima do preço competitivo.
• Portanto, a condição de entrada é definido pelo grau em que as firmas
estabelecidas podem elevar seus preços acima de um nível competitivo sem
induzir novas firmas a colocar em utilização maior capacidade na indústria.
• Quanto maior a diferença entre o preço alto que impede a entrada e o preço
competitivo ou a margem de lucro, menor é a barreira à entrada.
Algumas definições relevantes:
• Primeiro:
– O preço é indicativo do nível das barreiras à entrada o que pode ser mantido
persistentemente pelas firmas do mercado sem atrair outros concorrentes – longo prazo.
• Formação de preços não tem a ver com flutuações de preços e custo a curto prazo.
• Segundo:
– Entende por "entrada" na indústria uma ocorrência que tenha duas consequências:
• A de estabelecer uma nova entidade legal como produtora no mercado e
• Acréscimo de nova capacidade produtiva à já utilizada na indústria.
• Terceiro:
– É necessário verificar a configuração da indústria em termos das firmas estabelecidas,
considerando as diferenças:
• De produtos,
• De escala
• De custo e
• Das potenciais entrantes.

• Bain admite em benefício do realismo que há:


– Diferenciação de produtos (e de preços) e
– Não-uniformidade dos custos.
Aspectos inovadores da abordagem de Bain
• Por um lado, a relevância dos impedimentos à livre entrada para
a conformação da estrutura do mercado – em oligopólio, ou
monopólio como situação limite – já havia sido reconhecida por
outros autores (como Kaldor, Hall & Hitch, Andrews e Clark). ...
• Por outro lado, a abordagem de Bain inova pois:
– Desloca a questão das barreiras à entrada para o centro da análise da
estrutura do mercado e da formação dos preços em oligopólio,
conceituando-as com mais rigor e aprofundando hipótese sobre seus
determinantes, em lugar de tratá-las como mais um elemento a distinguir
qualitativamente os mercados chamados imperfeitos ou não plenamente
competitivos.
– Sugere que numa situação de oligopólio a ameaça de entrada de novos
competidores é um fator decisivo ina determinação do preço, uma vez
que estabelece um limite superior para o preço (e portanto para os
lucros ceteris paribus) no qual as empresas que exercem a liderança de
preços estão seguras de poder manter-se sem induzir à entrada de outras
firmas no mercado.
Condição de entrada
• De acordo com Bain, a condição de entrada (e, portanto, o nível das
barreiras) “pode ser avaliada pelo grau em que as firmas estabelecidas
podem elevar seus preços acima de um nível competitivo sem induzir
novas firmas a porem em utilização maior capacidade na indústria”.
• A inovação da abordagem consiste na proposta de mensuração do nível das
barreiras pela referida relação (ou pela margem de lucro) e na sua inclusão
como um dos fatores determinantes das decisões das empresas
oligopolistas quanto à estratégia de fixação de preços e margens de lucros
a longo prazo.
• Influenciam as condutas (estratégias) e o desempenho das firmas já
instaladas estabelecendo limites ao aumento de preços dentro da indústria
ou um piso para a sua redução
• As firmas estabelecidas ameaçam os novos competidores com redução de
preços, aumento da oferta ou com excesso de capacidade.
Barreiras à entrada

• Existem Barreiras Entrada quando uma empresa recém chegada não


consegue atingir os níveis de lucros que as empresas antigas desfrutavam
no mercado ou quando a sua entrada as situa em desvantagem de custo
(ou de preços) perante as já instaladas (Bain).
Hipóteses principais:
• A intensidade da ameaça à entrada, ou seja, a pressão exercida pela
concorrência potencial, é também um importante elemento co-regulador
dos preços e das quantidades produzidas na indústria, condicionando a
conduta e o desempenho das firmas estabelecidas;
• O grau de dificuldade/facilidade de ingresso de novas firmas na indústria,
que se expressa no nível de barreiras à entrada que caracteriza a indústria,
é determinado em função das vantagens competitivas (aqui entendidas em
termos de vantagens de custos) que as firmas estabelecidas possuem frente
às firmas potenciais entrantes.
A teoria do Preço-limite de J. Bain

• O preço em oligopólio é fixado pelas firmas acima do nível de


preço que prevaleceria em competição(LAC) e abaixo do nível de
preço maximizador de lucros de monopólio ( RM=CM)
• É um preço-limite, menor do que o preço de monopólio, porque a
política de prevenção à entrada assegura lucros máximos a longo
prazo
• Definição: os preços que limitam a entrada (preço-limite) são os
maiores preços que as firmas podem estabelecer sem atrair a
entrada de novos concorrentes
• A política de preço-limite garante os maiores lucros a longo prazo
para o regime competitivo em oligopólio
• Esta conduta/política de preços só pode ser assumida supondo-se
que existem Barreiras à Entrada
• Em geral estas barreiras estão acompanhadas de sunk-costs
Modelo do preço Limite (BAIN, 1949)
• Supondo que indústria está em equilíbrio na qual empresas estabelecidas
atuam visando impedir a entrada de novas firmas

Hipóteses:
• Custo médio tem formato de L.
• Modelo com dois momentos de curto prazo: 1- antes da entrada e 2 -
imediatamente após a entrada
• Para prevenir a entrada, as empresas estabelecidas podem:
1. Fixar preço no nível competitivo (desaparece incentivo à entrada)
2. Fixar preço de forma a maximizar lucro no período 1, ( entradas levariam a
lucro nulo)
3. Fixar preço – PREÇO LIMITE - numa faixa tal que é possível às
estabelecidas obter lucro positivo, ao mesmo tempo que nenhuma
entrada seja incentivada
A teoria do Preço-limite de J. Bain

As empresas podem praticar


preços:
• PM- preço de monopólio –
lucro máximo
• PC – preço de
concorrência perfeita –
lucro=0
• PL – preço limite que
garante certa margem de
lucro e não atrai novas
entradas na indústria
Condicionantes das Condições de Entrada e Definição de
Preço-Limite
• O MODELO PROPÕE QUE A AVALIAÇÃO DESSES EFEITOS
DEVE CONSIDERAR TRÊS FATORES DETERMINANTES:

• 1) O valor da condição de entrada, ou seja, a margem


de lucro expressa na distância: PL – PC
• << Maior a distância PL – PC Mais a indústria se afasta da
condição de concorrência perfeita >>
• 2) A fonte de barreiras à entrada: se esta envolve ou
não significativas economias de escala
• << Mais fortes as economias de escala Maior necessidade de
impedir a entrada para garantir eficiência em custos >>
• 3) O grau de concentração atingido pela indústria
• << Mais concentrada a indústria Maior provável manter a
condição de estabilidade >>
• << Mais concentrada a indústria Mais provável práticas
“coordenadas” de preços >>
A teoria do Preço-limite de J. Bain
• Hipóteses básicas do modelo do preço-limite
• 1) A empresa potencial entrante avalia que haja incentivo à entrada
se for possível obter lucro econômico puro (extraordinário)
imediatamente após a entrada.

• 2) A condição de entrada (E) é medida pela margem sobre os


custos médios de longo prazo que as empresas estabelecidas podem
incluir no preço sem atrair ou induzir a entrada de novas empresas
• E = Preço /CmeLp
• Ex: Preço = 10 e Cmelp = 5 ;
• A margem que define (E) = 100%
• E expressa a margem pela qual as firmas instaladas (Fi) podem elevar
seus preços acima do nível competitivo de forma persistente e sem
atrair a entrada de competidores
• E é um prêmio que as firmas recebem por conseguirem manter PL >
Pc no longo prazo
A teoria do Preço-limite de J. Bain
• 3) (E) será tanto maior quanto maiores forem as vantagens de
custos das empresas estabelecidas em relação à empresa
potencial entrante mais favorecida.

• 4) O valor da condição de entrada nos leva à definição do


preço-limite (PL): o maior nível de preço que, excedendo o
nível de preço competitivo, pode ser mantido pela
indústria, no longo prazo, sem atrair ou induzir à entrada de
novas empresas.
• Algebricamente: E = PL – PC ou PL = PC (1 + E)
PC
• 5) O nível de barreiras à entrada na indústria será avaliado
pela distância entre o preço-limite (PL) e o preço competitivo
(PC; que corresponde ao custo médio mínimo de longo
prazo): PL – PC.
Modelo Conceitual do Preço Limite: Quatro
Situações Possíveis

• Nível de competitividade das empresas estabelecidas


determina estrutura do mercado
– Entrada fácil: vigora Pc
– Entrada ineficazmente impedida: vigora PLMCP
• Lucro nos 2 períodos com preço limite é menor que lucro máximo
de curto prazo.
– Entrada eficazmente impedida: vigora PL
• Lucro nos 2 períodos com preço limite é maior que lucro máximo
de curto prazo.
– Entrada bloqueada: vigora PLMCP
• preço de lucro máximo de curto prazo é menor que preço limite

68
Caracterização dos mercados de acordo com as
barreiras à entrada
• Entrada Bloqueada: a empresa instalada não tem que adoptar nenhuma
estratégia com o objectivo de impedir a entrada.
– Ex: barreiras estruturais elevadas, economias de escala, produto homogéneo (concorrência em
preços muito agressiva).
• Entrada Acomodada: se as barreiras estruturais são baixas e
– as estratégias para deter entrada não são eficientes
– ou custos de impedir a entrada superam os benefícios
• Típica em mercados em rápido crescimento ou com rápidas inovações
tecnológicas: entrada é tão atractiva que não vale a pena tentar
desincentivá-la.
• Entrada Impedida: a empresa instalada pode usar estratégias para
impedir a entrada. Estas estratégias têm sucesso se:
– a empresa instalada pode aumentar o preço quando fica monopolista
• não é possível no caso de mercados perfeitamente contestáveis - hit-and-run strategy
– a estratégia altera as expectativas da entrante acerca da natureza da concorrência após entrada
Caracterização de “condição de entrada” e a conduta de preços da indústria – a Teoria do preço-limite

• CONDIÇÕES DE ENTRADA (E) PREVISTAS PELO MODELO DE BAIN:

• 1. ENTRADA FÁCIL
• Quando não há como impedir a entrada.
• As empresas estabelecidas não possuem qualquer vantagem de custos
sobre a empresa potencial entrante. Prevalece o preço competitivo (PC)

• 2.ENTRADA INEFICAZMENTE IMPEDIDA


• Quando há estímulo para fixar o preço acima do nível correspondente ao
preço-limite, induzindo a entrada.
• As empresas estabelecidas possuem pouca vantagem competitiva em
relação às potenciais entrantes. O preço que impede a entrada (PL)
possibilita lucros relativamente menores que os obtidos fixando-se o preço
acima desse nível (impeditivo a entrada):
Ilustrações de Barreiras à Entrada - Entrada
Fácil
P

Pm

MC=AC
Ppc
(Incumbent
Monopolist)
MR D
0 Qm Qpc Q
Figure 1: Blockaded Entry
Caracterização de “condição de entrada” e a conduta de preços da indústria – a Teoria do preço-limite

• 3. ENTRADA EFICAZMENTE IMPEDIDA


• Quando não há motivo para querer fixar o preço acima do nível do
preço-limite.
• As empresas estabelecidas possuem significativa vantagem
competitiva em relação às potenciais entrantes; o preço que impede
a entrada (PL) possibilita lucros mais elevados do que os que seriam
obtidos com o estabelecimento de um preço mais elevado, o qual
induzisse a entrada de novas firmas:

• 4. ENTRADA BLOQUEADA
• Quando não há, nem mesmo no curto prazo, nenhum estímulo
para elevar o preço a um nível que induza a entrada.
• As vantagens competitivas das empresas estabelecidas são tão
significativas que mesmo o preço que impede à entrada é superior
àquele que maximizaria os lucros das empresas estabelecidas mais
favorecidas
Ilustrações de Barreiras à Entrada - Entrada
Eficazmente Impedida
P

Pm MC=AC
Pl
(Potential
Entrant)
MC=AC
Ppc
(Incumbent
MR
Monopolist)
D
0 Qm Ql Qpc Q

Figure 2: Limit Pricing given the presence of


effective potential competition
Ilustrações de Barreiras à Entrada - Entrada
Bloqueada
P

MC=AC
(Potential
Entrant)
Pm

MC=AC
Ppc
(Incumbent
Monopolist)
MR D
0 Qm Qpc Q
Figure 1: Blockaded Entry
Comportamento estratégico e a noção de
preço-limite
• Bain (1956) identifica quatro elementos da
estrutura de mercado que afetam a capacidade de
firmas estabelecidas num determinado mercado
prevenirem a erosão de lucros supra normais
devido à entrada de novos competidores:
– Vantagens absolutas de custo;
– Economias de Escala;
– Vantagens de diferenciação de produtos;
– Requerimentos de capital
Vantagem absoluta de custos
a. vantagem com relação ao acesso aos
fatores de produção ( preço ou qualidade
desses fatores)
b. vantagem no que tange ao acesso ao
mercado de capitais.
c. controle do acesso à tecnologia e/ou
tecnologias que não podem ser
imitadas/copiadas.
Para Bain, a barreira mais relevante é a
economia de escala.
• É mais estável que as vantagens "absolutas"
de custo ou diferenciação, que podem ser
mais facilmente eliminadas ou imitadas.
• Escala é mais difícil porque tem a ver com a
estrutura industrial da firma.
• Já diferenciação não implica ter uma escala de
produção elevada.
No que se refere à barreira à entrada pela
economia de escala:
• O importante para o potencial entrante é antecipar o efeito que a
sua entrada acarretará sobre o volume de produção, preços e
lucratividade.
• Ele poderá ser dissuadido a entrar no mercado se as
economias de escala o obrigarem, após a entrada a escolher
entre as alternativas indesejáveis de:
1. Adotar uma escala inferior à mínima eficiente. Optando pela escala
ótima mínima, operar muito abaixo da plena capacidade, com a
conseqüente elevação dos custos unitários,
2. Ou então aceitar (ou forçar) uma baixa dos preços, com o risco de
desencadear uma guerra de preços.
3. Isso é o que Bain denominou de caráter estrutural da condição de
entrada.
Vantagens por Economias de Escala

a. existência de técnicas ou equipamentos mais


eficientes quando associados a escalas de
produção mais elevadas;
b. economia de custos administrativos, quando
esta ocorrer em função de escalas de
produção mais elevadas;
c. economias de aprendizado associadas à maior
especialização do trabalho que deriva da
produção em grande escala.
Barreiras de Escala e preço- limite

• As vantagens absolutas de custo, a diferenciação de produto e os requerimentos iniciais


de capital resultam em um custo da entrante superior ao custo da empresa estabelecida.
• Nestas condições, se a firma estabelecida pratica um preço-limite ligeiramente inferior ao
custo da entrante, a estabelecida evita a entrada e ainda obtém lucro econômico no longo
prazo.

• PL preço-limite > Pc preço competitivo definido por LAC


• XL quantidade produzida se as barreiras permitem a fixação de PL
• XL< Xc quantidade competitiva (ao nível de PC)

• O preço de impede a entrada de novos competidores, ou preço-limite PL, é fixado logo


abaixo do custo do novo entrante

• A demanda do entrante é AD, isto é, a parte da demanda de mercado à direita de XL

• O trecho AD da curva de demanda de mercado fica abaixo de LAC do entrante e assim a


entrada torna-se impossível se o entrante não conseguir cobrir os custos para qualquer
nível do produto

• A diferença PL – PC é chamada de “hiato de entrada (entry-gap) e mostra o diferencial de


preços que a firma pode manter acima de seus custos médios de LP ( que indica o PC =
preço competitivo) sem atrair a entrada de novos competidores no mercado
Barreiras de Escala e preço- limite
P,C

LAC da Firma Entrante


PL
A
Entry-Gap
LAC Firma Instalada
Pc

D
XL
Xc X
Barreiras de Escala e preço- limite

• PL preço-limite > Pc preço competitivo definido por LAC


• XL quantidade produzida se as barreiras permitem a fixação de PL
• XL< Xc quantidade competitiva (ao nível de PC)

• O preço de impede a entrada de novos competidores, ou preço-limite PL, é fixado logo


abaixo do custo do novo entrante

• A demanda do entrante é AD, isto é, a parte da demanda de mercado à direita de XL

• O trecho AD da curva de demanda de mercado fica abaixo de LAC do entrante e assim a


entrada torna-se impossível se o entrante não conseguir cobrir os custos para qualquer
nível do produto

• A diferença PL – PC é chamada de “hiato de entrada (entry-gap) e mostra o diferencial


de preços que a firma pode manter acima de seus custos médios de LP ( que indica o PC
= preço competitivo) sem atrair a entrada de novos competidores no mercado
Barreiras de Escala e preços- limite

• O estudo dos impactos que a existência de


barreiras de escala causam sobre a determinação
dos PL(preços- limites) depende também de
hipóteses de comportamento
• Empresas entrantes (Fe) precisam antecipar
possíveis as reações das firmas instaladas (Fi), se
efetivamente conseguirem penetrar num novo
mercado (idem para as empresas instaladas em
relação às entrantes)
Desta análise é possível apontar vários padrões de reação
( expectativas de comportamento ou hipóteses de
comportamento)
Barreiras de Escala e preços- limite
Hipóteses de Comportamento (como as firmas reagirão caso uma empresa entre
no mercado)
A) a entrante (Fe) esperam que as instaladas (Fi) mantenham os mesmos
preços após a entrada: neste caso, firma entrante Fe será acomodada com a
participação de mercado que ela conseguir (hipótese de estratégia de
acomodação ou estratégia de J. Bain)
B) a entrante(Fe) espera que as instaladas (Fi) mantenham as quantidades
produzidas após a entrada, o que levará a quedas de preços (hipótese de
estratégia agressiva de Labin--Modigliani)
C) Combinação de A e B: Fe espera que Fi reduzam um pouco as quantidades
produzidas, após a entrada, e ao mesmo tempo, deixem preços cair ligeiramente
(estratégia mista)
Hipóteses Irrealistas
D) a firma nova Fe espera que as firmas instaladas aumentem as quantidades
produzidas após a entrada (retaliação absoluta)
E) a firma nova Fe espera que as instaladas Fi reduzam as quantidades
produzidas após a entrada (acomodação total)
F) a empresa entrante (Fe) espera passar despercebida (por ser muito pequenas)
o que não acarretaria mudanças na estrutura de mercado (via taxa de
concentração)
Barreiras à Entrada e Economia de Escala
• O efeito das economias de escala depende da expectativa da entrante
quanto à ação da estabelecida pós-entrada.

• Entrante tem duas possibilidades:


– Pode entrar com escala sub-ótima, o que é pouco realista em virtude das
economias de escala.
– Pode entrar com escala ótima (EME),

• A firma estabelecida tem duas possibilidades de reação


– Pode reduzir a quantidade produzida para acomodar a entrante e manter o
nível de preços do mercado
– Pode manter a quantidade produzida, forçando uma queda dos preços
abaixo do custo médio, provocando prejuízo para a entrante e para ela
mesma, já estabelecida.
• Segundo Bain, a entrante, por precaução, toma por base o cenário
pessimista decidindo não entrar no mercado.
Barreiras de Escala e preços- limite

• O estudo dos impactos que a existência de barreiras de escala


causam sobre a determinação dos PL(preços- limites) depende
também de hipóteses de comportamento
• Empresas entrantes (Fe) precisam antecipar possíveis as reações
das firmas instaladas (Fi), se efetivamente conseguirem penetrar
num novo mercado (idem para as empresas instaladas em relação
às entrantes)
• Desta análise é possível apontar vários padrões de reação
(expectativas de comportamento ou hipóteses de comportamento).
• Como em todo o caso em que há interdependência as ações são
empreendidas com base em formulação de expectativas sobre
comportamento reativo dos competidores
• Bain estabelece 6 padrões de reações (ou hipóteses de
comportamento estratégico possível face à entrada) possíveis
Barreiras de Escala e preços- limite
Como em todo o caso em que há interdependência
as ações são empreendidas com base em
formulação de expectativas sobre comportamento
reativo dos competidores

Fi   Fe

Bain estabelece 6 padrões de reações (ou hipóteses


de comportamento estratégico possível face à entrada)
possíveis mas usará apenas 2
Modelo B de Bain (Postulado de Sylos)

• As firmas entrantes (Fe) esperam que as firma


instaladas Fi mantenham a produção constante,
levando o preço a cair, em consequência da adição
de nova capacidade produtiva X

• As firmas instaladas (Fi) mantêm seu produto ao


nível de produção pré-entrada obrigando o produto
adicional do entrante a ser vendido a um preço
menor (hipótese pessimista)
• Na realidade, as firmas instaladas (Fi)esperam que a
entrada não ocorra se os preços caírem abaixo do
nível crítico de LAC ( =Pc)
( firmas agiriam de forma irracional se entrassem no mercado
numa situação deste tipo)
Vantagem por Diferenciação de produtos

a. Preferências estabelecidas dos consumidores


(fidelidade à marca; credibilidade do produto,
etc);
b. Elevado montante de gastos requeridos com
publicidade e marketing, e cuja recuperação
pressupõe vendas em grande escala;
c. Canais de distribuição já consolidados e/ou
práticas a eles associados que limitam o
acesso do consumidor a eventuais novos
produtos oferecidos por outras (novas)
empresas.
Elevados requerimentos de capital para fazer face ao
investimento inicial (barreiras de capital)

a. Quando as empresas estabelecidas


possuem vantagem no acesso às
condições de financiamento;
b. Quando é necessário um grande volume
de capital para permitir a entrada na
indústria.
Objeção a esta visão de Bain:
• A suposição de que as firmas estabelecidas manterão
o nível de produção após a entrada de um novo
concorrente ou melhor, de que este último, ao avaliar
as barreiras à entrada, atribua esse comportamento às
firmas estabelecidas.
• Esta hipótese é denominada de “postulado de Sylos”
• Defesa:
– Trata da suposição mais pessimista por parte do "entrante":
• As firmas estabelecidas fixarão o maior preço impeditivo da
entrada.
A abordagem de Sylos-Labini
• A distinção entre formação do preço pela empresa e
determinação do preço da indústria oligopólica
• A hipótese de que a determinação do preço em oligopólio é
um problema de longo prazo, cuja solução remete a análise
da estrutura, conduta e desempenho das firmas na indústria.
• Sylos-labini aborda a determinação do preço em oligopólio
sob uma perspectiva estrutural, propondo que o problema
se resolve, primeiramente, no âmbito da indústria como um
todo, para só então analisá-lo no âmbito das firmas
individuais, com foco em suas estratégias de preços
O MODELO DE OLIGOPÓLIO DE SYLOS-LABINI

O ponto de partida de Sylos-Labini : a crítica ao


Princípio do Custo Total

• O “princípio do custo total” (PCT) estabelece que


os preços em mercados oligopólicos são
determinados pelos custos de produção.
• Segundo o PCT, a firma oligopólica fixa o preço de
venda do produto tomando como base os custos
diretos unitários, acrescentados de uma margem
que permita cobrir os custos indiretos unitários e
possibilite uma taxa convencional de lucro.
Hipóteses simplificadoras do modelo de Sylos-Labini
• Uma empresa já instalada na indústria que quiser ampliar sua
capacidade de produção, ou uma concorrente potencial que
pretender ingressar na indústria, somente o poderão fazer
adotando o método de produção (tecnologia) já existente e
apropriado ao porte econômico, escala de produção atual da
empresa : O MODELO EXCLUI A POSSIBILIDADE DE INOVAÇÕES
TECNOLÓGICAS
• Cada empresa somente se expande criando novas instalações
iguais àquelas já em operação: O MODELO DECONSIDERA A
POSSIBILIDADE DE A EMPRESA (ENTRANTE OU ESTABELECIDA)
CONSIDERAR VANTAJOSO OPERAR COM UMA PLANTA DE MENOR
TAMANHO
• Supõe que se novas empresas vierem a entrar no mercado,
aquelas que já estão operando manterão o mesmo nível de
produção anterior à entrada- Esta hipótese é conhecida como o
“postulado de Sylos”
Principais fatores explicativos dos preços pela fórmula
do PCT
• O “poder de mercado” ou “grau de
monopólio” da firma – determina a
capacidade da firma de administrar o seu
mark-up e, por conseqüência, o preço de
venda do seu produto.

• A pressão do mercado: quanto mais intensa a


concorrência efetiva ou potencial mais
provável que a firma se incline para uma
política mais cautelosa de repasse de
variações dos custos para os preços (mark-up).
Principais fatores explicativos dos preços pela
fórmula do PCT
•  O PCT explica como a firma, diante de
variações dos custos diretos unitários, e
tomando por base o mark-up já definido, pode
rapidamente chegar ao novo preço de venda,
mas não consegue explicar como se
determinou a denominada “taxa convencional”
de lucro para o setor.

•  O PCT não explica o que determina o “poder


de mercado” ou “grau de monopólio” da firma.
Ponto de partida da abordagem de Sylos-Labini

• A distinção entre formação do preço pela


empresa e determinação do preço da indústria
oligopólica

• A hipótese de que a determinação do preço


em oligopólio é um problema de longo prazo,
cuja solução remete a análise da estrutura,
conduta e desempenho das firmas na
indústria.
Hipóteses e conceitos operacionais do modelo
de Sylos Labini
• A definição da estratégia de preços compete
às empresas líderes da indústria e envolve
três possibilidades
• O modelo supõe que a condição de EMPRESA
LÍDER seja exclusividade da GRANDE EMPRESA
• Supõe que a Grande Empresa exerce liderança
de preço e que as demais empresas são
seguidoras de preços.
ALTERNATIVAS DE ESTRATÉGIAS DE PREÇOS EM
OLIGOPÓLIO
• (Possíveis condutas da Grande Empresa líder de preço)

• - Preço mínimo: manter o preço ao nível correspondente à


obtenção da taxa mínima de lucro, correndo o risco de
induzir a entrada de novas empresas (pequenas e médias)
na indústria.

• Preço de Exclusão: impedir a entrada de novas empresas na


indústria, devendo, para tanto, manter o preço a um nível
inferior ao que garanta a estas empresas a obtenção da taxa
mínima de lucro.

• Preço de Expulsão: expulsar empresas já em operação na


indústria, devendo, para tanto, manter o preço a um nível
inferior ao custo direto daquelas empresas.
Hipóteses e conceitos operacionais do
modelo de Sylos-labini
• Os elementos que definem a estrutura da
indústria são:
• Extensão absoluta do mercado (capacidade de
oferta da indústria)
• Capacidade de absorção do mercado
(elasticidade da demanda)
• Distribuição das vendas entre as empresas que
compõem a indústria (market-share)
O problema estudado por Sylos-Labini:
• Como se determina o preço de longo prazo numa indústria
oligopólica?
• Qual a noção de equilíbrio apropriada para se estudar esse tipo
de estrutura de mercado?
– As respostas dadas pelo modelo de preços de Sylos-Labini:
– O preço será determinado para a indústria em seu conjunto,
tomando em conta as variáveis que definem a estrutura
técnico-produtiva da indústria, e numa perspectiva de longo
prazo.
– O modelo afirma que o preço determinado para a indústria
oligopólica será um preço de equilíbrio se e somente se, a
esse dado preço, nenhuma empresa for atraída para ou
expulsa da indústria.
– Uma vez determinado esse preço “estrutural”, aplica-se
integralmente a regra do princípio do custo total enquanto
um meio eficiente de recomposição da condição de equilíbrio
de preços da indústria e/ou definição de estratégias de
preços e de mark-up.
No curto prazo: aplica-se a fórmula do PCT
• Qual tende a ser o comportamento de preços de curto prazo
da empresa oligopólica?
• Em que situações espera-se que a empresa seja levada a
modificar os seus preços de venda?
• (A) Alterações nos custos diretos que atinjam todas as
empresas da indústria tendem a ser rapidamente repassadas
para os preços: a empresa usa a fórmula P = V + QV para
fazer este ajuste de preços.
• (B) Alterações moderadas ou temporárias na demanda não
tendem a ser automaticamente repassadas para os preços,
ao contrário, possivelmente os preços serão mantidos
estáveis.
A tendência geral dos preços é de que eles se situem em um nível acima do preço de
exclusão das empresas menores e relativamente menos eficientes: a guerra de preços
não tende a ser a regra em oligopólio.

• Quando interessará à grande empresa conviver com empresas menores?


• Quando não será interessante uma política agressiva de preços?

– O critério básico será a avaliação do espaço


econômico de mercado que se abriria com a
expulsão vis-à-vis a capacidade produtiva de uma
nova unidade produtiva da grande empresa.
• Quando interessará à grande empresa expulsar empresas menores
estabelecidas na indústria?
– Ceteris paribus, uma maior extensão absoluta do
mercado, ao comportar mais plantas produtivas de
maior tamanho, torna mais provável uma política
agressiva de preços por parte das grandes
empresas .
O Modelo de Oligopólio de Sylos-labini

• P = U + q’U + q’’U
• U = custos diretos unitários (matérias primas + salários)
• q’U = custo indireto unitário (K/X) (equipamentos + instalações)
• q’’U = lucro unitário (definido com base na taxa “convencional”
de lucro para o setor)

• Fazendo q’ + q’’= q
• Podemos simplificar a equação acima, reescrevendo-a como
• P=U+qU
• Onde q = representa o mark-up adicionado aos custos diretos
com o objetivo de recuperar os custos indiretos unitários e
garantir a taxa “convencional” de lucro para o setor.
Exemplo:
• Sendo:
• Quantidade produzida/mês = X = 60
• Custo direto total (matérias primas + salários) = U = 80$
• Custo indireto total (equipamentos + instalações) = K = 120$
• Lucro unitário – definido com base na taxa “convencional” de lucro para o
setor = 20% sobre os custos totais unitários
• Tem-se que:
• Custo direto unitário = U/X = 1,3$
• Custo indireto unitário = K/X = 2$
• Lucro unitário = 20% sobre os custos totais unitários = (1,3$ + 2$ = 3,3$) = 3,3$
x 20% = 0,66$
• P = U + q’U + q’’U
• P = 1,3$ + 2$ + 0,66$
• P = 3,96$
• Mark-up (q) =(P – U)/U =(3,96$ - 1,3$)/1,3$ = 2,66$/1,3$ = 2,04 (o preço
supera em 204 % o custo direto unitário)
Labini- Dados de estrutura industrial (Exemplo)
Labini – variáveis de análise
 Sendo o Preço Mínimo (definido para cada dado tamanho de empresa) dado por:
• Pm = (k/x + v) (1 + Sm)
• OBS: O preço mínimo é definido como o preço que possibilita a cada dado tamanho de empresa
cobrir os seus custos totais unitários e obter uma determinada taxa mínima de lucro (Sm) . No
exemplo, considera-se que Sm = 5%
Onde:
• k = custo fixo ou indireto unitário;
• x = quantidade produzida;
• v = custo variável ou direto unitário;
• Sm = taxa de lucro mínima, assim definida em termos de uma taxa “convencional”

 Sendo: Preço inicial (Pin) = 20,0; D = 1; Sm = 5%


Aplicando a fórmula do preço mínimo:
• Pm = (k/x + v) (1 + Sm) aos dados da tabela apresentada, tem-se como resultado:
• PREÇOS MÍNIMO
• A) empresas PEQ 19,4
• B) empresas MED 18,9
• C) empresas GRA 17,8
Alternativas de estratégias de preços em oligopólio
• A definição da estratégia de preços compete às empresas líderes da indústria e envolve três
possibilidades:
• O modelo supõe que a condição de EMPRESA LÍDER seja exclusividade da GRANDE EMPRESA
• Supõe que a Grande Empresa exerce liderança de preço e que as demais empresas são
seguidoras de preços.

Possíveis condutas da Grande Empresa líder de preço: variáveis relevantes


• PREÇO MÍNIMO: manter o preço ao nível correspondente à obtenção da taxa mínima de
lucro, correndo o risco de induzir a entrada de novas empresas (pequenas e médias) na
indústria.
• PREÇO DE EXCLUSÃO: impedir a entrada de novas empresas na indústria, devendo, para
tanto, manter o preço a um nível inferior ao que garanta a estas empresas a obtenção da
taxa mínima de lucro.
• PREÇO DE EXPULSÃO: expulsar empresas já em operação na indústria, devendo, para tanto,
manter o preço a um nível inferior ao custo direto daquelas empresas.
• No exemplo que estamos trabalhando:
Síntese do modelo de Sylos-Labini
O problema estudado por Sylos-Labini:
• Como se determina o preço de longo prazo numa indústria oligoppolista?
• Qual a noção de equilíbrio apropriada para se estudar esse tipo de estrutura de
mercado?
As respostas dadas pelo modelo de preços de Sylos-Labini:
• O preço será determinado para a indústria em seu conjunto, tomando em conta
as variáveis que definem a estrutura técnico-produtiva da indústria, e numa
perspectiva de longo prazo.
• O modelo afirma que o preço determinado para a indústria oligopolista será um
preço de equilíbrio se e somente se, a esse dado preço, nenhuma empresa for
atraída para ou expulsa da indústria.
• Uma vez determinado esse preço “estrutural”, aplica-se integralmente a regra
do princípio do custo total enquanto um meio eficiente de recomposição da
condição de equilíbrio de preços da indústria e/ou definição de estratégias de
preços e de mark-up.
• A tendência geral dos preços é de que eles se situem em um nível acima do
preço de exclusão das empresas menores e relativamente menos eficientes: a
guerra de preços não tende a ser a regra em oligopólio.
No longo prazo: papel de barreiras à entrada
A tendência geral dos preços é de que eles se situem em um nível
acima do preço de exclusão das empresas menores e relativamente
menos eficientes: a guerra de preços não tende a ser a regra em
oligopólio.

• Quando interessará à grande empresa conviver com empresas


menores?
• Quando não será interessante uma política agressiva de preços?
– O critério básico será a avaliação do espaço econômico de mercado que se
abriria com a expulsão vis-à-vis a capacidade produtiva de uma nova
unidade produtiva da grande empresa.
• Quando interessará à grande empresa expulsar empresas
menores estabelecidas na indústria?
– Ceteris paribus, uma maior extensão absoluta do mercado, ao comportar
mais plantas produtivas de maior tamanho, torna mais provável uma política
agressiva de preços por parte das grandes empresas .
Conclusões gerais do modelo de Sylos-Labini

• O preço de “equilíbrio” da indústria é de caráter pluri-


determinado:
•  Partindo-se de uma dada estrutura inicial da indústria
chega-se a um dado preço de equilíbrio para a indústria;
•  Sendo outros os dados do ponto de partida e/ou
supondo que alguma modificação em qualquer um dos
dados iniciais, tem-se início uma nova trajetória de
determinação do preço de “equilíbrio” da indústria.
• As trajetórias de “equilíbrio” são irreversíveis em sua
determinação e seus efeitos sobre a estrutura e o
desempenho da indústria.
Conclusões gerais do modelo de Sylos-Labini

• A estrutura de custos da indústria é definida com referência ao porte da


empresa;
•  Empresas de maior porte operam com custos unitários de produção mais
baixos: efeito economias de escala

• Identifica-se a existência na indústria de diversas taxas de lucros em


correspondência às diversas estruturas de custos
•  As empresas de maior porte auferem taxas mais elevadas de lucros
• Os lucros mais elevados das grandes empresas são de caráter estrutural, ou
seja, são não-friccionais.

• O nível de barreiras e/ou o grau de dificuldade de ingresso na indústria se


expressa no tamanho da margem de lucro (preço / custos) da firma mais bem
posicionada na indústria: a firma que opera com maior vantagem absoluta de
custos.
•  O modelo supõe que a firma líder de custos será também a que
desempenhará o papel de líder de preços na indústria: as outras firmas deverão
se guiar por ela.
Conclusões gerais do modelo de Sylos-Labini
• O preço de “equilíbrio” da indústria é de caráter
pluri-determinado:
•  Partindo-se de uma dada estrutura inicial da
indústria chega-se a um dado preço de equilíbrio
para a indústria;
•  Sendo outros os dados do ponto de partida e/ou
supondo que alguma modificação em qualquer um
dos dados iniciais, tem-se início uma nova trajetória
de determinação do preço de “equilíbrio” da
indústria.
• As trajetórias de “equilíbrio” são irreversíveis em sua
determinação e seus efeitos sobre a estrutura e o
desempenho da indústria.
Hipóteses simplificadoras do modelo de Sylos-Labini

• Uma empresa já instalada na indústria que quiser ampliar sua


capacidade de produção, ou uma concorrente potencial que
pretender ingressar na indústria, somente o poderão fazer
adotando o método de produção (tecnologia) já existente e
apropriado ao porte econômico, escala de produção atual da
empresa : O MODELO EXCLUI A POSSIBILIDADE DE
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
• Cada empresa somente se expande criando novas instalações
iguais àquelas já em operação: O MODELO DECONSIDERA A
POSSIBILIDADE DE A EMPRESA (ENTRANTE OU ESTABELECIDA)
CONSIDERAR VANTAJOSO OPERAR COM UMA PLANTA DE
MENOR TAMANHO
•  Supõe que se novas empresas vierem a entrar no mercado,
aquelas que já estão operando manterão o mesmo nível de
produção anterior à entrada: O MODELO EXCLUI A
POSSIBILIDADE DE ALIANÇAS OU FUSÕES ENTRE AS
EMPRESAS - Esta hipótese é conhecida como o “postulado
de Sylos” –
Conclusões
• Críticas ao modelo de barreiras à entrada
– Caráter estático: entrada depende apenas da
expectativa de lucro, supõe que a demanda da
industria é dada, ignora incerteza
– Modelo ignora que as estratégia das empresas
estabelecidas afetam barreiras à entrada
– Uma vez que diversos elementos afetam decisão de
entrada, é difícil estabelecer princípios genéricos
sobre entrada.
– Fragilidade do conceito de preço-limite:
• Preço não é único mecanismo concorrencial.
• Barreira à entrada não é único elemento que explica
determinação dos preços.
115
Relação entre precificação,
acumulação e crescimento (Steindl)
A abordagem de Steindl
 Steindl (1952) – Maturidade e Estagnação do
capitalismo americano
 Hipóteses
Firma opera em mercado de concorrência imperfeita.
Precificação visa a expansão da parcela de mercado da firma.
Firma cresce tomando mercado de outras firmas.
Precificação agressiva.
Tendência a concentração da indústria.

Evidências empíricas
- Estrutura de custos Acumulação Assimetria das
- Formação de preços de capital firmas
- Oligopólios
A perspectiva dinâmica de J. Steindl
• O tamanho da firma é relevante para a análise de Steindl porque é
por meio desse reconhecimento é que se pode entender o processo
competitivo em que interagem pequenas e a grandes firmas.
• Existem vantagens decorrentes do tamanho da empresa.
– As pequenas empresas não têm acesso a tais vantagens, que de
outra parte não são compensadas por vantagens especificas do
pequeno tamanho.
• Trata-se de uma situação de assimetria:
– Todas as vantagens ou aperfeiçoamentos técnicos que estão ao
alcance das pequenas empresas também poderão ser
desfrutados pelas grandes, mas não o inverso.
– Consequentemente há uma hierarquia de margens e taxas de
lucro.
Três razões fundamentais para se
manter capacidade ociosa
1. Atender rapidamente o crescimento da
demanda uma vez que não há livre entrada.
2. Poder acompanhar o crescimento da
demanda paulatinamente ao longo do
tempo.
3. Indivisibilidade técnica das plantas. Elas não
são adaptadas a um tamanho especifico da
demanda.
Hipóteses da Análise de Steindl

• Firma opera em mercado de concorrência


imperfeita.
• Precificação visa a expansão da parcela de
mercado da firma.
• Firma cresce tomando mercado de outras
firmas.
• Precificação agressiva.
• Tendência à concentração da indústria.
Steindl – Conceitos relevantes
1. Excesso de capacidade produtiva (e o seu grau de
utilização)
2. Rigidez de preços (e margens de lucro)
3. Diferenciação entre firmas líderes e marginais.
4. Acumulação interna dos lucros das empresas.

• Integração de elementos em modelo de análise


que discute relação entre acumulação interna e
crescimento de mercado
Hipóteses da Análise Steindl
Hipóteses Gerais
• Firma opera em mercado de concorrência imperfeita.
• Precificação visa a expansão da parcela de mercado da firma.
• Firma cresce tomando mercado de outras firmas.
• Precificação agressiva.
• Tendência a concentração da indústria.

Hipóteses Simplificadoras
• O investimento é realizado na própria indústria, isto é, não há
diversificação produtiva e de ativos financeiros.
• O comportamento da demanda é um dado exógeno.
• A acumulação interna (dos lucros retidos) exerce uma
importante influência positiva sobre as decisões de investir.
A capacidade ociosa é o mecanismo que liga
o aspecto micro ao macro.
• É ela que realimenta no longo prazo a retração do
investimento agregado.
• O objetivo de Steindl com esta fundamentação micro é dar
base para uma discussão macro sobre a tendência natural à
estagnação das economias capitalistas.
• Quanto maior a capacidade ociosa menor o investimento.
• Tentativas individuais de eliminá-la implicarão mais aumento
da sua capacidade.
– Uma vez que os concorrentes investirão em mais
capacidade para bloquear o eventual aumento do market-
share desse agente individual.
Preços x capacidade ociosa
• Inflexibilidade de preços.
– Os preços não baixam por conta do medo de uma guerra de
preços.
• Ocorrem apenas alterações nas quantidades produzidas.
• Os preços baixam somente em função de redução de custo.
– O que implica que no oligopólio a margem de lucro sempre
tende a se manter constante.
• Não é mais o preço o mecanismo regulador do mercado e sim o
excesso de capacidade.
• Os excessos de capacidade decorrente de flutuações na demanda
são absorvidas pelos oligopólios como capacidade ociosa não
planejada.
• Este excesso não planejado se ajusta ao planejado no longo prazo
com a redução no nível de investimento em nova capacidade.
Diferenciação: firmas marginais x firmas
progressitas
Firmas marginais:
• São as de maior custo e que obtém apenas lucros normais, isto é,
nenhum lucro extra.
• São as firmas menores.
• Crescem pouco em relação às grandes.
• No máximo preservam seu market-share mas correm o risco eminente
de perder para as grandes.

Firmas Progressistas
• São as melhor situadas em termos de custos e/ou preços.
• São as maiores, em função de vantagens ou de economias de escala.
• Possuem, portanto, maiores margens de lucro.
• Possuem as melhores condições de crescer à frente das concorrentes.
Suposições sobre a dinâmica de funcionamento da concorrência oligopolista

• As firmas progressistas buscam crescer a um ritmo superior ao do


mercado.
• Devem, portanto, realizar um esforço de vendas adicional, através
de uma combinação de:
– Menores preços
– Maior qualidade
– Maiores despesas com publicidade, comercialização e
diferenciação do produto em geral
• A taxa de acumulação interna das empresas progressistas ultrapassa
um certo nível, que as leva a ampliar sua capacidade a um ritmo
superior ao do mercado
– Crescem a um ritmo superior ao mercado.
• Concentração é um reflexo natural da concorrência
Suposições sobre a dinâmica de funcionamento da
concorrência oligopolista
• Esforços de vendas implica maiores gastos que são compensados
pelas maiores margens que estas possuem em função do
progresso técnico.
• Em condições normais, as firmas progressistas gastam o diferencial
da margem até o ponto em que se iguale à margem média.
• A participação das empresas marginais no mercado é considerável.
• A taxa de acumulação interna das empresas progressistas podem
ultrapassar um certo nível, que leva as leva a ampliar sua
capacidade a um ritmo superior ao do mercado.
– Crescem a um ritmo superior ao mercado.
• Assim,
– As empresas marginais diminuem sua participação no mercado
(market-share) sem serem eliminadas
Dinâmica do mercado: concentração absoluta
• O nível de acumulação interno ultrapassa um nível critico.
• As progressistas crescem a um ponto tal, que sua participação
no mercado implica em redução e/ou eliminação da
participação das marginais.
• Esse processo tem um caráter irreversível.
• Não há como eliminar a pressão competitiva que por natureza é
crescente por conta do aumento de capital e da lucratividade.
• A tendência é sempre de uma concentração absoluta ou
relativa, dependendo do ritmo de acumulação interna.
• Sistematicamente haverá ao longo do tempo eliminação das
empresas marginais.
• Este tipo de concorrência prevalece em um padrão de
oligopólio competitivo
Variante do modelo de Steindl
• Continua a haver barreiras à entrada
• Presença de parcela insignificante de empresas "marginais"
• São marginais no sentido de que são menores: apresentam
lucros supranormais e não são facilmente elimináveis.
• A competição em preços, tanto quanto em qualidade e
promoção de vendas, será na maioria dos casos inócua para
efeito de deflagrar um processo de concentração absoluta.
• As firmas menores terão condições financeiras de absorver
estes preços menores (ou custos maiores) sem risco de
falência, ao menos até o ponto em que a diferenciação das
margens de lucro entre essas firmas e as "progressistas" se
torne muito acentuada.
• Este tipo de concorrência prevalece em um padrão de
oligopólio concentrado
Características gerais da análise
• Introduz/adota variáveis dinâmicas e rejeita o paradigma de
equilíbrio.
• Análise não se detém nos preços, mas nas margens de lucro, e não
como resultado final de uma busca do equilíbrio, mas como
elemento ativo da estruturação do mercado.
• Não trata o excesso de capacidade como fricção das indústrias
competitivas ou como ineficiência.
• Excesso de capacidade é fruto da própria estrutura e da estratégia
das empresas oligopolistas.
• Não entende o conceito de concorrência como restrito às formas
exteriores em que se apresenta - em preços, em produtos, vendas
etc.
• Concorrência é um processo fundamental que, assentado na
própria natureza da economia capitalista, é capaz de gerar o
movimento incessante em que se realiza a acumulação de capital -
sem alcançar qualquer equilíbrio.
O Modelo de Steindl – Equações Básicas

1) Taxa de Endividamento (g) = Ativos reais(k)/


Recursos próprios (C) → K = gC
2) Intensidade do capital (h) = Ativos Reais (k)/ Prod.
Plena Capacid. (X*) → X* = k/h
3) Utilização capacidade (u) = Vendas (S) / Prod.
Plena Capacid. (X*) → S = u X*
Então:
• S = u k/h = (u).(1/h). (g) (C)
Modelo de Steindl

Considerando:
• α = taxa proporcional de acumulação interna (∆C)
• g´= mudança proporcional na taxa de endividamento
• h´= mudança proporcional na intensidade do capital
• u´= mudança proporcional na utilização de capacidade
• R = taxa proporcional de expansão das vendas (∆S)

Tem-se:
• (1 + R) = (1 +u´) 1/(1 +h´) (1 + g´) (1 + α) (1)
Modelo de Steindl

Considerando a possibilidade de eliminação de firmas menos


eficientes:
• (1 + R´) = (1 +R) + (1 +e) (2)
onde
• e = relação entre vendas eliminadas e total das vendas da
indústria
Aplicando-se (2) às firmas remanescentes, tem-se:
• (1 +R) + (1 +e) = (1 +u´) 1/(1 +h´) (1 + g´) (1 + α)
• (1 +R) = (1 +u´) 1/(1 +h´) (1 + g´) 1/(1 +e) (1 + α)
Considerando variações pequenas, tem-se:
• R = u´+ g`- h` - e + α
Modelo de Steindl

Alternativas para enfrentar problema de excesso de


acumulação
• 1) redução do grau de capacidade ociosa planejada
(↓u´)
• 2) redução do grau de endividamento (↓g´)
• 3) aumento do grau de intensidade do capital (↑h´)
• 4) eliminação de concorrentes e absorção do seu
mercado (↑e)
• 5) busca de escoadouros fora da indústria original
(diversificação)
Modelos estilizados de estruturas de
mercado
Caracterização de “padrões de crescimento”
em diferentes tipos de indústrias
• Expansão e “dinamização” das hipóteses do
Modelo ECD tradicional
• Questões adicionais:
– Ampliação da análise de “barreiras à entrada”
(estruturais e estratégicas);
– Sofisticação da análise dos padrões de conduta;
– Incorporação da análise do “potencial de
acumulação” e das possibilidades de sustentação
do crescimento
Tipologia de Estruturas Industriais - Elementos de Estrutura
Tipologia de Estruturas Industriais – Padrões de Conduta
Tipologia de Estruturas Industriais – Elementos de Desempenho